Samsung está fora do Estaleiro
Adriana Guarda
A Samsung está fora da sociedade no Estaleiro Atlântico (EAS), no Complexo de Suape. A empresa sul-coreana vendeu seus 6% de participação no empreendimento para os sócios Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que passarão a dividir o controle acionário, cada um com 50% do negócio. A informação foi confirmada por uma fonte da Camargo Corrêa.
A saída da Samsung vai de encontro às negociações que vinham sendo comandadas pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, para içar a companhia coreana ao controle majoritário do estaleiro. Informações de mercado davam conta de que executivos e operários coreanos estariam desembarcando em Pernambuco num processo de transição.
As mudanças no controle acionário já vinham ocorrendo, com aumento de participação dos sócios majoritários. O grupo de empresários fluminenses da PJMR, que detinham 1% de participação, saíram do negócio. E a Samsung reduziu sua participação de 10% para 6%.
Considerado o marco da retomada da indústria naval no Brasil, o Atlântico Sul vem enfrentando dificuldades financeiras e para entregar às encomendas à Transpetro. Lançado ao mar desde maio do ano passado, o navio João Cândido continua em fase de acabamento e só deverá fazer a prova de mar (teste de navegação) este mês.
A única encomenda entregue pelo EAS foi o casco da plataforma P-55, que foi encomendada pela Petrobras. O estaleiro tem um pacote de encomendas estimado em R$ 7 bilhões para construir 22 navios petroleiros para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro, além de sete sondas de perfuração para a Petrobras.
O Atlântico Sul é um investimento de R$ 1,8 bilhão. No ano passado chegou a ter 11 mil funcionários para acelerar a fabricação do João Cândido e da P-55, mas desmobilizou boa parte da mão de obra e conta hoje com cerca de 5 mil funcionários.
Jornal do Comércio
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