COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

FMI aprovou US$ 54 bi em ajuda financeira este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um total de US$ 54,5 bilhões em ajuda financeira para vários países no ano fiscal de 2012, de acordo com relatório anual divulgado nesta quinta-feira (4). Grécia e Portugal foram os países que mais demandaram recursos do FMI no ano fiscal de 2012. A Irlanda também tomou recursos expressivos, mas em menor montante que os outros dois países, destaca o documento. "Foi um período duplamente desafiador, para o Fundo e para os países membros", destaca na abertura do documento a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, ressaltando que a instituição tem de estar preparada para novos pedidos de recursos. O ano fiscal de 2012 refere-se ao período de maio de 2011 a abril deste ano. O FMI ressalta que foram negociados 24 acordos de ajuda, que incluem novas operações e extensão de empréstimos já acordados anteriormente. Do total de acordos, 17 foram para países pobres, dentro do programa do Fundo de redução de pobreza e estímulo ao crescimento. O documento ressalta que, em meio à crise em vários países, sobretudo na Europa, a demanda por recursos permaneceu elevada, mas em menor nível quando comparada aos períodos anteriores. No ano fiscal anterior, em 2011, o conselho do FMI aprovou um total aproximado de US$ 130 bilhões para países em dificuldades, incluindo linhas especiais de crédito, programas stand-by e o chamado programa de financiamento ampliado. No ano fiscal de 2012, o FMI recebeu um reforço de US$ 460 bilhões dos países membros. O aporte veio de vários países, inclusive do Brasil, diz o relatório. 

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cartões de confirmação de inscrição no Enem começam a ser distribuídos a partir do dia 10



Brasília – Os cartões de confirmação de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam a ser entregues a partir da próxima quarta-feira (10). O documento contém o número de inscrição, data, hora e local das provas e a opção de língua estrangeira. A previsão é que, até o dia 25 de outubro, todos os inscritos recebam os seus cartões pelos Correios. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do exame, os inscritos também terão a opção de imprimir o cartão por meio do site do Enem (http://www.enem.inep.gov.br/). Quem tiver dúvidas pode entrar em contato com o Ministério da Educação pelo telefone 0800-616161. Em 2012, o Enem contará com o número recorde de 6,5 milhões de inscritos. As provas serão feitas nos dias 3 e 4 de novembro e serão aplicadas em todas as unidades da Federação. Os candidatos farão quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. Elas começarão às 13h. As provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias ocorrerão no dia 3 de novembro, com término às 17h30. No dia 4 serão feitas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias, que terminarão às 18h30. Os candidatos devem apresentar o cartão de identificação juntamente com um documento com foto. Certidões de nascimento e de casamento, título eleitoral, crachás, carteira de estudante, documentos danificados ou cópias autenticadas não serão aceitos. Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no dia 7 de novembro no site http://www.inep.gov.br/enem. Até o final de dezembro, o Inep divulgará os resultados individuais do Enem 2012, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no endereço eletrônico http://sistemasenem2.inep.gov.br/. Os adolescentes que estão cumprindo medidas socioeducativas em unidades de internação e os adultos submetidos a penas privativas de liberdade poderão fazer o exame nos dias 4 e 5 de dezembro. Para tanto, devem solicitar a sua inscrição nos órgãos de administração prisional e socioeducativa dos estados. O período de inscrição vai de 15 de outubro até o dia 5 de novembro. Além do acesso à educação superior, o Enem também avalia o desempenho escolar e acadêmico ao fim do ensino médio. As informações obtidas a partir dos resultados do exame são usadas para acompanhamento da qualidade do ensino médio no país. O exame também pode ser usado para a certificação no ensino médio. Os participantes maiores de 18 anos, que ainda não terminaram a escolarização básica, podem participar do Enem e pleitear a certificação no ensino médio em um dos órgãos relacionados ao programa – secretarias estaduais, institutos federais e centros federais de Educação.

Edição: Aécio Amado

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Crise e Logística Colaborativa

