COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Refletindo

" A nuteza nunca se engana: somos sempre nós que nos enganamos."

Datas comemorativas

27 de Julho de 2012


Dia do Motociclista

Dia do Despachante

Dia de Prevenção de Acidentes de Trabalho

Wärtsilä apresenta seu Conceito de Perda Mínima para navios

A Wärtsilä, líder global em soluções energéticas de ciclo de vida completo para mercados marítimos e de geração de energia, participará da Conferência Workboat South America, durante a nona edição da Navalshore. O gerente de vendas da divisão de Ship Power da multinacional finlandesa, Rodrigo Brito, fará palestra no 3º dia do evento para apresentar o Conceito de Perda Mínima (em inglês, Low Lost Concept – LLC), que oferece um sistema elétrico mais eficiente para embarcações.
Especialista em engenharia elétrica, Brito demonstrará com diagramas como o LLC pode tornar o sistema de propulsão elétrica para navios mais eficiente, em comparação com o sistema padrão das embarcações. Ao invés de gerar energia em média tensão, os geradores que operam segundo o LLC entregam em baixa tensão, a 690 volts, diminuindo a quantidade de transformadores e reduzindo a perda das embarcações.
O Conceito de Perda Mínima oferece um sistema de distribuição de propulsão elétrica para navios com tecnologia patenteada pela Wärtsilä. Com o auxílio de transformadores especializados, o sistema permite que a energia seja transmitida diretamente dos geradores para os inversores de frequência da propulsão, diminuindo distorções de harmônicas e algumas perdas oriundas da transformação.
A preocupação em maximizar o desempenho ambiental e econômico das embarcações e usinas de energia de seus clientes faz com que a Wärtsilä estabeleça maneiras sustentáveis de trabalho. Esse sistema é composto por partes menores, mais leves e com melhor eficiência que facilitam sua instalação.
A Perda Mínima se encaixa em todos os segmentos onde a propulsão elétrica é aplicável, oferecendo economias nos custos de instalação e funcionamento. Possui melhor disponibilidade e redundância de propulsão permitindo um menor consumo de combustível influenciando diretamente na diminuição das emissões de poluentes. 
A Navalshore acontece de 1º a 3 de agosto no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, e conta com a participação dos mais importantes estaleiros e empresas de navegação nacionais, apresentando novas tecnologias, melhores práticas e oportunidades de negócios. A conferência se destaca por ser o maior evento naval e offshore da América Latina.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/

Estudantes têm até 22 de agosto para se inscrever no curso técnico em Agroecologia

Seleção será realizada em duas etapas, um no dia 27 e 31 de agosto



As inscrições para a seleção dos candidatos ao curso técnico de nível médio em Agroecologia – eixo tecnológico recursos naturais – oferecido pelo Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta) seguem até o dia 22 de agosto. Os estudantes que estão em fase de conclusão do Ensino Médio ou que já terminaram podem participar. A ação faz parte de um convênio de cooperação técnica e financeira, firmado entre a Secretaria de Estadual de Educação (SE) e a entidade.
Para concorrer a uma das 200 vagas disponíveis, o candidato deve preencher uma ficha disponibilizada no endereço www.serta.org.br. Para os candidatos do Agreste Setentrional e Central, Zona da Mata e Região Metropolitana a seleção será realizada em Gloria de Goitá, no dia 27 de agosto. Já os candidatos do Sertão e Agreste Meridional terão triagens realizadas no campus de Ibimirim, no dia 31 do mesmo mês. A seleção constará de dois momentos: redação e entrevista com os candidatos.
A classificação será feita mediante o preenchimento do número de vagas observando as condições definidas no processo seletivo. O resultado será divulgado a partir do dia 04 de setembro, no mesmo site que foi feita a inscrição. A matrícula para os estudantes do campus Ibimirim será realizada na semana de 09 a 14 de setembro, dentro da primeira semana de aula. Já os estudantes de Glória de Goitá, a matricula será realizada entre os dias 16 e 20 do mesmo mês.
Na ocasião, o aluno deverá apresentar os seguintes documentos: certidão de conclusão ou histórico escolar, cópia do CPF com apresentação do original, cópia do RG com apresentação da original, cópia de certidão de nascimento ou casamento, cópia de título de eleitor, comprovante de residência e duas fotos 3x4. Os estudantes selecionados que desenvolvem atividades profissionais deverão apresentar uma declaração de autorização para a sua participação nas atividades presenciais do curso em regime de imersão, correspondente a uma semana por mês durante 18 meses de setembro de 2012 a fevereiro de 2014.
O curso– Ele profissionaliza o estudante para se tornar empreendedor em atividades agrícolas, agropecuárias, ambientais, de agregação de valor, logística, comercialização de produto, gestão de negócios, confecção de tecnologias de baixo custo para o manejo integrado da propriedade, com conhecimento da legislação e das políticas públicas para a agricultura familiar, assistência técnica e extensão rural.
O curso terá carga horária de 1,4 mil horas/aula, sendo 792 horas/aula presenciais, 408 horas/aula no tempo comunidade, correspondendo a 18 meses de aula e 200 horas de estágio curricular supervisionado.

Tecnologia pode fazer de Búzios primeira cidade latino-americana em consumo consciente de energia

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – O projeto Cidade Inteligente Búzios, incluído entre os dez mais relevantes em infraestrutura urbana de todo o mundo em relatório elaborado por uma empresa de consultoria internacional, está sendo desenvolvido neste município da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, pela Endesa Brasil, uma holding (união de empresas) que atua nas áreas de distribuição, geração, conversão e transmissão de energia no país.
O projeto abrange investimentos de R$ 35 milhões no período que vai deste ano a 2015 e tem a meta de tornar Búzios a primeira cidade da América Latina em consumo eficiente de energia.
O diretor de Relações Institucionais da Endesa Brasil, André Moragas, disse que a iniciativa prevê a introdução gradual em Búzios de novas tecnologias e inovações relacionadas à rede elétrica que possam trazer benefícios diretos para o consumidor. Para tanto, já começaram a ser feitos testes com tecnologias conhecidas e com outras que estão chegando ao Brasil
Um exemplo é um medidor digital de energia, instalado em caráter experimental em 200 casas do município, que permite não só a medição normal da energia consumida, mas que o morador saiba que cômodo está gastando mais energia e a que horas isso ocorre. “Isso, no futuro, permitirá que haja no futuro descontos diferenciados, como ocorre hoje com a telefonia. Dependendo da hora em que a energia é usada, o preço pode cair, pode haver descontos por horário.”
Moragas informou que esse medidor faz também transações comerciais com a companhia de energia. Se o usuário instalar, por exemplo, um painel solar em sua casa, poderá gerar energia para consumo próprio e ainda revender o excedente à concessionária. Caso a experiência tenha resultado positivo, o uso do medidor poderá se transformar em uma prática de mercado.
O projeto prevê também a troca de grande parte do parque de iluminação pública de Búzios por lâmpadas de LED, que são 80% mais econômicas do que as tradicionais e até 20 vezes mais resistentes, além de ter manutenção mais baixa, acrescentou Moragas. “Já estamos testando eficiência e redução do consumo. Com isso, haverá redução do custo de energia no município e o que for economizado poderá ser usado em outras obras.”
Também fazem parte do projeto a troca de lixo reciclável por desconto na conta de energia; experiências de geração distribuída para abastecimento de uma casa, sem ligação com a rede elétrica, como paredes solares; e, na área da mobilidade urbana, o incentivo ao uso de bicicletas e carros elétricos, que serão testados nas frotas hoteleira e de táxis, com o objetivo de reduzir a poluição sonora e a emissão de gases de efeito estufa.
De acordo com Moragas, a meta é usar Búzios como um grande laboratório, no qual serão testadas diversas tecnologias, e saber como elas vão infuenciar no dia a dia da população, para que sejam depois ampliadas e massificadas para o resto da sociedade. A Endesa Brasil pretende estender o teste básico, em Búzios, a até 500 clientes. Depois, se os resultados forem positivos, o projeto será estendido a todo o município até o fim do projeto, em 2015.
O projeto será acompanhado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como uma base para uma eventual mudança na legislação. “Se for bem sucedido, esperamos ter uma base legal para instalar isso de forma massiva para todos os clientes e, no futuro, instalar medidores desse tipo em todos os municípios", disse Moragas.


