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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A construção civil e seu impacto no meio ambiente

Reconhecidamente, o setor da construção civil tem papel fundamental no desenvolvimento do país, e desta forma se torna peça chave para o atendimento dos objetivos globais do desenvolvimento sustentável. A indústria da construção é uma das atividades humanas que mais consome recursos naturais. Estima-se internacionalmente que entre 40% e 75% dos recursos naturais existentes são consumidos por esse setor, resultando assim em uma enorme geração de resíduos. Só no Brasil, a construção gera cerca de 25% do total de resíduos da indústria. 
A cadeia produtiva da construção tem um peso grande também em termos de emissões de carbono. Segundo a Unep (United Nations Environment Programme), as edificações respondem por 40% do consumo global de energia e por até 30% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs) relacionadas ao consumo energético.
À medida que a urbanização avança - mais de 80% da população brasileira vive atualmente em áreas urbanizadas - medidas relacionadas à sustentabilidade deverão ser adotadas para garantir a elevação da qualidade de vida da população. Acompanhamos um recente boom em certificações de prédios sustentáveis no Brasil e ocupamos hoje a 4ª colocação em número de empreendimentos certificados no mundo.
Em consonância com esta tendência, foi lançado na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o Guia Metodológico para Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Construção Civil - Setor Edificações. O guia foi elaborado pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com as grandes empresas do setor da construção e visa padronizar os critérios a serem considerados durante o ciclo de vida do empreendimento e a metodologia de cálculo a ser utilizada para se elaborar o inventário de GEE das obras.
A intenção deste projeto é antecipar o setor às normas e regulamentações, cada vez mais comuns, que estão ditando as novas diretrizes sobre emissões de carbono no Brasil. O guia publicado instrui as empreiteiras e construtoras a calcular as emissões de carbono durante o empreendimento. Nesta primeira versão, o guia se limita a considerar as emissões da fabricação e transporte dos materiais assim como a execução da obra propriamente dita. Nas próximas edições do documento, este escopo de emissões se estenderá desde o período de uso e manutenção do empreendimento até seu destino final, seja o retrofit do prédio ou sua demolição.
Além deste Guia, existem também certificações para classificar a construção como um empreendimento sustentável, como o selo Leed e o Aqua. A proposta destas certificações é estimular a adoção de práticas mais eficientes na construção civil reduzindo o impacto ambiental ao adotar materiais e sistemas mais eficientes. O foco está na redução do consumo de recursos naturais, como água e energia, sem esquecer do correto gerenciamento dos resíduos. Tudo isso atrelado à construção de edifícios mais confortáveis e funcionais para seus ocupantes.
Foi o que fez a Unilever na construção do novo centro de convivência para seus funcionários na fábrica de Pouso Alegre. O prédio conta com uma arquitetura que privilegia o uso de luz natural, estimula o uso de bicicleta ao trabalho e equipou suas torneiras com redutores de vazão. Somando a outras características adotadas durante a obra, a construção recebeu a certificação Leed Silver, primeira deste modelo na região.
Iniciativas como esta estão se tornando cada vez mais freqüentes e certamente irão ditar as normas do setor nos próximos anos. Produtos ecologicamente corretos, mais eficientes e com características cada vez mais inovadoras tem surgido com muita força no mercado, ajudando a alinhar eficiência ambiental, conforto para usuários e economia na operação destes novos prédios verdes.

Por Carolina Salles

"LEED não é sinônimo de arquitetura sustentável e fachadas inteligentes não podem ser confundidas com automação", diz engenheiro alemão

"Os clientes brasileiros costumam associar a arquitetura sustentável ao selo LEED que, não necessariamente, reflete a inteligência inerente a um projeto", disse o engenheiro alemão radicado em Londres Klaus Böde, durante uma palestra proferida no "Congresso Internacional de Soluções de Arquitetônicas e Construtivas de Esquadrias de Alumínio". Realizado em São Paulo nos dias 29 e 30 de outubro, em comemoração aos 30 anos de fundação da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), o evento reuniu arquitetos e engenheiros brasileiros e estrangeiros para debater temas como o papel das fachadas no desempenho das edificações, vidros eficientes, princípios de parametrização em fachadas cortinas e soluções como a integração de energia solar às edificações.
Böde expôs estratégias e metodologias aplicadas em projetos nos quais trabalhou, como o edifício-sede do Commerzbank, em Frankfurt, na Alemanha; e o 30 St Mary Axe, em Londres, na Inglaterra, ambos projetados por Norman Foster. Outro trabalho apresentado por ele foi o edifício One Airport Square, na República de Gana, na África, em que a estrutura de concreto é exteriorizada para sombrear a construção, que também dispõe de brises em profundidades variáveis de acordo com a orientação solar. "Fachadas inteligentes não podem ser confundidas com automação que, apesar de relevante e útil, é cara", explica o alemão.
Além de Böde, o evento teve como palestrantes internacionais o engenheiro alemão Winfried Heusler, o arquiteto inglês Joe Witchell, o italiano Luca Bertacchi, representante do escritório italiano de arquitetura Mario Cucinella, e o engenheiro francês Bruno Mauvernay. O engenheiro Ricardo Ruther, o empresário Edison Claro de Moraes e os arquitetos Roberto Aflalo, Roberto Loeb e Marcos Holtz foram os palestrantes brasileiros. As palestras foram seguidas de "rodadas de perguntas e respostas", em que também estiveram presentes o arquiteto Mario Biselli e o consultor de esquadria Paulo Duarte.
O congresso, que foi realizado no auditório da Associação Paulista de Supermercados (APAS), faz parte da agenda oficial do Fórum Ibero-americano de Janelas, Portas e Fachadas, entidade internacional criada em 2011 por associações do setor do Brasil, Colômbia, Chile, México, Espanha e Portugal.