COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cadastro para Estagiários e Consultores

Recife, 15 de março de 2013

A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, torna público a abertura do Processo Seletivo Simplificado para Cadastro de Reserva destinado à contratação temporária de profissionais, consultores e estagiários, para atendimento às necessidades de excepcional interesse institucional,  para atuarem em treinamentos e capacitações nas áreas de licenciatura, logística e gestão ambiental, em empresas na Região Metropolitana do Recife e Agreste Meridional. O processo Seletivo destina-se à contratação, pelo regime de contrato Administrativo de Prestação de Serviço por tempo determinando, podendo ter prorrogação de contrato, por atendimento às necessidades dos projetos desenvolvidos. Os cargos/funções, o vencimento e a carga horária semanal são estabelecidos no ato da contratação. Os interessados enviar e-mail com o currículo anexado (preferencialmente lattes) para jamersonsreis@gmail.com citando o assunto: Seleção COLOGEA.


Jamerson Reis
Diretor Executivo

sexta-feira, 8 de março de 2013

Terra caminha para se tornar mais quente do que nos últimos 11.300 anos


A Terra caminha para se tornar, nas próximas décadas, mais quente do que nos últimos 11.300 anos, segundo as previsões mais otimistas de emissões de dióxido de carbono (CO2), segundo uma pesquisa publicada nos Estados Unidos.
Com base em análises realizadas em 73 lugares ao redor do planeta, os cientistas conseguiram reconstruir a história das temperaturas terrestres após o fim da era do gelo, por volta de 11.000 anos atrás.
Os cientistas concluíram que os últimos dez anos foram os mais quentes, comparados com 80% dos 11.300 anos passados.
Praticamente todos os modelos climáticos avaliados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) mostram que a Terra será mais quente – não importa em que momento até o fim do século – do que nos 11.300 anos anteriores, segundo as previsões mais factíveis de emissões de gases de efeito estufa.
“Já sabíamos que a superfície da Terra é mais quente hoje do que durante a maior parte dos dois mil últimos anos; agora sabemos que as temperaturas são hoje mais altas do que na maior parte dos últimos 11.300 anos passados… (período) que corresponde ao desenvolvimento da civilização humana”, revelou Shaun Marcott, pesquisador da Universidade Estatal de Oregon (noroeste dos Estados Unidos) e principal autor deste trabalho, publicado na edição de sexta-feira da revista Science.
A história do clima mostra que no curso dos últimos 5.000 anos, a Terra esfriou 0,80 grau Celsius, mas voltaram a subir há 100 anos, particularmente no hemisfério norte, onde há mais extensões de terra e maior concentração populacional.
De acordo com modelos climáticos, a temperatura média global ainda aumentará, em média, entre 1,1 e 6,3 grau Celsius até 2100, dependendo da quantidade de emissões de dióxido de carbono (CO2) procedentes de atividades humanas, informaram os pesquisadores.
“O mais preocupante é que este aquecimento será claramente maior do que qualquer período nos últimos 11.300 anos”, segundo Peter Clark, paleo-climatologista na Universidade Estadual do Oregon e co-autor do estudo.
A posição da Terra com relação ao sol, especificamente sua inclinação, foi o principal fator natural que afetou as temperaturas nos últimos 11.300 anos, explicaram os cientistas.
“Durante o período mais quente do Paleoceno – os 11.000 últimos anos – a Terra estava em uma posição que tornava os verões mais quentes no hemisfério norte”, afirmou Shaun Marcott.
“Com a mudança desta orientação, os verões no hemisfério norte refrescaram e deveríamos estar ainda hoje neste longo período de resfriamento, que não é o caso”, acrescentou.
Todos os estudos concluem que o aquecimento nos últimos 50 anos resulta da atividade humana e não de fenômenos naturais. 
(Fonte: Terra)

Dilma ratifica investimento para universalizar acesso à água


A presidente Dilma Rousseff reiterou nesta segunda-feira (4) que seu Governo se propõe a “universalizar o acesso à água” e ratificou planos de investimento de R$ 30 bilhões em obras para diminuir o efeito das secas na região nordeste do país.
Anunciado há dois anos e previsto até os fins de 2014, 80% desse investimento é dirigido a obras estruturais, que abragem desde represas e canais até estações de tratamento de água, explicou Dilma durante seu programa semanal de rádio, que é transmitido de segunda-feira.
Os outros 20% servirão para reforçar o programa social conhecido como “Água para Todos”, que desde 2010 já levou água potável para cerca de 240 mil pessoas que careciam totalmente deste serviço.
A maior parte destes investimentos é dirigido à empobrecida região do nordeste, onde todos os anos são registradas secas que afetam o desenvolvimento de povoações, na maior parte, dedicadas à atividade agrícola.
Dilma afirmou que seu Governo “faz todos os esforços possíveis para enfrentar esse desafio importantíssimo para o país, que é o de universalizar o acesso à água”, tanto para o consumo como para a irrigação nas regiões agrícolas.
As fortes secas que anualmente são registradas no nordeste de Brasil foram especialmente duras nos últimos meses em certas zonas, como o estado de Pernambuco, no qual desde o fim de semana passado chegou a racionar o serviço de água até a populosa cidade do Recife.
Fonte: Agência EFE

