COLOGEA

COLOGEA
A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

sábado, 30 de junho de 2012

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE PASSAGEIROS

Artigo: Falhas no transporte ferroviário de passageiros

O noticiário recente sobre falhas no sistema dos trens urbanos de São Paulo traz uma questão “que não quer calar”: O número de falhas aumentou em relação à média histórica? A resposta é não, e pode ser comprovada pelos relatórios anuais da CPTM. Em 2003, ano de criação da Companhia, o MKBF (quilometragem média entre falhas dos trens) foi de 2.161 quilômetros. Em 2011, de 3.716 quilômetros.
Então, por que parece ter aumentado? Porque, no mesmo período, a quilometragem anual da frota passou de 103,6 milhões de quilômetros para 181,3 milhões. O número médio de falhas por quilômetro diminuiu, mas o número absoluto de ocorrências aumentou, porque a circulação total cresceu. Em outras palavras: houve incremento de 75% na quilometragem e redução de 72% na média de eventos, o que significa que o número absoluto de eventos aumentou.
Ainda seguindo essa linha de raciocínio, é necessário chamar a atenção dos caros leitores para outro fato. Se considerarmos a quantidade de viagens realizadas pela CPTM, o número de falhas é relativamente baixo. Em 2011, por exemplo, foram realizadas 810 mil viagens, com 0,005% de ocorrências (42), que resultaram em paralisações parciais da operação.
É preciso reconhecer o esforço que permitiu melhorar a média de ocorrências, numa malha caracterizada pela diversidade tecnológica e por equipamentos com idades variadas. Na CPTM, a realidade é exatamente esta: a Companhia opera 12 diferentes séries de trens.
Quem conhece de perto o dia a dia da CPTM sabe que as falhas na circulação de trens não são provocadas apenas por problemas técnicos. Outros fatores, como a presença de usuários na via, alagamentos, descargas atmosféricas e interrupção de  energia,  também prejudicam o funcionamento do sistema.  O crescimento do uso de celulares também exerce sua parcela de culpa. Isso porque a rapidez da informação (SMS, foto, redes sociais) acelera e amplia a repercussão das falhas, criando a “sensação” de aumento do número de ocorrências.
Em paralelo, é preciso lembrar que parte das falhas decorre justamente do reflexo de obras de modernização em sistemas em operação. O fato é que, seja pela necessidade de projetar, construir, implantar e testar, seja pelos percalços nas licitações públicas, na ferrovia não existe melhoria rápida. Não existem soluções imediatas.
Muito importante, contudo, é lembrar que a tecnologia ferroviária está baseada no conceito de falha-segura. Isto significa que uma ocorrência resulta em parada dos trens, em desconforto para os passageiros, mas não cria situação insegura.

*Telmo Giolito Porto, Prof.Dr. pela Escola Politécnica da USP, onde leciona.

Prêmio Abralog de Logística

Prêmio Abralog de Logística, inscrições abertas.


Estão abertas as inscrições à 10ª edição do Prêmio Abralog de Logística. A premiação ocorrerá a 3 de outubro, durante a XVI Conferência Nacional de Logística, que será realizada durante a Movimat, no Expocenter Norte, de 2 a 4 daquele mês.

O Prêmio ABML de Logística é o mais tradicional da logística brasileira, daí o fato de ano a ano receber grande número e inscritos e receber apoio das mais importantes empresas do segmento.

A premiação tem como objetivo reconhecer as empresas usuárias (embarcadores, indústrias, redes de varejo, atacadistas e distribuidores) que se destacaram por encontrar soluções em projetos para as cadeias de suprimento.


Os responsáveis pelos cases já apresentados podem atualizá-lo até a data limite estipulada pelo regulamento, o dia 3 de agosto de 2012 (Veja na página inicial do site nos canais à esquerda). Em função da união entre Aslog e ABML, a premiação não foi entregue no final de 2011. Todos os trabalhos inscritos durante o ano passado estarão concorrendo.



Já conquistaram o Prêmio empresas como:

Rapidão Cometa, Braspress, Orivalde Soares da Silva Júnior (Categoria Estudante), ADS Micrologística, Grupo Netuno, CSI Cargo, VW - Audi, Correios, Parmalat, Procter & Gamble,  Sodexho,  Coca-Cola, Min istério da Educação,  Philip Morris, Lojas Renner, Casas Bahia,  Agfa Gevaert, P etrobras, Ernesto Saboya de Figueiredo Neto (Categoria Estudante de Logística), TV Globo, Ipiranga Petroquímica, Vale do Rio Doce, Pepsico do Brasil, Pão de Açúcar, Gillette, Accenture,  Rodolfo Crystello Davariz (Categoria Estudante), Submarino, Duratex,  3M do Brasil,  Administração dos Portos de Paranaguá e Leonardo de Macedo Martins dos Santos(Categoria Estudante), entre outras.

Fonte:http://www.abml.org.br

Expo.Logística apresenta inovações do setor


Novidades em produtos e serviços para o setor logístico são destaque da Expo.Logística 2012, entre 20 e 22 de agosto, no Rio de Janeiro

As novidades em produtos e serviços para o setor logístico são destaque da Expo.Logística 2012, que ocorre entre os dias 20 e 22 de agosto, no Hotel Royal Tulip, no Rio de Janeiro (RJ).

Promovido pela Fagga | GL exhibitions e realizada pelo ILOS - Instituto de Logística e Supply Chain, o evento reúne em uma feira de negócios os principais players dos segmentos de transporte, armazenagem, distribuição, automação, comércio exterior, consultoria, gerenciamento de risco, seguros e tecnologia da informação. No ano passado, o encontro teve mais de 2 mil visitantes, entre eles diretores e executivos de empresas da cadeia logística.

A feira ocorre paralelamente ao Fórum Internacional de Logística, que é referência em capacitação de executivos nas áreas de logística, operações e serviços e tem como atração a divulgação de estudos inéditos sobre o cenário do setor.

Serviço: Expo.Logística 2012 e Fórum Internacional de Logística
Quando: de 20 a 22 de agosto de 2012
Onde: Hotel Royal Tulip - Avenida Aquarela do Brasil, 75 - São Conrado - Rio de Janeiro (RJ)
Cartola - Agência de Conteúdo

Preocupação com aquecimento global

Cidades da Europa planejam ações contra impacto da mudança do clima

Preocupação com aquecimento global já mobiliza 22 municípios europeus.
Cidades estabeleceram metas para reduzir emissões de gases poluentes.

Da Reuters
Cidades da Europa planejam se adaptar à mudança climática conforme os riscos se tornam mais severos, mostrou nesta quinta-feira (28) um relatório da organização de medição de emissões Carbon Disclosure Project (CDP) e a empresa de consultoria Accenture.
Os municípiois têm sido obrigados a planejar ações de defesa contra enchentes e escassez de recursos hídricos, além de garantir que novos edifícios forneçam resfriamento natural aos ocupantes e que os antigos prédios tenham eficiência energética.
O relatório pesquisou 22 cidades europeias, incluindo Amsterdã, Berlim, Istambul, Londres, Manchester, Moscou, Paris e Roma, sobre as suas emissões de gases e estratégias de mudança climática.
O resultado foi publicado menos de uma semana depois do término da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que terminou sem definir metas claras para fomentar a economia verde no mundo e deixou muitas pessoas convencidas de que os governos locais e as empresas terão de liderar os esforços para melhorar o meio ambiente.

