COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

RESPONSABILIDADE SÓCIO-AMBIENTAL DAS EMPRESAS: Obrigação ou necessidade?



Cotidianamente observa-se uma maior preocupação no que se refere à questão da responsabilidade sócio-ambiental das empresas. Pressionadas por diversos tentáculos da sociedade, clientes, consumidores ou até mesmo os fornecedores tem assumido uma postura no sentido de cobrar do setor produtivo com as quais se relacionam ações e políticas voltadas para a preservação do meio ambiente, bem como para um desenvolvimento sustentável. As corporações, cada vez mais, sentem-se na obrigação em desprender uma atenção redobrada ao que se refere à qualidade de vida em nosso planeta. Na atual conjuntura, inúmeras são as iniciativas que sinalizam uma ansiedade emergente pelas causas sustentáveis. Os sistemas produtivos, que antes eram estimulados a todo custo, baseado no argumento do “produzir intensamente para um crescimento econômico indispensável”, passa a ser questionado.
A gestão das empresas concentrava-se nas três funções básicas presente em uma estrutura organizacional: a função técnica, a função financeira e a função administrativa, com o aumento das preocupações relacionadas às questões ambientais surgem nas décadas de 70 e 80 as regulamentações e controles ambientais, fixando normas para a instalação de novas indústrias bem como para as existentes, ficando caracterizados os crimes ambientais. No entanto a cultura empresarial ainda era reativa, pois, a preocupação era no sentido de não cometer crimes ambientais para se isentarem das multas e penalidades previstas.
Na década de 90, quando se percebe uma mudança de foco na gestão ambiental, voltada para a otimização dos processos produtivos na busca de redução dos impactos ambientais, uma nova postura baseada na responsabilidade solidária é adotada pelas empresas, que passam a exercer uma política ambiental mais ativa deixando em segundo plano as preocupações com multas e autuações. O que passa ser importante neste contexto é o cuidado com a imagem da empresa, que busca mostrar sua política voltada não só para aspectos econômicos, mas para o social e ambiental, levando a questão do desenvolvimento sustentável além do discurso, adotando esta como uma responsabilidade da empresa.
Atualmente, existem os tratados e acordos internacionais que garantem para as empresas vantagens competitivas, pelos investimentos em gestão ambiental, o principal instrumento de incentivo é a série dos certificados ISO 14000, 14001, 14002 dentre outros. Mas acima de tudo, uma nova postura da sociedade e contexto econômico atual caracteriza-se por um rígido comportamento dos clientes, voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado, e que atuem de forma ecologicamente responsável, por exemplo, 68% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um produto que não agredisse o meio ambiente. Essa nova sociedade de consumo define que os resultados econômicos passam a depender mais de decisões empresariais que levem em conta que não há conflito entre lucratividade e a questão ambiental.
Segundo Tachizawa (Atlas, 2011), a 3M deixou de despejar desde 1975, 270 mil toneladas de poluentes na atmosfera e 30 mil toneladas de efluentes nos rios, e está conseguindo economizar US$ 810 milhões combatendo a poluição nos 60 países onde atua. Outra empresa, Scania caminhões, contabiliza a economia em torno de R$ 1 milhão com o programa de gestão ambiental, que reduziu 8,6% no consumo de energia, de 13,4% no de água e 10% de resíduos produzidos apenas no ano de 1999. Desta forma fica evidenciado que a questão ambiental não é mais uma forma de responder a questões legais, e sim fator de competitividade, conquista de mercado e manutenção da produção.
Portanto, Torna-se necessário para a empresa neste contexto a implantação de uma boa política de gestão ambiental, sabendo-se que não somente a imagem da empresa diante dos seus clientes e consumidores será potencializada, como também a sua rentabilidade.

Jamerson Reis
Geógrafo, graduando em Logística, Diretor Executivo e Consultor da COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, Coordenador Científico do COJAC – Conselho de Jovens da Associação Comercial de Pernambuco
Keila Carvalho
Bióloga, Doutoranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento, Coordenadora Científica e Consultora da COLOGEA – Consultoria em Logística e Gestão Ambiental.

Citação: Tachizawa, T. Gestão Ambiental e responsabilidade social corporativa: Estratégia de negócios focadas na realidade brasileira, 7ª Edição. São Paulo: Atlas, 2011.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Brasil quer desenvolver sistema próprio de e-mail contra espionagem

A pedido do governo brasileiro, os Correios estão desenvolvendo um sistema próprio de e-mail contra espionagem. De acordo com a estatal, o novo serviço tem como público-alvo todos os seus clientes e deve começar a oferecer o e-mail até o fim do primeiro semestre de 2014.
O serviço é uma tentativa de evitar a suposta espionagem dos Estados Unidos, da qual até a presidente Dilma Rousseff teria sido vítima. De acordo com reportagem do Fantástico, da Rede Globo, do último domingo (1º), a NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) teria monitorado conversas entre Dilma e seus assessores diretos no ano passado.
Com o serviço nacional, a ideia é evitar que os brasileiros criem contas em serviços de e-mail como o Hotmail, da Microsoft, ou Gmail, do Google. Ainda não se sabe se o serviço a ser oferecido pelos Correios será gratuito, vantagem já oferecida pelos serviços do Google e da Microsoft.
Os Correios informaram que o modelo de negócios do novo serviço ainda está sendo desenvolvido. Inicialmente, “o serviço será vendido aos usuários que queiram esses benefícios, mas os preços ainda não estão definidos”.

