A CONAJE – Confederação Nacional de Jovens Empresários, órgão que representa mais de 33.000 jovens empresários e empreendedores, espalhados entre os 23 estados e DF, apresenta o seu principal projeto, o Congresso Nacional de Jovens Empreendedores, neste ano de 2012 em sua decima oitava edição em Salvador, reunindo mais de 250 associações empresariais jovens dos mais variados setores e atividades (Comércio, Indústria, Agronegócios, CDL, OAB, CREA, CRA, etc.) de todos os cantos do Brasil.
Este ano em particular, o 18º CONAJE terá um grande diferencial, pois receberá o Encontro Nordestino de Empresas Juniores maior projeto das Federações nordestinas confederadas à Confederação Brasileira de Empresas Juniores – Brasil Júnior, órgão nacional que representa 13 estados e DF. Os realizadores deste evento, que acontecerá de 21 a 23 de Novembro de 2012, são a Associação dos Jovens Empreendedores da Bahia – AJE BAHIA e a Federação das Empresas Juniores do Estado da Bahia – UNIJr-BA.
O evento, que terá o tema "Educação para Empreender um novo Brasil", trará a discussão da educação e do empreendedorismo como solução para os principais problemas do país, para preparar o Brasil do futuro, moderno, empreendedor, sustentável e competitivo. Reunirá 1500 jovens lideranças empresariais e empreendedoras de todo o Brasil, sendo destes mais de 500 empresários juniores. Serão realizados workshops, palestras, casos de sucesso, grupos de discussões, painéis e reuniões com participação de todas as entidades jovens.
O Congresso será um marco da união das principais lideranças jovens nacionais e internacionais, sendo considerado o maior e melhor evento da Semana Global de Empreendedorismo 2012. Ao final, haverá a elaboração de uma carta de intenções com direcionamentos e propostas dos jovens líderes para o Brasil, tendo como principal enfoque a educação.
Uma excelente oportunidade de fortalecer a parceria entre o Movimento de Jovens Empreendedores e o Movimento Empresa Júnior e se aproximar de jovens líderes empresariais, potenciais clientes e parceiros. A Bahia espera por você para o maior evento de empreendedorismo do país!
COLOGEA
A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
18º CONAJE | ENEEJ 2012
Em sua 18ª edição, o Congresso Nacional de Jovens Empreendedores, que acontece em Salvador com o tema Educação para empreender um novo Brasil, promete ser um marco do empreendedorismo no país. Prova disso é a união da Associação de Jovens Empreendedores da Bahia AJE Bahia, representante local da idealizadora Confederação Nacional de Jovens Empresário - CONAJE, com a Federação Baiana de Empresas Juniores UNIJr-BA para a realização do Congresso em conjunto com o Encontro Nordestino de Empresários Juniores. O evento vai se consolidando como o maior encontro já realizado por movimentos de jovens lideres no país e, nas palavras de Eduardo Daltro, Presidente da AJE Bahia, o foco do evento é gerar networking para os participantes, acesso a grandes empreendedores, cases de empresas inovadoras, além de palestras de fundadores de empresas de grande porte nacional. O objetivo maior, no entanto, é gerar proposições para um Brasil mais empreendedor, pautado pela educação. Dinâmicas como as que teremos com Luciano Huck e executivos do Buscapé e Google, palestras como a do Dr. Ozires Silva que, quando ainda se faltava muito ao Brasil, montou a primeira empresa de aviação da America Latina, serão alguns dos pontos altos do evento que se propõe a reunir o que tem de melhor no tema empreendedorismo à disposição, diz Daltro.
O evento acontece no Centro de Convenções da Bahia, entre os dias 21 e 23 de novembro. Se o tema do empreendedorismo, de alguma forma, lhe traz interesse, essa talvez seja a grande oportunidade para fazer negócios, se inspirar nas histórias de empresários bem sucedidos e cases de empresas vitoriosas e fazer a diferença no futuro do Brasil.
E aí? Vai perder essa oportunidade? Em Novembro a Bahia espera por você para o maior encontro de empreendedorismo do país!
domingo, 16 de setembro de 2012
Feirão do Imposto
Ontem, 15 de Setembro, ocorreu o movimento nacional intitulado Feirão do Imposto, onde o principal objetivo era protestar contra a alta taxa tributária cobrada no aqui no Brasil.
Em Recife, nessa oportunidade, onde esteve envolvida entidades como Associação Comercial de Pernambuco - ACP, Associação de Jovens Empresários de Pernambuco - AJE/PE, Confederação Nacional de Jovens Empresários - CONAJE e UNINASSAU. A Marcha Para Jesus / Recife, também apoiou o movimento.
Circularam no evento mais de dez mil pessoas que além de obterem informação a respeito da destinação e aplicabilidade do fisco, também receberam serviços de higiene bucal, aferição da pressão arterial, massagem corporal, atrações circenses e circuito de atividades físicas - tudo monitorado por profissionais da área. "... fiquei surpresa de como somos estorquidos, quero o meu dinheiro." desabafou a ambulante Maria da Luz (39) referindo-se aos tributos que a população é obrigado a pagar.
A cada dia o governo tem sido cada vez mais pressionado para que combatam a corrupção e que o direito da sociedade seja respeitado.
Contou também com o movimento o especialista em Direito Tributário - José Alves Peixoto Filho, o presidente da AJE/PE - Messias Neves Santos, o conselheiro da CONAJE - Leonardo Barbosa e Sérgio Murilo - representante da UNINASSAU.
Jamerson Reis - Diretor Executivo da COLOGEA
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Como Reduzir Custos Logísticos
Numa situação de crise mundial como a que atravessamos, reduzir custos é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa. Na área de comércio exterior, não há dúvida que contratar os serviços de uma assessoria aduaneira ou operador logístico é o primeiro passo para diminuir custos, como já descobriu, há muito tempo, boa parte das empresas que se dedicam à exportação e importação. Afinal, com a terceirização dos serviços aduaneiros e de logística, a empresa pode se dedicar ao seu core business, ou seja, a sua atividade-fim. É exatamente isto o que deve levar em conta a direção da empresa ao contratar um operador logístico, sem se ater apenas aos valores da proposta comercial. Afinal, ao contratar um operador logístico, a empresa, além de passar a contar com profissionais especializados e uma infraestrutura adequada, acumula ganhos ao poupar recursos humanos e gastos e tempo com treinamentos, além de recuperar impostos e evitar possíveis passivos trabalhistas que sempre funcionam como bomba de efeito retardado. E não só. A terceirização da logística não deve ser vista apenas como redução dos custos de transporte. Até porque a redução de custos, na maioria das vezes, vem também de forma indireta, pois serviços logísticos mais ágeis acabam por favorecer o fluxo das mercadorias e, assim, o espaço físico que estava destinado para armazenagem de determinados produtos, com a movimentação rápida rumo ao seu destino final, acaba sendo utilizado para receber novos produtos. Há, evidentemente, um ganho, que pode ser indireto, mas que é muito difícil de mensurar. O exportador/importador deve levar em conta também que o operador logístico, como pode utilizar a mesma equipe para atuar nas operações de vários clientes, fica em condições de cobrar menos por um trabalho com o qual o contratante iria gastar muito mais se tivesse de utilizar seus próprios funcionários e equipamentos. Em outras palavras: o trabalho consolidado para vários clientes garante ao operador logístico custos competitivos. Além disso, como atua para vários clientes e segmentos ao mesmo tempo, o operador logístico também está sempre mais bem aparelhado em termos de veículos, equipamentos, rastreamento e controle de frota e automação de armazéns. Tudo isso significa menos custos logísticos para o cliente. Pesquisa recente do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração de Empresas (Coppead) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que as maiores empresas do Brasil mantêm um índice de terceirização de serviços de logística semelhante ao dos EUA e Europa, ao redor de 91%, principalmente no que diz respeito a transporte. Em 81% dos casos, segundo o estudo, o objetivo dessa opção é a redução dos custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. A partir dos dados da pesquisa, levantados junto a 115 empresas entre as de maior faturamento no País em 19 setores da economia, o estudo estima que a terceirização já permite uma redução média de 13% nos custos das empresas, o que representaria um ganho de eficiência no País avaliado em R$ 20 bilhões por ano. Segundo o levantamento, 73% das empresas também buscam, ao terceirizar, uma melhoria de eficiência operacional. No total de seus orçamentos para logística, os recursos destinados às empresas prestadoras de serviços já chegam a 63%. Pelo menos 48% das organizações consultadas pretendem ampliar o grau de terceirização, enquanto 36% informam que essa pretensão é parcial (restrita a algumas áreas da empresa). Ainda de acordo com a pesquisa, o índice de terceirização nas grandes empresas brasileiras chega a 94% no transporte de suprimento; 92% no transporte de distribuição; 86% no transporte de transferência (realizado internamente); 64% na armazenagem; e apenas 10% na gestão dos estoques. Por aqui se vê que, apesar da crise, o futuro para os operadores logísticos é alentador. Até porque, em função do novo cenário mundial, as empresas estão obrigadas a fazer uma revisão de seus custos e de suas cadeias de abastecimento, recorrendo a operadores logísticos para novos estudos, projetos e melhores condições operacionais. O segredo, portanto, está em contratar o operador logístico certo, ou seja, aquele que puder oferecer as melhores soluções a custos reduzidos, sem perda de qualidade e velocidade no atendimento.
Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Centro de Logística de Exportação (Celex), de São Paulo-SP.