Em Londres, a Tower Bridge recebeu iluminação nova em preparação para o Jubileu de diamante da rainha e para os Jogos Olímpicos 2012 (Foto: Sang Tan) Tower Bridge, cartão postal de Londres, na Inglaterra. Metrópole reduziu emissões de CO2 em 3,6% em 2010, na comparação com 2008. (Foto: Sang Tan)
Municípios em risco
A pesquisa descobriu que 17 das 22 cidades europeias estudadas, ou 77%, completaram ou quase completaram as avaliações de risco para entender como a mudança climática vai afetá-las. Dezoito delas disseram que enfrentam "riscos significativos" da mudança climática, e 54% delas enxergam esses riscos como "severos" ou "muito severos".
Devido aos impactos, as cidades têm buscado desenvolver planos adaptativos. Segundo o relatório, 14 das cidades pesquisadas já possuem um plano de adaptação em vigor, enquanto outras duas estão desenvolvendo projetos.
"As cidades europeias estão demonstrando liderança e a melhor prática na gestão da mudança climática em nível local", disse o chefe do programa de cidades do CDP, Conor Riffle.
"O relatório mostra que outras cidades podem se beneficiar implementando estratégias similares, como a medição anual e relato de emissões de gases do efeito estufa".

Emissões de gases
As emissões globais de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases que provocam o aquecimento global do planeta, atingiram o recorde de alta no ano passado, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).
De acordo com o estudo divulgado nesta quinta, 86% das cidades europeias analisadas estabeleceram uma meta de redução das emissões. Baseado nos últimos números fornecidos por quatro cidades ao CDP, as emissões de Londres caíram 3,6%, para 43,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2010 com relação a 2008, e as de Copenhague caíram 5,2%, para cerca de 2,5 milhões de toneladas em 2010 com relação a 2009.
As emissões de Berlim subiram 4,1%, para mais de 20,7 milhões de toneladas de emissões de CO2 em 2008 com relação a 2007, e as de Roterdã cresceram 6% em 2010, para 29,6 milhões de toneladas com relação a 2009.
"O crescimento populacional, a atividade econômica, os padrões meteorológicos e outros fatores que estão fora do controle direto do governo da cidade podem dificultar, se não tornar impossível, mostrar reduções estáveis nas emissões", disse o relatório.

Adesão da Venezuela ao Mercosul

Adesão da Venezuela ao Mercosul será oficializada em julho no Rio de Janeiro


Carolina Pimentel*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Mercosul aprovou a entrada da Venezuela como membro permanente do bloco. A decisão foi aprovada por Brasil, Argentina e Uruguai ontem (29) em Mendoza, na Argentina. O ingresso será oficializado no dia 31 de julho em uma cúpula no Rio de Janeiro.
A Venezuela pediu adesão ao organismo em 2005, mas o Congresso do Paraguai não aprovou o ingresso, porque o país não respeita valores democráticos exigidos pelo grupo. Os Congressos do Brasil, Uruguai e da Argentina foram favoráveis ao novo sócio.
O anúncio foi feito pela presidenta Argentina, Cristina Kirchner, que junto com Dilma Rousseff e José Mujica, do Uruguai, estão reunidos para discutir a crise no Paraguai. Segundo Cristina, a suspensão paraguaia do Mercosul vale “até que se cumpra o processo democrático e que novamente se instale a soberania popular no país e elejam livremente o presidente”.
Na reunião de Mendoza, o Paraguai não estava presente, porque está suspenso por causa do impeachment de Fernando Lugo. A suspensão é temporária até que ocorram novas eleições gerais no país, previstas para 2013.
Em Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, comemorou a entrada no bloco regional, que, segundo ele, que provocará impacto social, econômico e político para o fortalecimento da integração latinoamericana.
Desde que Lugo foi retirado da Presidência, os mandatários sul-americanos já haviam criticado o processo de impeachment, ao considerarem rápido e sem chance de defesa adequada para o ex-bispo católico. Lugo foi acusado de mau desempenho na função de presidente do país, após um conflito agrário ter resultado na morte de 17 pessoas. Os deputados e senadores aprovaram a saída dele do poder em um dia.
A presidenta da Argentina – país que está com a presidência temporária do bloco - afirmou que não haverá sanções econômicas ao Paraguai. “Nosso objetivo é garantir a melhor qualidade de vida aos povos do Mercosul".

*Com informações da agência pública argentina Telam e da Agencia Venezolana de Noticias
Edição: Rivadavia Severo

sexta-feira, 29 de junho de 2012

AB InBev assume Grupo Modelo por US$ 20,1 bilhões

Em comunicado conjunto à imprensa, as duas companhias informaram que a fusão será "concluída através de uma série de medidas que vão simplificar a estrutura societária"



François Lenoir/Reuters
Logotipo da Anheuser-Busch InBev em Leuven
Logotipo da marca Anheuser-Busch InBev em Leuven
Bruxelas - A Anheuser-Busch InBev, controladora da fabricante de cervejas Ambev, confirmou que está adquirindo as participações remanescentes no Grupo Modelo por US$ 9,15 por ação - em um negócio que totaliza US$ 20,1 bilhões.
O Modelo é a maior cervejaria do México, com um valor de mercado de US$ 23 bilhões. Em um comunicado conjunto à imprensa, as duas companhias informaram que a fusão será "concluída através de uma série de medidas que vão simplificar a estrutura societária do Grupo Modelo, seguido por uma oferta em dinheiro pela AB InBev para todas as ações pendentes da companhia."
As empresas informaram que o preço oferecido pelas ações do Grupo Modelo representa um prêmio de cerca de 30% em relação à cotação dos papéis no fechamento do dia 22 de junho. A AB InBev já detém uma participação não controladora de 50% no Grupo Modelo. O controle da companhia estava nas mãos de uma família. A nova empresa combinada seria a maior do setor, com estimativa de receitas de US$ 47 bilhões neste ano e operações em 24 países, de acordo com as companhias. As informações são da Dow Jones.

Mobilidade urbana » Passageiros

 

Volvo entrega 332 ônibus para a prefeitura de Manaus (AM)

Entrega dos novos ônibus é o ponto inicial para a implementação do sistema BRT no transporte publico para a população manauara.

Silas Colombo, repórter do Portal Transporta Brasil


A Volvo Bus Latin America entregou as últimas unidades de um lote de 332 ônibus para o sistema de transporte urbano da capital amazonense, Manaus. Segundo a prefeitura local, maior parte dos novos veículos já está em circulação.
A remessa é composta por 166 unidades articuladas e 166 convencionais, com motor frontal. Os novos veículos foram adquiridos para renovar a frota do transporte urbano de passageiros, que começa a implantar o sistema BRT (Bus Rapid Transit), sigla em inglês para sistemas rápidos de transporte organizado.

“Estes veículos que estão integrando o sistema de transporte urbano de Manaus são modernos e eficientes. São de alta performance e mais econômicos, o que garante menos emissões de poluentes e oferecem qualidade ao transporte público e conforto para os passageiros”, afirma Luis Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.
Os modelos articulados têm 21 metros de comprimento, 2,6m de largura e 2,2m de altura e capacidade para transportar até 180 passageiros.  “A principal vantagem, é a melhoria da qualidade de vida para as pessoas, que gastarão menos tempo se deslocando”, ressalta o presidente. Por mês, o sistema de transporte de Manaus transporta 24 milhões de passageiros.

