O ministro da Defesa sírio, Daoud Rajiha, foi morto nesta quarta-feira em um atentado suicida na sede da Secretaria de Segurança da Síria, em Damasco. No local, acontecia uma reunião de ministros e chefes da polícia. A TV estatal síria informou que outras autoridades podem estar gravemente feridas. Segundo a rede BBC, o vice-ministro da Defesa e cunhado do ditador Bashar Assad, Assef Shawkat, também teria morrido.
Entenda o caso
- • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
- • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
- • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.
"O general Daoud Rajiha caiu como mártir no atentado terrorista contra o edifício da Segurança Nacional", disse a televisão síria, que havia afirmado mais cedo que a explosão ocorreu durante uma reunião de ministros e de autoridades da segurança. Funcionários informaram que o ministro do Interior, Mohammed al Shaar, e o chefe da Segurança Nacional, Hisham al Ijtiar, foram feridos com gravidade.
Após a explosão, a área foi cercada por soldados governamentais, que fecharam ruas próximas. Várias ambulâncias estão no local. A rede de TV estatal informou que o ministro da Informação, Adnan Hassan Mahmoud, fará em breve uma entrevista coletiva para dar mais detalhes sobre o atentado. O número total de mortos e feridos segue indeterminado.
Nascido em 1947, Rajiha era também vice-presidente do Comando Geral do Exército e do Conselho de Ministros. Com longa carreira nas Forças Armadas, das quais foi comandante de batalhão e de brigada, ele ocupou o posto de chefe do estado-maior até ser nomeado ministro da Defesa, em agosto de 2011.
O ministro da Defesa sírio, Daoud Rajiha (Reuters)
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