A Arte de Gerenciar Funcionários
Aprenda Como Tratar Alguns Tipos de Funcionários Existentes Nas Organizações
Desde a época da Escola de Relações Humanas de Elton Mayo já se sabe que, dentro das empresas, além de máquinas, também existem pessoas que têm diversos sentimentos e diferentes reações aos estímulos motivacionais. Dessa forma, o jeito de tratá-las determinará como você será tratado.
Diante disso, a primeira regra de um bom Gerente é tentar obter uma visão otimista sobre seus funcionários, pois isso tende a criar pessoas mais colaborativas, afirmam alguns estudiosos em Liderança. Outros, mais radicais, afirmam que "se você tratar seu funcionário como um cachorro, mais cedo ou mais tarde ele vai lhe dar uma mordida".
Antigamente, gerenciar significava "a arte de obter resultados através das pessoas". Porém, as Relações Humanas foram se desenvolvendo e hoje o Líder precisa entender as aspirações humanas. As pessoas costumam ter variadas aspirações, mas apenas para simplificar podemos reduzi-las a:
Aspirações Simples: São as condições básicas de um emprego, sem as quais os empregados nem aceitam trabalhar, tais como um salário compatível, emprego próximo à casa, conforto no local de trabalho, garantias de continuar empregado, ambiente de amizade e atenção. Note-se que as aspirações simples são requeridas por uma minoria dos trabalhadores brasileiros.Aspirações Complexas: A maioria das pessoas possui aspirações complexas, gostando de ser diferenciadas das demais e de terem seu valor reconhecido pelo Líder. Elas gostam de aprender, enfrentar desafios significativos e de tarefas difíceis. Aqueles com aspirações complexas obtêm seu crescimento pessoal e recompensas financeiras de seus próprios esforços.
Diante disso, pode-se perceber que a arte de gerenciar pessoas nas organizações exige muita criatividade do Líder, pois em vez de controlá-las é preciso energizá-las, buscando atender suas expectativas e aspirações mais complexas. Dessa forma, podemos afirmar que a principal função de um gerente moderno é "energizar" as pessoas. E, energizar significa atender ás aspirações complexas dos funcionários.
Mas, antes de energizar as pessoas o Gerente deve conhecer o "sentido de prontidão" dos funcionários, pois existem funcionários que estão "prontos" e os que ainda não estão. Ou seja, aqueles que estão prontos têm experiência técnica no ramo – eles são funcionários experientes. E os que têm pouca prontidão são os funcionários inexperientes.
Sendo assim, ao cruzarmos essas duas variáveis – aspirações e prontidão – encontramos quatro (4) tipos de funcionários e, antes de qualquer próxima análise, é necessário afirmar que as pessoas tendem ser muito mais complexas do que apenas quatro tipos. Mas, apenas para compreendermos melhor a forma de tratá-las – gerenciá-las – vamos classificá-las em grupo de quatro tipos:
A) Os Aprendizes: Perfil – São aqueles funcionários inexperientes e que só possuem aspirações simples, os quais – na sua maioria – obtêm o primeiro emprego. Eles não têm experiência alguma e preferem trabalhar apenas por ser perto de casa e pelo pequeno salário. Tratamento – trate-o com pouca flexibilidade, informando-o detalhadamente o que fazer e conferindo se as tarefas foram realizadas conforme o escrito. Ou seja, o Líder deve usar uma supervisão rígida.
B) Os Frios: Perfil – São aqueles funcionários que até têm experiência técnica, mas possuem aspirações simples. Ou seja, eles não estão energizados ou motivados a alcançar suas aspirações. Eles sabem trabalhar, mas não vibram com isso porque talvez tenham sido punidos na sua criatividade – em empregos anteriores. Tratamento – O Líder deve envolvê-lo nas decisões do setor, fazendo-o sentir-se importante e aumentando sua auto-estima. Na verdade o cuidado do Líder não deve ser técnico, mas humano. Esse tipo de funcionário precisa de envolvimento emocional e o Líder deve estimulá-lo a ter "a coragem de errar". Não estamos estimulando o erro freqüente, mas a tentativa da inovação pode levar às pessoas ao erro e isso não deve ser reprimido para esse tipo de funcionário.
C) Os Potenciais: Perfil – São aqueles que, embora não tenham experiência, têm aspirações complexas. Ou seja, eles estão energizados, motivados e com vontade de crescer (é o "sonho" de todo Gerente). Eles têm iniciativa e garra, mas ainda não estão prontos porque não têm experiência. Tratamento – Na verdade, talvez seja necessário o Gerente conter um pouco esse ânimo para que o funcionário não cometa erros infantis. Eles precisam de treinamento, instruções claras e acompanhamento técnico. Além disso, ele deve ter envolvimento com os mais experientes para assimilar conhecimentos e habilidades.
D) Os Empreendedores: Perfil – São aqueles que têm muita experiência técnica e aspirações complexas. Ou seja, são funcionários que estão prontos, energizados e motivados. Tratamento – Esse tipo de funcionário não deve ser tratado com rigidez, controle ou cobrança por resultados. Trate-o com "agradinhos" e ele ficará "doente", pois sua energia vem dele e não de você. Eles precisam de desafios, tarefas difíceis e participação nos resultados. Dessa forma o Líder deve envolvê-lo nas decisões, dando-lhes autonomia porque os empreendedores são capazes – em muitos casos – de fazer melhor que o próprio Líder.
OBSERVAÇÃO: O Gerente não pode se conformar em ter na sua equipe apenas funcionários classificados como aprendizes, frios ou até mesmo os potenciais. Na verdade, seu principal objetivo deverá ser o de transformar todos eles em empreendedores, pois assim o Gerente só cuidaria da estratégia da sua empresa.
Desde a época da Escola de Relações Humanas de Elton Mayo já se sabe que, dentro das empresas, além de máquinas, também existem pessoas que têm diversos sentimentos e diferentes reações aos estímulos motivacionais. Dessa forma, o jeito de tratá-las determinará como você será tratado.
Diante disso, a primeira regra de um bom Gerente é tentar obter uma visão otimista sobre seus funcionários, pois isso tende a criar pessoas mais colaborativas, afirmam alguns estudiosos em Liderança. Outros, mais radicais, afirmam que "se você tratar seu funcionário como um cachorro, mais cedo ou mais tarde ele vai lhe dar uma mordida".
Antigamente, gerenciar significava "a arte de obter resultados através das pessoas". Porém, as Relações Humanas foram se desenvolvendo e hoje o Líder precisa entender as aspirações humanas. As pessoas costumam ter variadas aspirações, mas apenas para simplificar podemos reduzi-las a:
Aspirações Simples: São as condições básicas de um emprego, sem as quais os empregados nem aceitam trabalhar, tais como um salário compatível, emprego próximo à casa, conforto no local de trabalho, garantias de continuar empregado, ambiente de amizade e atenção. Note-se que as aspirações simples são requeridas por uma minoria dos trabalhadores brasileiros.Aspirações Complexas: A maioria das pessoas possui aspirações complexas, gostando de ser diferenciadas das demais e de terem seu valor reconhecido pelo Líder. Elas gostam de aprender, enfrentar desafios significativos e de tarefas difíceis. Aqueles com aspirações complexas obtêm seu crescimento pessoal e recompensas financeiras de seus próprios esforços.
Diante disso, pode-se perceber que a arte de gerenciar pessoas nas organizações exige muita criatividade do Líder, pois em vez de controlá-las é preciso energizá-las, buscando atender suas expectativas e aspirações mais complexas. Dessa forma, podemos afirmar que a principal função de um gerente moderno é "energizar" as pessoas. E, energizar significa atender ás aspirações complexas dos funcionários.
Mas, antes de energizar as pessoas o Gerente deve conhecer o "sentido de prontidão" dos funcionários, pois existem funcionários que estão "prontos" e os que ainda não estão. Ou seja, aqueles que estão prontos têm experiência técnica no ramo – eles são funcionários experientes. E os que têm pouca prontidão são os funcionários inexperientes.
Sendo assim, ao cruzarmos essas duas variáveis – aspirações e prontidão – encontramos quatro (4) tipos de funcionários e, antes de qualquer próxima análise, é necessário afirmar que as pessoas tendem ser muito mais complexas do que apenas quatro tipos. Mas, apenas para compreendermos melhor a forma de tratá-las – gerenciá-las – vamos classificá-las em grupo de quatro tipos:
A) Os Aprendizes: Perfil – São aqueles funcionários inexperientes e que só possuem aspirações simples, os quais – na sua maioria – obtêm o primeiro emprego. Eles não têm experiência alguma e preferem trabalhar apenas por ser perto de casa e pelo pequeno salário. Tratamento – trate-o com pouca flexibilidade, informando-o detalhadamente o que fazer e conferindo se as tarefas foram realizadas conforme o escrito. Ou seja, o Líder deve usar uma supervisão rígida.
B) Os Frios: Perfil – São aqueles funcionários que até têm experiência técnica, mas possuem aspirações simples. Ou seja, eles não estão energizados ou motivados a alcançar suas aspirações. Eles sabem trabalhar, mas não vibram com isso porque talvez tenham sido punidos na sua criatividade – em empregos anteriores. Tratamento – O Líder deve envolvê-lo nas decisões do setor, fazendo-o sentir-se importante e aumentando sua auto-estima. Na verdade o cuidado do Líder não deve ser técnico, mas humano. Esse tipo de funcionário precisa de envolvimento emocional e o Líder deve estimulá-lo a ter "a coragem de errar". Não estamos estimulando o erro freqüente, mas a tentativa da inovação pode levar às pessoas ao erro e isso não deve ser reprimido para esse tipo de funcionário.