Expansão de florestas no Ártico pode acelerar aquecimento

Plantas liberam mais carbono do que são capazes de capturar, diz estudo

Solo da tundra possui muita matéria orgânica estocada, dizem pesquisadores Solo da tundra possui muita matéria orgânica estocada, dizem pesquisadores (Thinkstock)
Ao contrário do que se pensava, a expansão de florestas na região do Ártico pode liberar mais carbono na atmosfera, agravando os efeitos do aquecimento global. Isso acontece porque as novas plantas aceleram a decomposição de matéria orgânica no solo, liberando mais dióxido de carbono do que podem capturar do ar.
Com o aumento das temperaturas, os cientistas têm constatado uma mudança na vegetação da região da tundra ártica, no norte da Europa. A paisagem antes dominada por pequenos arbustos e musgos agora também comporta cada vez mais florestas.
Até hoje, os cientistas pensavam que isso pode ser uma boa notícia: o crescimento de florestas aumentaria a quantidade de carbono armazenado em plantas da região e diminuiria sua concentração na atmosfera. Mas uma nova pesquisa publicada na revista Nature Climate Change mostra que essas novas plantas podem, na verdade, liberar grandes quantidades de carbono armazenadas no solo da tundra, piorando os efeitos do aquecimento global.
A pesquisa foi feita no norte da Suécia, onde os cientistas analisaram os estoques de carbono em uma tundra e uma floresta de bétulas, vegetação que tem aumentado na região nas últimas décadas.
Ao comparar os resultados, eles descobriram que a floresta de bétulas era capaz de armazenar até duas vezes mais carbono em suas árvores que a tundra. No entanto, isso não compensava os baixos estoques de carbono em seu solo. “Isso acontece porque o solo da tundra possui muita matéria orgânica estocada, por causa de sua lenta decomposição”, diz Gareth Phoenix, colaborador do estudo.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia

Orçamento espanhol será vigiado após ajuda aos bancos

 
De olho aberto
 
A evolução do orçamento da Espanha estará sob a supervisão dos sócios europeus depois que o país receber uma ajuda para seus bancos, informou o economista chefe do Banco Central Europeu (BCE), Peter Praet, em entrevista ao Financial Times Deutschland.
"A Espanha não tem um programa de ajuda clásico. Mas por causa da relação entre a situação do setor bancário e as finanças públicas, não podemos perder de vista o orçamento do Estado espanhol", disse Praet.
A ajuda dos sócios europeus a Espanha, que pode chegar a 100 bilhões de euros, será concedida em pagamentos sucessivos, condicionados ao cumprimento das condições, advertiu Praet.


Philippe Huguen

Países do Mercosul decidem suspender Paraguai do bloco

 
Da BBC Brasil

Brasília - Os países do Mercosul decidiram suspender o Paraguai do bloco, mas sem a aplicação de sanções econômicas, disse ontem (28) o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O ministro declarou ainda que o prazo de suspensão será definido pelos presidentes dos países do Mercosul na reunião marcada para amanhã, na cidade argentina de Mendoza.
Diplomatas envolvidos nas discussões sobre o Paraguai disseram que existe a possibilidade de que o Paraguai seja suspenso até as próximas eleições presidenciais, que devem ocorrer em abril do ano que vem. Na prática, o Paraguai não participaria também da próxima reunião do Mercosul que será em dezembro no Brasil, país que assume amanhã a presidência temporária do bloco, atualmente com a Argentina.
"O entendimento é com base no Protocolo de Ushuaia. No Artigo 5º existe uma primeira frase que fala na suspensão das participações nas reuniões e uma segunda que fale de direitos e obrigações. A decisão foi de nos mantermos na primeira frase, da suspensão", disse Patriota.
As declarações do ministro foram dadas durante um intervalo da reunião do Mercosul que contou com a participação dos ministros das Relações Exteriores do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Venezuela.
O Paraguai já havia sido excluído desse encontro, como havia sido anunciado logo após os questionamentos do bloco sobre o impeachment relâmpago do presidente Fernando Lugo.
"Lamentamos muito essa situação [de suspensão do Paraguai]. Tivemos 11 chanceleres [da Unasul] no Paraguai e destacamos que havia dúvidas sobre o processo [de destituição], com a falta de defesa do presidente Lugo. Isso levou a uma constatação de que não existe uma plena vigência democrática [no Paraguai]".
Segundo Patriota, os ministros do Mercosul entendem que o Paraguai não respeitou o chamado Protocolo de Ushuaia, assinado na década de 1990, pelos quatro países do bloco, incluindo o Paraguai, além do Chile e da Bolívia.
"O protocolo preconiza que a plena vigência democrática é uma condição essencial para o processo de integração. Então foi nesse sentido que se tomou a decisão de domingo passado [suspensão do Paraguai da reunião do Mercosul] e que se deverá se tomar a decisão hoje [sobre o prazo de suspensão do país]", disse.
Patriota declarou ainda que, além da questão do Paraguai, os países do Mercosul deverão tratar da intensificação das relações com a China. Os presidentes devem aprovar declarações para fazer acordos com o país asiático.
Segundo o ministro, a questão sobre a maior aproximação com a China foi discutida entre autoridades das pastas de Relações Exteriores do Mercosul, da Bolívia, do Chile, além da Guiana, do Suriname e México.
Na última segunda-feira (25), o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, participou de reunião – por teleconferência de Buenos Aires e ao lado da presidenta Cristina Kirchner, da Argentina – com a presidenta Dilma Rousseff e o presidente José Mujica, do Uruguai.
"Há interesse em se retomar diálogo mais frequente e uma cooperação mais intensa [com a China]", disse Patriota.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O que mudou no mundo depois dessa fala?

Uma questão de cidadania

Meio Ambiente: uma questão de cidadania





Maria Alice Antonello Londero Mestre em
Integração Latino-Americana pela
U. Federal de Santa Maria, RS


A questão ambiental ocupa hoje um importante espaço político; juntamente com as questões de sexo e de raça, constitui-se como ponto crucial da Biopolítica. Tornou-se um movimento social que expressa as problemáticas relacionadas aos "riscos de grande conseqüência", e exige a participação de todos os indivíduos, pois o Direito ao Ambiente é um "Direito Humano Fundamental".

No contexto político contemporâneo, onde as coletividades difusas são os novos atores, os determinantes são a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a "qualidade de vida", a questão ambiental é um canal de abertura para a participação sociopolítica, que abre possibilidades de influência das classes e estratos diversos da sociedade, no processo de formação das decisões políticas.

O impacto dos danos ambientais nas gerações atuais, e seus reflexos para as futuras, fez com que a questão ambiental atravessasse fronteiras, se tornasse globalizada.

Segundo Paulo Freire Vieira, nos anos 70, solidifica-se a consciência planetária das ameaças da civilização industrial-tecnológica: desertificação, destruição da camada de ozônio, etc ... e que os recursos naturais são limitados. A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo (Suécia-1972), , teve por temática o desenvolvimento humano. Os países menos desenvolvidos posicionaram-se sobre a relação de controle de desenvolvimento "versus" controle de poluição, resultando na internacionalização da questão da proteção ao meio ambiente.

Neste sentido, cabe destacar o Princípio 21 da Declaração de Estocolmo que determina que " De acordo com a Carta das Nações Unidas e com os princípios do direito internacional, os Estados têm o direito soberano de explorar seus próprios recursos, de acordo com a sua política ambiental, e a responsabilidade de assegurar que as atividades levadas a efeito, dentro de sua jurisdição ou sob seu controle, não prejudiquem o meio ambiente de outros Estados ou de zonas situadas fora dos limites da jurisdição nacional". Entretanto, a preocupação ambiental para os países menos desenvolvidos estava relegada a segundo plano, porque os reais problemas de sua população estavam ligados ao seu subdesenvolvimento: fome, miséria, carência de escolas, moradias, saneamento básico, atraso tecnológico, etc...