Edição: Nádia Franco

Após seis dias, incêndio é controlado no Parque Nacional de Ilha Gran

Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – Um incêndio que atinge desde o último sábado (21) o Parque Nacional de Ilha Grande, localizado na divisa dos estados do Paraná e de Mato Grosso do Sul, já está sob controle, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Pelo menos 20 quilômetros quadrados de vegetação foram destruídos pelo fogo nos últimos dias. O parque tem uma área total de 788 quilômetros quadrados.
O analista ambiental Térsio Pezenti, do ICMBio, disse à Agência Brasil que no fim da tarde de hoje (26) havia poucos focos de incêndio na região. "O fogo agora já está controlado, ele acabou de chegar a uma área de vegetação arbórea, de difícil queima", explicou. "O tempo está nublado e com pouco vento. Vamos manter uma equipe de 12 pessoas monitorando o local."
Os ventos fortes dos últimos dias e o fato de a área em torno do local afetado ser alagada dificultaram as operações de combate ao incêndio. As equipes chegaram a remover um trecho de vegetação para evitar que as chamas se alastrassem.
O fogo atingiu a região sul do parque, nos municípios de Guaíra e Altônia, ambos no Paraná. Um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, o Parque Nacional de Ilha Grande abrange áreas de nove municípios, cinco do Paraná e quatro de Mato Grosso do Sul. Criado em 1997, o parque é formado por lagos, lagoas, áreas de várzea e cerca de 300 pequenas ilhas no Rio Paraná.
Há suspeitas de que o incêndio foi provocado por um morador que vive próximo ao parque. O caso será investigado pelo ICMBio, com o apoio da Polícia Federal. No último mês de março, outro incêndio destruiu cerca de 10 quilômetros quadrados de vegetação do parque.

Edição: Aécio Amado

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Refletindo

"A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as folhas."


"Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja."
Chico Xavier

Datas comemorativas

26 de Julho - Dia da Vovó

A COLOGEA deseja as devidas felicitações para todas as avós.

Porto de Salvador terá taxa mais cara do país

Empresários baianos foram pegos de surpresa com a cobrança de uma nova taxa no Porto de Salvador. A partir de 10 de agosto, os armadores (donos de navios) vão cobrar por devolução de contêineres de importação.  Se não bastasse, a taxa no Porto de Salvador será a mais alta do país.  Em 13 portos brasileiros, o valor cobrado para contêineres com 20' (polegadas) varia entre R$ 55 a R$ 65; e para contêineres com 40', a média de R$ 55 a R$ 95, enquanto que na Bahia os valores serão de R$ 80 (20') e R$ 130 (40'), uma diferença de até 136%. “Não vejo justificativa para os preços daqui serem os mais altos, já que existem outros portos melhores e que vão cobrar menos”, questiona o despachante aduaneiro e representante da importadora Cargo Line, Izaías Viana. Já o diretor executivo da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport), Paulo Villa, responsabiliza a Tecon Salvador, do grupo Wilson. Sons, que presta serviços para estas empresas.  “Trata-se da única prestadora de serviço em regime de monopólio para a movimentação de contêineres no Porto de Salvador e no depósito de contêineres vazios (depot), na BR 324, em Pirajá”, critica. A taxa, segundo Villa, integra o serviço de frete marítimo e o armador tem a obrigação de entregar e receber o contêiner, tanto na exportação como na importação. Em outros países esse tributo não é cobrado, diz. O diretor executivo do Tecon Salvador, Demir Lourenço Junior rebate: “Como prestadores de serviço, não temos qualquer gestão sobre a formação de preços de nossos clientes, sendo este um assunto de sua total responsabilidade”. E tudo fica por isso mesmo.
Fonte: Tribuna da Bahia / Sara Barnuevo

Política de Educação Ambiental

"A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação."
Conferência Sub-regional de Educação Ambiental para a Educação Secundária
Chosica/Peru (1976)

"A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhora da qualidade de vida".
Conferência Intergovernamental de Tbilisi (1977)

"Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."
Art. 1o da Lei no 9.795 de abril de 1999


"Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política."

Patrícia Mousinho. Glossário.
In: Trigueiro, A. (Coord.) Meio ambiente no século 21.
Rio de Janeiro: Sextante. 2003.

Rumo Logística compra 200 novos vagões

A Rumo Logística, empresa do Grupo Cosan, adquiriu 200 novos vagões para o transporte de açúcar. O investimento, da ordem de R$ 41 milhões, faz parte do projeto de transportar 11 milhões de toneladas de açúcar e grãos por ferrovias ao porto de Santos, até 2014.
O material foi encomendado de duas fabricantes: a Randon, que ficou responsável por 130 vagões, e a AmstedMaxion, que está fabricando os 70 restantes. A previsão é de que a nova frota seja entregue à companhia até outubro deste ano. Com a compra, a Rumo Logística passará a ter 929 vagões, além das 50 locomotivas que estão operando na malha da ALL. 
A empresa também concluiu a instalação de um novo shiploader para agilizar o embarque no porto de Santos, com capacidade para 2 mil toneladas de açúcar por hora – o dobro do que é embarcado atualmente. O valor empregado no equipamento foi de R$ 35 milhões.
Essas aquisições fazem parte dos R$ 1,3 bilhão que serão investidos pela empresa para a reversão do transporte do açúcar da rodovia para a ferrovia. Esse é o primeiro grande investimento feito por um cliente ferroviário, já que, apesar da parceria com a ALL, as compras são da Cosan.


Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/

Ibama reavalia uso de quatro tipos de agrotóxico e sua relação com o desaparecimento de abelhas no país

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Mesmo na ausência de levantamentos oficiais, alguns registros sobre a redução do número de abelhas em várias partes do país, em decorrência de quatro tipos de agrotóxico, levaram o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a restringir o uso de importantes inseticidas na agropecuária brasileira, principalmente para as culturas de algodão, soja e trigo.
Além de reduzir as formas de aplicação desses produtos, que não podem ser mais disseminados via aérea, o órgão ambiental iniciou o processo de reavaliação das substâncias imidacloprido, tiametoxam, clotianidina e fipronil. Esses ingredientes ativos foram apontados em estudos e pesquisas realizadas nos últimos dois anos pelo Ibama como nocivos às abelhas.
Segundo o engenheiro Márcio Rodrigues de Freitas, coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, a decisão não foi baseada apenas na preocupação com a prática apícola, mas, principalmente, com os impactos sobre a produção agrícola e o meio ambiente.
Estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado em 2004, mostrou que as abelhas são responsáveis por pelo menos 73% da polinização das culturas e plantas. “Algumas culturas, como a do café, poderiam ter perdas de até 60% na ausência de agentes polinizadores”, explicou o engenheiro.
A primeira substância a passar pelo processo de reavaliação será o imidacloprido, que responde por cerca de 60% do total comercializado dos quatro ingredientes sob monitoramento. A medida afeta, neste primeiro momento, quase 60 empresas que usam a substância em suas fórmulas. Dados divulgados pelo Ibama revelam que, em 2010, praticamente 2 mil toneladas do ingrediente foram comercializadas no país.
A reavaliação é consequência das pesquisas que mostraram a relação entre o uso desses agrotóxicos e a mortandade das abelhas. De acordo com Freitas, nos casos de mortandade identificados, o agente causal era uma das substâncias que estão sendo reavaliadas. Além disso, em 80% das ocorrências, havia sido feita a aplicação aérea.
O engenheiro explicou que a reavaliação deve durar, pelo menos, 120 dias, e vai apontar o nível de nocividade e onde está o problema. “É o processo de reavaliação que vai dizer quais medidas precisaremos adotar para reduzir riscos. Podemos chegar à conclusão de que precisa banir o produto totalmente, para algumas culturas ou apenas as formas de aplicação ou a época em que é aplicado e até a dose usada”, acrescentou.
Mesmo com as restrições de uso, já em vigor, tais como a proibição da aplicação aérea e o uso das substâncias durante a florada, os produtos continuam no mercado. Juntos, os agrotóxicos sob a mira do Ibama respondem por cerca de 10% do mercado de inseticidas no país. Mas existem culturas e pragas que dependem exclusivamente dessas fórmulas, como o caso do trigo, que não tem substituto para a aplicação aérea.
O órgão ambiental já sentiu as primeiras pressões por parte de fabricantes e produtores que alertaram os técnicos sobre os impactos econômicos que a medida pode causar, tanto do ponto de vista da produção quanto de contratos já firmados com empresas que fazem a aplicação aérea.
Freitas disse que as reações da indústria são naturais e, em tom tranquilizador, explicou que o trabalho de reavaliação é feito em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Ministério da Agricultura – órgãos que também são responsáveis pela autorização e registro de agrotóxicos no país. “Por isso vamos levar em consideração todas as variáveis que dizem respeito à saúde pública e ao impacto econômico sobre o agronegócio, sobre substitutos e ver se há resistência de pragas a esses substitutos e seus custos”, explicou o engenheiro.
No Brasil, a relação entre o uso dessas substâncias nas lavouras e o desaparecimento de abelhas começou a ser identificada há pouco mais de quatro anos. O diagnóstico foi feito em outros continentes, mas, até hoje, nenhum país proibiu totalmente o uso dos produtos, mesmo com alguns mantendo restrições rígidas.
Na Europa, de forma geral, não é permitida a aplicação aérea desses produtos. Na Alemanha, esse tipo de aplicação só pode ser feito com autorização especial. Nos Estados Unidos a aplicação é permitida, mas com restrição na época de floração. Os norte-americanos também estão reavaliando os agrotóxicos compostos por uma das quatro substâncias.


