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segunda-feira, 2 de julho de 2012

População cresceu 12% nos últimos dez anos

IBGE registra 190.732.694 pessoas em todo o Brasil. Crescimento foi inferior ao observado na década anterior. Mais da metade da população brasileira considera-se preta ou parda

Filas na área de check in do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP) Filas na área de check in do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP) (Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem)
Entre as pessoas de 15 a 24 anos, a discrepância no acesso a níveis de ensino mudou conforme a cor. No nível superior, foram registrados 31,1% de brancos, 13,4% de pardos e 12,8% de pretos. “A desigualdade no acesso ao ensino superior em relação aos pretos e pardos com idade entre 15 a 24 anos mostra que toda a discussão de cotas e as políticas afirmativas não tiveram tanto efeito. A diferença ainda é muito grande”, explica a pesquisadora do IBGE Ana Saboya.
O Censo 2010 divulgou segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o registro 190.732.694 pessoas em todo o Brasil. Em dez anos, o aumento da população foi de 12,3%, em números absolutos isso significa 20.933.524 pessoas. O crescimento foi inferior ao observado na década anterior. Entre 1991 e 2000, a população brasileira aumentou 15,6%. A região Sudeste ainda é a mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. São Paulo tem a maior população, com 41.252.160 pessoas. Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas.
A diferença entre o número de homens e mulheres na população também aumentou. Atualmente, há 96 homens para cada 100 mulheres, ou seja, a população feminina ultrapassa em 3,9 milhões a masculina. Em 2000, eram 96,9 homens para casa 100 mulheres. No total, o Censo contabilizou 97.348.809 mulheres e 93.406.990 homens no país.
Cidades -- A parcela de população que hoje vive na área urbana também é maior. Em 2000, 81% dos brasileiros, ou 137.953.959, viviam em áreas urbanas, agora são 84%, que representam 160.879.708. Em 2010, entre os municípios, 67 tinham 100% de sua população  vivendo em área urbana e 775 com mais de 90%. Em 2000, 56 municípios tinham 100% de sua população nas cidades, 38 tinham mais de 90%.
Mais da metade da população brasileira considera-se preta ou parda. Em 21 estados, esse percentual foi maior do que a média nacional, que é de 50,7%. No total de brasileiros, 47,7% se declararam brancos, 43,1% pardos, 7,6% pretos, 1,1% amarelos e 0,4% indígenas.
O Pará foi a unidade da federação que registrou a maior proporção de negros e pardos, com 76,8%. Em seguida estava Bahia (76,3%) e Maranhão (76,2). No Norte, a população que se denomina parda foi maioria. Na outra ponta, aparecem os estados que tem mais da metade de sua população declarada branca: Santa Catarina (84%), Rio Grande do Sul (83,2%), Paraná (70,3%) e São Paulo (63,9%).
O censo mostrou que a população indígena estava concentrada nas áreas rurais (60,8%)- enquanto apenas 15,6% do total da população residiam nesses mesmos lugares. Entre os que se declararam brancos, ampla maioria morava em área urbana (88,1%) contra os 11,9% que viviam no campo.
Educação - Entre as pessoas de 15 a 24 anos, a discrepância no acesso a níveis de ensino mudou conforme a cor. No nível superior, foram registrados 31,1% de brancos, 13,4% de pardos e 12,8% de pretos. “A desigualdade no acesso ao ensino superior em relação aos pretos e pardos com idade entre 15 a 24 anos mostra que toda a discussão de cotas e as políticas afirmativas não tiveram tanto efeito. A diferença ainda é muito grande”, explica a pesquisadora do IBGE Ana Saboya.
O estudo mostra que metade das pessoas entre 15 e 24 anos que frequentava a escola estava no ensino fundamental quando, na verdade, deveriam cursar o ensino médio. Na mesma faixa etária, o problema do analfabetismo pôde ser percebido em maior peso entre os pretos (14,4). Os brancos apresentaram menores índices (5,9%).

Trabalho e renda - Em relação ao rendimento, a desigualdade também foi verificada. No sudeste, os brancos recebiam rendimentos duas vezes maiores do que os pretos e 2,1 vezes maiores do que os pardos. 

(Com reportagem de Cecília Ritto)

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