C) Os Potenciais: Perfil – São aqueles que, embora não tenham experiência, têm aspirações complexas. Ou seja, eles estão energizados, motivados e com vontade de crescer (é o "sonho" de todo Gerente). Eles têm iniciativa e garra, mas ainda não estão prontos porque não têm experiência. Tratamento – Na verdade, talvez seja necessário o Gerente conter um pouco esse ânimo para que o funcionário não cometa erros infantis. Eles precisam de treinamento, instruções claras e acompanhamento técnico. Além disso, ele deve ter envolvimento com os mais experientes para assimilar conhecimentos e habilidades.
D) Os Empreendedores: Perfil – São aqueles que têm muita experiência técnica e aspirações complexas. Ou seja, são funcionários que estão prontos, energizados e motivados. Tratamento – Esse tipo de funcionário não deve ser tratado com rigidez, controle ou cobrança por resultados. Trate-o com "agradinhos" e ele ficará "doente", pois sua energia vem dele e não de você. Eles precisam de desafios, tarefas difíceis e participação nos resultados. Dessa forma o Líder deve envolvê-lo nas decisões, dando-lhes autonomia porque os empreendedores são capazes – em muitos casos – de fazer melhor que o próprio Líder.
OBSERVAÇÃO: O Gerente não pode se conformar em ter na sua equipe apenas funcionários classificados como aprendizes, frios ou até mesmo os potenciais. Na verdade, seu principal objetivo deverá ser o de transformar todos eles em empreendedores, pois assim o Gerente só cuidaria da estratégia da sua empresa.
Julio Cesar S. Santos é Professor, Consultor, Palestrante e Co-Autor do Livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados". Elaborou o curso de “Gestão Empresarial” e atualmente ministra Palestras e Treinamentos Sobre Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos.
A 6° Maior economia do mundo
Começamos este ano com boas noticiais para o nosso país, os indicadores apontam o país como o maior exportador de carne do mundo, é a 6ª maior economia mundial, apresentando um crescimento maior que muitos países europeus, com um alto nível de geração de emprego e inflação sob controle. Mas a distribuição de renda e melhor qualidade de vida da população precisam ser trabalhadas para ficar ainda mais perto dos países mais ricos do mundo. O Brasil precisa aumentar o investimento em infra-estrutura para melhorar o seu desempenho econômico e social, ou até aproveitar a oportunidade do momento para transformar suas necessidades em oportunidades, atrair investimentos da iniciativa privada para os setores necessários pode ser uma alternativa para financiar o crescimento. Nossos Portos, ainda congestionados precisam de maiores investimentos, modernizações e aprofundamentos, para se tornarem multifuncionais e alcanças excelência nos transportes de cargas e passageiros. Nossa malha ferroviária precisa crescer mais 30 mil quilômetros, precisamos de vagões especializados, melhorarem a confiabilidade dos prazos e o preço do transporte deste modal, já que no Brasil ocorre uma inversão, o transporte rodoviário por incrível que pareça é mais barato que o ferroviário, ao contrário de todo o mundo. Na Energia, as hidrelétricas respondem por 71% da oferta de energia elétrica nacional, alternativas como eólicas e bioenergéticas precisam ser incentivadas, e também gás, carvão, álcool e Biodiesel para alternativas combustíveis. Possuímos 576 milhões de hectares de florestas e precisamos realizar estudos e iniciativas para preservar e garantir a proteção do bioma e crescer de forma sustentável. Quem sabe até sonhar com uma limitação imposta para o transporte rodoviário, para desenvolver todos os outros modais pouco utilizados neste país. E mostrar para o mundo muito mais tecnologia, prosperidade e riqueza, do que futebol e carnaval.
Thiago Luiz Colisse Brasil, Pós graduando em Engenharia Logística pela Faccamp, trabalhou em empresas como Casas Bahia e Expresso Jundiaí na área logística.
thiagocolisse@hotmail.com
thiagocolisse@hotmail.com
Ungido por Dilma, Figueiredo inicia cruzada pela logística
LEONARDO GOY
Nos anos em que ficou à frente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo foi os olhos e os braços da atual presidente Dilma Rousseff em questões polêmicas como o projeto do trem-bala e a briga para ampliar o acesso às ferrovias e reduzir os fretes no setor. Agora, na condição de presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Figueiredo terá a incumbência de unificar o planejamento e a integração dos modais terrestres, aquáticos e aéreos no Brasil, hoje fragmentados em três ministérios --Transportes, Secretaria Especial de Portos e Secretaria Especial de Aviação Civil-- e suas respectivas agências reguladoras. A EPL já nasce com a responsabilidade de viabilizar um pacote de 133 bilhões de reais de investimentos em ferrovias e rodovias, com ampla participação da iniciativa privada. Economista formado pela Universidade de Brasília (UNB), Figueiredo atua há quase 40 anos na área de transportes. Curiosamente, ele iniciou sua carreira, na década dos anos 70, em um extinto órgão federal, o Geipot, que tinha como função o planejamento da logística, algo parecido com sua tarefa na EPL. "A sensação que tenho é de que estamos vivendo, nos anos 2000, uma situação muito parecida com a da década de 70, em que você tinha um processo degradado, e de repente a economia se arrumou de alguma forma, com perspectiva de crescimento, e era preciso cuidar da logística", disse Figueiredo à Reuters. O perfil técnico de Figueiredo o fez chegar à posição de homem de confiança de Dilma, com quem trabalhou na Casa Civil entre 2005 e 2008 --quando assumiu a diretoria-geral da ANTT. O homem forte da logística conheceu Dilma no início de 2005. O primeiro contato foi uma reunião para discutir uma possível Parceria Público-Privada (PPP) na ferrovia Norte-Sul --posteriormente, o governo acabou deixando de lado a PPP e fez uma concessão no trecho norte da via. "Eu estava no Ministério do Planejamento, fazendo a modelagem da Norte-Sul, e me chamaram para apresentar a proposta... O primeiro contato que tive com ela foi numa reunião com outros ministros e vários técnicos", contou Figueiredo. Alguns poucos meses depois, ele foi convidado para trabalhar na Casa Civil, onde participou da elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007, no início de seu segundo mandato. Com o lançamento do PAC, seguiu-se uma verdadeira maratona de trabalho. "Foi um período intenso após o PAC, em que a gente virava a noite na Casa Civil fazendo o monitoramento de ações." "Eu acho que nesse processo, ela (Dilma) achou que eu poderia ser uma pessoa útil", disse, sorridente, o presidente da EPL, explicando porque foi indicado, no fim de 2007, para comandar a ANTT a partir do ano seguinte, quando terminaria o mandato do então diretor-geral José Alexandre Resende.
MUDANÇA NA ANTT
A troca de comando da ANTT representou uma aproximação entre a agência reguladora e o governo petista, já que Resende havia sido nomeado ainda pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Com Figueiredo na ANTT, o governo aprofundou os estudos sobre o trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, e iniciou um processo de embate com as concessionárias de ferrovias. "Quando entrei na ANTT, falei em uma reunião com os presidentes de ferrovias: 'Não conheço ninguém, exceto vocês, que acha que vocês estão fazendo um bom trabalho'", disse Figueiredo. "Quando eu fui para lá, foi um pouco com a missão de tentar reverter esse quadro, rever os contratos, o modelo e criar alternativas." Nos quatro anos seguintes, a ANTT iniciou um processo de revisão para baixo do teto dos fretes cobrados pelas concessionárias de ferrovias. Em 2011, a agência regulamentou o direito de passagem nas malhas das concessionárias e estabeleceu metas de utilização das vias. O embate não impediu que Figueiredo fosse bem avaliado e respeitado por representantes das concessionárias. "Ele é um grande criador de ideias. Tem conhecimento e uma grande oportunidade, agora, por meio da EPL, de implementar um sonho do setor de logística, de retomar o planejamento em projetos de infraestrutura", disse o presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.
REJEIÇÃO
Apesar da boa avaliação junto à Dilma e ao mercado, principalmente entre usuários de ferrovias de carga, Figueiredo teve sua indicação para um novo mandato na ANTT rejeitado pelo Senado em março deste ano. Na época, a votação no Senado foi interpretada mais como um recado da base do governo ao Planalto do que como uma rejeição a Figueiredo, com parlamentares de partidos aliados queixando-se, por exemplo, de indicações não atendidas e emendas não liberadas. A ANTT também era alvo de críticas de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2011, que apontou "existência de graves fragilidades na atuação (da agência) no controle e supervisão dos investimentos no setor ferroviário nacional". O golpe foi duro, já que Figueiredo era uma indicação pessoal da presidente. No mês passado, Dilma colocou Figueiredo à frente da recém-criada EPL, empresa estatal com super poderes na área de logística. Para Figueiredo, o período entre a rejeição pelo Senado e a "volta por cima" foi produtivo, principalmente do ponto de vista pessoal. "Foi ótimo. Eu nunca tive tanto tempo para pensar na minha vida. Emagreci 10 quilos, de forma saudável, andando e com alimentação regular. E tive todo o tempo para fazer as reflexões que essa vida louca do dia a dia, de trabalhar 12 horas por dia, não permite."