A década de 80 é marcada pela mundialização do movimento ambientalista e dos partidos verdes. Destaca-se, também, nesta década, a ocorrência de vários desastres ecológicos (Chernobyl, 1986; Bhopal, Índia, em 1984) e da intensificação da poluição (emissão de diácido de carbono das indústrias e dos automóveis; emissão de dióxido de enxofre (SO2); chuva ácida; efeito estufa (CFCs).

Em junho de 1992, o Brasil (Rio de Janeiro) é sede da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD-92) e teve como objetivo o exame de estratégias de desenvolvimento. Ressalta-se, o Princípio 1 que estabelece que "os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. Têm o direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia com o meio ambiente".

Entendendo-se a cidadania como "o estabelecimento de um laço político entre o indivíduo e a organização do poder" , podemos dizer que no Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu abertura de canais para participação efetiva na vida social, através do cidadão ou da coletividade.

Quanto a matéria ambiental, aquela Constituição abriu espaços à participação/atuação da população na preservação e na defesa ambiental, impondo a coletividade o dever de defender o meio ambiente (artigo 225, "caput", CF/88) e colocando como direito fundamental de todos os cidadãos brasileiros, a proteção ambiental determinada no artigo 5º, inciso LXXIII, CF/88 (Ação Popular). Estabeleceu que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo, assegurando a todos o direito ao meio ambiente equilibrado, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo à presente e às futuras gerações e ampliou as ações judiciais na tutela ambiental.

É direito da comunidade participar na formulação e execução das políticas ambientais, que deve ser discutida com as populações atingidas; também, a atuação nos processos de criação do Direito Ambiental; e, ainda, a participação popular na proteção do meio ambiente por intermédio do Poder Judiciário.

Necessário se faz destacar os principais instrumentos constitucionais, que estão a disposição do cidadão e da coletividade brasileira na tutela do meio ambiente:

Ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo: CF/88, artigos 102, inciso I, alínea a; 103; 125, § 2º;

Mandado Segurança Coletivo: CF/88, artigo 5º, LXX;

Mandado de Injunção: segundo o disposto no artigo 5º, LXXI da CF/88 conceder-se-à mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania".

Ação Civil Pública: "é o instrumento processual adequado para reprimir ou impedir danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e por infrações da ordem econômica (art. 1º), protegendo, assim, os interesses difusos da sociedade".

Ação Popular: a Constituição Federal de 05 de outubro de 1988 assegura ao cidadão brasileiro a possibilidade de "anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe (ofendendo) a moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural (...)" (artigo 5º, inciso LXXIII).

Concluindo, deve-se dizer que o tema ambiental é um dos mais importantes na última década do século XX, revelando os impactos negativos provocados no ambiente natural pelo crescimento sem limites que impôs forte domínio sobre a natureza além de suas necessidades. Este crescimento se mostrou ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto, e o esgotamento deste modelo é o que caracteriza a sociedade global do final deste século.

Portanto, destaca-se a necessidade da participação da comunidade e do Poder Público como agentes construtores de um meio ambiente equilibrado, objetivando a melhoria da "qualidade de vida" da população e da preservação do meio ambiente. A participação é um processo de conquista, construída constantemente através da abertura de espaços, pois não existe participação suficiente e acabada

A atuação/exigência do cidadão é instrumento eficaz de consolidação da democracia participativa, não só individual, como também coletiva, através de várias formas de organização. A participação é parte que integra o exercício democrático e alicerce da cidadania; e, a continuidade da democracia numa sociedade pluralista depende de uma participação popular que busque solidificar/intensificar/atualizar as conquistas em todos os campos, neste caso, as relacionadas com os problemas das incertezas globais referentes à questão do meio ambiente.

Estaleiro negocia com multinacional japonesa

Coluna Radar, da revista Veja, noticiou acordo fechado entre EAS e Ishikawajima, controlada pela Mitsui. Sócios da Camargo Corrêa e Queiroz Galvão dizem que negociação continua em andamento.


A necessidade de o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) conseguir um parceiro tecnológico até o final de agosto e garantir a totalidade dos contratos com a Transpetro faz surgir cada vez mais informações sobre sua negociação com a empresa japonesa Ishikawajima, controlada pela multinacional Mitsui.
Desta vez, foi a coluna Radar, da revista Veja, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, que noticiou um acordo fechado entre o EAS e a japonesa. A Ishikawajima entraria no lugar da Samsung, antigo parceiro tecnológico do empreendimento que vem, atualmente, apenas concluindo a parceria das primeiras embarcações.
Oficialmente, os atuais sócios do EAS não confirmam a informação. Procurados pela reportagem do JC, os sócios Camargo Corrêa e Queiroz Galvão informaram, por meio de sua assessoria de comunicação, que a negociação com o parceiro tecnológico ainda não está fechada, que continua em andamento. Não existindo, portanto, pronunciamento oficial da empresa sobre o assunto. Segundo os sócios, a Veja deu a informação sem nenhuma confirmação oficial do fechamento da parceria.

Fonte:http://jconline.ne10.uol.com.br

Esclarecendo...


O que é logística?

   
A LOGÍSTICA existe desde os tempos mais antigos. Na preparação das guerras, líderes militares desde os tempos bíblicos, já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e nem sempre ocorriam próximo de onde estavam as pessoas. Por isso, eram necessários grandes deslocamentos de um lugar para outro, além de exigir que as tropas carregassem tudo o que iriam necessitar.
Para fazer chegar carros de guerra, grandes grupos de soldados e transportar armamentos pesados aos locais de combate, era necessária uma ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA das mais fantásticas. Envolvia a preparação dos soldados, o transporte, a armazenagem e a distribuição de alimentos, munição e armas, entre outras atividades.
Durante muitos séculos, a Logística esteve associada apenas à atividade militar.
Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, contando com uma tecnologia mais avançada, a logística acabou por abranger outros ramos da administração militar. Assim, a ela foram incorporados os civis, transferindo a eles os conhecimentos e a experiência militar.
Podemos dizer que a logística trata do planejamento, organização, controle e realização de outras tarefas associadas à armazenagem, transporte e distribuição de bens e serviços.



Vera Bussinguer

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Problemas técnicos

Jamerson Reis - Diretor Presidente da COLOGEA



Por problemas de ordem técnica estamos voltando as nossas atividades nessa sexta 22 de Abril. Agradeçemos a compreensão dos usuários e clientes da COLOGEA. Nossa missão parte também do interesse em prestar cada vez mais um melhor serviço.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Audiência discute o sistema habitacional do Recife

Audiência discute o sistema habitacional do Recife Em pauta, as políticas públicas habitacionais, os conjuntos residenciais, as desocupações , indenizações e o programa Capibaribe Melhor

Publicação: 15/06/2012 07:49Atualização: 15/06/2012 08:51
Sistema habitacional é tema de audiência pública (Helder Tavares/DP/D.A Press)
Sistema habitacional é tema de audiência pública
O sistema habitacional do Recife está sendo discutido nesta sexta-feira. O assunto é tema de uma audiência pública que acontece no plenarinho da Câmara Municipal.
O encontro, proposto pela vereadora Vera Lopes (PPS), vai contar com representantes do Ministério Público de Pernambuco (MMPE) e de secretarias da Prefeitura do Recife.
Em pauta, as políticas públicas habitacionais, os conjuntos residenciais, as desocupações , indenizações e o programa Capibaribe Melhor.

Redação do Enem mantida no vestibular da UFPE

 

Redação do Enem mantida no vestibular da UFPE

Decisão foi tomada nesta quinta pelo Conselho Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão (CCEPE)

 

Do JC Online

O Conselho Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão (CCEPE) aprovou, em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (14), a manutenção da redação do Exame Nacional do Nesino Médio (Enem) como parte da nota da segunda fase do vestibular. O reitor Anísio Brasileiro, porém, deixou aberto a possibilidade de o assunto voltar a ser discutido no próximo ano.



