COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Conferência Nacional do Meio Ambiente

Conferência Nacional do Meio Ambiente

Voz e voto para contribuir de forma efetiva na elaboração de políticas públicas ambientais. Isso se tornou possível com a realização da Conferência Nacional do Meio Ambiente, um fórum que fez história ao tornar realidade o chamado empoderamento social aos diferentes setores da sociedade que assumem sua responsabilidade com o meio ambiente. Afinal, a definição de políticas públicas para um Brasil sustentável depende de mudanças na forma de atuação das esferas governamentais, do setor produtivo, das organizações da sociedade, chegando ao cotidiano de cada cidadão.
Para isso, é preciso rever e ampliar a nossa noção de desenvolvimento e entendê-lo como uma construção coletiva capaz de gerar qualidade de vida nas dimensões ambiental, econômica, social, cultural e ética.
Em suas edições, a conferência coloca para a sociedade temas estratégicos para o País, que visam a conservação da biodiversidade, da água, do clima e dos recursos energéticos, com vistas ao desenvolvimento sustentável, levando em consideração que é possível sim crescer sem degradar a natureza.
Vamos Cuidar do Brasil - Com este lema, a CNMA convoca o Brasil para debater problemas e soluções, diretrizes, ações e políticas públicas e é com a realização de conferências locais, que podem ser municipais, regionais e estaduais, que grande parte dos atores sociais podem participar da CNMA.
Da etapa estadual saem os delegados da Conferência Nacional, o que constitui um processo de baixo para cima, respeitando equidade de gênero, 30% de delegados do setor empresarial, 5% para povos indígenas, 5% para comunidades tradicionais, 40% de ONGs e Movimentos Sociais e 20% de representantes de governos.
Acima de tudo, a conferência é um instrumento de Educação Ambiental e Democracia Participativa orientada pelas diretrizes do MMA:
1 - Desenvolvimento Sustentável
2 - Transversalidade
3 - Fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente
4 - Controle e participaçao Social
Fonte:MMA

Por um país mais limpo


O que é uma comissão organizadora estadual? Como funciona? Quem faz parte? Qual o seu papel? Estas e outras perguntas começaram a ser respondidas desde segunda-feira (25) aos Estados interessados em participar da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (4ª CNMA), que tratará de um tema primordial: os resíduos sólidos. Lei federal determina, entre outras providências – como coleta seletiva e incentivo à reciclagem -, que os lixões devem ser desativados até o ano que vem e substituídos por aterros sanitários, com o objetivo de evitar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Mais da metade dos municípios brasileiros precisam se adequar a esta exigência.
O evento foi planejado com forma de pirâmide. Primeiro haverá assembleias municipais, quando será aberto o debate em torno de como colocar em execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Destes encontros serão tirados delegados que representarão as localidades na conferência estadual, onde será repetido o mesmo modelo e eleitos os representantes para a etapa nacional, de 24 a 27 de outubro, em Brasília. Em paralelo, setores da sociedade civil também são convidados a participar. Moradores de condomínios, organizações não governamentais, sindicatos, entre outras instituições do gênero, podem fazer suas sugestões diretamente à etapa nacional.
Os órgãos estaduais do setor receberão visitas de mobilizadores do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que vão responder a questionamentos, subsidiar as secretarias estaduais de meio ambiente com informações técnicas e auxiliar na organização e planejamento das conferências. Outro fator fundamental do processo de mobilização é reforçar a importância da participação de diversos atores sociais no processo da 4ª CNMA – além do poder público, é preciso ter representantes do setor empresarial e da sociedade civil, incluindo cidadãos interessados no tema.
Viagens - Nas reuniões entre mobilizadores e representantes dos governos estaduais serão esclarecidas dúvidas sobre o que são as comissões organizadoras estaduais e Municipais (COE e COMU) e elaborado um plano de trabalho da COE, que deverá prever a periodicidade das reuniões, as atribuições de seus membros e definições de quem será responsável por cada atividade.
Há viagens agendadas para Roraima (6 a 9 de março), Goiás (10 a 12 de março), Alagoas (17 a 20 de março), Sergipe (27 a 30 de março), Maranhão (25 a 28 de fevereiro), Acre (28 de fevereiro a 04 de março), Amazonas (04 a 08 de março), Rio de Janeiro (11 a 13 de março), Ceará (26 de fevereiro a 01 de março), Paraná (04 a 07 de março), Rio Grande do Sul (17 a 20 de março), Minas Gerais (três reuniões: 25 de fevereiro/ 04 de março/ 18 de março), Rio Grande do Norte (26 de fevereiro a 1 de março), Santa Catarina (5 a 8 de março) e Mato Grosso do Sul (11 a 13 de março). Ainda são esperadas confirmações de datas para os estados de São Paulo, Paraíba, Piauí, Rondônia, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Pernambuco e Tocantins. 
(Fonte: MMA)