CHEFE BEM HUMORADO
A rotina de longas jornadas de trabalho voltou com o novo cargo, na EPL. "O Bernardo trabalha muito. Começa cedo e não tem hora para sair. Na verdade, depois das 18h é que a gente consegue falar com ele mais tranquilamente", disse o diretor da EPL Hederverton Andrade Santos. Santos trabalha com Figueiredo desde 2007, quando os dois estavam na Casa Civil. Segundo ele, o presidente da EPL é um chefe muito bem humorado. "Essa é uma marca dele. Ele perde o amigo, mas não perde a piada. Não existe nada que não possa ser motivo de piada", disse Santos. Mineiro, Figueiredo é torcedor do Cruzeiro, mas simpatiza também com a Portuguesa, em São Paulo, e o Bangu, no Rio de Janeiro. Assistir a jogos de futebol --qualquer um que passasse na TV-- foi uma das atividades que o ajudaram a ocupar o tempo até voltar ao governo como presidente da EPL. Agora, com a agenda cheia novamente, será difícil Figueiredo acompanhar até mesmo os jogos da Raposa.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Adam Smith e a “mão invisível” do mercado na economia
O Que Adam Smith Representou Para a Economia Capitalista? O Que é Laissez-Faire? Conheça os Princípios Básicos da Macroeconomia
Em 1723, na Escócia, nasceu um dos mais importantes pensadores econômicos que o mundo teve notícia – Adam Smith. Filho de uma família típica de classe média, desde muito cedo a figura de Smith caracterizou-se pela sua distração e aos 16 anos foi estudar em Oxford, na Inglaterra. Ele é considerado o pai da Economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico. Em plena Revolução Industrial – 1776 – ele publicou um livro que é considerado o marco da Teoria Econômica – "A Riqueza das Nações", o qual serviu de base teórica para a expansão do capitalismo industrial. De acordo com Adam Smith o auto-interesse de uma sociedade livre proporcionaria a forma mais rápida de uma nação alcançar o progresso e o crescimento econômico. Na sua liberal opinião o maior obstáculo a esse progresso econômico seria o intervencionismo do Estado na Economia; pois, para ele, existiria uma "mão invisível" que auto-regularia o mercado. Ou seja, para Adam Smith se o mercado fosse deixado em paz pelos governos ele se manteria sempre em equilíbrio. Isso ele denominou de "Laissez-Faire". Para ele caberia ao Estado apenas três funções: (A) o estabelecimento e a manutenção da justiça; (B) a defesa nacional; (C) a criação e a manutenção de certas obras e instituições públicas, as quais não fossem de interesse privado. Ele era radicalmente contra qualquer restrição à liberdade econômica que levasse ao monopólio de mercado.
ECONOMIA – Conceitos Básicos
A Economia estuda a maneira pela qual a sociedade distribui os recursos limitados da Terra para os insaciáveis apetites dos seres humanos e, nesse cenário, a "oferta" e a "demanda" (procura) são as forças atuantes. Naquilo que é chamado de "ponto de equilíbrio", o preço de mercado permite que a quantidade oferecida seja igual à quantidade demandada. Dessa forma, os fornecedores ficam dispostos a vender, os consumidores dispostos a comprar e a oferta se iguala à demanda por um determinado preço. Em poucas palavras esta é a base de toda a Teoria Econômica. Examinemos o exemplo do Bar Tavern que produz seu próprio chope – o Mimus. Imagine que você seja um(a) bebedor(a) de chope da Skol, mas o Tavern esteja cobrando um preço especial de R$ 1,50 pelo caneco de Mimus. O dono do bar possui dez (10) barris em estoque, mas ele acha que se tivesse que cobrar o preço habitual de R$ 2,80 o caneco, talvez só conseguisse vender uns dois barris. Você gosta de Skol, mas por R$ 1,50 decide experimentar a marca mais barata. Aqui, neste bar, a "mão invisível" da economia está em ação, pois ao preço certo, há uma demanda pelos dez barris.
Estruturas de Mercado
Num mercado competitivo existem forças que atuam movendo a oferta, a demanda e os próprios preços. Pois, quanto maior for a concorrência num determinado mercado, mais sensível fica o preço de mercado, em relação à mudanças na oferta e na demanda. Por isso, veremos abaixo, três tipos de estruturas de mercado:
* Monopólio Puro: caracteriza-se por haver apenas um vendedor de determinado produto (ou serviço) sem similares no mercado. Exemplo: a empresa LIGHT na cidade do R.J. detém o monopólio do fornecimento da energia elétrica e a TELEMAR, detém o monopólio da exploração do serviço de telefonia fixo no Estado do RJ
* Oligopólio: Caracteriza-se por haver uns poucos fornecedores de um determinado produto (ou serviço), para o qual existem poucos substitutos ou similares. Se o setor for competitivo, o monopólio é benéfico para o consumidor. (Exemplo: o setor de telefonia móvel no Brasil, onde existem apenas quatro fornecedores – Vivo, Claro, TIM e Oi – é benéfico para os consumidores, pois o setor de telefonia móvel está em franco crescimento. Mas, se o setor não for competitivo, os consumidores não têm nenhum benefício. (Exemplo: o setor de empresas aéreas, onde os quatro participantes – Varig, Tam, Gol e BRA – não competem entre si e, conseqüentemente, os consumidores não têm nenhuma vantagem.
* Concorrência: Caracteriza-se por haver muitos concorrentes vendendo um determinado produto (ou serviço) com muitos similares, os quais podem ser facilmente substituídos. E, nesse caso, a competição favorece os consumidores, com produtos de qualidade e com preços cada vez menores. (Exemplo: o setor de Extrato de Tomates, Xampus, Massa, Biscoitos, etc.)
Portanto, quando o Gerente estiver pensando nas condições específicas do mercado de um determinado ramo ou no comportamento individual dos consumidores, é nesse aspecto da Teoria Macroeconômica que ele deve estar atento, uma vez que as indústrias produzem as quantidades que atendem à demanda, a um preço de equilíbrio baseado na estrutura do mercado competitivo.
Em 1723, na Escócia, nasceu um dos mais importantes pensadores econômicos que o mundo teve notícia – Adam Smith. Filho de uma família típica de classe média, desde muito cedo a figura de Smith caracterizou-se pela sua distração e aos 16 anos foi estudar em Oxford, na Inglaterra. Ele é considerado o pai da Economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico. Em plena Revolução Industrial – 1776 – ele publicou um livro que é considerado o marco da Teoria Econômica – "A Riqueza das Nações", o qual serviu de base teórica para a expansão do capitalismo industrial. De acordo com Adam Smith o auto-interesse de uma sociedade livre proporcionaria a forma mais rápida de uma nação alcançar o progresso e o crescimento econômico. Na sua liberal opinião o maior obstáculo a esse progresso econômico seria o intervencionismo do Estado na Economia; pois, para ele, existiria uma "mão invisível" que auto-regularia o mercado. Ou seja, para Adam Smith se o mercado fosse deixado em paz pelos governos ele se manteria sempre em equilíbrio. Isso ele denominou de "Laissez-Faire". Para ele caberia ao Estado apenas três funções: (A) o estabelecimento e a manutenção da justiça; (B) a defesa nacional; (C) a criação e a manutenção de certas obras e instituições públicas, as quais não fossem de interesse privado. Ele era radicalmente contra qualquer restrição à liberdade econômica que levasse ao monopólio de mercado.
ECONOMIA – Conceitos Básicos
A Economia estuda a maneira pela qual a sociedade distribui os recursos limitados da Terra para os insaciáveis apetites dos seres humanos e, nesse cenário, a "oferta" e a "demanda" (procura) são as forças atuantes. Naquilo que é chamado de "ponto de equilíbrio", o preço de mercado permite que a quantidade oferecida seja igual à quantidade demandada. Dessa forma, os fornecedores ficam dispostos a vender, os consumidores dispostos a comprar e a oferta se iguala à demanda por um determinado preço. Em poucas palavras esta é a base de toda a Teoria Econômica. Examinemos o exemplo do Bar Tavern que produz seu próprio chope – o Mimus. Imagine que você seja um(a) bebedor(a) de chope da Skol, mas o Tavern esteja cobrando um preço especial de R$ 1,50 pelo caneco de Mimus. O dono do bar possui dez (10) barris em estoque, mas ele acha que se tivesse que cobrar o preço habitual de R$ 2,80 o caneco, talvez só conseguisse vender uns dois barris. Você gosta de Skol, mas por R$ 1,50 decide experimentar a marca mais barata. Aqui, neste bar, a "mão invisível" da economia está em ação, pois ao preço certo, há uma demanda pelos dez barris.
Estruturas de Mercado
Num mercado competitivo existem forças que atuam movendo a oferta, a demanda e os próprios preços. Pois, quanto maior for a concorrência num determinado mercado, mais sensível fica o preço de mercado, em relação à mudanças na oferta e na demanda. Por isso, veremos abaixo, três tipos de estruturas de mercado:
* Monopólio Puro: caracteriza-se por haver apenas um vendedor de determinado produto (ou serviço) sem similares no mercado. Exemplo: a empresa LIGHT na cidade do R.J. detém o monopólio do fornecimento da energia elétrica e a TELEMAR, detém o monopólio da exploração do serviço de telefonia fixo no Estado do RJ
* Oligopólio: Caracteriza-se por haver uns poucos fornecedores de um determinado produto (ou serviço), para o qual existem poucos substitutos ou similares. Se o setor for competitivo, o monopólio é benéfico para o consumidor. (Exemplo: o setor de telefonia móvel no Brasil, onde existem apenas quatro fornecedores – Vivo, Claro, TIM e Oi – é benéfico para os consumidores, pois o setor de telefonia móvel está em franco crescimento. Mas, se o setor não for competitivo, os consumidores não têm nenhum benefício. (Exemplo: o setor de empresas aéreas, onde os quatro participantes – Varig, Tam, Gol e BRA – não competem entre si e, conseqüentemente, os consumidores não têm nenhuma vantagem.
* Concorrência: Caracteriza-se por haver muitos concorrentes vendendo um determinado produto (ou serviço) com muitos similares, os quais podem ser facilmente substituídos. E, nesse caso, a competição favorece os consumidores, com produtos de qualidade e com preços cada vez menores. (Exemplo: o setor de Extrato de Tomates, Xampus, Massa, Biscoitos, etc.)