A decisão aconteceu durante encontro que também aprovou novos cursos de graduação em Medicina (30 vagas) e em Saúde Coletiva (30 vagas), oferecidos respectivamente nos Centros Acadêmicos do Agreste (CAA), em Caruaru, e de Vitória (CAV). Além disso, o Bacharelado em Estatística adere ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação (MEC).

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Saber falar em público é essencial



Anteriormente exigida apenas para gestores, a competência de saber falar em público, seja em reuniões, apresentações ou palestras, vem sendo requisitada também por profissionais de outros níveis hierárquicos, como  analistas e assistentes. As mudanças constantes no mundo dos negócios exigem um maior preparo por parte dos profissionais, inclusive no tocante à comunicação.

Nos dias de hoje, mesmo nas atividades ditas mais técnicas, as pessoas precisam compartilhar conhecimentos. Negociar, liderar e saber se expressar com clareza são competências cada vez mais exigidas para os profissionais, independente da área de atuação. “Por conta da concorrência, a pessoa deve ter empregabilidade e um dos fatores principais é saber se relacionar e se expressar em público. Hoje, qualquer que seja a atividade, é necessário que os indivíduos se relacionem, façam marketing pessoal, executem apresentações e participem de reuniões. A dinâmica do mercado atual imprime esta necessidade”, aponta Reinaldo Passadori, especialista em Comunicação Verbal e Diretor do Instituto Reinaldo Passadori.
De nada adianta ter diversos diplomas, cursos de MBA e especializações, se o profissional não sabe se expressar. Empresas que não têm colaboradores com este perfil vêm investindo nesta competência para que sejam mais aptos a desenvolver a habilidade de se expressar bem diante das situações do dia a dia. ““Falar com propriedade, segurança, técnica e objetividade faz com que o indivíduo marque presença e valorize o que sabe. Ganha muito mais prestígio a pessoa que se comunica bem e sabe menos do que a que tem muito conteúdo, mas não sabe expor isto a seus colegas”, conta Passadori. Para ele, a timidez pode ser considerada o principal agente de dificuldade: “o medo, a insegurança e a ansiedade fazem com que a pessoa se retraia e não tenha plenitude no desenvolvimento de suas ideias”.

Confira, abaixo, dicas básicas para desempenhar um bom papel no ato de falar em público:
 Eleve sua autoestima:
Perceba quais são as suas maiores virtudes para usar isto a seu favor no ato de uma apresentação ou reunião;
 Treine:
Enfrente situações e perceba que, por mais que seja difícil, esta prática irá desenvolver esta competência cada vez mais;
 Se prepare:
Tenha consciência de qual é a intenção de seu discurso e analise o público alvo da mensagem (expectativa e vocabulário das pessoas);
Calcule o tempo:
Analise a duração do que vai falar para que discorra de forma equilibrada;
 Utilize recursos:
Ferramentas audiovisuais, como projetores, potencializa a apresentação e dá suporte do discurso se usadas de forma criativa. (Com

Informações da Assessoria de Imprensa)
Postado por: NewsComex - Comércio Exterior e Logística

Inscrições para o Enem terminam amanhã

Inscrições para o Enem terminam amanhã

14/06/2012 - 6h41
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 terminam amanhã (15). Os interessados devem acessar o site da prova até as 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira. Na terça-feira (12), o número de inscritos chegou a 4 milhões e a expectativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) é que a demanda aumente nos dois últimos dias.
O exame será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro. No ano passado, cerca de 6 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e pouco mais de 5 milhões pagaram a taxa que confirma a inscrição. Desde 2009, a prova ganhou mais importância porque passou a ser usada por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. A participação no exame também é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras.
Até ontem (13) à tarde, quando o número de inscritos atingiu 4 milhões, os estados com o maior número de inscrições foram São Paulo (659.441), Minas Gerais (425.033) e o Rio de Janeiro (315.292). Roraima, Amapá e o Tocantins registram menor participação: 11 mil, 14 mil e 25 mil inscritos, respectivamente.
No primeiro dia de provas (3 de novembro), os participantes terão quatro horas e meia para responder às questões de ciências humanas e da natureza. No segundo, será a vez das provas de matemática e linguagens, além da redação, com um total de cinco horas e meia de duração. A divulgação do gabarito está prevista para 7 de novembro, e o resultado final deve sair em 28 de dezembro.

Edição: Graça Adjuto

Mortalidade infantil nos países pobres tem forte redução

 
As mortalidades materna e infantil caíram significativamente nos países pobres desde 1990, mas ainda resta muito a fazer (Elmer Martínez/AFP/Archivo)
As mortalidades materna e infantil caíram significativamente nos países pobres desde 1990, mas ainda resta muito a fazer.
As mortalidades materna e infantil caíram significativamente nos países pobres desde 1990, mas ainda resta muito a fazer, destaca um relatório publicado nesta quarta-feira (13) com base na iniciativa da ONU "Contagem Regressiva até 2015".
A iniciativa busca atingir certos objetivos na área de saúde materna e infantil em 75 países "em desenvolvimento" até 2015, como reduzir em dois terços a mortalidade de crianças com menos de cinco anos, e em três quartos os óbitos entre as mães.
Segundo artigo publicado na revista britânica The Lancet, a mortalidade materna anual nestes países - a maioria na África subsaariana e no sudeste da Ásia - caiu quase à metade de 1990 a 2010 (de 543.000 casos a 287.000), enquanto a mortalidade entre crianças com menos de cinco anos passou de 12 milhões em 1990 a 7,6 milhões em 2010, com redução de 36,6%.
Alguns dos países mais pobres fizeram "progressos espetaculares" na redução da mortalidade infantil, comemoraram os autores do relatório, entre os quais figuram especialistas das universidades americanas Johns Hopkins e Harvard, da Escola Londrina de Higiene e Medicina Tropical da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra.
Apesar dos progressos, apenas 22 dos 75 países na "Contagem Regressiva até 2015" reúnem as condições necessárias para atingir os objetivos fixados pela ONU, adverte o relatório.

AFP - Agence France-Presse
Publicação: 13/06/2012 19:33 Atualização:

Índios do Brasil chegam à Kari-Oca montada para a Rio+20

 
"Bem-vindo à Rio 20", lançou um índio da etnia Terena para cerca de quarenta outros rostos pintados de preto e com penas, que acabaram de chegar ao Rio de Janeiro vindos do Mato Grosso do Sul (centro-oeste) para participar da Kari-Oca, após 48 horas de ônibus. 
 Esta aldeia indígena foi instalada em Jacarepaguá para a Cúpula dos Povos, um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada entre os dias 15 e 23 de junho.
"Foi uma viagem cansativa, mas nós viemos para dizer ao mundo que somos ignorados pela sociedade e pelo governo (...). Nós lutamos pela demarcação de terras indígenas", proclamou Antonio Terena, de 22 anos, usando jeans e camiseta, mas com um cocar grande, feito de pequenos pedaços de madeira. Todos os membros da tribo adotaram como sobrenome o nome de sua etnia.
Vinte e um guerreiros da região amazônica do Xingu chegaram antes, há duas semanas, para instalar as grandes cabanas de palha onde ficarão durante a Cúpula dos Povos, que colocará em questão a "economia verde", defendida pela Conferência oficial.
A chuva dos últimos dias tem dificultado o trabalho e o terreno ainda está muito enlameado. Esses guerreiros também construíram todas as estruturas de madeira para os "Jogos Verdes", competições esportivas indígenas que eles desejam transformar em "jogos mundiais".
"A ONU debate sustentabilidade, mas este é um argumento teórico para continuar a devastar a natureza. É inútil falar de economia verde se os índios não têm terra", afirma o cacique Marcos Terena, 52 anos, do Comitê Intertribal, encarregado de organizar a Kari-Oca.
Cerca de 400 índios de vinte etnias como os guaranis, os tikunas, os tukanos, os gaviões, os kaiapós, os xavantes, os bororos etc... são esperados nesta aldeia. Eles serão acompanhados por 1.200 índios do Canadá, Estados Unidos, Colômbia, Nicarágua, entre outros que irão participar das atividades e debates no Parque do Flamengo, perto do centro do Rio, onde acontecerá a Cúpula dos Povos.
Por iniciativa de 200 organizações ambientalistas e movimentos sociais em todo o mundo, este será um espaço de protesto contra o "capitalismo verde", um termo que engana, segundo eles, e que apenas designa um outro estágio da acumulação capitalista.
A Kari-Oca vai sediar debates sobre assuntos controversos, tais como créditos de carbono - que os índios são contrários - e as reservas minerais preciosas localizados em territórios indígenas.
Esses debates vão culminar na produção de um documento a ser apresentado à ONU em 17 de junho, antes da cúpula dos 116 chefes de Estado e Governo, que será realizada de 20 a 22.
"Em 1992, durante a Cúpula das Nações Unidas anterior, nós nos esforçamos para fazer com que todos tomassem consciência da importância do meio ambiente. Desta vez, vamos além disso, mostraremos o nosso conhecimento e tradições", explica Carlos Terena, 57 anos.
Neste sentido, nesta quarta-feira (13) a à noite, um "fogo sagrado" será aceso pelos índios para atrair bons espíritos antes da cúpula.
"Nós acenderemos como faziam os nossos antepassados, esfregando pedaços de madeira uns nos outros", ressalta Carlos, que disse estar "preocupado" com o futuro do planeta, mas continua otimista: "Desenvolvimento e preservação da natureza é possível, mas deve ser um desenvolvimento menos agressivo e com menos lucro."

AFP - Agence France-Presse

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Conquistas da Eco-92

O físico José Goldemberg, ex-secretário do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia no governo federal, elogia a atuação do Brasil na Eco-92 por conduzir as negociações sobre quem financiaria as medidas previstas nas Convenções do Clima e da Biodiversidade, o acordo aprovado na Eco-92.
Alguns anos depois, diz Goldemberg, o Brasil voltou a ter papel decisivo na inclusão do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Protocolo de Kyoto, aberto para assinaturas em 1997 e que prevê a redução nas emissões globais dos gases causadores do efeito estufa.
O MDL permite que países adeptos do protocolo adquiram créditos pela redução em emissões de carbono ocorrida em países subdesenvolvidos.
No entanto, o físico diz que o Brasil abriu mão de liderar as negociações atuais.
'De modo geral, o Brasil se associou com o G-77 (grupo com 77 países emergentes) e a China e não tem sido entusiasta de ideias novas para reorientar desenvolvimento para economia sustentável.'
Goldemberg afirma ainda que políticas recentes adotadas pelo governo, como a construção da hidrelétrica de Belo Monte, indicam que o país não está disposto a liderar discussões sobre a preservação ambiental.
Ele menciona ainda a 'euforia com o pré-sal' e os recentes estímulos fiscais ao setor automobilístico, que, ao contrário dos concedidos pelos Estados Unidos à indústria automotiva americana, não condicionam os benefícios a melhorias em eficiência energética.
'Todas as medidas estão na contramão do que se esperaria.'
Candotti, da SBPC, critica a prioridade destinada pelo governo ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê investimentos bilionários em hidrelétricas, portos, ferrovias e outras grandes obras.
'Isso obviamente não foi planejado com olhar atento ao potencial do patrimônio genético e ambiental das florestas.'
Mesmo assim, ele enaltece o papel que o Brasil tem exercido nos foros globais ao defender o apoio às nações mais pobres, para que reduzam as injustiças sociais e eliminem a fome.
'Só espero que o Brasil não caia na armadilha de dizer que alimentar a todos implica poluir ou desmatar mais.'

Rio+20: crise e políticas domésticas limitam papel do Brasil

Para analistas, país dificilmente repetirá protagonismo observado na Eco-92, há vinte anos.

Da BBC
Comente agora
Embora afirmem que o Brasil tem influenciado as discussões globais sobre o meio ambiente nas últimas décadas, analistas ouvidos pela BBC Brasil avaliam que a crise econômica global e a opção do país por políticas que consideram danosas à natureza - como a construção de hidrelétricas na Amazônia e a concessão de estímulos ao setor automobilístico - devem reduzir seu peso na Rio+20.
Com isso, segundo eles, dificilmente o Brasil repetirá o papel que desempenhou na Eco-92, conferência ocorrida no Rio de Janeiro há vinte anos que é tida como um marco para o movimento ambientalista e para países subdesenvolvidos.
Para Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma, ONG que divulga o Programa da ONU para o Meio Ambiente, o Brasil tem se esforçado para que a Rio+20 repita os resultados 'fantásticos' que ele atribui à Eco-92.
O esforço, diz ele, inclui insistir na vinda do maior número possível de líderes. 'Sabemos que alguns não virão, como o dos EUA (Barack Obama), mas pelo visto teremos um número significativo de chefes de Estado.'
Ainda assim, Lemos afirma que a crise econômica internacional deve dificultar as negociações, e que a Rio+20 ocorrerá em momento mais desfavorável que a Eco-92.
'Sempre que condições econômicas apertam, governos cortam em áreas consideradas menos importantes. Não há muita esperança de que de se consiga incluir metas de desenvolvimento sustentável na Rio+20.'
Por outro lado, Lemos diz que a sociedade civil estará mais mobilizada neste encontro do que no de 1992, o que, segundo ele, pressionará governantes a dar mais atenção às causas ambientais.
Já o físico Ennio Candotti, vice-presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), diz que a Eco-92 foi realizada em um momento tão complicado como o atual.
Ele lembra a resistência dos Estados Unidos (que também enfrentavam problemas econômicos à época), países árabes (exportadores de petróleo) e do Japão em acordar metas de redução nas emissões de gases causadores do efeito estufa.
No entanto, Candotti diz que desde então os problemas ambientais ficaram mais complexos, 'porque são mais discutidos e novas reivindicações surgiram'.
Além disso, afirma que tensões militares e o aumento populacional tornaram mais urgente sua solução. 'De 1992 para cá, houve quatro ou cinco guerras, os preços do petróleo subiram, e o mundo se adaptou a níveis crescentes de consumo.'
Diante das dificuldades e da disputa entre países ricos e pobres, o físico afirma que a responsabilidade do anfitrião da Rio+20 aumenta. Nesse papel, segundo ele, o Brasil é beneficiado por suas condições naturais e demográficas.
'O Brasil está na liderança (das discussões sobre meio ambiente) não porque tenha encontrado ideias novas ou por ter tido desempenho acima da média, mas por estar em posição privilegiada quanto a laboratórios naturais'.
'É no Brasil que há a Floresta Amazônica, inúmeros rios, aquíferos e áreas férteis de grande extensão, sem que aqui haja uma superpopulação como na China, Europa ou Índia.'

Debate na Rio+20

Metas sustentáveis de produção e consumo serão temas de debate na Rio+20 

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Representantes de governos e da sociedade civil de vários países começam a discutir hoje (13) os caminhos que devem ser adotados para atender a uma população crescente no mundo, sem que a produção de mais alimentos e a demanda maior por água e energia, por exemplo, signifiquem mais prejuízos ao meio ambiente, principal fonte geradora desses recursos.
Durante toda a Rio+20, que começa hoje e vai até o dia 22 no Rio de Janeiro, chefes de Estado e de Governo, representantes do setor privado e de organizações sociais vão tentar solucionar questões como produzir mais, usando mais energias renováveis, menos recursos naturais e gerando menos resíduos. Essa produção é uma das metas que o governo brasileiro espera ver formalizadas pelos mais de 120 países que confirmaram presença na conferência.
A equação acaba esbarrando em outras estratégias defendidas pelo Brasil, como a de um consumo sustentável, que alerta as populações para o seu dever na construção desse modelo de desenvolvimento mais consciente. O que se espera é mostrar que não são apenas os governos e as empresas que têm responsabilidade sobre a crise ambiental, que pode representar prejuízos ao desenvolvimento se não forem adotadas mudanças de postura e comportamento.
O Brasil, por exemplo, é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Acredita-se que o estabelecimento de padrões sustentáveis para a agricultura, com o uso de fertilizantes orgânicos e o controle biológico de pragas, poderia, por exemplo, preservar solos e recursos naturais.
O governo brasileiro quer mostrar que essa prática, que poderia assimilar tecnologias como a fixação de nitrogênio, já desenvolvidas por instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),  pode ainda ser associada ao reflorestamento de algumas áreas nas propriedades rurais e à proteção de recursos hídricos. Essa soma, segundo especialistas, resulta em melhores condições nas propriedades, que permitem que a própria natureza continue oferecendo condições para os bons resultados agrícolas.
Edição: Graça Adjuto

domingo, 10 de junho de 2012

Mudanças Climáticas

 
As projeções do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC – sigla em inglês) da ONU sobre o aquecimento do planeta foram fundamentais para alertar a sociedade e os governos para a questão.
Segundo os estudos realizados pelo grupo, que reúne cientistas do mundo todo, nos próximos 100 anos poderá haver um aumento da temperatura média global entre 1,8ºC e 4,0ºC. Além disso, o nível médio do mar deve subir entre 0,18 m e 0,59 m, o que pode afetar significativamente a atividade humana e os ecossistemas terrestres.
Para se ter uma ideia de como o processo de aquecimento da Terra está acelerado, basta saber que o planeta demorou 10 mil anos para que a temperatura aumentasse 5ºC. Agora pode levar apenas 200 anos para aumentar mais 5°C.

Marcello Casal Jr/ABrMoradores de grandes cidades sofrem com chuvas e inundaçõesAmpliar
  • Moradores de grandes cidades sofrem com chuvas e inundações
Com o objetivo de projetar as consequências desse fenômeno para o Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), traçou dois cenários: um pessimista, que estima aumento da temperatura no País entre 4ºC e 6°C, e outro otimista, com alta entre 1ºC e 3°C.
As duas projeções apontam para diminuição do volume de chuvas na região Norte, aumento da temperatura no Centro Oeste, seca no Nordeste, aumento de extremos de seca, chuva e temperatura no Sudeste e aumento do volume de chuvas no Sul, mas com alta evaporação por causa do calor, o que afeta o balanço hídrico.
“Essas alterações climáticas causam aumento do número de eventos extremos, ou seja, passam a ocorrer mais vezes chuvas fortes, por exemplo, que provocam enchentes e deslizamentos”, afirma o geólogo Eduardo Macedo.
“O Brasil tem uma legislação que lida com essa questão, além dos projetos de preservação ambiental”, ressalta a diretora de Mudanças Climáticas do Ministério de Meio Ambiente, Karen Suassuna, referindo-se à Política Nacional sobre Mudança do Clima, que estabelece metas como a redução da emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% até 2020, tendo como base as emissões previstas para aquele ano.
Multidisciplinar
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) possui hoje 13 subprojetos voltados para o estudo das mudanças climáticas, com o objetivo de produzir conhecimento sobre o assunto de uma forma que seja acessível aos tomadores de decisão.
Para Paulo Nobre, pesquisador do INCT, as mudanças climáticas afetam a economia, as energias renováveis, o meio ambiente, a saúde. Por isso, o desafio é tratar o tema de forma multidisciplinar, quantificar os efeitos e incorporar as políticas públicas.
O geólogo Macedo acredita que é cedo para relacionar os atuais eventos climáticos com o aquecimento global. E alerta: “Diminuir a emissão dos gases não vai fazer o fenômeno parar. Vai demorar mais 100 anos para o planeta voltar ao que era antes. Nós temos que nos adaptar à nova realidade”.

sábado, 9 de junho de 2012

Porto de Santos

RESUMO HISTÓRICO

 
O marco oficial da inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro de 1892, quando a então Companhia Docas de Santos - CDS, entregou à navegação mundial os primeiros 260 m de cais, na área, até hoje denominada, do Valongo. Naquela data, atracou no novo e moderno cais, o vapor "Nasmith", de bandeira inglesa.

Com a inauguração, iniciou-se, também, uma nova fase para a vida da cidade, pois os velhos trapiches e pontes fincados em terrenos lodosos, foram sendo substituídos por aterros e muralhas de pedra. Uma via férrea de bitola de 1,60 m e novos armazéns para guarda de mercadorias, compunham as obras do porto organizado nascente, cujo passado longínquo iniciara-se com o feitor Braz Cubas, integrante da expedição portuguesa de Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em janeiro de 1531.

Foi de Braz Cubas a idéia de transferir o porto da baía de Santos para o seu interior, em águas protegidas, inclusive do ataque de piratas, contumazes visitantes e saqueadores do povoado.

Escolhido o sítio denominado Enguaguaçu, no acesso do canal de Bertioga, logo se formou um povoado, motivo para a construção de uma capela e de um hospital, cujas obras se concluíram em 1543. O hospital recebeu o nome de Casa da Misericórdia de Todos os Santos. Em 1546, o povoado foi elevado à condição de Vila do Porto de Santos. Em 1550 instalou-se a Alfândega.

Por mais de três séculos e meio, o Porto de Santos, embora tivesse crescido, manteve-se em padrões estáveis, com o mínimo de mecanização e muita exigência de trabalho físico. Além disso, as condições de higiene e salubridade do porto e da cidade resultaram altamente comprometidas, propiciando o aparecimento de doenças de caráter epidêmico.

O início da operação, em 1867, da São Paulo Railway, ligando, por via ferroviária, a região da Baixada Santista ao Planalto, envolvendo o estuário, melhorou substancialmente o sistema de transportes, com estímulo ao comércio e ao desenvolvimento da cidade e do Estado de S. Paulo.

A cultura do café estendia-se, na ocasião, por todo o Planalto Paulista, atingindo até algumas áreas da Baixada Santista, o que pressionava as autoridades para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez.

Em 12 de julho de 1888, pelo Decreto nº 9.979, após concorrência pública, o grupo liderado por Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle foi autorizado a construir e explorar, por 39 anos, depois ampliado para 90 anos, o Porto de Santos, com base em projeto do engenheiro Sabóia e Silva. Com o objetivo de construir o porto, os concessionários constituiram a empresa Gaffrée, Guinle & Cia., com sede no Rio de Janeiro, mais tarde transformada em Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos e, em seguida, em Companhia Docas de Santos.