quinta-feira, 7 de março de 2013

Pesquisa reforça relação entre emissões de CO2 e aumento das temperaturas




Apesar de a maioria dos climatologistas concordar com a noção de que a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera influencia o clima global, ainda existem aqueles que questionam o papel do gás.
Um estudo publicado na mais recente edição da revista Science promete ajudar a acabar com essas dúvidas ao revelar uma forte ligação entre a presença de CO2 e o aumento das temperaturas durante o fim da última Era do Gelo.
Os pesquisadores, liderados pelo francês Frederic Parrenin, do Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Meio Ambiente da Universidade de Grenoble, analisaram núcleos de gelo da Antártica e concluíram que o CO2 não apenas pode ter reforçado o aquecimento global que acabou com a Era do Gelo como pode também ter dado início a ele.
“Cientistas têm dito que o CO2 foi um amplificador do aquecimento global, mas não a causa inicial. Agora, estamos dizendo que pode ter sido sim a causa”, disse Parrenin.
Céticos climáticos sugeriam que, como o fim da Era do Gelo, cerca de 20 mil anos atrás, se deu até 800 anos antes do aparecimento de grandes quantidades de CO2 nos núcleos de gelo, o gás não possuía grande importância para o clima. Baseados nessa noção, muitos ainda defendem que de nada adianta reduzir as emissões de CO2 atualmente, pois essa ação não teria nenhum impacto climático.
Porém, esse novo estudo aponta que os dados anteriores estavam incorretos e que esse “atraso de 800” na realidade não deve ter existido.
“Por causa desses resultados errados sobre o CO2, as pessoas interpretavam que o gás não tinha um papel fundamental na variação do clima no passado”, explicou Parrenin.
O estudo francês reforça informações já publicadas de que as análises anteriores de núcleos de gelo poderiam estar equivocadas.
No ano passado, Jeremy Shakun, da Universidade de Harvard, já havia apontado que o aumento da concentração do CO2 na atmosfera veio antes da elevação das temperaturas que levou ao fim da Era do Gelo.
Atualmente, a concentração de CO2 está em 400 partes milhão (ppm), já acima dos 350ppm que seria o limite para manter o aquecimento global em 2 º C, o máximo aceitável segundo cientistas para se evitar as piores consequências das mudanças climáticas.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Vendas sustentáveis dos pequenos negócios crescem 115% no Brasil


Micro e pequenas empresas representam 57% dos R$ 40 milhões gastos pelo governo federal em compras púbicas
Brasília. Os pequenos negócios foram os principais vendedores de bens ecológicos, sociais e economicamente responsáveis para o governo federal, em 2012. Dos R$ 40 milhões gastos nas licitações sustentáveis, 57% foram pagos para as micro e pequenas empresas. Em apenas dois anos, a participação dos empreendimentos de micro e pequeno porte nesse tipo de compra pública cresceu de R$ 6,6 milhões em 2010 para R$ 22,4 milhões em 2012, o que representa um crescimento de 115%.
O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Barretto, diz que pensar em sustentabilidade é um importante fator de crescimento para os pequenos negócios: “A sustentabilidade é um diferencial de negócio. Queremos estimular esse tipo de produção nas pequenas empresas e o consumo desses produtos pelas prefeituras do País”.
Para movimentar ainda mais a participação das micro e pequenas empresas nas licitações federais, estaduais e municipais, no próximo dia 13, às 13 horas, o Sebrae e a Associação dos Tribunais de Contas (Atricon) realizam um encontro entre os técnicos dos tribunais de contas, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em cada uma das capitais brasileiras. O objetivo é capacitar gestores municipais e técnicos dos tribunais de contas para aplicar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa  nas compras públicas.
Pesquisa do Sebrae demonstrou que 79% dos donos dos pequenos negócios sabem que as ações sustentáveis podem atrair mais clientes e que a sustentabilidade está fortemente associada às questões ambientais, sociais e econômicas. “Apesar do assunto sustentabilidade ser relativamente novo, os empreendedores já estão com a consciência de que esse assunto envolve diversos fatores, e que só traz benefícios para quem vende e para quem compra”, afirmou Barretto.
No ano passado, os bens sustentáveis mais comprados pelo governo federal foram computadores, aparelhos de ar-condicionado e resmas de papel A4. Tais aquisições movimentaram R$ 10,3 milhões, R$ 8,9 milhões e R$ 7,7 milhões, respectivamente.
Fonte: Sebrae

quarta-feira, 6 de março de 2013

Empresa que comprar lixo reciclável de cooperativas de catadores terá desconto no IPI


Agência Brasil

 / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Foto: Guga Matos/JC Imagem

As empresas que comprarem resíduos sólidos recicláveis de cooperativas de catadores de lixo terão desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O Decreto nº 7.619 determina as condições necessárias para que as empresas tenham acesso à redução do IPI, de acordo com o material utilizado. Já as cooperativas devem ter, no mínimo, 20 cooperados.
Os descontos no imposto variam de acordo com o tipo e a quantidade de resíduos sólidos usados no produto final. Plásticos e vidros vão proporcionar redução de 50%. O desconto para papéis e resíduos de ferro ou aço é 30%, enquanto resíduos de cobre, alumínio, níquel e zinco permitem o abatimento de 10% do valor do IPI.
A emissão da nota fiscal para a comprovar a compra do material reciclável é obrigatória. O valor descontado dos produtos deve ser registrado na nota emitida pela empresa que adquiriu os resíduos para reciclagem. Mas os descontos só serão concedidos caso o produto final não esteja isento, suspenso ou imune de IPI.