Portanto, quando o Gerente estiver pensando nas condições específicas do mercado de um determinado ramo ou no comportamento individual dos consumidores, é nesse aspecto da Teoria Macroeconômica que ele deve estar atento, uma vez que as indústrias produzem as quantidades que atendem à demanda, a um preço de equilíbrio baseado na estrutura do mercado competitivo.
Julio Cesar S. Santos é Professor, Consultor, Palestrante e Co-Autor do Livro: "Trabalho e Vida Pessoal - 50 Contos Selecionados". Elaborou o curso de “Gestão Empresarial” e atualmente ministra Palestras e Treinamentos Sobre Marketing, Administração, Técnicas de Atendimento ao Cliente, Secretariado e Recursos Humanos. Contatos: jcss_sc@yahoo.com.br (21) 2233-1762 / (21) 9423-9433 / www.profigestao.blogspot.com
Inicialmente, a iniciativa fomentará a cadeia dos três principais produtos: açaí, castanha-do-brasil e cipó-titica. Depois será ampliado
Sophia Gebrim
Fomentar a cadeia produtiva do açaí, castanha-do-brasil e cipó-titica com iniciativas de apoio ao manejo e comercialização desses produtos, originários da sociobiodiversidade amapaense, são os objetivos do Programa Pro-Extrativismo, lançado em Macapá, durante a 49ª Expofeira Agropecuária do Amapá. O programa conta com apoio dos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Agrário (MDA) e segue a linha do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB). “O programa é um reconhecimento da importância econômica dos produtos da sociobiodiversidade, contribuindo, dessa forma, para o fortalecimento dos arranjos produtivos locais (APLs), gerando emprego e renda para centenas de comunidades que vivem da comercialização desses produtos”, destaca a secretária substituta de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Larisa Gaivizzo. Inicialmente, o Pro-Extrativismo fomentará a cadeia dos três principais produtos extrativistas do Amapá: açaí, castanha-do-brasil e cipó-titica. A expectativa é, no futuro, ampliar a iniciativa para outros produtos.
MELHORES POLÍTICAS
Como parte das atividades de lançamento do programa, durante todo o dia estão sendo discutidos assuntos relacionados à sociobiodiversidade, APLs, mercados, consumidores e benefícios sociais da iniciativa. “Representantes do MMA, que executa o Plano da Sociobiodiversidade por meio da SEDR, além de MDA, sociedade e governo estadual estarão em constante diálogo para definir quais as melhores políticas públicas de apoio ao manejo, escoamento da produção e mercado para os produtos da sociobiodiversidade”, detalha a secretária. Para a implantação e execução do Programa Pro-Extrativismo no Amapá serão usados recursos do Programa Territorial da Agricultura Familiar (Protaf), do Fundo de Desenvolvimento Rural do Amapá (Frap) e do Fundo de Apoio ao Microempreendor e ao Desenvolvimento do Artesanato do Amapá (Fundmicro).
Copa de 2014 vai emitir mais de 11 milhões de toneladas de gás carbônico, aponta estudo
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Edição: Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A Copa do Mundo de Futebol de 2014 vai resultar na emissão de mais de 11 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente, de acordo com estudo divulgado ontem (10) pela consultoria Personal CO2Zero. Além do próprio evento esportivo, o estudo considera a etapa de preparação, incluindo a construção e reforma de estádios, a infraestrutura do entorno e o deslocamento internacional. A quantidade equivale a 46.946 hectares de floresta para sequestro futuro de carbono, cerca de 34,5% do Pantanal, ou ao consumo de energia de 181.254 domicílios brasileiros pelo período de um ano. “Nós estamos falando aí de um terço do Pantanal”, destacou Daniel Machado, consultor responsável pelo estudo, em entrevista à Agência Brasil. De acordo com o estudo, entre as cidades mais emissoras estão São Paulo, Salvador, Natal e Rio de Janeiro. Juntas, elas respondem por 56,7% das emissões estimadas. A cidade que menos polui, de acordo com o relatório, é Recife. Considerando somente os dias dos jogos no Brasil, os deslocamentos das delegações e do público dentro do país, as emissões alcançarão mais de 3 milhões de toneladas. Segundo o relatório, isso equivale a mais de 12 mil hectares de floresta ou a 9,3% do Pantanal. O estudo considera que as 3,6 milhões de pessoas esperadas para a Copa, das quais 3 milhões são brasileiros e 600 mil estrangeiros, provocarão emissões de mais de 5 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente. “A nossa maior preocupação não é apenas citar que as emissões sejam dessa monta, mas, principalmente, auxiliar na busca de mitigação”, disse Machado, que pretende encaminhar o relatório ao Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014 e para o Ministério do Esporte. A sustentabilidade da Copa 2014 será debatida nos próximos dias 12 e 13, em Brasília, por representantes das 12 cidades-sede que apresentarão estudos de caso de sustentabilidade a partir das intervenções urbanas já em curso nos municípios. De acordo com o relatório, a atividade da construção civil, por exemplo, englobando estádios, mobilidade urbana e infraestrutura em aeroportos, deverá responder pela emissão de mais de 5 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente. Isso significa 40,9% do total de emissões ou 0,3% durante o evento. Para mitigar esse impacto, o estudo propõe o uso de matéria-prima alternativa e a adoção de processos produtivos mais sustentáveis. “A busca por materiais em raio inferior a 800 quilômetros do estádio pode fazer diferença”, disse Machado. No caso dos transportes, o estudo aponta a utilização de biocombustíveis, em especial na aviação e, no longo prazo, investimentos no modal ferroviário. A previsão é que a área de transportes seja responsável pela emissão de 2 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente, o que corresponde a 42,9% das emissões totais ou a 67,1% das emissões durante os jogos. O relatório aponta ainda propostas na área da alimentação, como o fomento de alimentos orgânicos e locais. Na área de energia, o estudo defende o uso de fontes renováveis. “Quando a gente faz isso, a primeira preocupação é reduzir ao máximo possível essas emissões. O segundo passo é, sabendo quanto você emitiu ou está emitindo, neutralizar as emissões para tornar esta Copa um evento verdadeiramente sustentável. Ou sustentável com lastro”. Outro dado levantado leva em consideração a vida útil dos estádios, considerando um período de 30 anos como parâmetro e o número de jogos que serão realizados no local. Nesse caso, o Castelão, em Fortaleza, com seis jogos, deverá ser o maior emissor da Copa, com 197,98 toneladas de gás carbônico equivalente. Já o estádio mais sustentável durante a Copa, de acordo com o relatório, será a Arena Pantanal, localizada em Cuiabá (MT). A previsão é de que sejam emitidos, neste caso, 37,70 toneladas de gás carbônico equivalente nos quatro jogos que sediará. Por modais de transporte, o aéreo foi indicado como o maior agente de emissão durante a Copa, respondendo por 60% dos gases de efeito estufa. “Quando você considera as obras das arenas mais a infraestrutura, o transporte aéreo vai ser o segundo maior emissor, perdendo apenas para a construção civil”, ressaltou Machado.
Edição: Luciana Lima
Receita libera consulta ao quarto lote de restituição do IR 2012
Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Além de liberar hoje (11) a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda deste ano, a Receita Federal disponibiliza consulta a lotes de 2008, 2009, 2010 e 2011. De acordo com a Receita, na próxima segunda-feira (17), serão creditadas, simultaneamente, as restituições referentes ao quarto lote de 2012 e às residuais dos anos 2008, 2009, 2010 e 2011. Será feito depósito bancário de R$ 1,8 bilhão para 1,958 milhão de contribuintes. A maior parte dos pagamentos refere-se a este exercício, cujo aporte totalizará R$ 1,7 bilhão, destinados a 1,928 milhão de contribuintes. Os contribuintes que não entraram nas relações de restituição liberadas até o momento devem verificar no extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 se existem pendências ou outros motivos para a retenção em malha fina. O documento está disponível no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-Cac).
Edição: Nádia Franco
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Analistas de mercado elevam projeções para inflação oficial este ano e 2013
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A estimativa de inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para este ano, continua a subir. A projeção de analistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central (BC) subiu pela nona semana seguida, ao passar de 5,2% para 5,24%. Para 2013, também houve alta, pela segunda semana seguida, de 5,51% para 5,54%. O IPCA é o índice escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação. Essa meta tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, as estimativas para o IPCA estão acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior de 6,5%. A meta de inflação é um alvo do Banco Central que usa, como um dos instrumentos para calibrar os preços e influenciar a atividade econômica, as alterações na taxa básica de juros, a Selic. A taxa vem sendo reduzida desde agosto de 2011 e está, atualmente, em 7,5% ao ano. Para este ano, os analistas mantêm a projeção de mais um corte na taxa, de 0,25 ponto percentual, na reunião marcada para o próximo mês. Para a última reunião de 2012, em novembro, não há previsão de redução da Selic. Para 2013, a expectativa é que a taxa suba, mas os analistas reduziram a projeção para o final do período de 8,5% para 8,25% ao ano. A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 4,38% para 4,31%, este ano, e permanece em 4,8%, em 2013. A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 8,17% para 8,44%, este ano, e de 5,01% para 5,06%, em 2013. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a projeção subiu de 8,03% para 8,21%, em 2012. Para 2013, a projeção continua em 5%. A estimativa dos analistas para os preços administrados foi mantida em 3,5%, neste ano, e em 4,3%, em 2013.