Bill Gates aumenta prêmio para privada sustentável para US$ 1 milhão


Sob a premissa de que o engenho humano não tem limites, a Fundação Bill & Melinda Gates premia com até US$ 1 milhão os melhores protótipos de sanitário capazes de evitar que o esgoto saia das casas sem tratamento, contaminando o meio ambiente e ameaçando a saúde da população.
“A ideia do desafio ‘Reinvent the Toilet’ é premiar a melhor ideia de um sanitário que torne os dejetos seguros para evitar que os patógenos (microorganismos causadores de doenças) saiam das casas, entrem em contato com as pessoas; (deve ser) um sanitário acessível, fácil de usar e que possa ser comprado nas lojas”, explicou à AFP o encarregado sênior do programa de Água, Saneamento e Higiene da Fundação Bill & Melinda Gates, o marfinense Doulaye Kone.
Para se candidatar ao prêmio, o projeto precisa atender a certos critérios, como evitar odores e insetos, custar até US$ 0,05 ao dia por usuário, evitar a contaminação do meio ambiente e permitir a recuperação de componentes que possam gerar renda, como gás e adubo para produzir fertilizantes. Kone participa no Rio de Janeiro da conferência internacional de Academias de Ciências (IAP), onde o desafio foi apresentado.
O desafio “Reinvent the Toilet” distribuiu quatro prêmios no ano passado. O projeto vencedor foi do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, Estados Unidos), que obteve o prêmio máximo de 2012 – US$ 100 mil – por desenvolver um sanitário alimentado com energia solar e é capaz de produzir hidrogênio e eletricidade.
Mas a Fundação continua procurando novos projetos e este ano oferece recompensa de até US$ 1 milhão para o ganhador. Calcula-se que 1 bilhão de pessoas vivam em condições sanitárias inadequadas que causam doenças responsáveis pela morte de 1,5 milhão de crianças a cada ano.
“Muitas destas doenças são evitáveis, mas se tornam endêmicas em regiões densamente povoadas, em áreas de favela e em países pobres simplesmente porque a infraestrutura sanitária não dispõe de tecnologia eficiente para proteger a saúde das pessoas”, afirmou.
Os sistemas tradicionais de coleta e tratamento de esgoto são muito caros porque precisam de grande quantidade de água, rede de coleta e energia para alimentar as estações de tratamento. E as alternativas existentes, como as fossas sépticas, não conseguem evitar muitas vezes a contaminação ambiental, argumentou.
“A forma diferente de resolver o problema é considerar que a solução não está necessariamente ligada a um sistema de dutos coletores. É possível ter um sanitário com um sistema adequado de tratamento doméstico, que permita resolver o problema localmente”, destacou.
Na busca por incentivar estas soluções inovadoras, a Fundação destinou aproximadamente US$ 380 milhões a projetos vinculados a seu programa de saneamento nos últimos cinco anos. Atualmente, 65 são financiados em vários países, alguns latino-americanos, como Brasil, Peru e México.
No Brasil, onde, segundo dados oficiais, cerca de 40% das residências ainda não estão ligadas a rede de coleta e tratamento de esgoto, a instituição financia o projeto de uma latrina de biodecompósito, material que decompõe o material orgânico, desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 
(Fonte: Terra)

Começa a contagem regressiva para a Hora do Planeta


A quinta edição da Hora do Planeta foi lançada mundialmente nesta quarta-feira (27). Capitaneada pelo grupo ambientalista WWF, a ação convoca todos a apagarem as luzes durante uma hora no dia 23 março, das 20h30 às 21h30.
O ato simbólico pretende conscientizar a população sobre problemas ambientais que a humanidade enfrenta e sinalizar aos governantes sobre a necessidade urgente de agir contra o aquecimento global.
Este ano, o movimento chamará a atenção para as necessidades e os desafios em torno da água. A ação está alinhada à iniciativa da Unesco que definiu 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água.
Cada vez mais brasileiros participam do movimento. Em 2012, a adesão foi recorde, com todas as capitais e mais de 130 cidades se mobilizando. Para Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil, essa é uma oportunidade de alertar sobre a gestão da água no país.
“No Brasil a maior parte da eletricidade (90%) vem das hidrelétricas, que dependem dos rios, que dependem das chuvas, que dependem do clima, que está mudando como resultado do aquecimento global, que é resultado de muitas de nossas ações cotidianas”, explica.
A campanha começou 2007 a partir de uma iniciativa da cidade de Sidney, na Austrália, e vem crescendo para se tornar a maior ação voluntária pelo planeta. Na edição 2012, o evento foi abraçado por mais de 7 mil cidades em 152 países nos sete continentes. E você, vai apagar?
 (Fonte: Exame.com)