A representante jurídica da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), advogada Simone Nogueira, considera o incentivo fiscal um facilitador para as compras feitas nas cooperativas. “As transações diretas serão mais fáceis e as cooperativas se organizarão melhor para atender à demanda”, explicou. Para a advogada, o incentivo vai reduzir os custos do produto final e melhorar as condições de trabalho dos catadores organizados em cooperativas.

Reciclagem resgata dignidade e cidadania dos catadores

O brilho no fundo da latinha de alumínio não significa apenas a cor clara do metal. Para mais de 150 mil pessoas em todo o Brasil, representa também a oportunidade de uma vida menos sofrida. Catador de lixo há oito anos, Paulo José estava desempregado e morando nas ruas quando foi chamado para participar da coleta seletiva no Recife. “Estava numa calçada do Centro quando o pessoal da ONG Cáritas falou para mim e para outros moradores de rua sobre o projeto da coleta seletiva. Muitos achavam que não ia dar em nada, mas eu acreditei e fui ver o que era”. Hoje, aos 32 anos e pai de seis filhos, Paulo José, consegue ter um teto, numa pequena casa nos Coelhos, e alimentar as crianças.
O metal também ajudou a mudar a vida da ex-professora Luciana Patrícia Borges, 30 anos. Ela ensinava em escolas comunitárias do bairro de São José quando percebeu que o pai e os irmãos tinham mais retorno financeiro catando lixo. Acompanhou então a família na coleta seletiva do Núcleo do Gusmão, que deverá em breve se transformar numa associação, e, ao trocar os livros pelas luvas de plástico, melhorou sua vida financeira. Hoje, trabalha de segunda a sábado e ganha até R$ 280 por semana. “Quase um terço da renda vem da venda de alumínio. Com o dinheiro que ganhamos aqui, dá para começar a construir um patrimônio”, conta Luciana.
Histórias de superação como a de Paulo José e de Luciana – que trabalham com lixo selecionado - contrastam com a de outros catadores que trabalham exclusivamente recolhendo o que encontram nas ruas. De segunda a sábado, Januário Ferreira, 37 anos, sai do bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, e vai catando o lixo que encontra pelas ruas e casas até o bairro de São José. Sob o sol escaldante do meio-dia, Januário inicia o caminho de volta. Na carroça, somente papéis, plásticos e papelão. “É muito difícil encontrar latinhas de alumínios na rua. Quando encontro, junto durante várias semanas até ter o suficiente para poder vender”, diz. Por semana, a renda de Januário não passa dos R$ 70, com os quais sustenta quatro filhos, todos pequenos.

Paulo José é catador de latinhas e trabalha com coleta seletiva
Imagens: Maria Carolina Santos
O motivo para a diferença de renda entre os catadores é simples: enquanto o quilo das latas de aço é vendido por R$ 0,12 para a reciclagem, o de alumínio pode alcançar até R$ 3. O presidente da ONG Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape), Sérgio Nascimento, estima que o catador que tem acesso à coleta seletiva – e, por conseqüência, ao alumínio – tem um aumento de cerca de 80% na renda mensal. “O uso do alumínio leva renda para a base da pirâmide social. A reciclagem não traz só vantagens para o meio ambiente, mas para a sociedade, com a criação de um ambiente de trabalho menos insalubre para os catadores”, comenta. “O Brasil tem uma mão-de-obra enorme preparada para este serviço, esperando apenas que a coletiva seletiva cresça”, diz.

Tabela com preços de materiais recicláveis*
Por quilo

Cobre – R$12
Alumínio - R$3
Aço – R$0,12
Papel – R$ 0,30
Papelão – R$ 0,18
Plástico – R$ 0,50

*Preço vendido pelo catador ao atravessador
No último carnaval, a Amape fez uma campanha para conscientizar os consumidores a distinguirem os materiais que compõem as latinhas. Nos quatro dias de folia, foram arrecadados mais de oito toneladas de alumínio somente no Recife. “Com o uso do alumínio todos saem ganhando: o consumidor, que leva para casa um produto que gela mais rápido; os catadores, que têm aumento na renda; a natureza e o poder público, que economiza com a limpeza”, enumera Sérgio.  