Edição: Lana Cristina

terça-feira, 24 de julho de 2012

PORTO: Navio chega ao Recife com bobinas de aço

Carregamento representa a consolidação do polo metalúrgico




Rogério França/Folha de Pernambuco
Os carregamentos de bobinas de aço serão maiores a partir das articulações feitas pelo Porto
O navio Saga beija Flor, de Singapura, chegou, no início da manhã desta terça-feira (24), ao Porto do Recife, com 47 bobinas de aço. O carregamento representa a consolidação do polo metalúrgico e também marca o início das operações da Gulftainer, empresa de logística dos Emirados Árabes Unidos, que investiu cerca de US$ 10 milhões em um terminal de contêineres do Porto do Recife. A previsão é de que toda carga será descarregada até às 12h.
Os carregamentos de bobinas de aço serão maiores a partir das articulações feitas pelo Porto do Recife com duas novas empresas importadoras. De acordo com as estimativas do diretor Comercial e de Operações do Porto do Recife, Sidnei Aires, o pátio vai movimentar, este ano, 120 mil toneladas de bobinas.
Em 2011, foram descarregadas 38,6 mil toneladas de bobinas de aço. Sidnei Aires também argumentou que a localização geográfica do porto e as tarifas competitivas praticadas pesaram a favor da decisão de se trazer as bobinas de aço pelo Recife.
A Gulftainer Brasil tinha previsão inicial de começar as atividades em abril. A operadora é do grupo Gulftainer Solutions, uma das maiores empresa de logística do mundo. O grupo identificou o Porto do Recife como ponto de partida para o mercado da América Latina.


ANDRÉ CLEMENTE, da Folha de Pernambuco.

O Meio Ambiente e a Sustentabilidade

Nunca antes se debateu tanto sobre o meio ambiente e sustentabilidade. As graves alterações climáticas, as crises no fornecimento de água devido a falta de chuva e da destruição dos mananciais e a constatação clara e cristalina de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.
Cientistas, pesquisadores amadores e membros de organizações não governamentais se unem, ao redor do planeta, para discutir e levantar sugestões que possam trazer a solução definitiva ou, pelo menos, encontrar um ponto de equilíbrio que desacelere a destruição que experimentamos nos dias atuais. A conclusão, praticamente unânime, é de que políticas que visem a conservação do meio ambiente e a sustentabilidade de projetos econômicos de qualquer natureza deve sempre ser a idéia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.
Em paralelo as ações governamentais, todos os cidadãos devem ser constantemente instruídos e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta; e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Destinar corretamente os resíduos domésticos; a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.
Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis; os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.

Estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos; assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos e nessas soluções simples para fomentar a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente.
Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las; garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples; basta calcular a energia elétrica consumida pela família; o número de carros e outros veículos que ela utilize e a forma como o faz e os resíduos que ela produza. A partir daí; cada família poderá dar a sua contribuição para promover práticas e procedimentos que garantam a devolução à natureza de tudo o que usaram e, com essa ação, gerar novas oportunidades de redá e de bem estar social para sua própria comunidade.
O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou fará; gerará um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas; estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações futuras.


Raquel Nunes

Como criar um edifício verde

Um edifício verde pode representar um enorme potencial para economia de energia e é fundamental para o desenvolvimento sustentável das cidades verdes. A automação de edifícios e o gerenciamento da iluminação como parte de um edifício verde reduzem o consumo de energia sem prejudicar o conforto dos moradores.

 

Uso otimizado de energia


A avaliação da eficiência de custos de um edifício significa levar em consideração tanto os custos associados com a sua construção como, em particular, os custos que surgirão ao longo do seu ciclo de vida. A economia em potencial pode ser integralmente aproveitada através da transparência no consumo e operação com a ajuda da automação predial e de tecnologias inteligentes e sustentáveis como, por exemplo, a gestão de edifícios e o controle de acesso, mas também atualizações, melhorias e otimizações contínuas. Isso traz ainda a vantagem de aliviar a pressão nos gastos do setor público. Todas essas tecnologias e soluções fazem parte de um edifício verde e contribuem para um desenvolvimento sustentável.

Sustentabilidade e soluções seguras para um edifício inteligente e verde


Os edifícios sustentáveis precisam de uma rede inteligente que esteja conectada à proteção contra incêndios, segurança eletrônica e sistemas de instalação elétrica, oferecendo proteção, conforto e confiabilidade aos usuários e reduzindo o consumo de energia em indústrias, escritórios e residências. As Total Building Solutions (TBS) da Siemens que automatizam de forma inteligente e ligam em rede todas tecnologias prediais em um sistema único integrado, podem ser a plataforma para um edifício verde. Elas reduzem custos ao longo de todo o ciclo de vida de uma casa ecológica, maximizam a flexibilidade durante reformas e melhorias, além de ajudar a reduzir impactos ambientais pelo uso de uma arquitetura sustentável.

Total Building Solutions (TBS) – soluções técnicas de infraestrutura totais e integradas de forma inteligente
Total Building Solutions (TBS) - integram de forma inteligente soluções técnicas de infraestrutura totais e integradas como a automação de edifícios e a gestão de edifícios

As soluções de segurança da Siemens para detecção e combate a incêndios oferecem grande confiabilidade para edifícios sustentáveis, inclusive instalações altamente complexas como a gestão de edifícios e o controle de acesso. Com relação à segurança, a empresa oferece opções de configuração personalizada para infraestruturas públicas e particulares, de edifícios sustentáveis, moldando a conexão entre soluções de segurança eletrônica, gestão de edifícios e sistemas de automação predial. A Siemens sincroniza o controle de acesso, vigilância por vídeo e detecção de intrusão com sistemas de automação de edifícios e gestão de edifícios e integra o pacote completo com um centro de comando e controle.

Fornecimento de energia à prova de futuro


A distribuição de energia elétrica em edifícios requer soluções universais que não apresentem problemas de coordenação, custos adicionais e atrasos. A Siemens é a principal fornecedora mundial de produtos e sistemas inovadores para instalações elétricas nos setores industrial, comercial e residencial. Nosso portfólio abrangente vai desde caixas e painéis de distribuição até dispositivos de proteção, comutação, medição e monitoração. O Totally Integrated Power da Siemens guia os projetos de distribuição de energia desde o estágio de planejamento até a implantação. Isso oferece claras vantagens em todas as fases do projeto para todas as pessoas envolvidas – desde os engenheiros de planejamento elétrico e instaladores até os usuários e operadores. A implementação é rápida e eficiente e a operação é econômica.