Edição: Juliana Andrade
Receita abre nesta terça (11/9) consulta ao Lote de restituição Multiexercício do IRPF (exercícios 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008)
A Receita Federal do Brasil libera, às 9 horas na terça-feira (11/09), a consulta ao lote multiexercício do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (exercícios 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008). De acordo com a Coordenação Especial de Ressarcimento, Compensação e Restituição –Corec da RFB, no dia 17 de setembro de 2012 serão creditadas, simultaneamente, as restituições referentes ao 4º lote do exercício de 2012 (ano calendário 2011), residual do exercício de 2011 (ano calendário 2010), residual de 2010 (ano calendário de 2009), residual de 2009 (ano calendário de 2008) e residual de 2008 (ano calendário de 2007), mediante depósito bancário, para um total de 1.958.382 contribuintes, totalizando R$ 1.800.000.000,00 (UM BILHÃO E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS). Para o exercício de 2012, serão creditadas restituições para um total de 1.928.257 contribuintes, totalizando R$ 1.732.209.238,81, já acrescidos da taxa selic de 3,75 % (maio de 2012 a setembro de 2012). Desse total, 25.076 referem-se aos contribuintes de que trata a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), correspondendo R$ 48.525.996,97. Para o exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 17.450, totalizando R$ 41.054.111,84, á acrescidos da taxa selic de 14,50% (maio de 2011 a setembro de 2012). Quanto ao lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 6.279, totalizando R$ 12.942.187,23, acrescidos da taxa selic de 24,65% (maio de 2010 a setembro de 2012). Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 4.193 contribuintes, totalizando R$ 9.221.972,33, já atualizados pela taxa selic de 33,11% , (período de maio de 2009 a setembro de 2012). Referente ao lote residual de 2008, serão creditadas restituições para um total de 2.203 contribuintes, totalizando de R$ 4.572.489,79, já atualizados pela taxa selic de 45,18%, (período de maio de 2008 a setembro de 2012). Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet (http://www.receita.fazenda.gov.br), ou ligar para o Receitafone 146. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Declaração IRPF. A Corec informa, também, que, caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.
Mapa divulga balanço da primeira etapa da vacinação contra aftosa
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa imunizou 165.300.924 bovinos e bubalinos no País, uma cobertura de 97,85% nas etapas do primeiro semestre deste ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, dia 10 de setembro, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abstecimento (Mapa).
Santa Catarina é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de febre aftosa sem vacinação desde maio de 2007 e, portanto, não participou da campanha. O Amapá também não vacinou nesse primeiro semestre, pois a vacinação passou a ser anual, no mês de novembro, devido às condições ambientais desfavoráveis para realizá-la em outros períodos. O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa considerou positivos os resultados da campanha, uma vez que foi acima do índice registrado no mesmo período de 2011, que foi de 97,7%. A primeira etapa da campanha teve início no mês de março, na calha do Rio Amazonas, prosseguindo nos meses de abril a junho, sendo que a maior parte dos estados vacinou no mês de maio. A segunda etapa da campanha teve início em julho, no Amazonas e no Pará. Os estados de Roraima e Rondônia serão os próximos a vacinarem em outubro enquanto a maioria dos demais estados vacinará em novembro. Atualmente, a zona livre da febre aftosa com vacinação é composta por 16 estados e o Distrito Federal. A campanha de vacinação e todo trabalho realizado pelo governo são fundamentais para garantir as zonas livres e impedir a reintrodução da doença no território.
Assessoria de Comunicação
(61) 3218-3088
Mônica Bidese
monica.bidese@agricultura.gov.br
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Pimentel: “Há interesse geopolítico no setor aéreo português”
Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, afirmou ao chanceler de Portugal, Paulo Portas, que há grande interesse geopolítico na privatização de aeroportos e companhias aéreas portuguesas. Segundo Pimentel, o país é um hub tanto para a Europa quanto para a África. Os dois ministros reuniram-se no MDIC. Para Portas, Portugal é “a melhor maneira de um europeu chegar à África e de um latino-americano chegar à Europa”. Pelo cronograma apresentado, as licitações da área devem sair nos próximos três meses. Será aberto um pré-prazo, segundo o ministro português, para manifestação de interesse das empresas na compra de companhias da área. Portas está no Brasil, acompanhado por uma missão empresarial, para estreitar laços comerciais e convidar empresas brasileiras a participarem do programa de privatizações. Essa etapa, envolvendo o setor aéreo, é, segundo ele, “muito importante para o mundo lusófono”. Na sequência, informou o ministro, serão privatizados os correios e os estaleiros portugueses. O setor de energia foi o primeiro a ter empresas vendidas para a iniciativa privada, tanto na produção quanto na distribuição. Empresas chinesas venceram as licitações. “Esse foi um importante sinal: um não-europeu que fizer uma boa proposta pode ganhar uma licitação em Portugal”, destacou.
Mais informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
ascom@mdic.gov.br
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
McDonald's abrirá unidades vegetarianas na Índia
Segundo o jornal 'Financial Times', duas lojas estão previstas para serem abertas em Amritsar e Katra - cidades de peregrinação hindu
Loja do McDonald's em Nova Délhi, na Índia ( Manan Vatsyayana/AFP)
A cadeia de fast food norte-americana, McDonald’s, abrirá suas primeiras unidades vegetarianas em 2013, segundo o jornal britânico Financial Times (FT). As lojas ficarão em dois locais de peregrinação hindu: as cidades de Amritsar e Katra. Trata-se da primeira empreitada vegetariana da empresa com o objetivo de crescer em um mercado onde as vacas são sagradas e o consumo de carne é tabu, de acordo com o FT. Amritsar é conhecida por ser o lugar Sikh mais sagrado e Katra, é o segundo maior destino de peregrinos no país. Segundo o FT, a decisão do McDonald’s reflete as concessões que as redes de fast food têm feito para se adequar ao paladar dos indianos. Com o crescimento econômico ainda forte no país, jovens e famílias de classe média buscam cada vez mais cadeias de restaurantes de comida rápida como opção para alimentação barata. “Uma loja vegetariana faz todo o sentido em locais de peregrinação", afirma Rajesh Kumar Maini, porta-voz do McDonald’s na Índia. Desde que entrou no mercado indiano em 1986, o McDonald's tem dificuldades em crescer como em outros emergentes. Começou sua trajetória vendendo hambúrgueres feitos de carne de cordeiro. Hoje, oferece basicamente opções com frango e vegetarianos apimentados, como o McVeggie e o McSpicy Paneer. Na Índia, a rede conta com apenas 271 lojas - mas espera dobrar esse número nos próximos cinco anos, com a ajuda das lojas vegetarianas. No Brasil, o McDonald's conta com cerca de 700 unidades.
Revista Veja
Facebook pagará multa de R$ 750 mil por demora em cooperar com investigação sobre pedofilia, diz MPF
Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli
Repórter da Agência Brasil
Curitiba – O Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) acusou hoje a rede social Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. de retardar em pelo menos 15 dias o cumprimento de decisão judicial que obriga a empresa a fornecer informações dos perfis de pessoas investigadas pelo crime de pedofilia. A demora deve acarretar o pagamento de multa de ao menos R$ 750 mil. De acordo com o MPF/PR, a filial brasileira do Facebook vinha ignorando uma decisão proferida pela 2ª Vara Federal Criminal em Curitiba. Emitida no dia 17 de agosto, a decisão obriga a empresa a fornecer os dados, que vinham sendo requisitados desde fevereiro, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. "A filial brasileira da empresa está impedindo o devido andamento de uma importante investigação, sigilosa, em curso no âmbito federal", disse o MPF em nota. Procurado pela Agência Brasil, o escritório do Facebook no país, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que após um “trabalho conjunto entre as autoridades dos Estados Unidos e Brasil, o conteúdo solicitado foi fornecido pelo Facebook". De acordo com a assessoria de imprensa do MPF no Paraná, a filial brasileira do Facebook encaminhou na noite da última sexta-feira (31) e-mail à Polícia Federal (PF) explicando que os dados foram encaminhados pela matriz da empresa à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. Como a embaixada não abriu hoje, por ser feriado nos Estados Unidos (Dia do Trabalho, comemorado na primeira segunda-feira de setembro), o documento ainda não chegou às mãos da PF ou do MPF/PR. "As procuradoras que atuam no caso aguardam o efetivo recebimento do material, pela Polícia Federal, e sua análise, para poderem se pronunciar sobre o atendimento à ordem judicial e ao pagamento da multa", informou o Ministério Público Federal, em uma nova nota, divulgada no início da noite. Segundo o MPF/PR, o Facebook vinha alegando ao longo do processo que a empresa trata exclusivamente de questões de consultoria em publicidade e que não possui relação com a administração do conteúdo dos perfis. A empresa alegou também que não tem autorização para acessar as contas de seus usuários, conforme as leis norte-americanas. Outras empresas, como Google, Yahoo e Microsoft, cujos dados também estão armazenados nos Estados Unidos, cumpriram a determinação judicial, segundo o MPF/PR.
Edição: Fábio Massalli
Custo do milho no Brasil e no exterior pressiona mercado de carnes
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O custo do milho nos mercados nacional e internacional, com a forte alta provocada pela quebra de safra nas principais regiões produtoras do grão que sofreram com a seca este ano, como os Estados Unidos e o Sul do Brasil, tem pressionado fortemente o mercado de carnes. Ao lado da soja (farelo de soja) o produto é a principal matéria-prima para a produção de carne bovina, suína e de aves nos Estados Unidos e de aves e suínos no Brasil.
