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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Futuro exige mais que as ISO



ANÁLISE “A entrada de novos investimentos estabelece outro tipo de concorrência”, diz Fátima [foto: Bernardo Soares/JC Imagem]

No dia Mundial do Meio Ambiente, o Jornal do Commercio lança o Especial Sustentabilidade com exemplos de empresas públicas e privadas que em modos diferentes se mostram comprometidas em promover o desenvolvimento sustentável. E isso significa manter as regras do modelo capitalista procurando diminuir os impactos sociais e ambientais. Afinal, só a partir do século 20 fomos perceber que tudo acaba, até aquilo que pensávamos eterno como água que escorre pelas mãos. 

A engenheira química, doutora em engenharia ambiental e sócia da TGI Consultoria em Gestão, Fátima Brayner, diz que do ponto de vista do planejamento estratégico não é possível fazê-lo sem levar em conta os pressupostos do desenvolvimento sustentável. “Pernambuco não é mais aquele Estado de 30 anos atrás, a entrada de novos investimentos estabelece um outro tipo de concorrência”, analisa. 

Na avaliação dela, as empresas de Pernambuco se inserem ainda lentamente na economia verde. As empresas ou começam logo a assumir a responsabilidade dentro desse novo modelo ou estarão perdendo as grandes possibilidades de uma nova forma de desenvolvimento em que vão interagir as dimensões social, econômica e ambiental. 

Para a especialista é preciso ir além da conquista das ISO, por exemplo, condição sine qua non aos negócios. Ela enfatiza que o lugar do futuro não pode ser mais um lugar pró-forma, que obedeça apenas ao estabelecimento da missão, valor, planejamento e matriz Swot (ferramenta utilizada na análise gerencial que responde à equação de potencialidades, fraquezas, oportunidades e ameaças). Consultora de pequenas e grandes empresas, Fátima Brayner explica a importância de corresponder aos padrões de desenvolvimento sustentável exigidos mundialmente pelo mercado globalizado. 

As empresas locais poderão se credenciar para serem fornecedores e fechar parcerias com grandes redes que aportam no Estado, atraídas por benefícios fiscais e pelo crescimento da chamada nova classe média. Essa é a grande motivação para atender à exigência do mercado mundial. Afinal, esses padrões são os mesmos para empresas de qualquer porte ou amplitude de atuação, local ou global. E se o mercado pernambucano não estiver dentro do modelo ficará fora dos negócios, abrindo espaço para empresas de outros Estados assumirem esse lugar. Ou seja, é importante a empresa compreender a macropolítica do desenvolvimento sustentável e aproveitar as oportunidades de crescimento. 

Um bom exemplo dado pela consultora para entender a equação são as condições impostas pelo mercado financeiro na concessão de crédito. Entre as exigências, válidas para empresas privadas ou públicas, está a de serem signatárias de documentos como os Princípios do Equador (conjunto de critérios mínimos para a concessão de crédito, que assegura que os projetos financiados sejam desenvolvidos de forma socialmente e ambientalmente responsável), Agenda 21 ou Pacto Global (programas da ONU). 

Na avaliação da concessão do financiamento internacional, não só a gestão da multinacional deve ser coerente com esses preceitos como os fornecedores também. Ano passado, a grife espanhola Zara amargou queda nas ações com as denúncias de utilização de trabalho escravo de imigrantes bolivianos em oficinas de costura clandestinas que produziam para a marca em São Paulo. 

O exemplo das exigências na concessão de crédito também se aplicam às boas práticas sustentáveis para ganhar pontos numa concorrência, processo licitatório ou pedido de empréstimo. A empresa que mais rapidamente se reposicionar no mercado, estará assegurando seu lugar no futuro.

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