O sistema nacional terá uma criptografia que garante a privacidade dos usuários e os dados deverão ser mantidos em servidores localizados no Brasil, ao contrário dos servidores do Google e da Microsoft, que ficam nos Estados Unidos.

A criptografia é uma codificação que a mensagem recebe assim que é enviada pelo remetente. Para que o sistema funcione e o conteúdo da mensagem seja mantido em sigilo, é necessário que tanto o remetente como o destinatário tenham o sistema de e-mail dos Correios.

Quando apenas um deles tem o serviço, o usuário tem outros benefícios, segundo os Correios, como a garantia da entrega e a informação da hora em que a mensagem foi lida.
Fonte: R7

Balança comercial brasileira tem pior resultado anual desde 1995

A diferença entre exportações e importações do Brasil, a chamada balança comercial, voltou a ficar positiva no mês passado, com saldo de US$ 1,226 bilhão. Esse é o menor resultado para o mês desde 2001, quando o saldo positivo foi de US$ 634 milhões.
Além disso, é o pior resultado em 18 anos no acumulado do ano. Com um saldo negativo de US$ 3,764 bilhões de janeiro a agosto, o Brasil teve o pior resultado do comércio exterior nesse período desde 1995 (-US$ 4,127 bilhões), segundo série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), que começou em 1993.
De janeiro a agosto de 2012, o saldo tinha sido positivo em US$ 13,149 bilhões. A conta do comércio internacional brasileiro nesse mesmo período não ficava negativa desde 1999, quando houve um resultado negativo de US$ 767 milhões.
O saldo negativo dos oito primeiros meses de 2013 é resultado de quatro meses de resultados negativos: janeiro (-US$ 4 bilhões), fevereiro (-US$ 1,3 bilhão), abril (-US$ 995 milhões) e julho (-US$ 1,9 bilhão).
A balança comercial foi positiva nos outros quatro meses: março (US$ 163 milhão), maio (US$ 758 milhões), junho (US$ 2,3 bilhões), e agosto (US$ 1,2 bilhão).

As informações são do UOL Notícias.

Governo japonês gastará US$ 475 milhões na central de Fukushima

O Estado japonês gastará 47 bilhões de ienes (correspondente a US$ 475 milhões) para resolver o problema de água radioativa que invadiu a central nuclear de Fukushima, já que a operadora Tokyo Electric Power (Tepco) não consegue administrar sozinha a questão.
As autoridades desejam assumir a liderança das operações enquanto o mundo se preocupa com as numerosas avarias relacionadas à presença de grandes volumes de água com césio, estrôncio, trítio e outras substâncias radioativas que vazam para o mar.
"Calculamos em 47 bilhões de ienes o valor necessário", afirmou o porta-voz do governo, Yoshihige Suga.
As autoridades afirmam que sentiram a necessidade de não deixar o problema totalmente sob responsabilidade da empresa que administra a central nuclear, a Tokyo Electric Power (Tepco).
"Queremos adotar medidas fortes para resolver de forma radical os problemas em Fukushima", declarou Suga.
"O mundo inteiro pergunta se o Japão conseguirá ou não desmantelar a central nuclear de Fukushima Daiichi. O governo vai trabalhar para enfrentar esta situação", declarou o primeiro-ministro conservador Shinzo Abe, um defensor da energia nuclear.
O novo investimento público será destinado, em dois terços, para a construção de uma barreira para bloquear a água subterrânea contaminada entre os reatores e o mar, que continua vazando, todos os dias, no Oceano Pacífico.
Quase 300 toneladas de água acumulada sob a terra entre os reatores e o mar chegam todos os dias ao Oceano Pacífico.
Os recursos também serão destinados à instalação de meios suplementares de descontaminação da água armazenada nos cerca de mil depósitos pouco confiáveis
A medida deve aumentar as capacidades dos sistemas conhecidos como ALPS para limpar a água de quase 60 matérias radioativas, com exceção do trítio, que exige outras ações.
A Tepco, operadora da central de Fukushima, acidentada pelo tsunami de 11 de março de 2011, busca soluções para as 400 mil toneladas de água contaminada que se encontram sob a terra, ou em tanques especiais.
Recentemente, um depósito perdeu 300 toneladas de líquido muito radioativo e parte do material chegou ao oceano, um incidente considerado "grave" pelo governo.
O presidente da agência de regulamentação nuclear, Shunichi Tanaka, advertiu na segunda-feira que é impossível imaginar um armazenamento permanente da água (procedente da irrigação para refrigerar os reatores) e disse que em um determinado momento a água terá que ser jogada no mar, depois de purificada a um ponto "admissível pela comunidade internacional".
O anúncio do governo foi feito em um momento no qual a Tepco anuncia praticamente todos os dias novos contratempos a respeito da água radioativa, que provoca muitas inquietações no exterior.
Tóquio teme que a situação de Fukushima prejudique a candidatura da cidade para receber os Jogos Olímpicos de 2020.
A capital japonesa disputa com Madri e Istambul a sede do evento. A decisão será anunciada no próximo sábado em Buenos Aires.
Fonte: AFP