O preço da saca de milho chegou a quase R$ 35 e o da soja a R$ 85, em média. O preço mínimo, usado como referência de mercado para garantia de aquisição pelo governo federal, foi R$ 13,02 para a saca de 60 quilos de milho e R$ 22,87 para a saca de soja. No Brasil, onde a produção de aves e suínos é mais sensível ao problema, o governo tem usado o estoque regulador para amenizar os impactos. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 1,2 milhão de toneladas de milho estão disponíveis para regulação. Parte desse estoque tem sido disponibilizada no mercado a preços subsidiados em relação aos atuais. As regiões Nordeste e Sul do país, que mais sofreram com a estiagem e que têm sentido mais fortemente os impactos dos preços de grãos na produção de carne, são prioridade. Com a modalidade denominada Venda Balcão, voltada para pequenos produtores, o governo se compromete com a entrega das sacas comercializadas. “Mas estamos com problemas [nessa modalidade] porque a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] tem feito leilões de frete. Com o superaquecimento do mercado de frete, a Conab não está conseguindo contratar caminhões”, explicou Edilson Guimarães, diretor do Departamento de Comercialização e de Abastecimento Agrícola e Pecuário do Mapa. Guimarães acrescentou que pela modalidade de Venda de Estoques Públicos [VEP], os produtores compram e levam o produto a preços mais baixos. “Na última quinta-feira (30), das 30 mil toneladas de milho que disponibilizamos, vendemos 18 mil para o Nordeste e Norte do país. Na próxima quinta-feira (6), vamos ofertar mais 30 mil toneladas e aí poderão entrar os produtores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”, disse. As operações serão realizadas até o fim de dezembro, de acordo com a portaria que viabilizou as medidas. Para os produtores nordestinos, estão reservadas 400 mil toneladas de milho, e para os produtores do Sul, 200 mil toneladas. Guimarães explicou que esse volume ainda pode aumentar e que o governo vai manter as medidas de regulação depois do período previsto pela portaria. Ainda assim, o próprio governo admite que o apoio não é suficiente para regularizar o mercado como um todo. O volume estocado e disponibilizado a baixo custo é residual ante a histórica quebra da safra norte-americana, estimada em mais de 130 milhões de toneladas de soja e milho. “Não há como suprir o mercado todo. O preço de carnes ainda vai se manter e é o mercado que vai ajustar esse preço. Não temos condições de abastecer todo o mercado brasileiro com preço mais baixo e não é questão de ter ou não estoque”, explicou Guimarães. Ainda que as medidas sejam voltadas prioritariamente para os produtores nordestinos e sulistas, agricultores do Centro-Oeste também têm conseguido adquirir milho e soja a preços mais baixos do que os cobrados no mercado. Na unidade da Conab do Distrito Federal, a saca de milho tem sido comercializada a R$ 22. Do ponto de vista de produtores que têm conseguido se beneficiar das medidas de regulação, como Arnaldo Figueiredo, a atual crise de desabastecimento pode ser uma oportunidade estratégica para outros segmentos da cadeia. “Sendo uma crise global, torna-se uma oportunidade para nós, que praticamos bovinocultura de leite e corte com menos dependências desses insumos. É uma oportunidade de retomar mercados perdidos”, avaliou. Figueiredo ainda destacou que os frigoríficos tendem a adotar uma estratégia com prioridade às exportações, “em detrimento do próprio mercado interno”. A principal explicação é a queda do mercado bovino norte-americano, maior dependente de insumos como milho e soja e, por isso, com custo de produção mais onerado.
Edição: Graça Adjuto
Estado firma intercâmbio e amplia acordos comerciais com o Panamá
Acordos serão nas áreas de educação, desenvolvimento econômico e turismo
O vice-governador João Lyra Neto iniciou, ontem segunda-feira (3), uma viagem de quatro dias ao Panamá. Representando o governador Eduardo Campos, Lyra assinará acordos entre Pernambuco e o País caribenho nas áreas de educação, desenvolvimento econômico e turismo. Estes acordos possibilitará que alunos de escolas estaduais façam intercâmbio naquele País, maior comercialização portuária e ampliação conjunta do fluxo turístico. O vice-governador viaja acompanhado de quatros secretários de Estado e de empresários pernambucanos das áreas têxtil e hoteleira. De acordo com João Lyra Neto, Pernambuco e o Panamá vivem atualmente um momento bem parecido, com dinamização da economia e expansão de mercado, daí a interesse mútuo em trocar experiências e estabelecer acordos comerciais. A abertura desse fluxo aconteceu, em junho passado, com o início da operação do voo Recife-Panamá, única conexão direta dessa rota na região Nordeste. Atualmente, são realizados quatro voos semanais, o que possibilitou a Pernambuco ficar conectado a 62 destinos em 29 países em todo o continente americano, além do Caribe. Na área da Educação, o Panamá deverá ser o novo destino do programa Ganhe o Mundo, que seleciona alunos da rede estadual para intercâmbio cultural no exterior. Esta iniciativa proporciona que estudantes de todo o Estado viajem para se aperfeiçoar no aprendizado de um idioma estrangeiro. Ademais, será firmado acordo de cooperação na área portuária. A duplicação do canal do Panamá vai facilitar o fluxo de mercadorias entre o Pacífico e o Atlântico. O acordo de livre comércio com a América do Norte, América Central, Caribe e Norte Andino vai fazer com que os produtos pernambucanos cheguem nessas regiões com preços competitivos, ampliando o mercado, emprego e renda para o Estado. No que se refere ao fluxo de lá para cá, a ideia é consolidar o Porto de Suape como um hub port [porto concentrador de cargas e de linhas de navegação] de classe mundial, recebendo navios de grande porte e redistribuindo mercadorias através de embarcações de menor capacidade de armazenamento. O turismo também deverá ser contemplado, com a troca de informações e ampliação da rede de promoção de ambos os destinos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Um ano de Primavera Árabe, a primavera inacabada
ESPECIAL: Onda de protestos se espalhou pelo Oriente Médio e norte da África, derrubou quatro ditadores em um ano e matou milhares
Em dezembro de 2010 um jovem tunisiano, desempregado, ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que terminou com a própria morte, seria o pontapé inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe. Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois. Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987.
Inspirados no "sucesso" dos protestos na Tunísia, os egípcios foram às ruas. A saída do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, demoraria um pouco mais. Enfraquecido, ele renunciou dezoito dias depois do início das manifestações populares, concentradas na praça Tahrir (ou praça da Libertação, em árabe), no Cairo, a capital do Egito. Mais tarde, Mubarak seria internado e, mesmo em uma cama hospitalar, seria levado a julgamento.
A Tunísia e o Egito foram às urnas já no primeiro ano da Primavera Árabe. Nos dois países, partidos islâmicos saíram na frente. A Tunísia elegeu, em eleições muito disputadas, o Ennahda. No Egito, a Irmandade Muçulmana despontou como favorito nas apurações iniciais do pleito parlamentar.
A Líbia demorou bem mais até derrubar o coronel Muamar Kadafi, o ditador que estava havia mais tempo no poder na região: 42 anos, desde 1969. O país se envolveu em uma violenta guerra civil, com rebeldes avançando lentamente sobre as cidades ainda dominadas pelo regime de Kadafi. Trípoli, a capital, caiu em agosto. Dois meses depois, o caricato ditador seria capturado e morto em um buraco de esgoto em Sirte, sua cidade natal.
O último ditador a cair foi Ali Abdullah Saleh, presidente do Iêmen. Meses depois de ficar gravemente ferido em um atentado contra a mesquita do palácio presidencial em Sanaa, Saleh assinou um acordo para deixar o poder. O vice-presidente, Abd Rabbuh Mansur al-Radi, anunciou então um governo de reconciliação nacional. A saída negociada de Saleh foi também fruto de pressão popular.
Tipos de relevo
O relevo é o conjunto de formas que modelam a superfície da crosta terrestre. Ele pode ser modificado por terremotos e movimentos tectônicos, pela erosão causada por processos naturais (água da chuva e ventos, entre outros fatores) e ainda pela interferência humana.
Divulgação/Embratur
Chapadas e tabuleiros têm o topo plano e se formam em rochas sedimentares
O relevo também é diretamente afetado por outros aspectos ambientais, como o clima, os tipos de rocha e solo e a cobertura vegetal. No Brasil, ele é constituído predominantemente por planaltos, planícies e depressões, embora outros conjuntos, como serras, chapadas, tabuleiros e patamares, também possam ser observados.
Planaltos
Os planaltos são terrenos relativamente planos e situados em áreas de altitude mais elevada. São limitados, pelo menos de um lado, por superfícies mais baixas. No Brasil, são exemplos o Planalto Central Brasileiro, o Planalto Centro-Sul Mineiro, os planaltos da Região Amazônica e os planaltos da bacia sedimentar do Paraná.
Planícies
As planícies são áreas planas ou suavemente onduladas, formadas pela deposição de sedimentos transportados pela ação da água ou do vento, por exemplo. Em geral, encontram-se em regiões de baixa altitude. Por surgirem da deposição de sedimentos inconsolidados (partículas que não se assentaram) vindos de outros locais, são relevos mais recentes que outros. Entre as planícies brasileiras, destacam-se a do Pantanal mato-grossense, a do rio Amazonas e seus principais afluentes e as encontradas no litoral do país.
Depressões
As depressões são um conjunto de relevos planos ou ondulados que ficam abaixo do nível altimétrico (de altitude) das regiões vizinhas. Exemplos de depressão no Brasil podem ser encontrados na Região Amazônica, como as depressões do Acre e do Amapá. Encontram-se ainda na Região Sudeste, onde sítios urbanos aproveitaram as características favoráveis do relevo para a construção de grandes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte.
Serras
As serras constituem relevos acidentados, geralmente em forma de cristas (partes altas, seguidas por saliências) e topos aguçados ou em bordas elevadas de planaltos. A Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira são bons exemplos. As chapadas e os tabuleiros são relevos de topo plano formados em rochas sedimentares, normalmente limitados por bordas com inclinações variadas.