Contrato de Desempenho
Contrato de Desempenho: A economia com energia paga o investimento

A economia de energia paga o investimento


Outro modo de economizar dinheiro e energia em um edifício verde é o contrato de eficiência energética. Nos contratos de eficiência energética, a Siemens determina e desenvolve o potencial energético existente através de modernização seletiva e otimização. Um edifício verde e energeticamente eficiente com custos baixos de energia garantidos podem ser operados sem custos para o consumidor porque a economia paga o investimento. Desde 1994, a Siemens concluiu mais de 1000 projetos de eficiência de energia e criou desta maneira não só edifícios verdes, mas também edifícios sustentáveis. Esses projetos reduziram os custos de energia em cerca de 2 bilhões de euros. As emissões de CO2 também foram reduzidas em cerca de 1,2 milhões de toneladas. Essa redução é equivalente a aproximadamente 300 mil carros de passeio rodando 20.000 km por ano. A Siemens é líder em edifícios sustentáveis e verdes com eficiência energética nos Estados Unidos e na Europa.

Green Building Council Brasil


Green Building Council Brasil
O Green Building Council Brasil promove a transformação do ambiente construído em um ambiente sustentável. A Siemens é certificada pelo Council.

O Green Building Council Brasil é uma organização não governamental nacional e sem fins lucrativos e parte do World Green Building Council. Seu objetivo é promover a transformação do ambiente construído em um ambiente sustentável. Isso significa edifícios, urbes e megacidades com sensibilidade ambiental, economicamente viáveis e representativas em termos sócio-culturais. A Siemens é certificada pelo World Green Building Council.

Desenvolvimento sustentável de megacidades

Com tecnologias inovadoras, as megacidades brasileiras podem tornar-se mais ecológicas, aumentar a qualidade de vida dos seus habitantes e cortar custos – tudo ao mesmo tempo.

A América Latina é a região mais urbanizada no mundo em desenvolvimento. Por isso existe um grande potencial para um desenvolvimento sustentável em megacidades da América Latina. Aproximadamente 80% da população do Brasil (atualmente 196 milhões) vivem em cidades. Os centros urbanos mais densamente povoados são: São Paulo, com uma população de 20,3 milhões de habitantes, e Rio de Janeiro, com aproximadamente 11,4 milhões. Essa urbanização crescente está forçando as cidades no Brasil e em outros países a tornarem as suas infraestruturas mais eficientes e mais sustentáveis.

Na conferência das Nações Unidas Rio+20 no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho de 2012, os participantes expressaram o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, além da economia verde, para alinhar seus objetivos na luta contra a fome, pobreza, mudança climática e suas consequências. Mais de 14.000 pessoas de todo o mundo visitaram as exibições no pavilhão do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Ali a empresa organizou e participou de eventos paralelos e de conferência sobre liderança de pensamento. “A Siemens está fazendo uma contribuição impressionante e valiosa para a Rio+20. O lema da Siemens na Rio+20 é ‘Podemos agir agora’. A PNUMA dá apoio total a essa chamada para a ação”, disse Achim Steiner, Diretor Executivo da PNUMA e Sub-Secretário Geral das Nações Unidas. A Siemens lançou um projeto de reciclagem e educação ambiental na Lagoa Rodrigo de Freitas e expôs as conclusões no primeiro estudo já realizado sobre como o Rio de Janeiro será no futuro entre 2030 e 2040. Em uma exibição, a nossa empresa mostrou como a inovação apoia o desenvolvimento sustentável e no evento “Estudantes pela Sustentabilidade”, a Siemens reuniu equipes de estudantes de diferentes países para desenvolver a Próxima Geração de Líderes de Sustentabilidade.
A Siemens é uma líder internacional em desenvolvimento sustentável de cidades e megacidades, com conceitos e soluções para energia, smart grid, mobilidade, edifícios verdes, sistema de segurança. Uma variedade de iniciativas da Siemens promove ideias para o desenvolvimento sustentável de uma cidade verde. O Índice Verde de Cidades da América Latina, por exemplo, mostra o grau de sustentabilidade ambiental das urbes e megacidades brasileiras hoje.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Novo ingrediente no custo Brasil: tarifas de energia elétrica

O tema da desindustrialização tomou conta dos debates. O "custo Brasil", com sua fartura de impostos, clama pela sempre adiada reforma tributária, mas, agora, há um novo elemento nessa conta: tarifas de energia elétrica. Nunca dantes nesse país hidroelétrico o quilowatt-hora (kWh) ficou tão caro. Alguma coisa está muito errada, pois, afinal, ele vem principalmente de energia solar e gravidade.
A Agência Internacional de Energia (AIE) registra que o Brasil tem a quarta tarifa industrial do planeta. Como mostra o estudo "Quanto Custa a Energia Elétrica no Brasil e no Mundo para o Setor Industrial" da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), comparado aos Brics, o país tem uma tarifa 134% maior do que a média da China, Índia e Rússia. Em relação aos nossos vizinhos latinos, somos 67% mais caros. Se o confronto for feito com sistemas semelhantes, tais como os de algumas províncias canadenses e alguns estados americanos1, os dados são inacreditáveis. Um carioca paga o dobro de um morador da capital canadense Ottawa e o triplo de um cidadão de Montreal ou de Washington! Um habitante enquadrado como "baixa renda" do Maranhão paga o mesmo que um morador de Nova York!
Em relação aos vizinhos latinos, tarifa é 67% maior. Comparada a sistemas similares, a diferença é grande
A denúncia fácil é a carga tributária, mas, no setor residencial, a Dinamarca (55%), a Noruega (33%), Áustria (28%), Itália (29%), Finlândia (30%), França (30%), Alemanha (44%)2 são exemplos de que o Brasil não é o único a taxar o kWh. Outro acusado é o câmbio, mas, para termos uma tarifa semelhante à do Canadá, país de matriz semelhante à nossa, só se o dólar valesse R$ 4,50!
Pode-se culpar o custo de capital, mas, no setor elétrico, o BNDES tem oferecido crédito subsidiado para 80% dos investimentos. Portanto, apesar da decisão de reduzir a carga tributária sobre a energia e as alterações do câmbio, é preciso examinar outras causas, além destas.
Coisas estranhas aconteceram desde a adoção do modelo mercantil. Descontratação de hidráulicas baratas para contratação de térmicas caras, aumentos de mais de 30% para as distribuidoras compensando o racionamento, parcelas da conta de luz indexadas ao IGP-M, criação de energia "de reserva", apesar de termos uma energia "assegurada", custos fixos nas contas das distribuidoras majorados, uso de geração térmica não prevista e um crescimento explosivo do mercado livre. Ali, um excêntrico sistema de preços impede saber quem vende, por quanto e quem compra, pois tudo é "estratégico". Mas, não há mágica. Se alguns pagam menos, outros pagam mais. Fechando a bizarra lista, uma proliferação de encargos, ironicamente criados após a reforma mercantil do setor.
Poderia ser pior? Bem, desde 2003, as empresas geradoras federais foram usadas para conter a explosão tarifária, iniciada em 1995. Com a retração da demanda após 20013, a descontratação compulsória das empresas pôs energia quase de graça no mercado. Obrigadas a gerar pela lógica operativa, grande quantidade de energia foi liquidada por até R$ 4/mWh (megawatt) no spot brasileiro. Onde foi parar a energia a esse preço? Certamente não conteve a explosão tarifária. Além disso, em 2004, "aliviando" a descontratação, as estatais se viram obrigadas a um leilão com entrega a preço fixo por oito anos. Uma "liquidação de longo prazo", também inédita no mundo. Como não se conseguiu vender tudo, até 2006, sobras eram "liquidadas" por preços inacreditavelmente baixos no mercado livre.
Portanto, poderia ser muito pior. Como a tarifa continua subindo, com o fim das concessões em 2015, as estatais serão novamente convocadas para conter o apetite tarifário do modelo. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afoita com a licitação das usinas, prometeu reduções da ordem de 30%, dizendo que o consumidor "já pagou" por elas! Ora, supondo que os novos donos, altruisticamente, entregassem energia de graça, nem assim se conseguiria tal redução. São 22% do parque, que, em média, é responsável por 80% da geração total. Como a energia adquirida representa 40% da conta de luz, basta multiplicar os percentuais para ver que a redução máxima não chegaria a 7%.
O que é bizarro é que, desde 2003, não existe um kWh sendo gerado pelo regime de serviço público ou "pelo custo". Hoje, tudo é mercado.
O governo não tem como reduzir muito os impostos, já que a questão fiscal é prioritária. Assim, mesmo com a renovação das concessões, as vítimas serão, mais uma vez, as estatais, pois sofrerão redução de rentabilidade. Com a decepção do resultado, vamos ter que examinar porque, apesar de ter uma configuração totalmente singular no planeta, o país mergulhou numa reforma no seu setor elétrico à imagem e semelhança de sistemas de base térmica, tendo que adotar uma complexa adaptação.
O modelo mercantil tem custos. Theo MacGregor (Electricity Restructuring in Britain: Not a model to follow - Spectrum - IEEE May 2001) mostra que a Inglaterra, ícone do modelo mercantil, fazendo leilões reais de meia em meia hora, assumiu um custo extra de US 1,4 bilhões só para implantar a contabilização. A literatura especializada também registra avisos. Paul L. Joskow (Restructuring, Competition and Regulatory Reform in the U.S. Electricity Sector - The Journal of Economic Perspectives, Volume 11, Issue 3 1997, 119- 138) grande especialista em regulação, avalia que os modelos competitivos têm muita dificuldade em replicar as eficiências de sistemas com despacho centralizado e sinergia entre transmissão e geração, justamente o caso brasileiro.
Esse poderia ser o momento para uma boa reflexão sobre o nosso modelo elétrico.
1 www.hydro.mb.ca/regulatory_affairs/energy_rates/electricity/utility_rate_comp.shtml.
2 Electricity Information Prices and Taxes - IEA Statistics - 2012. Em geral, a taxa sobre a indústria é menor, mas a Alemanha surpreende com 29,4%, a Itália com 27,8% e a Noruega com 20%.
3 A demanda se contraiu em 15% após o racionamento.