Sérgio Nascimento, presidente da Amape, aponta os benefícios do alumínio
Imagens: Maria Carolina Santos
Os catadores não são os únicos a lucrarem com a venda do alumínio. Em Pernambuco, centenas de pessoas trabalham como atravessadores, comprando e vendendo alumínio, num comércio de números não contabilizados. Nos arredores do mercado de Afogados, por exemplo, há pelos menos quinze pontos de compra e venda de sucata de metais. José de Lima, 38 anos, trabalha desde criança neste ramo e há oito anos se sustenta somente com a venda de sucata. “Compramos e vendemos todos os tipos de metal. Pelo preço e pela grande oferta, o alumínio é o mais disputado”, diz José de Lima, que vende o metal principalmente para atravessadores que levam o produto para o Sudeste, onde é reciclado.
No Brasil, calcula-se que pelo menos 70% das capitais têm catadores nas ruas. Estes profissionais – cerca de oito mil somente em Pernambuco - são responsáveis pela coleta de mais seis bilhões de latinhas por ano. Apesar dos avanços com programas de coleta seletiva – que já foram implantados em quase 150 cidades do país –, o Fórum de Lixo e Cidadania estima que 37% das capitais brasileiras ainda têm catadores que trabalham ou moram nos lixões. “Se todas as latinhas fossem de alumínio, muitos outros catadores poderiam ter a chance de uma vida melhor”, acredita o catador Paulo José.

CURIOSIDADES


- A coleta de latas usadas envolve mais de 170 mil pessoas no Brasil que vivem, em média, com renda inferior a dois salários mínimos. Em Pernambuco, estima-se que pelo menos oito mil pessoas se sustentem com a atividade.
- No Nordeste, a reciclagem das latinhas de aço torna-se ainda mais difícil porque a maioria tem tampas de alumínio. Assim, é necessário fazer a separação dos metais antes de iniciar o processo de reciclagem. 

terça-feira, 5 de março de 2013

A família Rockefeller, acionista Exxon, financiado Greenpeace


Greenpeace, a organização ambientalista mais famoso e possivelmente o mais poderoso do mundo é financiada por contribuições voluntárias feitas anualmente doadores.Segundo rezar seus estatutos , a fim de "manter a sua total independência, o Greenpeace não aceita dinheiro de empresas, governos ou partidos políticos. Nós levamos isso muito a sério, e nós controlar e devolver os cheques quando eles vêm de uma conta corporativa. Nós dependemos de doações de nossos simpatizantes para levar a cabo nossas campanhas não violentas para proteger o meio ambiente. " No entanto, esse slogan não inclui as generosas doações que normalmente recebe de grandes fundações e organizações sem fins lucrativos, que, curiosamente, estão em família numerosa e ligada ao magnatas do petróleo, bancos, mídia e até mesmo automóveis. Como é possível? Será que a ONG excelência ambiental financiado com o dinheiro que gera alguns dos setores mais poluentes do planeta? Um mergulho profundo por contas opacas desta organização revela grandes segredos e, sobretudo, muitas surpresas. Greenpeace tem subsidiárias múltiplas em todo o mundo, mas em todo o mundo uma das mais poderosas e influentes é, sem dúvida, a sede em os EUA. A franquia tem quatro faces Greenpeace:.
Greenpeace Foundation, Greenpeace Fund Inc., Greenpeace Inc. e Greenpeace Vision Inc. O projeto Caixa Ativista , criado pelo Centro de Liberdade do Consumidor , uma importante associação de consumidores nos EUA, revela alguns dos fontes de financiamento mais controversos ecolojeta este grupo.    O projeto surgiu com a idéia de fornecer informações sobre o perfil e os grupos de recursos económicos anticonsumo. E como poderia ser de outra forma, que a entidade dedica umaseção exclusiva para o Greenpeace . Segundo Caixa Ativista do Greenpeace recebeu doações significativas dos seguintes fundamentos.
 
Mas o que são esses grupos? São fundações que pertencem a algumas das famílias mais ricas do mundo, cujas fortunas vêm do negócio do petróleo, automotivo e EUA grandes meios de comunicação.O blog Desdeelexilio investigou esses números para comprovar o valor e veracidade de tais contribuições eo resultado é o seguinte. fluxo de dinheiro entre as franquias norte-americana Greenpeace é constante. A lei americana exige que apresentar uma declaração de imposto anual a essas agências, listados na receita e despesa. imposto anual de informação destas subsidiárias são denominados no IRS Form 990 ( Return of Organization isentos de Imposto de Renda ). Nestesdocumentos oficiais são detalhados alguns destes subsídios ao longo dos últimos anos. Fundação Rockefeller Irmão: 1,15 milhões dólares 2000-2008 da Fundação da Família Rockefeller financiou o Greenpeace com 1,15 milhões dólares norte-americanos . Rockefeller fortuna vem do negócio do petróleo.


John D. Rockefeller
 fundou a Standard Oil Company , que passou a monopolizar o negócio do petróleo no início do século XX. No entanto, o governo dos EUA acusou a empresa de monopólio e ordenou a sua divisão em 34 empresas, enquanto o Rockefeller manter uma presença neles. A mais famosa é, atualmente, a Exxon Mobil Corporation , uma das maiores empresas de petróleo do mundo . Descendentes de John D. Rockefeller são acionistas da Exxon Mobil . Embora uma minoria significativa ainda tem peso e influência na empresa. Os Rockefeller também têm uma presença em grandes bancos como o JP Morgan Chase & Co. (Chase Manhattan Bank) ou Banco Cidade , que, por sua vez, possuem participações em grandes petrolíferas internacionais. Marisla Fundação: $ 460.000Esta fundação também é conhecida sob o rótulo de Homeland Fundação . foi fundada em 1986 pela poderosa família Getty . J. Paulo fundou a Getty Oil Getty Oil , agora nas mãos da russa Lukoil .