Brasil deve ratificar Protocolo de Nagoia até 2013


O Brasil deve ratificar o Protocolo de Nagoia até o ano que vem, quando ocorre a reunião da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), na Coreia. A afirmação foi feita pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante uma cerimônia em homenagem aos 10 anos do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen), responsável pela discussão sobre o tema no país.
Assinado em 2010, o documento regulamenta o uso e garante os direitos aos benefícios produzidos a partir dos recursos genéticos.
Izabella Teixeira explicou que o governo tem se dedicado a esclarecer as incertezas em torno do tema para conseguir o acordo em torno do tratado internacional e que haverá um reforço especial para que os parlamentares compreendam a importância da ratificação do protocolo.  O texto foi enviado ao Congresso Nacional, no final do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff.
“Esperamos chegar em 2014, na Coreia, com uma parceria com o Congresso Nacional. Temos que ratificar [o Protocolo de Nagoia] para que o Brasil faça parte da concepção internacional que serão as regras. Senão, faremos reativamente”, disse ela, ao lembrar que apenas os países que ratificarem o protocolo vão poder sentar à mesa de negociação para definir os detalhes do acordo.
Izabella Teixeira lembrou que as negociações em Nagoia qualificaram o Brasil como um líder nas discussões. A delegação brasileira conduziu os principais debates do acordo em 2010. Segundo a ministra, o país precisa dar continuidade ao trabalho e apresentar soluções para impasses que ainda travam as negociações, como o clima de insegurança que essas regras produzem sobre alguns setores produtivos que temem perdas financeiras com a implementação das regras internacionais.
No Brasil, o documento que atualiza a legislação de uso e repartição de recursos genéticos vem sendo discutido há quase dez anos e os termos do Protocolo de Nagoia estão tramitando no Congresso Nacional.
Em território nacional, os integrantes do Cgen – representantes de segmentos da sociedade civil, como a comunidade científica, e de várias áreas do governo – tentam alinhavar uma nova legislação.
“O esforço hoje é monumental. O desafio que temos é implementar uma nova fase sobre o acesso aos recursos genéticos. O modelo atual está se esgotando. [Esse modelo] não responde a todos os requisitos de eficácia de uma estratégia de inovação tecnológica, conhecimento e acesso a pesquisas”, disse.
Izabella Teixeira reconheceu que o debate é complexo e não existe uma receita para solucionar os impasses, mas pediu que os integrantes do conselho continuem a trabalhar para modernizar a legislação brasileira e definir “estrategicamente o que queremos para o país com relação a esse acesso e, ao mesmo tempo, trabalhar a inteligência da fiscalização no que diz respeito ao combate à biopirataria e ao tráfico internacional”.
Segundo a ministra, a presença, no Brasil, do primeiro secretário do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (Tirfaa) das Nações Unidas, Shakeel Bhatti, é um reforço aos diálogos com os setores que podem ser impactados pelas mudanças nas regras de uso e repartição de bens de recursos genéticos.
Bhatti, que também participou da cerimônia em Brasília, vai se reunir, ainda hoje, com representantes de comunidades tradicionais para discutir o tema. No próximo dia 28, Bhatti e Izabella Teixeira devem participar de um debate sobre o uso e a repartição dos recursos genéticos na sede da Federação das Indústrias de São Paulo, na capital paulista, com produtores rurais de várias regiões.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente”, adverte diretora da OIT


solar1 Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente, adverte diretora da OIT
No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em 2010 em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais. Foto: bkusler

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado na sexta-feira, 15 de fevereiro, afirma que em países com diferentes níveis de desenvolvimento a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.
Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado. “De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, destaca o estudo intitulado O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa.
Países como México e Brasil lideram a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.
Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] e da economia.
O levantamento afirma que “o país tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.
Empresas sustentáveis
A OIT recomendou aos países da região que enfrentem os “problemas endêmicos” que inibem o desenvolvimento das empresas sustentáveis, como os relacionados com a alta informalidade e baixa produtividade, no âmbito dos esforços que são realizados para gerar mais e melhores empregos.
“Sem empresas sustentáveis não haverá trabalho decente e sem trabalho decente não haverá empresa sustentável”, advertiu a diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, ao participar da apresentação do relatório na sede da União Industrial Argentina (UIA).
O relatório afirma que o setor privado gera cerca de 200 milhões de empregos na América Latina e no Caribe, o equivalente a 79% do total de postos de trabalho disponíveis, por meio de 59 milhões de unidades produtivas, ainda que a grande maioria delas (cerca de 48 milhões) sejam empreendimentos unipessoais.
Existem 11 milhões de negócios ou empresas de diversos tamanhos que contratam trabalhadores na região, das quais 2,5 milhões têm mais de 6 trabalhadores, acrescenta o documento.
Degradação ambiental
O documento da OIT alerta que a América do Sul foi uma das regiões com a maior perda líquida de florestas entre os anos 2000 e 2010, com 4 milhões de hectares perdidos a cada ano, de acordo com dados compilados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
“Este fato é extremamente grave, dada a importância das florestas para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, e também por sua grande contribuição para o PIB de países como Brasil, México, Guiana, Paraguai, Bolívia e Chile. A exploração insustentável, portanto, representa não apenas graves riscos ecológicos, mas também econômicos”, aponta o documento.
O relatório lembra, no entanto, que várias políticas têm sido implementadas para reduzir o impacto ambiental do setor privado. “Alguns países fizeram progressos rumo à criação de incentivos para a produção limpa, gestão sustentável dos recursos naturais e investimentos em energia renovável, embora sejam experiências muitas vezes ainda incipientes.”
O documento aponta no entanto alguns exemplos relevantes sobre os incentivos para a gestão de resíduos sólidos. Na Colômbia, recicladores tradicionais recicladores foram reconhecidos como empreendedores. O documento cita ainda a recente Lei de Saneamento Básico no Brasil, que regula a coleta, tratamento e destino final dos resíduos.

* Publicado originalmente no site EcoD.