Bem, as notícias que chegam de grande parte do mundo é que estamos vivendo tempos de crise. Os indicadores econômicos e financeiros nos mostram isso. E neste momento de turbulência, qual tem sido a primeira atitude de grande parte das empresas? Demitir colaboradores !! Como sabemos, está é uma das ações que podem e alguns momentos devem ser tomadas. No entanto, não deveria ser a única. Bem, se considerarmos que uma cadeia produtiva é formada por um número de fornecedores consideráveis e se estes fornecedores começarem a desmobilizar sua força de trabalho, em algum momento suas atividades cessarão e como consequência disto, podemos ter a paralisação de toda a cadeia. Vamos a um pequeno exemplo: Um computador igual a este que estou usando para escrever este texto é formado de vários pequenos componentes que são produzidos por "n" fornecedores distintos. No entanto, a falta de um pequeno componente, como por exemplo o fecho da tampa de meu notebook, afeta diretamente a produção e entrega deste notebook para o mercado. Em um momento delicado como este que estamos vivendo, não ter o produto no mercado gera ainda mais prejuízos para as empresas. Algumas empresas já perceberam o problema acima e vem procurando colaborar com seus fornecedores, ajudando-os não só em termos financeiros (concedendo empréstimos, antecipando pagamento), mas também atuando em conjunto com eles para identificar melhoria nos processos que possibilitem redução de custos, aumento de produtividade, redução de desperdício. Esta atitude não é inovadora, pois a muito tempo algumas empresas já fazem isso. Montadoras Japonesas já mandavam seus engenheiros na casa de seus fornecedores para prestar consultoria gratuita a estes, pois acreditavam que se se seus fornecedores forem mais produtivos isso ajudaria toda a cadeia produtiva. Por isso, acredito que mesmo sabendo de todos os problemas que a crise pode nos trazer, temos também uma ótima oportunidade de identificar possibilidades de melhoria nos processos logísticos. Entendo que é uma ótima oportunidade para as empresas atuarem junto com seus fornecedores fazendo assim uma Logística Colaborativa onde todos trabalham em conjunto visando o melhor resultado para toda a cadeia. Fácil? Com certeza não, mas quem está vivendo esta experiência pode se sair melhor deste momento.
Hélio Meirim é Mestre em Administração e Desenvolvimento Empresarial, tendo MBA em Marketing, Logística, Análise de Sistemas e Docência Superior. Atuou por mais de 15 anos, como executivo de Logística, em empresas nacionais e multinacionais tendo desenvolvido projetos no Brasil, Chile, México, Estados Unidos, Portugal e Espanha. É Consultor da HRM Logística e Professor Universitário em cursos de MBA, Pós-Graduação e Graduação.

Cabotagem: Mais Ação

Num país em que a costa ocupa mais de 50% do território nacional, não é de hoje que é incompreensível o mau aproveitamento do serviço de cabotagem. Mas como sempre é nos momentos de dificuldades que nascem as soluções mais geniais, não é de admirar que, nos últimos anos, tenha sido registrada uma procura crescente por essa modalidade de transporte marítimo. É indiscutível que o País não pode continuar com a atual matriz de transporte em que as cargas, na maioria, são feitas por modal rodoviário. Estima-se que esse número supere a 65%, o que significa que esse pode ser o caminho mais curto para que alcancemos o anunciado (e temido) apagão logístico, tão logo a atual fase de retração mundial seja superada. Basta ver que o Estado de São Paulo, segundo dados do próprio governo estadual, concentra 93% das cargas nas rodovias, o que vem causando numerosos transtornos para a população e para o setor produtivo. Seja como for, para se usar uma metáfora bem apropriada ao tema, vê-se uma luz no fundo do túnel, quando se toma conhecimento de que a cabotagem vem crescendo 20% ao ano, em função do aumento da produção nacional, especialmente de produtos orgânicos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável por esses dados, são 32 as empresas nacionais e estrangeiras que se ocupam de 670 mil TEUs (unidade equivalente a contêiner de 20 pés) e 129 milhões de toneladas de carga a granel. Mas para que esse modal evolua é preciso superar muitos obstáculos, a partir da sua integração à navegação no interior do País, com a construção de eclusas nas principais hidrovias e a interligação destas com os portos. Basta lembrar que, na hidrovia Tietê-Paraná, num trecho de 100 quilômetros, é necessário vencer um gargalo de 200 metros para que seja viabilizada a navegação com a construção de 12 eclusas, o que significa um investimento de grande monta que assusta qualquer governo. Se a curto prazo esses investimentos saírem do papel, não há dúvida que a cabotagem poderá crescer ainda mais. Até porque é patente a sua competitividade em comparação aos modais rodoviário e rodoferroviário, especialmente em relação a tarifas e nível de segurança das cargas. Na questão tarifária, aliás, a cabotagem tende a ser mais competitiva para cargas de baixo valor agregado, além de constituir opção mais viável economicamente para transporte de longa distância. Antes de mais nada, é preciso que tanto o governo federal como o estadual sinalizem que estão interessados em investir e facilitar o transporte aquaviário para que a iniciativa privada invista na construção de embarcações destinadas à cabotagem, aproveitando-se de recursos do Fundo de Marinha Mercante. Segundo a Antaq, o setor pode investir US$ 2,3 bilhões até 2013, encomendando 44 navios. Essa perspectiva é bem-vinda na medida em que a frota nacional apresenta uma flagrante deterioração, com idade média de 25 anos, bastante avançada para os padrões mundiais. Outro problema que entrava o desenvolvimento da cabotagem é a maneira como o governo controla o fluxo de cargas no modal cabotagem, agindo da mesma forma como o faz em relação às cargas internacionais. Isso não tem sido muito produtivo, pois acaba por causar atrasos e outros transtornos. É evidente que o transporte interno, ainda que por via marítima, precisa receber um tratamento preferencial. Além disso, a indústria naval brasileira não pode – e não tem condições – de entrar numa concorrência aberta com os quatro maiores armadores do mundo que controlam 50% do mercado mundial de navegação de longo curso. Por isso, age bem a Secretaria Especial dos Portos (SEP) quando sinaliza que o Brasil não vai abrir a cabotagem para operadores estrangeiros que não tenham investimentos no País. Não se pode discordar da tese segundo a qual é preciso fortalecer a indústria naval nacional, mas também não se pode esperar indefinidamente por esse fortalecimento. Se isso não vier a curto ou médio prazo, então não haverá alternativa que não seja a abertura do setor para armadores estrangeiros. O setor precisa de mais ação.


Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Centro de Logística de Exportação (Celex), de São Paulo-SP.