Turner Foundation: $ 450.000

Turner Foundation foi criada por Robert Edward Turner em 1990. Ted Turner é um dos grandes magnatas da comunicação em os EUA, canais de negócios conhecidos da televisão, como CNN, TNT e AOL Time Warner , entre outros. Sua contribuição para o Greenpeace, US $ 450.000 em apenas três anos.

Charles Stewart Mott Foundation: $ 199.000

Charles Stewart Mott foi o pai da produção de carros terceiro maior grupo industrial mundial: a General Motors . Antes de pedido de falência, em junho de 2009 - este grupo produziu seus veículos sob marcas como paradigmático e ambientalmente amigável como Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, Daewoo GM, Holden, Opel, Vauxhall eo famoso Hummer .

Em suma, é surpreendente que uma das organizações mais ativas ambientais contra a emissão de CO2 para a atmosfera suculenta aceitar somas de dinheiro de parte do óleo premier e sector automóvel a nível mundial. Especialmente se você considerar que a bandeira do Greenpeace grandes campanhas acusando céticos da mudança climática de receber dinheiro do setor de petróleo e grandes empresas industriais.
fonte: http://www.libertaddigital.com

Poluição Sonora


Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição de lagos, rios e das próprias metrópoles. Nesse cenário, um outro tipo de poluição que não pode ser visto e com o qual as pessoas de certa forma se acostumaram pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna: a poluição sonora.
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A poluição sonora se dá através do ruído, que é o som indesejado, sendo considerada uma das formas mais graves de agressão ao homem e ao meio ambiente. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 dB (A). Acima disso, nosso organismo sofre estresse, o qual aumenta o risco de doenças. Com ruídos acima de 85 dB (A) aumenta o risco de comprometimento auditivo. Dois fatores são determinantes para mensurar a amplitude da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõe a pessoa.
A perda da audição, o efeito mais comum associado ao excesso de ruído, pode ser causado por várias atividades da vida diária. Há por exemplo, perda de 30% da audição nos que usam walkman, toca-fitas ou laser disk durante duas horas por dia durante dois anos em níveis próximos de 80 dB (A). Calcula-se que 10% da população do país possua distúrbios auditivos, sendo que, desse total, a rubéola é responsável por 20% dos casos. Atualmente, cerca de 5% das insônias são causadas por fatores externos, principalmente ruídos.
O ruído de trânsito de veículos automotores é o que mais contribui na poluição sonora e cresce muito nas grandes cidades brasileiras, agravando a situação.
No âmbito doméstico, a poluição sonora ocorre pela emissão de ruídos acima das especificações produzidas por eletrodomésticos.
O ruído industrial, além da perda orgânica da audição, provoca uma grande variedade de males à saúde do trabalhador, que vão de efeitos psicológicos, distúrbios neuro-vegetativos, náuseas e cefaléias, até redução da produtividade, aumento do número de acidentes, de consultas médicas e do absenteísmo. Segundo a Sociedade Brasileira de Acústica, os níveis de ruído industrial nas empresas brasileiras são absurdamente excessivos.
Essa situação pode ser revertida aplicando-se as tecnologias de controle de ruído existentes, que envolvem o desenvolvimento de produtos específicos, recursos para identificação e análise das fontes de ruído, previsão da redução de ruídos através de programas de simulação e o desenvolvimento de máquinas menos ruidosas.

Legislação Ambiental - Poluição Sonora
Por se tratar de problema social difuso, a poluição sonora deve ser combatida pelo poder público e pela sociedade, individualmente, com ações judiciais de cada prejudicado, ou coletivamente, através da ação civil pública (Lei 7.347/85), para garantia do direito ao sossego público, o qual está resguardado pelo artigo 225 da Constituição Federal.
Na legislação ambiental, poluição é definida no art. 3, III, da Lei 6.938/81, como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que, direta ou indiretamente, prejudiquem a saúde, segurança e o bem estar da população; criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetem desfavoravelmente a biota; afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.
A Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais, em seu artigo 54, configura crime “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar danos à saúde humana...”, o que inclui nesta figura delituosa a poluição sonora pelas conseqüências que produz, como dito.
A Lei 8.078/90 do Código do Consumidor, proíbe o fornecimento de produtos e serviços potencialmente nocivos ou prejudiciais à saúde (artigo 10), podendo-se considerar como tais os que produzem poluição sonora.
A Resolução 008/93 do Conama estabelece limites máximos de ruídos para vários tipos de veículos automotores.

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial - Maio/Junho 2001

Por que temos que controlar as Pragas Urbanas em áreas de manipulação de alimentos.


Pragas são animais e insetos com baratas, moscas, formigas, animais domésticos e pássaros que infestam campos e cidades, ambientes onde preparamos ou manipulamos alimentos, podendo transmitir doenças, danos a nossa saúde e causar prejuízos econômicos. A proliferação de pragas nos locais onde se preparam alimentos tem uma relação direta com as condições estruturais do estabelecimento, do meio ambiente, dos processos de manipulação dos alimentos e do tratamento dado ao lixo, que deve ser retirado, no mínimo, duas vezes ao dia do interior do estabelecimento e armazenado em área externa em depósitos fechados. 