Aterros de pequeno porte são alternativa viável para descarte de cerca de 40% do lixo no país


Baixo custo de instalação, com danos ambientais dentro dos limites aceitáveis. Essas são as razões pelas quais os aterros sanitários de pequeno porte, com capacidade de receber até 10 toneladas de lixo por dia, tornaram-se opções para resolver o problema causado pela destinação incorreta de resíduos sólidos nas cidades com menos de 30 mil habitantes, de acordo com uma pesquisa desenvolvida para uma tese de doutorado pela USP (Universidade de São Paulo).
Com investimentos significativamente mais baratos – na casa dos R$ 5 milhões, contra R$ 52 milhões de um aterro sanitário com capacidade de receber 100 toneladas de lixo por dia, – esses aterros possuem capacidade reduzida, precisam de menos burocracia para terem a construção liberada e, segundo a pesquisa, não alteram o meio ambiente.
“Eles são uma opção viável, tanto financeiramente quanto ecologicamente, para que cidades de pequeno porte encarem de frente os problemas causados pelo lixo”, avalia o pesquisador e engenheiro civil Cristiano Kenji Iwai, da Faculdade de Saúde Pública da USP, autor da pesquisa.
Ele lembra ainda que essas cidades, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística), concentram uma população estimada em 60 milhões de pessoas, que enviam seus resíduos, na grande maioria dos casos, para os lixões, que são a opção menos ecologicamente correta na hora de se livrar do lixo. Basta dizer que 2.906 mil lixões brasileiros, 98% localizam-se em cidades com essas características.
Por ano, segundo a Abrete (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos), o total de lixo enviado a locais inadequados no Brasil chega a 2,8 milhões de toneladas, algo na casa dos 42,3% do total de resíduos produzidos no país.
Lixão x aterro – Como regra geral, os municípios optam pelos lixões por não terem condições de construir os aterros sanitários. “Não podemos dizer que as pequenas cidades sejam vilãs. Mas a situação do destino do lixo, nas cidades pequenas, é um problema grave”, avalia a pesquisadora Livia Reis Campos, que defendeu uma dissertação de mestrado sobre o assunto na Universidade Federal da Bahia.
Entre as cidades com menos de 30 mil habitantes, algo em torno de 68,5% – ou 2.785 cidades – não dão destinação correta ao lixo que produzem, depositando os resíduos em lixões e aterros sem estrutura.
O primeiro, e talvez mais poderoso, argumento a favor dos aterros sanitários de pequeno porte é o econômico. Segundo dados de um estudo elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a construção de um aterro de grande porte, com capacidade para receber 2 mil toneladas/dia de lixo e ou uma população de 2,5 milhões de pessoas não sai por menos de R$ 525,8 milhões.
Um de médio porte – e população de 1 milhão – fica na casa de R$ 236,5 milhões, com capacidade para 800 toneladas/dia. Municípios com população de 200 mil habitantes têm a opção de investir R$ 52,4 milhões para uma capacidade de 100 toneladas/dia.
Qualquer dessas opções, para uma cidade com até 30 mil habitantes, chega a ser proibitiva. “Em São Paulo, Estado mais rico da federação, um município com essas características raramente tem Orçamento superior a R$ 85 milhões por ano. Em cidades do Norte e Nordeste, por sua vez, esse montante poucas vezes ultrapassa R$ 25 milhões. Investimentos desse porte, portanto, não podem ser feitos”, avalia Alessandro Firmino, advogado com especialização em Gestão de Cidades.
Preço – Dessa forma, os aterros sanitários de menor porte tornam-se opções mais palatáveis ao bolso das prefeituras de cidades pequenas. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, avalia que a questão financeira é, de longe, o maior problema que impede a erradicação dos lixões.
“Se não tiver dinheiro dos Estados e da União, nem daqui a 50 anos os lixões serão eliminados. Municípios precisam de dinheiro para isso. Não há caixa para construir aterros”.
Ziulkoski explica, para a grande maioria dos municípios, pensar em aterros sanitários é uma impossibilidade. “Se não houver planejamento conjunto, essas metas serão apenas uma “miragem”, diz o presidente da CNM.
Segundo Lívia, além desses aterros, há ainda uma outra opção, ainda mais em conta – os aterros sanitários simplificados. Ela defende, em sua tese de mestrado, que esses empreendimentos – que custam na casa de R$ 500 mil e R$ 1 milhão, em valores corrigidos – a pesquisa é de 2008 – são construídos em terrenos públicos, o que diminui o valor de investimento, e poderiam ser aplicados em 85% dos municípios baianos, todos abaixo dos 30 mil habitantes.
“O aterro simplificado consiste em um tipo de tecnologia de destino final de resíduos sólidos que requer um custo mais baixo para a sua construção e manutenção, além de exigir a incorporação de mão de obra menos qualificada e sua gestão ser mais simplificada, se adequando mais facilmente às restrições dos municípios pequenos”, avalia.
Ambiente – Segundo Kenji Iwai, a questão ambiental, vista por muitos como outro entrave à construção de aterros sanitários, não é um problema significativo. Para sua tese de doutorado, ele desenvolveu trabalho de campo em três aterros sanitários do interior de São Paulo e constatou que em nenhum deles houve contaminação do solo ou da água dos lençóis freáticos. As cidades de Jaci, Angatuba e Luiz Antônio foram os alvos da pesquisa.
“Os resultados encontrados foram comparados com os limites de risco à saúde humana, que é um padrão para o Estado de São Paulo em geral, no gerenciamento de áreas contaminadas. Em todos eles, as normas de segurança recomendadas foram seguidas e não houve mudança significativa na estrutura do solo. Apenas em um dos locais havia valores de bário superiores aos recomendados, mas era uma situação pontual, que não se traduz em risco para a população ou para o meio ambiente”, informou.
Iwai explica ainda que os aterros de resíduos sólidos em pequenas cidades foram sistematizados em 1997 pela Cetesb como opção que pequenos municípios do Estado de São Paulo poderiam adotar. Como os resultados foram positivos – hoje, apenas 7,6% do lixo estadual é destinado para lixões – a experiência serviu de modelo e foi incentivada pelo governo federal. “Todo esse processo me incentivou a pesquisar melhor a concepção e qualidade dos aterros sanitários de pequeno porte,”conta Iwai.
Apesar da viabilidade do método, o engenheiro deixa claro que é positivo aceitá-lo como uma condição transitória. “Trata-se de uma evolução gradual que isso [os aterros] pode fornecer, mas não se espera depender dessa tecnologia eternamente, como uma solução única. É necessário também trabalhar as pessoas culturalmente para redução da quantidade de resíduos destinada aos aterros sanitários.” (Fonte: UOL)