Roberto Pereira D"Araujo é engenheiro eletricista (Master of Science, PUC-RJ), consultor, ex-membro do conselho de administração de Furnas (2003-2005).

Mais chuva, mais seca, muito mais preocupação

Enquanto estas linhas são escritas, chove há quatro dias em Goiânia - quando há 30 anos as chuvas no período de estiagem (de abril a setembro) eram tão raras que até nome tinham as duas habituais: "chuva das flores" e "chuva do caju". Algo parecido com o que se verificava também no Cerrado paulista antes que, a partir da década de 1950, a remoção da vegetação nativa e a entrada da cana-de-açúcar e da soja, principalmente, mudassem tudo e tudo fosse possível em qualquer época - chuva e estiagem, frio e calor até no mesmo dia. E hoje tudo acontece ainda no momento em que a calamidade é a rotina em mais de mil municípios nordestinos, com a pior seca em décadas. Mas nem a cidade de São Paulo escapa aos dramas, tendo chovido em oito dias do início de junho mais de 100 milímetros, o que não acontecia em década e meia (Agência Estado, 9/6).
Seminário da Unesp e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em Pernambuco avalia (remaatlantico, 12/7) que o Nordeste é a região que mais sofre e sofrerá com as "mudanças do clima", seguido do Centro-Oeste. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Manaus e Curitiba serão as cidades maiores com mais problemas. O Nordeste, já com mais 29 mil quilômetros quadrados sujeitos a problemas mais graves, apresenta manchas de "hiperaridez", que podem transformar-se em desertos. Outro estudo, da Universidade Federal de Alagoas, adverte que a média de chuvas na região - 800 milímetros anuais - é muito inferior à evapotranspiração, de 3 mil milímetros anuais.
O Relatório de Avaliação Nacional sobre Mudanças Climáticas, com aval da Coppe-RJ e de 128 cientistas, prevê um Brasil mais vulnerável às consequências do aumento da temperatura (O Globo, 11/6), com secas mais severas na Amazônia e na Caatinga; temperaturas mais altas nas grandes cidades do Sudeste (devidas às "ilhas de calor"); a Caatinga podendo chegar a 50% menos de chuvas em 2050; mas também com alterações sérias no Pantanal, no Cerrado e em parte da Mata Atlântica; até o fim do século, as chuvas na Amazônia poderão reduzir-se em 45%, com aumento de 5 a 6 graus Celsius na temperatura; a Caatinga poderá perder 50% até 2100.
Nossos custos (Estado, 14/6) chegam a US$ 6,9 bilhões em 20 anos, com 20,6 milhões de pessoas afetadas e mais de 3 mil mortas - somos o 13.º país em enchentes e 18.º em prejuízos, segundo a ONU. Mas o Serviço Geológico brasileiro (Agência Brasil, 3/7) afirma que temos 680 mil pessoas em áreas de alto risco, só nos 140 de 821 municípios já mapeados - a maioria no Nordeste. Na América Latina, segundo o Banco Mundial e outras instituições, os prejuízos com esses fenômenos chegam a US$ 100 bilhões anuais (Estado, 5/6). E seria necessário investir US$ 110 bilhões anuais, de modo a reduzir as emissões para duas toneladas anuais de dióxido de carbono (CO2) por pessoa (no Brasil, segundo o cientista britânico Nicholas Stern, elas estão acima de dez toneladas anuais per capita).
Ainda nesta semana, o Comitê de Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) pediu a todos os países estratégias de enfrentamento das mudanças e dos riscos de perda de colheitas, que afetarão principalmente os países mais pobres. Os custos dos desastres no mundo a partir de 1992 chegaram a US$ 2 trilhões. E nos "eventos extremos" morreu 1,3 milhão de pessoas, entre os 4,4 bilhões de afetadas por enchentes (2,4 bilhões) e tempestades (720 milhões), principalmente (Estado, 14/6). China e Índia lideram o indesejável ranking. 2010 e 2011 já foram anos dramáticos.
A elevação do nível dos oceanos agrava as preocupações dos cientistas. Estudo da Natural Climate Change (6/7) afirma que mesmo com cortes profundos nas emissões de gases poluentes e baixa nas temperaturas médias até 2050 o aumento do nível dos oceanos será "inevitável" até o fim do século. No Ártico, a concentração de CO2 já chegou a 400 partes por milhão. Até a extração e o uso de águas subterrâneas agrava os problemas no mar.
O ano de 2012 está sendo o mais quente na História dos Estados Unidos desde 1895 (Reuters, 8/6), 2,9 graus acima da média do século 20. China, Bangladesh, Japão estão de novo às voltas com fenômenos extremos, milhões de pessoas atingidas. A Rússia investiga se administradores relapsos contribuíram para as piores inundações e o maior número de mortes em décadas, com o volume de chuvas em uma hora superando o que era habitual em dois meses, em algumas regiões.
É nesse quadro que se reuniram esta semana em Berlim os representantes de 35 países, na tentativa de um acordo que possa levar a compromissos de redução de poluentes na Convenção do Clima, em novembro, no Qatar. Aí, a primeira-ministra Angela Merkel, da Alemanha, disse que enfrentamos "grande perigo" e que as intenções dos países poluidores até aqui não bastam para enfrentar a questão. Mesmo contendo o aumento da temperatura planetária para até 2 graus em meados do século, o problema não estará resolvido Mas persiste o velho confronto: os países do Brics, o Brasil incluído, dizem que a obrigação é dos países industrializados, que emitem desde o início da revolução industrial e até há pouco emitiam mais que o resto do mundo; os países mais desenvolvidos retrucam que sem as nações em desenvolvimento, que hoje poluem mais, nada adiantará. E pedem que haja novo período de vigência do Protocolo de Kyoto. Com o mundo ainda subsidiando com US$ 1 trilhão anuais o uso de petróleo e de outros combustíveis fósseis. A ONU é contra e quer criar uma taxa sobre esse consumo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) apoia e tem até proposta de punição para os poluidores.
Reunidos na State of the Planet Declaration, 2.800 cientistas dizem que "o sistema Terra está em perigo". O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas pede planos setoriais de mitigação de emissões aos setores mais poluentes. Mas ainda emitimos quase 2% do total mundial de poluentes. E os acordos estão difíceis internamente.

Estudo mostra que brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Documento cruza informações de vários segmentos e considera dados tributários



Um estudo inédito, que, pela primeira vez, chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais. Henry estima que, desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.

A riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial", disse o autor do estudo. Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como o México, a Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.