Por que temos que controlar as Pragas Urbanas em áreas de manipulação de alimentos.
Sempre que existem pragas nos locais de processamento e preparo de alimentos, depósitos, despensas e nas áreas circunvizinhas, há o grave perigo de contaminação microbiana e física, apodrecimento dos alimentos contaminados, perdas econômicas por estrago de alimentos e matérias primas armazenadas, e principalmente o risco de intoxicação de pessoas e transmissão de doenças provocadas por alimentos contaminados, já que nenhuma dessas pragas tem hábitos muito higiênicos. Os principais motivos pelos quais devemos controlar as pragas são:    

* Prevenção de doenças    
* Evitar contaminação física nos alimentos (exemplo: fragmentos de insetos como asas e pernas, pêlos, fezes, etc.)    
* Evitar estragos e perdas de alimentos    
* Garantir qualidade alimentar    
* Evitar reclamações dos clientes    
* Evitar multas e outras penalidades    
* Cumprir com a legislação sanitária

Sobre esse último aspecto é bom saber o que diz a Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004 que dispõe sobre a regulamentação técnica de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. A edificação, as instalações, os equipamentos, os móveis e os utensílios devem ser livres de vetores e pragas urbanas. Deve existir um conjunto de ações eficazes e contínuas de controle de vetores e pragas urbanas com o objetivo de impedir a atração , o abrigo, o acesso e a proliferação das mesmas.     

Quando as medidas adotadas não forem eficazes, o controle químico deve ser empregado e executado por empresa especializada, conforme legislação específica, com produtos desinfetantes regularizados pelo Ministério da Saúde. Quando da aplicação do controle químico, a empresa especializada deve estabelecer procedimentos pré e pós-tratamento a fim de evitar a contaminação dos alimentos, equipamentos e utensílios. Quando aplicável, os equipamentos e os utensílios, antes de serem reutilizados devem ser higienizados para a remoção dos resíduos dos produtos desinfetantes.  
Ambientebrasil

sexta-feira, 1 de março de 2013

Código de Ética


Gerenciamento do Código de Ética
O Código de Ética será administrado pelo Comitê de Ética que é indicado pela Diretoria. Ele é composto por 4 (quatro) membros, por um mandato de 3 (três) anos, em base rotativa, de modo que a cada ano um membro seja substituído.
A aplicação deste Código de Ética aos associados parte da indicação do Comitê do Código de Ética ao Conselho Diretor, que julgará o caso e submeterá sua decisão à ratificação da Assembléia, especialmente convocada para isso.

O Comitê de Ética deverá:
Rever e avaliar anualmente o Código de Ética e fazer as recomendações que se fizerem necessárias para atualizá-lo.
Refinar o Código de Ética para aplicações específicas, quando a prática recomendar.
Obter a aprovação das alterações no Código de Ética, pelo mesmo quorum necessário à alteração dos estatutos.

GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas
O GIFE existe para congregar entidades e empresas que, livremente e com recursos próprios, investem tempo, talento e recursos materiais, promovendo e executando atividades sistemáticas de apoio ao desenvolvimento social da nação, pelo estímulo a cidadania participativa, objetivando operar dentro de altos padrões éticos.
O GIFE advoga a dignidade do homem e sua primazia sobre todos os outros valores de ordem material, equiparando assim o desenvolvimento social ao próprio bem comum, o qual é, em última análise, a própria razão de ser do GIFE.
Os conceitos e a prática do investimento social defendidos pelo GIFE derivam da consciência da responsabilidade e reciprocidade para com a sociedade, assumida livremente por institutos, fundações ou empresas, associados ao GIFE.
Sendo assim, as práticas de investimento social são de natureza distinta e não devem ser confundidas nem usadas como ferramentas de comercialização de bens tangíveis e intangíveis (fins lucrativos), por parte da empresa mantenedora, como são, por exemlo, marketing, promoção de vendas ou patrocínio, bem como políticas e procedimentos de recursos humanos, que objetivam o desenvolvimento e o bem estar da própria força de trabalho, portanto no interesse da empresa.
No entanto, é justo que o associado do GIFE espere, como um subproduto de um investimento social exitoso, um maior valor agregado para sua imagem.
Para apoiar a realização desses propósitos, este código declara valores éticos e normas de conduta profissional aos quais os membros do GIFE livremente aderem e, por decorrência, comprometem-se observar, conscientes de sua responsabilidade pela prática correta das atividades de apoio ao desenvolvimento social.

1 - Compromissos dos associados do GIFE
1-1 Servir ao ideal do GIFE, zelando pela aplicação profissional e ética dos conceitos e práticas de investimento social, conforme aqui descritas.
1-2 Procurar disseminar esses conceitos e práticas, inspirando outros principalmente através de seu próprio exemplo.
1-3 Adotar sempre uma atitude transparente quanto aos procedimentos e reais motivações de suas práticas de investimento social.