EDUCAÇÃO AMBIENTAL, PORQUE É TÃO IMPORTANTE? POR PATRICIA FRANÇA


O nosso planeta Terra, esta a beira de esgotar seus recursos naturais. Consumimos de forma inadequada e exagerada, jogamos nossos lixos “fora” de maneira incorreta, degradamos nossas florestas, poluímos nossos rios e mares.
As gerações são incentivadas a consumir cada vez mais. A maioria das ”coisas” consumidas ficam obsoletas em uma velocidade incrível, e o lixo gerado por essas ”coisas” ficarão em nosso planeta por séculos. O ter é mais importante que o ser.
Até quando o planeta vai agüentar? Como vamos mudar essa situação? O que vamos fazer para reverter esse processo de destruição?
Não sei a resposta, nem sei se é possível, mas acredito que um dos caminhos é a educação ambiental.
VALORESDAEDUCACAOAMBIENTAL
Só podemos respeitar e amar o que conhecemos, e temos que ter o conhecimento profundo do assunto para entendermos as conseqüências dos nossos atos.
Se as crianças aprenderem desde cedo a respeitar o planeta, elas irão pensar diferente das gerações que o destroem por causa de prazeres momentâneos. O inicio da solução está na educação das crianças que herdarão o planeta terra destruído pelas gerações anteriores.
As crianças, os adolescentes, os jovens e jovens adultos, terão que saber realmente a verdade desta destruição e quais serão as conseqüências para o futuro do planeta.
Aprendendo de forma diferente, com certeza farão diferente, reinventarão formas de consumir, buscarão a solução.
Mas para que isso aconteça o assunto tem que ser discutido, de forma aberta, séria e constantemente. Essa nova geração precisa saber o que foi feito no passado para destruir o planeta, para que no futuro façam diferente. Mas esse assunto não pode ser discutido de forma superficial ou somente de forma transversal, ele deve ser discutido a fundo, questões polêmicas devem ser levantadas. Soluções buscadas, pois a vida do ser humano esta em jogo. As pessoas estão brincando com a natureza. Mas infelizmente a natureza não perdoa.
Se as pessoas aprenderem a pensar e questionar sobre questões ambientais, com certeza buscarão fazer diferente, tornando o planeta sustentável para as próximas gerações.
Vamos lutar pela educação ambiental em toda a sociedade, independente de classe social, idade, credo, cor ou nacionalidade. Somos todos habitantes do planeta Terra.
Somente juntos salvaremos nosso planeta.
Foto.Patricia



Patricia França
Formada em Administração (PUC/MG) e Pós-graduada em Gestão estratégica de RH(ITOP/TO). É colunista de Educação Ambiental do Ambientalistas em Rede e autora do livro A turma do bebê eco no combate ao aquecimento global, além deidealizadora do projeto de educação ambiental Projeto Bebê Eco.

ONU vai ajudar 30 países na transição para economia verde até 2020

Painéis solares em uma usina de energia utilizada para produzir energia renovável. Foto: Shutterstock


Uma nova parceria entre agências da ONU foi lançada nesta terça-feira (19), em Nairóbi, Quênia, para apoiar 30 países nos próximos sete anos a criar estratégias nacionais de promoção da economia verde. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e o Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR) integram a Parceria para Ação pela Economia Verde (PAGE, na sigla em inglês). O objetivo da parceria é criar novos empregos e áreas de atuação, promover tecnologias limpas e reduzir a pobreza e os riscos ao meio ambiente. A PAGE é uma das consequências do documento final da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), “O Futuro que Queremos”, que aponta a economia verde como um dos motores do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. “Este é mais um exemplo de como o PNUMA e os parceiros estão implementando as decisões da Rio+20. A PAGE vai catalizar as mudanças em nível nacional, auxiliando países a criar ferramentas econômicas e de gestão para uma transição para uma Economia Verde em diversos setores, incluindo energia limpa e agricultura sustentável”, afirma o Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. “A OIT estima que metade da força de trabalho global – cerca de 1,5 bilhão de pessoas – pode ser favorecida em uma transição para uma economia verde. A PAGE quer reforçar as políticas e oportunidades para que os países avancem nos seus planos para uma economia verde, garantindo a criação de mais e melhores empregos e de benefícios para toda a sociedade”,  disse o Diretor Geral da OIT, Guy Ryder. Esta é a primeira vez que estas quatro agências fazem um esforço conjunto para coordenar suas especialidades e recursos. Nos primeiros dois anos, a PAGE focará sem sete países pilotos, ainda a serem definidos, chegando ao total de 30 nações até 2020.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Rios do Recife sofrem com o acúmulo de lixo deixado pelo folião

Malu SilveiraDo NE10
Os dias de Carnaval passam, a saudade dos foliões fica e, infelizmente, a sujeira também. Além do acúmulo de lixo e resíduos pelas ruas do Recife, outro lugar se torna alvo daqueles que não sabem jogar lixo no lixo: os rios. Apesar do esforço dos orgãos da Prefeitura e do Estado, com mutirões de limpeza e campanhas educativas, alguns pontos do Rio Capirabibe continuam vítimas da falta de conscientização da sociedade. 
Na Rua do Sol, as margens seguem aparentemente limpas

Neste local, não é o rio que sofre, e sim o começo da margem, com o lixo deixado por pessoas que esperam os ônibus nas paradas de coletivos

Na Rua do Sol, no bairro de Santo Antonio, Centro do Recife, bem próximo ao Teatro de Santa Isabel e ao Palácio do Governo - atualmente em reformas - o cuidado com as margens do Rio está, aparentemente, em dia - a maré cheia pode não deixar tão evidente a quantidade de entulhos. Foram poucos os resíduos encontrados, tanto dentro quanto fora do rio. O que preocupa, no entanto, é a quantidade de lixo jogada provavelmente pelas pessoas que esperam os ônibus nas paradas de coletivos, enfileiradas ao longo da Rua do Sol. Já nos entornos da Ponte Nova, no cruzamento com a Rua Floriano Peixoto, o que assusta é a quantidade de lixo acumulado no mangue, a zona de transição entre o ambiente terrestre e marinho, que tanto ilustra o cenário que corta a capital pernambucana. No local, um grande número de comerciantes informais se acumula na margem do rio, e o local onde a sujeira é protagonista fica por trás dos pontos de venda. Na área de manguezal que antecede as margens do rio, muitas caixas de papelão, pneus, garrafas plásticas, embalagens de isopor e entulhos.  
O mangue em frente à Casa da Cultura sofre com o lixo deixado pela população

Para Sônia Rodrigues, 64 anos, o cenário já esteve pior. A aposentada de Belo Horizonte veio pela terceira vez ao Recife para curtir o Carnaval. "Da outra vez que vim, até disse pros meus amigos que Recife é uma cidade linda, mas tinha muita sujeira", relembra. A melhora na limpeza do rio que corta a capital pernambucana é notável. "Dessa vez eu quase não vi sujeira, melhorou muito", completa.
As margens do rio perto da Ponte Nova também seguem aparentemente sem acúmulo de resíduos

O trecho de Manguezal na Avenida Capibaribe, ao lado da Casa da Cultura, ainda no Centro do Recife, também é prejudicado com o depósito de resíduos jogados ali diariamente pela população do entorno. A cena só vai mudando nas margens do Rio Capibaribe na ponte da Rua Velha. No local, quase não foi visto lixo acumulado. 
O que suja muito os rios são os chamados resíduos flutuantes, como as sacolas plásticas

Nas margens do rio na Rua Velha, lixo acumulado, provavelmente, pela população ribeirinha

Outras áreas de manguezal, nas margens do Rio Capibaribe, não acumulam tantos resíduos

Ao longo da Rua da Aurora, uma parte específica chama a atenção pela quantidade de sujeira e abandono. Logo após ao Monumento do Tortura Nunca Mais, em frente a um dos parques da cidade, na entrada de uma área de Manguezal, a quantidade de resíduos espanta não só os transeuntes, mas até os animais que por ali habitam. 
Na entrada do manguezal, o lixo se acumula pela beira do rio

Para o advogado Alberto Duarte, 40, apesar de não circular muito pelo centro da Cidade, é notável o acúmulo de sujeira em diversos pontos. "O que dá pra perceber é que continua a mesma coisa. Não posso quantificar se é mais ou menos do que antes do Carnaval, mas a sujeira existe sim", ressalta. Já a alagoana Maria José, que mora no Recife há mais de 35 anos, o povo contribui para tal situação. "O rio já esteve mais sujo sim, mas a sujeira continua porque o pessoal joga tudo nele". De acordo com a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), responsável pela cuidado das margens e resíduos flutuantes no Rio Capibaribe no Recife, um mutirão de limpeza para a retirada de lixo e entulhos do manguezal que margeia o Rio Capibaribe foi feito antes do Carnaval. No dia 31 de janeiro, 15 garis vasculharam o trecho compreendido entre o cinema São Luis, na Rua da Aurora, a Ponte do Limoeiro. A vegetação de Mangue em frente à Casa da Cultura também foi alvo do mutirão.  A limpeza é programada a cada 45 dias, mas devido ao acúmulo de lixo em diversos pontos, o orgão decidiu enviar na próxima semana uma equipe à Rua da Aurora, nas margens do Rio, para avaliar a necessidade de um período menor de tempo entre as ações de limpeza. Nos dias da folia, o barco Vassourinha do Capibaribe - responsável pela limpeza periódica do rio -  também realizou o recolhimento dos resíduos flutuantes - as conhecidas sacolas plásticas e outros dejetos - no Capibaribe.  A falta de conscientização de muitos cidadãos prejudica não só a estética, fauna e limpeza da Cidade. Em breve, o Rio Capibaribe será mais uma opção de transporte para milhares de pessoas. A obra de dragagem para a navegabilidade do Rio, orçada em R$ 101 milhões, removerá todas as restrições existentes à navegação em 17 quilômetros do Capibaribe, como o lixo, escombros de antigas construções e deve até suprimir parte da vegetação local.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Uma em cada cinco espécies de répteis pode sumir



Durante milênios, os répteis conseguiram viver sossegados nos mais variados habitats terrestres e marinhos do planeta. Não mais. Atualmente, uma em cada cinco espécies de répteis está ameaçada de extinção, segundo um levantamento inédito divulgado hoje pela ZSL - Sociedade Zoológica de Londres -, juntamente com aIUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza.
O estudo, publicado na revista Biological Conservation, é o primeiro de seu tipo a apresentar o estado de conservação de répteis em todo o mundo. Mais de 200 especialistas avaliaram o risco de extinção de 1.500 espécies de répteis, selecionados de forma aleatória.

Segundo a análise, 19% dos répteis do mundo correm risco de extinção. Destas, 12% foram classificadas como espécies “criticamente ameaçadas”, enquanto 41% estão em “perigo” e outros 47% “vulneráveis”. O nível de ameaça permanece particularmente elevado nos trópicos, por causa da conversão do habitat para a agricultura e exploração madeireira.

Outra revelação preocupante é de que o risco de extinção não está igualmente repartido no universo das espécies. Conforme o estudo, 30% do conjunto dos animaisde água doce estão próximos da extinção. As tartarugas de água doce, por exemplo, correm um perigo especialmente elevado (50%), refletindo as altas ameaças que abiodiversidade marinha de água doce enfrenta como um todo.

Foto: Divulgação / IUCN

MP do Ceará quer anulação de acordo que prevê obras no Cocó


O promotor de Justiça Amisterdan de Lima Ximenes, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), entrou nesta quinta-feira (14), com uma ação pedindo a nulidade do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permitiria a construção de prédios na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie), Dunas do Cocó, em Fortaleza. O TAC foi firmado no dia 16 de outubro de 2012 pela Prefeitura de Fortaleza e empresas da construção civil. O termo trata sobre o direito das empresas em executar o projeto Loteamento Jardim Fortaleza. Segundo o TAC, as empresas efetuaram um depósito de R$ 500 mil, como medida compensatória, na conta do tesouro Municipal e, a título de honorários, no valor de R$ 60 mil na conta da Associação dos procuradores da Administração Centralizada do Município de Fortaleza (Apacefor). Como contrapartida, o Município “obrigou-se” a renunciar ao direito de ajuizar qualquer medida judicial que vise à suspensão, revogação ou desconstituição de licenciamentos ambientais e alvarás de construção concedidos. Com a ação, o MP requer à Justiça que seja concedida, em caráter urgente, uma liminar para tornar sem efeito o TAC, determinando o cancelamento, revogação e suspensão de qualquer alvará de construção emitido, bem como que seja determinado o embargo de qualquer obra na Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Dunas do Cocó. Em caso de demora na efetivação da ordem ou descumprimento, seria fixada uma multa diária de R$ 500 mil. Para o promotor Amisterdan de Lima Ximenes, “não anular o presente TAC seria uma chancela do Poder Judiciário à violação do meio ambiente, assumir a responsabilidade por danos ambientais irreparáveis, além de rasgar toda legislação que busca defender e preservar os direitos ambientais”. O Projeto Loteamento Jardim Fortaleza prevê a construção de 20 residenciais afastados 50 metros um do outro, numa área total construível de 115 mil metros quadrados. O perímetro do condomínio está localizado entre as Avenidas Sebastião de Abreu, Padre Antônio Tomás, Antônio Sales e a Rua Magistrado Pompeu.  Equivale a 14 quarteirões e custará, inicialmente, R$ 250 milhões. Na quinta-feira (7), o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJ-CE) havia autorizado o reinício das obras de construção do loteamento Jardim Fortaleza na região do Parque do Cocó. A sentença negou o pedido da Prefeitura Municipal para anular o acordo assinado em 2012 entre a gestão passada e a Associação Cearense dos Empresários da Construção e Loteadores (Acecol), permitindo a continuidade da obra, embargada desde 1999.  A Prefeitura de Fortaleza disse, nesta quarta-feira (13), que vai recorrer da decisão do desembargador Rômulo Moreira de Deus, logo que seja notificada pelo Tribunal de Justiça do Ceará.As obras referentes ao loteamento Jardim Fortaleza estão paradas há mais de 10 anos. Em 1999, a empresa responsável pela edificação obteve liminar com a aprovação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para que a edificação fosse realizada. Mas, após inspeção, a Semace voltou atrás na decisão e não autorizou a obra, levando ao embargo.

Fonte: Portal G1

Chuva deixa árvores derrubadas e carros destruídos na Vila Madalena


A tempestade que caiu na quinta-feira (14) sobre a cidade derrubou dezenas de árvores na região da Vila Madalena, na Zona Oeste, causou quedas de energia e de serviços de TV a cabo, inundou comércios e fez carros serem levados pela enxurrada. Na sexta-feira (15), pelo menos três quipes da equipes da Prefeitura retiravam árvores e limpavam bueiros, e os próprios moradores e comerciantes do bairro se mobilizavam para o bairro voltar à normalidade. Era o caso de bares da Rua Aspicuelta, que passavam por uma limpeza geral. Na Rua Belmiro Braga, a inundação superou 1 metro de altura e entrou em um restaurante. A gerente- financeiro, Andrea Demargos, afirmou que todos tiveram de ficar em cima das cadeiras. Disse ainda que aprendeu que não pode deixar mais o veículo estacionado no local. “Agora vou deixar num estacionamento na Cardeal Arcoverde”, disse. Quase em frente ao estabelecimento, um carro arrastado pela enxurrada estava na calçada. Moradores afirmaram que o veículo foi abandonado após o dono constatar que havia entrado água e que haveria perda total. Na mesma via, uma equipe da prefeitura trabalhava na limpeza de bueiros.Na Rua Horácio Lane, uma árvore caiu e danificou um carro. O barbeiro Joaquim Gonçalves contou que fechou seu comércio na tarde de quinta em razão do vento. Também sofreu com a falta de energia elétrica. “Eu estava raspando a cabeça de um cliente. Pensei que ele iria ficar careca pela metade”, disse. A energia voltou após alguns minutos, segundo o barbeiro. Na manhã desta sexta, porém, moradores do entorno estavam sem TV a cabo por conta de uma árvore que derrubou cabos. Um técnico da Net tentava solucionar o problema. Até a publicação desta reportagem, a Subprefeitura de Pinheiros não havia informado quantas árvores haviam caído na região.

Fonte: Portal G1

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Indústria de Pernambuco fatura 3,8% menos em 2012


Fiepe mostra construção com lucro alto, enquanto empresas já em funcionamento com fortes quedas

 / Foto: Guga Matos/JC Imagem 
A indústria da transformação de Pernambuco está longe do faturamento alto dos megacanteiros de obras. Na verdade, enquanto a construção civil e pesada estão a todo vapor, as empresas já em funcionamento (como fábricas de itens alimentícios, por exemplo) acumularam uma queda de 3,8% no faturamento em 2012, de acordo com pesquisada da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). A pesquisa Indicadores Industriais da Fiepe mostra como 2012 foi ruim para o setor. A massa salarial, o total das folhas de pagamento, subiu 12,9%, algo bom para os trabalhadores. Mas que para as empresas significa um aperto no cintos, já que elas faturaram menos, reduziram em 2% o número de empregos e ainda registraram uma queda de 6,7% nas horas de produção. Por setores, a maior queda veio ramo de produtos metálicos, uma redução de 9,9%, seguido de perto pelos alimentos e bebidas, uma baixa de 5,3%. A principal alta veio de metalurgia básica, com crescimento de 6,5%, e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com avanço de 6,1%.
Fonte: JC

Recife vive colapso de táxi na véspera do Carnaval


O desespero para conseguir um táxi está assustando os recifenses e turistas na véspera do Sábado de Zé Pereira. Uma das operadores consultadas pela reportagem do Jornal do Commercio por volta das 18h informou que não há previsão de tempo de espera para a chegada do veículo e, somente para a área central da cidade, haviam sido registrados naquele momento cerca de 50 pedidos. Uma outra operadora da cidade, demorou seis minutos para atender a ligação da reportagem e a previsão de chegada de um carro era de pelo menos 40 minutos. A atendente informou que a demora se deve à presença de blocos na área central da cidade. A publicitária pernambucana Priscilla Maia desembarcou no Aeroporto Internacional do Recife/Gilberto Fryre por volta das 17h e está à espera de um táxi há mais de uma hora. Ela veio com duas paulistas para brincar o Carnaval. "Nunca passei por uma situção dessa na cidade. Todas as vezes que cheguei aqui sempre houve táxis", disse. Ainda de acordo com Priscilla, um grupo próximo a ela, também vindo de São Paulo e esperando na fila reclamava da demora dos veículos. "Falavam que era um absurdo numa época de festa o Recife não ter capacidade para receber bem os turistas e que, em São Paulo, isso não acontece. Sempre há táxi no aeroporto". Os intervalos de espera entre um carro e outro na Aeroporto do Recife é em média de dez minutos.

Fonte: JC