John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior. "Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros", afirma.

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais. "As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos", observa Christensen. "No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo".

Chistensen diz ainda que no caso do México, da Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora "este seja um fenômeno de mais de meio século". O diretor da Tax Justice Network destaca que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.

Novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 começam a circular nesta segunda-feira

internet
Novas cédulas de R$ 10 e R$ 20

O Banco Central do Brasil lançará na segunda-feira (23), as novas cédulas de R$ 10 e R$ 20 da segunda família do real.

A cerimônia de lançamento está programada para as 15h, em Brasília, com a presença do presidente do BC, Alexandre Tombini, e transmissão ao vivo no site da instituição.

Segundo o BC, além de elementos de segurança mais modernos e mais fáceis de verificar, as cédulas têm novas marcas táteis e tamanhos diferenciados, com o objetivo de facilitar a identificação dos valores das cédulas pelos deficientes visuais e aumentar a dificuldade de falsificações.

As novas notas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais, dos caixas automáticos e da rede de comércio. As cédulas atuais continuarão valendo e somente serão retiradas de circulação em decorrência do desgaste natural.

As cédulas de R$ 100 e R$ 50 da segunda família do real entraram em circulação no dia 13 de dezembro de 2010. O início da circulação das novas cédulas de R$ 5 e R$ 2 está previsto para 2013.

O projeto da segunda família do Real vem sendo desenvolvido desde 2003 pelo Banco Central em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil (CMB), responsável pela produção do dinheiro brasileiro.

domingo, 22 de julho de 2012

Síria tem 90 mortos em combates no sábado


Ao menos 90 pessoas morreram neste sábado em confrontos na Síria, a maioria civis, no primeiro dia de jejum do Ramadã, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).  (AFP Photo)
Ao menos 90 pessoas morreram neste sábado em confrontos na Síria, a maioria civis, no primeiro dia de jejum do Ramadã, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).




Segundo o Observatório, os mortos são 41 civis, 29 militares e 20 rebeldes.

O maior número de óbitos ocorreu na província de Idleb, no norte do país, onde 12 civis morreram em bombardeios.

Em Damasco, sete dos doze civis mortos foram atingidos por franco-atiradores. Ainda na capital síria, no bairro cristão de Bab Touma, um casal e seu filho foram assassinados por "homens desconhecidos", segundo o OSDH.

Os corpos de outros dois civis foram descobertos em sua casa em Midane, no sul de Damasco. O bairro é palco de violentos combates entre rebeldes e unidades das forças especiais e da Garda Republicana, que na sexta-feira retomaram o controle da região.

Na província meridional de Deraa, quatro civis e três rebeldes morreram neste sábado em meio aos combates.

Em Homs (centro), cidade símbolo da revolta contra o regime de Bashar al Assad, ao menos sete rebeldes morreram em combates. Em Rastane, na mesma província, os bombardeios mataram quatro civis.

Experimento sobre a 'Fertilização do Oceano' armazena CO2

Experimentos para 'fertilizar' os oceanos com ferro e favorecer assim a floração de fitoplâncton capaz de
Experimentos para 'fertilizar' os oceanos com ferro e favorecer assim a floração de fitoplâncton capaz de "capturar" CO2 no fundo do mar mostram novos caminhos para lutar contra o aquecimento do planeta, embora existam muitas questões, segundo um estudo divulgado na revista Nature. Foto: Romeo Gacad/AFP Photo/Arquivo
Experimentos para 'fertilizar' os oceanos com ferro e favorecer assim a floração de fitoplâncton capaz de "capturar" CO2 no fundo do mar mostram novos caminhos para lutar contra o aquecimento do planeta, embora existam muitas questões, segundo um estudo divulgado na revista Nature.

"A fertilização do oceano com componentes a base de ferro provocou a floração do fitoplâncton, dominado por complexos de espécies microscópicas, arrastando uma quantidade considerável de dióxido de carbono em direção ao fundo dos oceanos", ressalta a equipe de pesquisadores.

Este trabalho é um dos maiores e mais detalhados testes da chamada fertilização do oceano, uma prática que está proibida pela legislação internacional, embora sua pesquisa seja permitida.

Enquanto os cientistas do mundo inteiro buscam maneiras de armazenar e neutralizar o carbono, um dos principais gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta, a experiência realizada em 2004 nos mares austrais por uma equipe dirigida por Victor Smetacek, do Instituto de Pesquisa Marinha de Bremerhaven, na Alemanha, não conseguiu "avaliar com exatidão a duração deste sequestro" de carbono.

As cinco semanas de observação que passou na Antártida mostraram que a floração da diatomácea (algas unicelulares microscópicas) estava em seu apogeu quatro semanas depois da fertilização.
Romeo Gacad/AFP Photo/Arquivo
Romeo Gacad/AFP Photo/Arquivo


Posteriormente, ocorreu a mortalidade de um grande número de espécies de diatomáceas formando massas viscosas de elementos, que incluíam materiais fecais dos zooplânctons, que caíam rapidamente no fundo do oceano.

"Todos estes elementos e múltiplos testes - cada um com um enorme grau de incerteza - nos conduzem à conclusão de que ao menos a metade desta biomassa foi para além dos 1.000 metros de profundidade e que uma proporção substancial sem dúvida chegou ao fundo do oceano austral", asseguram os pesquisadores.

Assim, a floração de fitoplâncton fertilizado com sulfato de ferro "pode sequestrar carbono em escalas de tempo calculadas em séculos nas camadas de água até acima do fundo do mar e inclusive durante mais tempo nos sedimentos destas profundidades", acrescentaram.

Resumindo os resultados deste estudo, Michael Steinke, da Universidade britânica de Essex, explica: "como as plantas em terra firme, o fitoplâncton, procedente da fotossíntese, que flutua no mar, capta CO2 na superfície do oceano e, quando o fitoplâncton morre, afunda para o fundo do oceano, onde boa parte fica presa nos sedimentos profundos durante alguns anos".

Esta transferência de CO2 contribui, segundo ele, para manter a temperatura ambiente em um nível que facilite a vida em nosso planeta.

"Isto abrirá caminho para métodos de engenharia em grande escala que utilizem a fertilização do oceano para atenuar as mudanças climáticas?", se pergunta. "Sem dúvida não, porque encontrar o local adequado para tais experimentos é difícil e caro", segundo ele.

Em 2007, os especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) advertiram para os riscos desta técnica, sobretudo para o ambiente marinho, um aspecto ausente do estudo publicado pela Nature.

Da AFP Paris

Iceberg gigante se desprende de geleira na Groenlândia




Um enorme iceberg se desprendeu de uma geleira na Groenlândia, segundo imagens de satélite da agência espacial americana Nasa, no que seria o mais recente indício dos efeitos do aquecimento global. Foto: AFP Photo
Um enorme iceberg se desprendeu de uma geleira na Groenlândia, segundo imagens de satélite da agência espacial americana Nasa, no que seria o mais recente indício dos efeitos do aquecimento global. Foto: AFP Photo



Um enorme iceberg se desprendeu de uma geleira na Groenlândia, segundo imagens de satélite da agência espacial americana Nasa, no que seria o mais recente indício dos efeitos do aquecimento global.

As imagens divulgadas nesta quarta-feira mostram um bloco gigante de gelo, o dobro do tamanho da ilha de Manhattan (Estados Unidos), desprendendo-se da Geleira Petermann, na costa noroeste da Groenlândia. A geleira já havia perdido um iceberg com o dobro desse tamanho em 2010.

A Nasa afirma que a rachadura na geleira era visível desde 2001, e que o seu satélite de observação Aqua registrou o rompimento entre 16 e 17 de julho.

O oceanógrafo Andreas Muenchow, da Universidade de Delaware, afirmou que a maior parte do desprendimiento dos icebergs ocorre a 600 metros de profundidade, onde a água é mais quente do que na superfície.

"Mas, ao contrário do que se poderia pensar, a perda deses bloco de gelo terá pouco efeito direto nos níveis do oceano, já que a plataforma de gelo flutuante entre 100 e 150 metros de espessura se encontra em águas oceânicas próximas do ponto de congelamento", explicou em seu blog icyseas.org.