2 - A relação dos associados com seus Mantenedores/Doadores
2-1 Zelar para que, na definição e implementação dos programas de desenvolvimento social patrocinados por terceiros, os ideais do GIFE sejam observados, sem distorções.
2-2 Gerenciar eticamente, com competência e eficácia, os recursos a si confiados, cumprindo fielmente as intenções dos doadores, mantendo-os informados quanto aos resultados.

3 - A relação dos associados com seus Beneficiários/Parceiros
3-1 Proceder sempre de modo a privilegiar o benefício do parceiro sobre vantagens do próprio associado.
3-2 Colaborar para manter uma relação produtiva entre as partes, tendo por base o respeito, compromisso e confiança, privilegiando o processo de negociação em caso de conflitos.
3-3 Não alimentar expectativas infundadas, nem avançar promessas que não possam ser cumpridas.

4 - A relação dos associados com outras Entidades Similares
4-1 Proceder de modo cooperativo, buscando colaborar dentro das possibilidades, interesse e princípios éticos.
4-2 Assumir na crítica, quando esta se fizer necessária, uma atitude construtiva.
4-3 Assumir, em situação de conflitos, uma posição aberta a negociação e entendimento.

5 - A relação dos associados com o Poder Público
5-1 Ater-se estritamente dentro da legislação geral e específica.
5-2 Não buscar relações que privilegiem interesses corporativos, em detrimento do bem comum.
5-3 Agir de maneira clara, com transparência quanto aos objetivos e interesse envolvidos.

6 - A conduta dos Profissionais pertencentes aos quadros das entidades Associadas do GIFE
6-1 Trabalhar pela efetiva realização da Missão do GIFE, observando os valores éticos que o embasam.
6-2 Conduzir todas as atividades pessoais e profissionais com honestidade e integridade de modo a refletir favoravelmente no setor de investimento social.
6-3 Esforçar-se por agir sempre com competência, definindo objetivos de auto-desenvolvimento permanente.
6-4 Afirmar com atitudes pessoais o compromisso com o desenvolvimento social e seu papel na sociedade.
6-5 Respeitar o sigilo profissional, quando necessário.

Redação Ambiente Brasil

Economia e Meio Ambiente: realidades na sustentabilidade do desenvolvimento


“Embora a inquietante realidade ambiental seja por muitos ainda ignorada ou menosprezada, torna-se cada vez mais evidente que, quanto a seus rumos futuros, a Humanidade se defronta com um gravíssimo dilema nos tempos atuais.” (CÂMARA,1996)
A discussão que segue possui o caráter claro de reiterar as análises críticas e prospectivas sobre a questão sócio-ambiental e sua intrínseca relação com a dinâmica econômica dos países no mundo. O destaque que é efetuado menciona o Brasil como um celeiro de biodiversidade, recursos naturais, e, com uma economia que apresenta diagnóstico medíocre quanto à relação economia-meio ambiente.
Não há dúvidas de que mecanismos para superação de quadros críticos relacionados à produção e uso dos recursos naturais; aos efeitos que as etapas produtivas geram no espaço ambiental e econômico – nesta ordem –, são desenvolvidos, aplicados e implantados, porém com uma eficácia que distancia do êxito que é devido.
Nesse sentido, não obstante às várias reuniões mundiais em que o tema meio ambiente era pauta, nos últimos anos a preocupação em alinhar necessidades de consumo e/ou de produção com o uso dos recursos naturais (minério, água, florestas e, sobretudo em destaque, o petróleo), esteve e está presente.
Portanto, foi atado um laço de comprometimento conduzido por todos os interessados no mundo (ONG’s, Grandes Corporações, Governos e Organismos Internacionais) que provocou uma comoção internacional direcionada à relação economia-meio ambiente, que gerou reformulações quanto ao aspecto jurídico, político social, econômico e, sobretudo, de mercado. É nesse viés, que o surgimento de um ‘novo paradigma sócio-ambiental’ é erguido para a condução do desenvolvimento sustentável. 2
1.1. Economia e Meio Ambiente: parâmetros e mudanças
Por ser uma ciência social aplicada, e, partindo do princípio teórico-acadêmico a Economia é um berço de multidisciplinaridade para a compreensão das demais áreas em que exista a sua interface. Deste modo, furtar à economia a possibilidade de gerar limites e possibilidade para o planejamento de uma sociedade com o uso extremo do meio ambiente, seria um delito à sobrevivência.
A partir de uma análise global na relação Economia–Meio Ambiente, o debate que está colocado – sendo este um conjunto de parâmetros – é o da participação dos países na moção internacional para a construção de uma sociedade composta por tecnologias limpas, processos produtivos sustentáveis, manutenção e preservação dos recursos naturais – desde a fauna em extinção até a coibição da geração de artefatos bélicos nucleares – que reivindicam uma reestruturação da sociedade moderna e/ou pós-moderna com características diferenciadas do que se vive na atualidade, bem como do setor produtivo (agentes econômicos: empresas e governo) junto à concepção de gestão ambiental e responsabilidade sócio-ambiental.
“A economia global atual foi formada por forças de mercado e não por princípios de ecologia. Infelizmente, ao deixar de refletir os custos totais dos bens e serviços, o mercado presta informações enganosas aos tomadores de decisões econômicas, em todos os níveis. Isso criou uma economia distorcida, fora de sincronia com os ecossistemas da Terra, uma economia que está destruindo seus sistemas naturais de suporte”.(BROWN, 2002).
Nesse sentido considerando as palavras de Brown, isto pode ser observado como um dos resultados do processo de globalização (do capital e/ou dos mercados), onde a relação de mercado (setor privado) não considera a dinâmica ambiental ou as transformações ambientais decorrentes do uso dos recursos naturais como um elemento de análise estrutural e conjuntural.
Este cenário é devidamente aplicado ao contexto mundial e, sobretudo brasileiro, quando emerge esse novo “escopo” mercadológico face às questões que envolvem crescimento econômico, desenvolvimento econômico, a questão ambiental e o princípio de desenvolvimento sustentável.
A questão ambiental no Brasil revela os seguintes aspectos de mudança: a) de reestruturação do espaço competitivo de mercado em função das transformações do setor produtivo sob o viés ambiental; b) a idéia de sustentabilidade do negócio; c) a participação governamental, e, d) a participação das instituições (fundações, ONG’s, etc.) privadas envolvidas com a questão ambiental.
Enfim, numa concepção conjunta, existe uma série de destaques a serem apresentados e que demandariam outros argumentos, tais como a questão florestal, a de poluentes químicos da indústria, e, sobretudo da dinâmica produtiva de exploração e produção do petróleo.