Chapadas
As chapadas estão situadas em altitudes medianas a elevadas. São exemplos no Brasil a Chapada Diamantina, as chapadas dos Guimarães e dos Parecis. Os tabuleiros são encontrados em altitudes relativamente baixas, podendo ocorrer nas faixas costeiras e interiores. No litoral, predominam na Região Nordeste e, no interior, na Região Amazônica.
Patamares
Por fim, os patamares são formas planas ou onduladas que constituem superfícies intermediárias ou degraus entre áreas de relevo mais elevado e áreas mais baixas. São encontrados na Região Nordeste entre as depressões sertanejas e a Serra da Borborema e na bacia sedimentar do Paraná, formando degraus entre níveis diferenciados de planaltos.
Analistas de mercado voltam a reduzir estimativa de crescimento da economia este ano
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram pela quinta semana seguida a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, passou de 1,73% para 1,64%. Para 2013, a projeção foi mantida em 4%. As informações estão no boletim Focus, publicação semanal do BC feita com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. As projeções para a retração da produção industrial, este ano, têm piorado há 14 semanas. Desta vez, a estimativa de queda passou de 1,55% para 1,78%. No próximo ano, a expectativa é que haverá recuperação, com crescimento de 4,5%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 35,25%, este ano, e em 34%, em 2013. A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano permanece em R$ 2, tanto para 2012 quanto para 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 18 bilhões para US$ 18,04 bilhões, neste ano, e permanece em US$ 15 bilhões, em 2013. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 58,71 bilhões para US$ 58,8 bilhões, este ano, e mantida em US$ 70 bilhões, em 2013. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, este ano, e passou de US$ 59 bilhões para US$ 59,01 bilhões, em 2013.
Edição: Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram pela quinta semana seguida a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, passou de 1,73% para 1,64%. Para 2013, a projeção foi mantida em 4%. As informações estão no boletim Focus, publicação semanal do BC feita com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. As projeções para a retração da produção industrial, este ano, têm piorado há 14 semanas. Desta vez, a estimativa de queda passou de 1,55% para 1,78%. No próximo ano, a expectativa é que haverá recuperação, com crescimento de 4,5%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 35,25%, este ano, e em 34%, em 2013. A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano permanece em R$ 2, tanto para 2012 quanto para 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 18 bilhões para US$ 18,04 bilhões, neste ano, e permanece em US$ 15 bilhões, em 2013. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 58,71 bilhões para US$ 58,8 bilhões, este ano, e mantida em US$ 70 bilhões, em 2013. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, este ano, e passou de US$ 59 bilhões para US$ 59,01 bilhões, em 2013.
Edição: Juliana Andrade
Após muita bronca, CTTU muda trânsito no Parnamirim
Publicado por Valdecarlos Alves, em 2.09.2012 às 10:49
Enfim, novas mudanças foram feitas na Zona Norte do Recife para melhorar a circulaçã de veículos na área da Praça do Parnamirim. A medida, feita pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), pretende incentivar os condutores a optarem pela Rua Virgínia Loreto como rota para quem segue para os bairros da Zona Oeste da cidade (Torre, Madalena, Afogados, entre outros). A Rua Virgínia Loreto passou a ser mão única no sentido da Rua João Tude Melo, servindo como rota alternativa e deixando os condutores com uma nova opção de trajeto. Com as mudanças, o semáforo no cruzamento da Virgínia Loreto com a Avenida 17 de Agosto, passou a ser apenas de pedestres, tendo que ser acionado para a passagem. E um novo sinal de trânsito foi colocado no cruzamento com a Rua João Tude Melo para garantir a saída segura dos veículos. A Presidente da CTTU explicou que o objetivo da mudança é desafogar a Avenida 17 de Agosto, usando outra via como escoamento. “Cerca de três mil veículos que trafegam pela Avenida 17 de Agosto tem como destino a Zona Oeste da cidade, sendo que esses, deveriam passar pela praça do Parnamirim durante o percurso. Com a mudança, esses motoristas terão mais uma opção, sem precisar passar pela praça. Assim, o ponto principal dessas intervenções é tirar os carros do contorno da Praça do Parnamirim e semaforizar a saída da Virgínia Loreto”, justificou. Alguns condutores que trafegavam pelo local expressaram suas opiniões sobre as alterações. Foi o caso de Nilson Moura, que concordou com as intervenções. “Acho que vai melhorar bastante porque agora existe outra opção, qualquer medida tomada pelo órgão é válida pois visa a melhoria do trânsito”, explica. Os agentes da CTTU serão posicionados no entorno da praça durantes os dias úteis da semana, sendo ponto fixo nos horários de pico. Já na Rua Virgínia Loreto, também serão alocados mais guardas para orientar condutores e pedestres durante os primeiros dias de mudanças. A Companhia lembra que, no período inicial, não serão aplicadas multas, tendo em vista a adaptação das pessoas ao novo sentido da via.
domingo, 2 de setembro de 2012
Economia solidária
Nas últimas décadas, as mudanças socioeconômicas ocorridas no mundo levaram ao aumento da informalidade e do trabalho precário. Uma situação na qual boa parte dos trabalhadores se sujeita a qualquer ocupação para garantir a sobrevivência, mesmo que seus direitos sociais não sejam atendidos. No entanto, surgiram outras formas de organização do trabalho como alternativa de geração de renda.
A economia solidária é uma dessas formas, além de ser um instrumento de inclusão social. É um jeito diferente de produzir, comprar, vender e trocar o que é necessário para viver, sem que haja vantagem para um ou outro lado da negociação. As atividades da economia solidária se opõem à exploração do trabalho e dos recursos naturais e promovem o desenvolvimento sustentável, ou seja, o crescimento econômico em harmonia com a proteção da natureza.
Juan Pratginestos
São exemplos de empreendimento econômico solidário: cooperativas, associações, grupos de produção e clubes de trocas que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Essas organizações têm algumas características em comum. Entre elas o fato de serem empreendimentos coletivos; de terem atividades permanentes ou principais que são a razão de ser da organização; de serem constituídas por trabalhadores urbanos ou rurais que exercem a gestão das atividades de maneira coletiva e dividem os resultados; e de poderem ou não ter registro legal (prevalecendo a existência real ou a vida regular da organização).
A economia solidária ganhou força no Brasil com o apoio de instituições e entidades a iniciativas associativas comunitárias e com a constituição de cooperativas populares, feiras de cooperativismo e redes de produção e comercialização. Em 2003, foi criado o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e hoje há fóruns locais e regionais para debater e promover o assunto. A atividade ganhou também o apoio de governos municipais e estaduais, o que levou a um aumento no número de programas de economia solidária, como bancos do povo, centros populares de comercialização e projetos de capacitação.
Fonte: Ministério do Trabalho
Manejo adequado e conscientização são armas para combater desertificação, que já atinge 15% do território brasileiro
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Com aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados do seu território sob risco de se transformar em deserto, pensar o uso correto da terra é cada vez mais urgente ao Brasil. Dados do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostram que a área suscetível chega a 15% do território nacional e envolve 1.488 municípios em nove estados da Região Semiárida do Nordeste brasileiro, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
De acordo com o coordenador da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Batista, a conscientização dos agricultores sobre o manejo adequado da terra somada à difusão de tecnologias adaptadas ao Semiárido são elementos fundamentais para combater o processo de desertificação no país. Para isso, Batista defende o uso das técnicas agroecológicas no combate e prevenção à desertificação.
“O enfrentamento desse processo tem que ser feito por meio da prevenção e não remediando [o problema]. E nessa luta, a aplicação das práticas da agroecologia são fundamentais, porque elas preconizam o cuidado com a terra, a compreensão de que é preciso usufruir dela sem esgotá-la, sem objetivar apenas o lucro”, argumentou.
Ele acrescentou que a lógica do agronegócio, baseada na monocultura e no uso de agrotóxicos, contribui em grande parte para a degradação do solo, mas alertou que toda a humanidade é responsável por tentar conter esse processo.
“O homem do campo tem que entender que suas práticas têm impacto sobre a natureza, mas o homem da cidade também precisa saber que suas ações também têm consequências. É preciso não desperdiçar água em banhos demorados ou em lavagens prolongadas de carros, por exemplo, exaurir rios e mananciais, entre outros”, afirmou.
Segundo Naidison Batista, já existem muitas tecnologias sendo usadas no Semiárido e com resultados positivos. Uma delas, o Programa Um Milhão de Cisternas, implementado pela ASA, em parceria com o governo federal, agências de cooperação e empresas privadas, permite captar a água da chuva para consumo humano por meio de cisternas de placas de cimento. A infraestrutura, com capacidade para 16 bilhões de litros de água, já está presente nas casas de aproximadamente 600 mil famílias.
Menos conhecida e difundida é a saída encontrada pela pequena agricultora paraibana Angineide de Macedo, de 42 anos. Após acompanhar o processo de degradação de sua propriedade, de aproximadamente dois hectares, ela conheceu, com a ajuda de uma organização não governamental local, os benefícios do cultivo do nim indiano. A planta, que tem crescimento rápido e atinge uma altura de 8 metros em três anos, ajudou a reverter as consequências da desertificação no local e a salvar a plantação de ervas medicinais que, segundo a agricultora, estava bastante prejudicada.
“As plantas não resistiam muito, porque o sol castigava e elas morriam. Agora, com o nim, elas têm sombra e ficam protegidas do vento. As crianças também melhoraram, porque agora têm sombra para brincar e não ficam tão doentes com a poeira”, contou ela, que também planta em sua propriedade hortaliças e legumes.
Edição: Talita Cavalcante
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