Inaugurado em 1892, o porto não parou de se expandir, atravessando todos os ciclos de crescimento econômico do país, aparecimento e desaparecimento de tipos de carga, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres. Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, sucos cítricos, soja, veículos, granéis líquidos diversos, em milhões de quilos, têm feito o cotidiano do porto, que já movimentou mais de l (um) bilhão de toneladas de cargas diversas, desde 1892, até hoje.

Em 1980, com o término do período legal de concessão da exploração do porto pela Companhia Docas de Santos, o Governo Federal criou a Companhia Docas do Estado de S. Paulo-Codesp, empresa de economia mista, de capital majoritário da União.

Atualmente, o Porto de Santos, movimenta, por ano, mais de 60 milhões de toneladas de cargas diversas, número inimaginável em 1892, quando operou 125 mil toneladas. Com 12 km de cais, entre as duas margens do estuário de Santos, o porto entrou em nova fase de exploração, consequência da Lei 8.630/93, com arrendamento de áreas e instalações à iniciativa privada, mediante licitações públicas.

               

Aspectos naturais do Estado de Pernambuco

O Estado de Pernambuco é uma das unidades da Federação brasileira localizada na região Nordeste, ocupa uma área de 98.146,315 km2. Esse espaço geográfico abrange diversas paisagens, constituídas a partir da interação entre os elementos naturais, sendo que os principais são: relevo, clima, vegetação e hidrografia.

O relevo do estado é formado basicamente por três tipos: planície costeira, planalto e depressão. Grande parte do território estadual, cerca de 76%, possui um relevo relativamente plano, não ultrapassa os 600 metros de altitude. As planícies se encontram em áreas próximas ao litoral. À medida que se afasta do litoral a altitude aumenta, pode atingir até 1.200 metros.

O planalto de Borborema possui cerca de 600 metros de altitude, mas existem áreas onde a média de altitude é de 800 metros, como a Chapada do Araripe. A depressão relativa ocorre nas proximidades do planalto de Borborema, isso quer dizer a área está altimetricamente abaixo das áreas periféricas (planalto).

Em Pernambuco são identificadas duas características climáticas: o clima tropical e o semi-árido. O clima tropical ocorre nas áreas litorâneas denominadas de zona da mata. A temperatura é elevada, a média anual é de 24°C. Quanto aos índices pluviométricos, a média anual é de 1.500 mm. Nas áreas que predominam o clima semi-árido as temperaturas são elevadas em boa parte do ano (cerca de 26°) e a quantidade de chuva é reduzida, algo em torno de 600 mm ao ano.

A cobertura vegetal do estado é composta por vegetação Litorânea, floresta Tropical e Caatinga. A vegetação Litorânea predomina em áreas muito próximas ao oceano, por isso são identificadas vegetações rasteiras, coqueiros, mangues e em alguns casos arbustos. A floresta Tropical é onde originalmente abrigava a floresta Atlântica. E por fim, na região do agreste e do sertão do estado o que predomina é a vegetação da Caatinga.

A hidrografia pernambucana é formada por vários rios, mas, sem dúvida, o principal é o São Francisco, uma vez que o mesmo é fundamental para a irrigação e demais atividades do sertanejo nordestino. Existem ainda os rios: Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú e Jaboatão.


Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Plataforma Multimodal de Salgueiro


Plataforma Multimodal de Salgueiro é uma das prioridades do Estado
 

 Foto: Héliton/Laborart
Clique na foto para ampliar
 
O governador Eduardo Campos está anunciando três projetos bilionários na área de logística como prioridades para este segundo semestre. Entre eles está o projeto da Plataforma Logística Multimodal de Salgueiro – que compreende uma área de carga e descarga que junta  transporte rodoviário e ferroviário - e é considerado um empreendimento dos mais importantes dentro do projeto de interiorização do desenvolvimento do Estado.
A meta do Estado é repassar à iniciativa privada as três grandes concessões na área de logística. Os projetos ainda não têm orçamento fechado, mas estima-se um investimento de R$ 5,4 bilhões no conjunto. Além da Plataforma os outros projetos contemplam o arco metropolitano – via industrial de 98 quilômetros entre Itamaracá e Suape como alternativa pra BR 101, e um complexo de aeroporto de turismo e de carga e porto em Goiania.
Empresas e consórcio privados solicitaram autorização para estudar a viabilidade das concessões através de Parceria Público Privada - PPP. A autorização  formal para as pesquisas será divulgada após  reunião do governador  no Conselho Gestor dos Programa Estadual  de PPPs(CGPE). No caso da Plataforma, os estudos vão durar  seis meses. Por lei , a iniciativa que manifestar interesse deve bancar as pesquisas. Em caso do negócio ser viável, será colocado em consulta pública e depois licitado.
O terminal multimodal é um investimento projetado de R$ 600 milhões e, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, o interesse deve partir do grupo Libra que há 65 anos atua em infraestrutura de forma mais abrangente  como terminais portuários.
O prefeito de Salgueiro Marcones Libório de Sá comemora a avaliação do governo e adianta que a Plataforma vai consolidar todo um eixo de desenvolvimento fazendo com que o Sertão Central se transforme na grande área logística de todo o nordeste brasileiro.

Investidores Socioambientais

A BVSA

Bolsa de Valores Socioambientais
A Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA) foi criada pela BM&FBOVESPA, e por ser uma iniciativa inovadora, se transformou em estudo de caso internacional. O mundo todo admirou a ideia de que as pessoas ou empresas (“investidores socioambientais”) pudessem contribuir com projetos sociais e ambientais que necessitam de recursos financeiros (“ações socioambientais”) para se tornarem realidade.
Por meio da BVSA, além de incentivar a cultura de doação no Brasil, a BM&FBOVESPA proporciona visibilidade às organizações que, pelo fato de seus projetos se tornarem conhecidos via site, passam a ter acesso a recursos financeiros de uma forma segura e transparente.

Como funciona

Como Funciona

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Geografia - Controle de natalidade

Laqueadura e vasectomia, só com aprovaçãoProjeto de lei tenta mudar legislação sobre planejamento familiar, acabando com autorização do cônjuge para realizar cirurgia


Se aprovado o projeto de lei, cônjuges não precisarão de autorização do parceiro para realizar cirurgia. (Annaclarice Almeida/DP/D.A Press)
Se aprovado o projeto de lei, cônjuges não precisarão de autorização do parceiro para realizar cirurgia.
Você sabia que para o homem ou a mulher submeterem-se uma laqueadura ou a uma vasectomia é preciso obter autorização do parceiro. Muitas pessoas não sabem, mas a lei que rege o planejamento familiar no país, a 9.236/1996, determina essa norma. Um projeto de lei do deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT/PE) propõe a retirada dessa determinação da legislação. O documento está tramitando na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O deputado acredita que a lei termina prejudicando mais a mulher por conta do machismo que impera no Brasil. %u201CNa minha opinião, o corpo do outro é visto na legislação sobre planejamento familiar como se fosse um bem, algo como um carro à venda. Trata-se de uma distorção. O direito sexual e reprodutivo pertence à pessoa%u201D, defende o deputado.

Na prática, o homem também termina tendo mais facilidade de fazer a vasectomia porque a cirurgia pode ser realizada em um ambulatório. No caso da mulher, é preciso ir até um hospital, ficar internada, e aí a legislação fica mais evidente. Outra dificuldade é quanto aos solteiros, pois muitos médicos temem fazer a cirurgia neles porque podem surgir arrependimentos futuros no paciente caso se envolvam com outra pessoa. A legislação não diz, no entanto, que os solteiros não podem fazer a cirurgia, somente exige a assinatura dos cônjuges, ou seja, um consentimento do parceiro caso a pessoa o tenha.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/