O presidente executivo da ExxonMobil, Rex Tillerson, afirmou ontem que os receios sobre as alterações climáticas, as perfurações e a dependência energética são exageradas, noticia a agência AP.
Durante um discurso no Conselho de Relações Externas, Tillerson admitiu que a queima de combustíveis fósseis está a aquecer o planeta, mas acrescentou que a sociedade seria capaz de se adaptar.
Os riscos associados às perfurações para obter petróleo e gás estão bem identificados e podem ser reduzidos, garantiu.
Considerou ainda que a dependência de nações estrangeiras relativamente ao petróleo não é preocupante, enquanto o acesso ao abastecimento estiver assegurado.
Tillerson censurou o público por ser «ignorante» em ciência e matemática, a comunicação social por ser «preguiçosa» e os grupos de pressão por «fabricarem medo», com concepções erradas sobre energia.
Realçou também as recentes descobertas significativas de petróleo e gás na América do Norte, que permitiram reverter o declínio na produção dos EUA nos anos recentes.
Elogiou ainda a capacidade da indústria petrolífera satisfazer o consumo mundial, durante os dois anos de instabilidade no Médio Oriente, a principal região produtora de petróleo e gás.
«Todos, em todos os lugares do Mundo, foram capazes de obter a energia que queriam para as suas economias», realçou.
Durante o seu discurso, e na sessão de perguntas e respostas que se seguiu, Tillerson abordou, entre outras, a questão das alterações climáticas.
Tillerson, ao contrário do seu antecessor Lee Raymond, reconheceu que a temperatura está a aumentar, dando por adquirido que este aumento vai ter consequências.
Porém, questionou a capacidade dos modelos climáticos predizerem a dimensão do impacto.
Considerou também que as pessoas serão capazes de se adaptarem à subida do nível das águas do mar e às alterações climáticas, que podem forçar mudanças na agricultura.
«Passámos a nossa inteira existência a adaptar-nos. Vamos adaptar-nos», disse, entendendo que «este é um problema de engenharia e que vai haver uma solução de engenharia».
Andrew Weaver, que dirige a análise e a modelação climática na Universidade canadiana de Victoria, discordou da caracterização dos modelos feita por Tillerson.
Argumentou que a modelação permite identificar em muito o tipo de alterações climáticas que são prováveis e que, acentuou, a adaptação a estas mudanças será muito mais difícil e perturbadora do que Tillerson admitiu.
Outro interveniente, Steve Coll, autor do livro recentemente publicado 'Private Empire: ExxonMobil and American Power' [Império Privado: ExxonMobil e o Poder Americano], manifestou-se surpreendido por a ExxonMobil falar em adaptação às alterações climáticas, quando ainda há tempo para procurar evitar as suas piores consequências.
«Mudar cidades inteiras pode ser muito dispendioso», ilustrou.
Durante um discurso no Conselho de Relações Externas, Tillerson admitiu que a queima de combustíveis fósseis está a aquecer o planeta, mas acrescentou que a sociedade seria capaz de se adaptar.
Os riscos associados às perfurações para obter petróleo e gás estão bem identificados e podem ser reduzidos, garantiu.
Considerou ainda que a dependência de nações estrangeiras relativamente ao petróleo não é preocupante, enquanto o acesso ao abastecimento estiver assegurado.
Tillerson censurou o público por ser «ignorante» em ciência e matemática, a comunicação social por ser «preguiçosa» e os grupos de pressão por «fabricarem medo», com concepções erradas sobre energia.
Realçou também as recentes descobertas significativas de petróleo e gás na América do Norte, que permitiram reverter o declínio na produção dos EUA nos anos recentes.
Elogiou ainda a capacidade da indústria petrolífera satisfazer o consumo mundial, durante os dois anos de instabilidade no Médio Oriente, a principal região produtora de petróleo e gás.
«Todos, em todos os lugares do Mundo, foram capazes de obter a energia que queriam para as suas economias», realçou.
Durante o seu discurso, e na sessão de perguntas e respostas que se seguiu, Tillerson abordou, entre outras, a questão das alterações climáticas.
Tillerson, ao contrário do seu antecessor Lee Raymond, reconheceu que a temperatura está a aumentar, dando por adquirido que este aumento vai ter consequências.
Porém, questionou a capacidade dos modelos climáticos predizerem a dimensão do impacto.
Considerou também que as pessoas serão capazes de se adaptarem à subida do nível das águas do mar e às alterações climáticas, que podem forçar mudanças na agricultura.
«Passámos a nossa inteira existência a adaptar-nos. Vamos adaptar-nos», disse, entendendo que «este é um problema de engenharia e que vai haver uma solução de engenharia».
Andrew Weaver, que dirige a análise e a modelação climática na Universidade canadiana de Victoria, discordou da caracterização dos modelos feita por Tillerson.
Argumentou que a modelação permite identificar em muito o tipo de alterações climáticas que são prováveis e que, acentuou, a adaptação a estas mudanças será muito mais difícil e perturbadora do que Tillerson admitiu.
Outro interveniente, Steve Coll, autor do livro recentemente publicado 'Private Empire: ExxonMobil and American Power' [Império Privado: ExxonMobil e o Poder Americano], manifestou-se surpreendido por a ExxonMobil falar em adaptação às alterações climáticas, quando ainda há tempo para procurar evitar as suas piores consequências.
«Mudar cidades inteiras pode ser muito dispendioso», ilustrou.
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