Muenchow destacou que as águas do Atlântico que estão derretendo a geleira parecem estar mais quentes, segundo registros feitos até 2003.

Da AFP Paris

Melhoria da educação do brasileiro contribui para queda da informalidade no trabalho

BRASÍLIA - A formação nem sempre é de qualidade, mas o aumento do número de anos estudados tem contribuído de forma relevante para a geração de empregos com carteira assinada. Pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), revela que 60% da queda da informalidade entre 2002 e 2009 decorrem da maior escolarização do brasileiro.

Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pesquisadores dividiram a queda da informalidade em dois componentes. O efeito composição está relacionado à formação educacional. O efeito nível mede os demais fatores, como crescimento da economia, expansão do crédito e medidas de estímulo pelo governo. A predominância da educação surpreendeu os pesquisadores.

“Esse resultado nos causou perplexidade, e mostra, acima de tudo, que a educação está mudando diversos aspectos da economia do país, inclusive a estrutura do mercado de trabalho”, diz Rodrigo Moura, que fez a pesquisa com o professor Fernando Holanda Barbosa Filho. O estudo considerou como trabalhadores informais apenas os empregados sem carteira assinada. Profissionais que trabalham por conta própria, como eletricistas e encanadores, foram enquadrados como trabalhadores formalizados.

Pelo critério dos pesquisadores, a taxa de informalidade entre os trabalhadores caiu de 43,6% em 2002 para 37,4% em 2009. No mesmo período, foram criados cerca de 9 milhões de empregos com carteira assinada em todo o país. Em todas as faixas educacionais, a taxa de informalidade caiu. Esse recuo está ligado ao efeito nível porque, para um mesmo nível de escolaridade, a economia criou mais empregos formais.

O efeito composição aparece ao comparar o tempo de estudo ao total da força de trabalho. De 2002 a 2009, a parcela de trabalhadores sem o ensino médio completo caiu de 66% para 53%. Nesse caso, o mero ganho de anos de estudo impulsiona significativamente a formalização, porque a proporção de trabalhadores informais é bem maior na população de menor escolaridade.

Com ensino médio completo, o vendedor Rodrigo Castro, 21 anos, trabalha em uma banca de produtos de informática na Feira dos Importados, em Brasília. Ele acredita que o estudo foi determinante para conseguir emprego com carteira assinada. “A educação não me qualificou muito bem, mas ajudou”, diz. Antes do primeiro emprego formal, Rodrigo trabalhou por cerca de um ano e meio sem carteira assinada em uma lan house no interior da Bahia.

Para Rodrigo Moura, coautor da pesquisa da FGV, depois de elevar o tempo de estudo da população, o próximo desafio do país será a melhoria da qualidade do ensino. “O Brasil hoje tem maior proporção de trabalhadores com nível médio e superior, mas o percentual de instituições privadas de ensino superior de alta qualidade é bem baixo”, diz.

Apesar da qualidade questionável de boa parte das instituições de ensino superior, a gerente de lanchonete Fernanda dos Santos, 30 anos, não pretende desistir de estudar. Atualmente no primeiro emprego formal, ela tem o ensino médio completo, mas pretende cursar administração para conseguir um trabalho melhor e se adaptar a um mercado cada vez mais exigente. “Hoje, boa parte dos empregadores só aceita quem tem nível superior”, constata.


Fonte: AGÊNCIA BRASIL

sábado, 21 de julho de 2012

Concorrência para VLTs da Baixada Santista é adiada

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) de São Paulo comunicou nesta quinta-feira (19/07) o adiamento da sessão pública de abertura e entrega de propostas para a licitação de 22 Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) que irão operar na Baixada Santista. Os envelopes, que deveriam ser abertos nesta sexta, poderão ser entregues até a próxima semana, no dia 27 de julho.
Esta é a segunda vez que a estatal adia a licitação em virtude do recebimento de pedidos de esclarecimento do edital.  A concorrência, do tipo menor preço, é internacional e o primeiro veículo da encomenda deverá ser entregue no prazo de até 18 meses após a assinatura do contrato. O custo total dos VLTs é de aproximadamente R$ 284 milhões.
Os veículos irão operar no trajeto de 15 quilômetros que ligará o Terminal Barreiros, em São Vicente, ao Valongo, em Santos. Esta primeira fase do projeto do VLT da Baixada Santista deverá atender 70 mil passageiros por dia.


Governo firma compromisso com empresa chinesa para desenvolver internet em área rural

Da Agência Brasil


Brasília – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente da Huawei do Brasil, Veni Shone, assinaram  um termo de compromisso para o desenvolvimento de nova tecnologia para o uso da faixa de frequência de 450 mega-hertz (MHz). Com isso, a população de áreas rurais e pequenas cidades terão acesso mais fácil à internet em banda larga.
Com o acordo, a empresa chinesa Huawei se compromete a fazer pesquisas com a tecnologia LTE 450 Mhz, que ainda está em fase de testes. Os resultados serão voltados para o Brasil. Em contrapartida, o governo oferece incentivos à empresa chinesa, eliminando impostos.
Segundo o ministro Paulo Bernardo, a presidenta Dilma Rousseff deu ao ministério a missão de massificar o uso da internet no Brasil. Para ele, ainda existe uma grande desigualdade entre o acesso à rede na área urbana e na rural: “Enquanto nós estamos chegando a 50% dos municípios do Brasil, na área rural não chega a 10%”. Com a nova tecnologia, a quantidade de residências conectadas à rede subiria para 70%, antes do final de 2014.
O ministro disse que a Huawei deverá oferecer a tecnologia desenvolvida para as empresas que venceram o leilão de 4G, feito pela Anatel no mês passado. “Essa é uma grande fabricante de equipamentos, que desenvolve tecnologia, eles vão abrir um mercado enorme no Brasil. Quem fizer o equipamento e tiver preço compatível, vai vender”.
O embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, presente na assinatura do termo de compromisso, disse que o acordo é um avanço nas cooperações entre os dois países e ressaltou que o governo chinês vai continuar apoiando e encorajando empresas chinesas a investir no Brasil.


Edição: Rivadavia Severo

2012, os Maias e o meio ambiente

Para algumas pessoas mais sugestionáveis, 2012 promete a mudança da ordem mundial, de acordo com as previsões do calendário Maia - que estranhamente só ficaram conhecidas do grande público nos últimos dois ou três anos. Para os economistas as previsões também não são as melhores: crise econômica na Europa, nos Estados Unidos, com reflexos nas economias dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Precavidos, o ministro do Planejamento Guido Mantega e a presidente Dilma já procuram acalmar os ânimos, prevendo continuidade do crescimento e confiança no mercado interno.
O crescimento da economia deverá ter continuidade, mas a que preço para o meio ambiente? Se por um lado é imperativo que a economia brasileira mantenha seu ritmo de atividade para garantir os milhões de empregos dos quais depende grande parcela da população, por outro ainda existem vários problemas ambientais que precisam ser resolvidos e outros que surgem em função do crescimento.
Comecemos pelos dois maiores problemas ambientais urbanos do Brasil: a questão do saneamento e a gestão dos resíduos domésticos. São pendências que acompanham o desenvolvimento da sociedade brasileira há muitas décadas e que se tornaram mais graves a partir dos anos 1960, quando houve um rápido aumento da população e o crescimento das grandes metrópoles, sem que o Estado alocasse recursos suficientes para o atendimento deste tipo de serviço. 
A questão do saneamento, o tratamento de esgotos domésticos, apesar dos investimentos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), ainda permanece sem solução na maior parte dos municípios brasileiros. Com isso, a falta de tratamento dos efluentes é hoje responsável pela poluição da maioria dos cursos de água no Brasil, comprometendo a qualidade de vida de milhões de cidadãos e destruindo ecossistemas.
No caso da gestão dos resíduos domésticos, estes eram geridos na medida dos recursos das municipalidades, sem que houvesse legislação responsabilizando os geradores. Em final de 2010 cria-se a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, determinando as responsabilidades de geradores e gestores na correta destinação dos resíduos domésticos urbanos. A implantação do marco legal, no entanto, é lenta e depende do envolvimento de diversos agentes; fabricantes, comerciantes, consumidores, associações e prefeituras.
Outro aspecto do crescimento da economia é que além de precisar resolver a questão do saneamento e dos resíduos, o país também necessita de cada vez mais recursos para manter a economia em funcionamento. Água, energia, combustíveis, minérios e alimentos precisarão ser providenciados em quantidades cada vez maiores, o que acaba gerando impactos adicionais aos ecossistemas.
Como manter o crescimento da economia, proporcionando melhores condições de vida para a população e ao mesmo tempo implantar medidas que permitam a proteção do meio ambiente, otimizando o uso dos recursos naturais e reduzindo a poluição? Esta pergunta cada sociedade precisa responder à sua maneira. Algumas sociedades, como a civilização Maia, deram a resposta errada e desapareceram - apesar do poder de previsão de seu calendário.


 
Ricardo Ernesto Rose
Diretor do Departamento de Meio Ambiente, Energias Renováveis e Eficiência Energética

Petrobrás deverá cobrar por serviço de logística

A Petrobrás está montando uma estratégia para elevar seus ganhos em logística com a contratação em larga escala de equipamentos, passando a cobrar de empresas parceiras por serviços. Segundo fontes, a estatal quer adotar uma prática já comum no mercado, mas ainda não aplicada na companhia. No grupo EBX de Eike Batista, por exemplo, a empresa de logística LLX faz este papel. Por ter uma estrutura separada, consegue cobrar pelos serviços.

Na Petrobrás, uma refinaria no Sul do País, a Refap, pode servir como veículo para esta espécie de terceirização. A proposta foi discutida na última reunião de conselho de administração da companhia. O conceito também faria parte do plano estratégico da empresa para o período 2012-2016.

A Petrobrás quer aproveitar ao máximo o ganho de escala e descontos de preço obtidos com o volume gigante de suas operações, deixando de repassá-los automaticamente a parceiras sem se beneficiar por isso. A estratégia poderia ser usada, por exemplo, com sócias da Petrobras em campos de petróleo em que a estatal é operadora.

A Refap, uma unidade localizada na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, poderia ser usada por ser uma empresa controlada pela Petrobras, mas constituída como uma sociedade anônima (S.A.) em separado. A Refap sempre fez parte do Sistema Petrobras, desde que começou a operar em 1968 com o nome de Refinaria Alberto Pasqualini. Em 2001, foi criada uma S.A. para a entrada da Repsol, que passou a ter 30% do empreendimento. A parceria durou dez anos e, em 2011, foi formalizada a saída da Repsol da empresa, num negócio de US$ 850 milhões.

Com a estrutura da Refap novamente 100% Petrobras, mas ainda constituída como uma empresa em separado, seria possível implementar a estratégia para prestação de serviços logísticos a terceiros. O conselho de administração da refinaria, montado na época da parceria com a petroleira espanhola, também poderia ser dissolvido, reduzindo custos internos, segundo fontes.

A Refap se tornou a quinta maior refinaria do País depois de passar por um processo de ampliação que durou cinco anos e foi concluído em 2006, ao custo de US$ 1,281 bilhão. A capacidade foi elevada de 130 mil para 190 mil barris de petróleo por dia. Também foi ampliada a complexidade operacional para o processamento de petróleos mais pesados.

Hoje, a empresa atende aos mercados do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, dispondo de uma complexa malha logística, já estruturada, para o escoamento e armazenagem de diferentes produtos. Com a possível reestruturação, atenderia também a outros pontos do País. A Refap também conta com estrutura para exportação. Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia recebem diesel produzido pela refinaria. A região do Caribe recebe gasolina.

A produção atual consiste, principalmente, em óleo diesel e gasolina, além de nafta petroquímica, propeno, GLP, querosene de aviação, óleo combustível e asfalto.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Depois de vazamento, Chevron diz que espera ser parceira do Brasil em desenvolvimento energético

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Oito meses depois do início do vazamento de petróleo no Campo do Frade, a Chevron confirmou que pretende retomar a produção de óleo no local e informou que espera ser “parceira do país no desenvolvimento de seu potencial” energético. A empresa petrolífera parou de produzir petróleo em Frade, na Bacia de Campos, em março deste ano.
Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da empresa, a Chevron diz que está “trabalhando com a ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] em relação a todas as questões referentes ao Campo de Frade, incluindo o retorno à produção”.
A multinacional informa ainda que respeita o relacionamento com o Brasil e espera “ser um parceiro do país no desenvolvimento de seu potencial como uma superpotência energética”. Na nota, a empresa também diz estar confiante de que sempre atuou de forma “diligente e apropriada” e “em conformidade” com os planos de Exploração e de Emergência no Campo de Frade.
Ontem (17), a ANP informou que a Chevron deve oficializar até o final deste mês o pedido para que a produção de Frade seja retomada pela empresa. A agência também informou que deve divulgar esta semana o resultado das investigações sobre o vazamento de petróleo, com o valor da multa que será cobrada da empresa petrolífera.

Edição: Talita Cavalcante

Em Berlim, mudanças climáticas

Brasil participa de reunião internacional para apresentar o estágio avançado em que se encontram as iniciativas nacionais para a redução das emissões de gases poluentes
Lucas Tolentino

O governo federal negocia propostas de controle das mudanças climáticas com representantes de países de todo o mundo. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) participa, nesta terça-feira, da terceira edição do Petersberg Climate Dialogue, realizado pelo Executivo alemão, em Berlim. O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink, representará o Brasil no evento.

O estágio avançado em que se encontram as iniciativas brasileiras para a redução das emissões de gases poluentes e para outras áreas será apresentado aos participantes do encontro internacional. Entre as principais ações que serão mostradas, estão as estratégias de elaboração e aplicação dos planos setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima. Quatro deles passam, atualmente, pelo processo de consulta pública.

SUBSÍDIOS

Apesar de não fazer parte do calendário oficial, o encontro internacional tem o objetivo de promover subsídios para as negociações que serão realizadas na 18ª Conferência das Partes (COP 18), marcada para o fim do ano, em Doha, capital do Qatar. A intenção é transformar os resultados do encontro alemão em propostas que serão apresentadas e discutidas durante a COP 18.

O governo alemão convidou, ao todo, ministros e chefes de estado de 35 países. A 3ª edição do Petersberg Climate Dialogue tem como foco as lacunas para o alcance dos objetivos propostos e a criação de uma economia baseada em baixas emissões de carbono como uma estratégia de crescimento, além de discutir um novo tratado para ser negociado a partir de 2015.

Ataque ao governo sírio mata ministro e cunhado de Assad



O ministro da Defesa sírio, Daoud Rajiha





O ministro da Defesa sírio, Daoud Rajiha, foi morto nesta quarta-feira em um atentado suicida na sede da Secretaria de Segurança da Síria, em Damasco. No local, acontecia uma reunião de ministros e chefes da polícia. A TV estatal síria informou que outras autoridades podem estar gravemente feridas. Segundo a rede BBC, o vice-ministro da Defesa e cunhado do ditador Bashar Assad, Assef Shawkat, também teria morrido. 


Entenda o caso


  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

"O general Daoud Rajiha caiu como mártir no atentado terrorista contra o edifício da Segurança Nacional", disse a televisão síria, que havia afirmado mais cedo que a explosão ocorreu durante uma reunião de ministros e de autoridades da segurança. Funcionários informaram que o ministro do Interior, Mohammed al Shaar, e o chefe da Segurança Nacional, Hisham al Ijtiar, foram feridos com gravidade.
Após a explosão, a área foi cercada por soldados governamentais, que fecharam ruas próximas. Várias ambulâncias estão no local. A rede de TV estatal informou que o ministro da Informação, Adnan Hassan Mahmoud, fará em breve uma entrevista coletiva para dar mais detalhes sobre o atentado. O número total de mortos e feridos segue indeterminado.
Nascido em 1947, Rajiha era também vice-presidente do Comando Geral do Exército e do Conselho de Ministros. Com longa carreira nas Forças Armadas, das quais foi comandante de batalhão e de brigada, ele ocupou o posto de chefe do estado-maior até ser nomeado ministro da Defesa, em agosto de 2011.
O ministro da Defesa sírio, Daoud Rajiha (Reuters)

Titular da Defesa síria e seu vice, casado com a irmã do presidente, estavam em reunião quando a sede da Secretaria de Segurança foi alvo de atentado suicida