| A cada ano, segundo dados do Sindimóveis-PE, uma média de 600 profissionais tenta a sorte no disputado segmento |
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O setor de venda e aluguel de imóveis novos e usados nunca esteve tão aquecido em Pernambuco como nos últimos três anos. De 2009 para cá, a chegada de novas empresas e investimentos ao estado despertou ainda mais o interesse da atividade. Tanto que, a cada ano, segundo dados do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Pernambuco (Sindimóveis-PE), uma média de 600 profissionais tenta a sorte no disputado segmento.
Há espaço para mais, muito mais profissionais. Ao menos 8 mil profissionais, na avaliação do órgão sobre o déficit de corretores no estado. Atualmente, são cerca de 4 mil cadastrados no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis 7ª Região (Creci-PE). Conhecer os detalhes, as demandas dos clientes e estar atento a tudo que diz respeito ao mercado é meio caminho andado para ser um bom corretor imobiliário.
Marshall Marques, 46, herdou o gosto pela atividade do pai e há cinco anos atua no ramo imobiliário. Ao lado da sócia Maria Eugênia Falcão, fundou a A.Falcão Corretora e diz que a profissão nunca foi tão procurada como agora. “A fase atual é muito positiva, mas para ser um bom corretor, além de conhecer o mercado, é necessário ter uma equipe competente, como um consultor jurídico, despachante e até mesmo um bom relacionamento nos bancos”, ensina.
Marques tem razão. Ainda mais quando se considera que o mercado anda aquecido, mesmo com a elevação dos preços dos imóveis nos últimos meses. O Índice de Velocidade de Vendas (IVV), ferramenta utilizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) para medir a quantidade de imóveis comercializados mensalmente no Grande Recife, é o termômetro desse crescimento nas vendas.
No mês de abril, segundo a associação, o IVV atingiu a marca de 14%, um pouco menor que março. Foram vendidos em 400 e 500 unidades habitacionais no período. “Parece pouco, mas se consideramos um estoque neste mês de 4,5 mil unidades, o resultado foi satisfatório. Parte disso se deve ao trabalho realizado pelos bons corretores, que melhoraram o nível de atuação no estado. A tendência é de cada vez mais o setor se profissionalizar”, atesta Eduardo Moura, presidente da Ademi-PE.
O caminho parece mesmo promissor. Atualmente, um corretor que completa o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI), exigido pela classe para exercer a profissão, e recém-inscrito no Creci-PE, consegue um salário razoável. “Conhecendo um pouco do mercado e concluindo o curso, um corretor iniciante consegue ganhar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por mês. Mas isso varia, pois depende do valor do imóveis. Uma venda bem feita pode render uma comissão gorda”, revela Marques.
Augusto Freitas
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