2. Um paradigma sócio-ambiental e o desenvolvimento econômico 
No Brasil, é reiterado pelo segmento empresarial a absorção de um “novo paradigma sócio-ambiental”, onde segundo ALMEIDA (2003), o setor empresarial ‘esclarecido’ sabe que os mecanismos para ingressar e permanecer no mercado – sob este prisma – são essenciais. O que se propõe é uma inovação de atitude. A esse respeito também é importante ressaltar que as oportunidades que revelam mudança de atitude, no caso brasileiro, como as de implantação de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) que representam mitigação de impactos in loco, estão diretamente ligadas ao meio ambiente e geram oportunidades nas dimensões do espaço econômico. 
Assim, não furtando a existência de uma concepção com tendência tácita essencialmente na lógica de mercado, o setor privado propôs assumir o princípio do desenvolvimento sustentável, considerando a seguinte premissa: “...a base do desenvolvimento sustentável é um sistema de mercados abertos e competitivos em que os preços refletem com as transparências dos custos, inclusive os ambientais. Se os preços são fixados adequadamente, sem estarem, por exemplo, mascarados por subsídios e políticas protecionistas, a competição estimula os produtores a usar o mínimo de recursos, reduzindo o avanço sobre os sistemas naturais. Também os estimula a minimizar a poluição, se são obrigados a pagar pelo seu controle e pelos danos causados ao meio ambiente. E ainda, promove a criação de novas tecnologias para tornar a produção mais eficiente do ponto de vista econômico e ambiental”.(ALMEIDA, 2002).

3. Considerações
Enfim, não há, por tanto, qualquer desconfiança de que o mercado brasileiro e o mundial foram direta ou indiretamente pressionados para apresentar uma nova identidade e coexistir na sua lógica com o uso dos recursos naturais, remetendo-se a outros conceitos inerentes à dinâmica de mercado atual, que são a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental. A postura do setor privado em destacar o planejamento ambiental junto ao seu projeto de desenvolvimento também foi (nos anos 90) e é atualmente, uma das vertentes de adequação e adoção de um paradigma sócio-ambiental, aqui discutido. Pois, este considera diferentes aspectos, incluindo, o ecológico-econômico, jurídico-ambiental, social e político para a geração da sustentabilidade e do desenvolvimento.

4. Referências Bibliográficas
ALMEIDA, F. O bom negócio da sustentabilidade.Rio de Janeiro: Nova Fronteira 2002.
BROWN, L. Eco-Economy. EPI-Earth Policy Institute / UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica, 2001.
CÂMARA, I. de Gusmão. Prefácio. In: Planejamento ambiental:caminho para  participação popular e gestão ambiental para o nosso futuro comum. Uma  necessidade, um desafio.Rio de Janeiro: Thex Editora. Biblioteca Estácio de Sá,  1993.
COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO.  (Relatório Brundtland) Nosso futuro comum. Rio de Janeiro, FGV, 1988.

Rafael Vieira - economista, consultor em Meio Ambiente (Enviromental Consultant in Offshore) e professor da UniverCidade e da UNIGRANRIO.

Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável


O grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável dedica-se ao ensino e à pesquisa. Os trabalhos envolvem a análise econômica e institucional de assuntos importantes no cenário da preservação ambiental atual. Temas como desmatamento, poluição do ar e da água, mudanças climáticas e mercado de carbono são os principais focos de pesquisa do grupo. Aqui você também encontra reportagens e entrevistas sobre estes temas em publicações de todo o Brasil, além da produção acadêmica como monografias, teses, artigos e publicações em geral.

Os pesquisadores do GEMA também participam ou colaboram com a Linha de Pesquisa 3 – Avanço do Estado da Arte Biodiversidade, Recursos Naturais e Culturais do Instituto Nacional de Ciênica e Tecnologia de Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED).