COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Rússia e Polônia lideram impasse sobre emissões excedentes de gases de efeito estufa na COP18


Brasília – Além das emissões de gases de efeito estufa previstas em função de atividades industriais e econômicas, por exemplo, o mundo pode ter que absorver um excedente de mais de 13 bilhões de toneladas de gás carbônico. O volume de emissões extras vem de uma espécie de sobra dos países desenvolvidos e de economias em transição econômica, como as antigas repúblicas soviéticas e os países do Leste Europeu. Essas economias cumpriram as metas do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto, emitindo menos do que o limite permitido. A margem que conquistaram por ter emitido menos, nos últimos anos, foi resultado da recessão enfrentada por essas economias que reduziu o ritmo das fábricas, mantendo os níveis de poluição atmosférica abaixo do estipulado. A decisão sobre o uso desse excedente a partir de agora tem sido uma das principais preocupações dos observadores brasileiros que acompanham as negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática. A COP18, como é conhecido o evento, reúne, desde o último dia 26, especialistas de mais de 190 países em Doha, no Catar, na busca por soluções para manter a elevação da temperatura do planeta abaixo dos 2 graus celsius (ºC) – valor definido como ideal para reduzir os impactos do aquecimento global, como as enchentes e secas extremas. Há quatro dias, negociadores da Rússia, Ucrânia e Polônia têm pressionado as delegações de outros países para garantir que o uso do excedente dessas emissões seja autorizado para o segundo período do Protocolo de Quioto. O novo tratado deve começar a partir de janeiro do próximo ano, quando expira o prazo das atuais metas que têm sido cumpridas pelos países para reduzir emissões de gases nocivos ao planeta. “Estão jogando duro para poder ‘carregar’ seu excedente para o segundo período”, disse o coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF Brasil, Carlos Rittl, que acompanha as negociações no Catar. Ele destacou que esse movimento tem contribuído para que as metas de redução de emissões de outros países sejam mais “tímidas”. A intenção dos três países é usar o excedente para atingir suas metas ou vender esse excedente para outros países. Do outro lado da mesa, negociadores de países em desenvolvimento e alguns países europeus estão tentando evitar que essa autorização seja um resultado da COP18. “Com a urgência do problema das mudanças climáticas, isso tornaria praticamente impossível evitar que o aquecimento global passe dos 2°C, o que traria consequências catastróficas para todos os países”, explicou Carlos Rittl. O embate em torno dessas emissões mostra como as negociações ainda estão distantes de uma conclusão. Nessa fase da conferência, os especialistas tentam chegar a um texto mais consensual, que será analisado a partir do próximo dia 4 de dezembro por ministros dos quase 200 países representados na COP18. Aliado às polêmicas, o novo tratado não terá o compromisso dos Estados Unidos, do Canadá, da Russia, do Japão e da Nova Zelândia. E a União Européia, que chegou a sinalizar que aumentaria sua meta de redução das emissões em 30%, recuou em função da crise econômica e tem sinalizado a intenção de manter o atual patamar de redução de 20% também para os próximos anos. “O risco maior na negociação é de termos um segundo período muito pouco efetivo em termos de redução de emissões”, avaliou Rittl. “Há muitos riscos nessa negociação, nada de aumento de ambição em metas e em financiamento climático, muitos assuntos sem soluções fáceis. Mas negociação só termina no último minuto”, acrescentou, otimista, lembrando que as negociações ainda prosseguem por mais oito dias no Catar.

 Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Casa da Moeda é multada por despejo de resíduos sem tratamento


Rio de Janeiro – A Casa da Moeda do Brasil (CMB) foi multada em R$ 860 mil por danos ao meio ambiente. De acordo com o Instituto Estadual do Meio Ambiente, a CMB fez despejos de resíduos sem tratamento no Canal de São Francisco, descumprindo termo de licenciamento ambiental. O canal passa pelo Parque Industrial de Santa Cruz, bairro da zona oeste da capital fluminense. A Casa da Moeda informou, por meio de nota, que está providenciando um novo sistema de tratamento que atenda ao crescimento da produção da fábrica. “O processo já foi licitado, com contrato assinado, e a previsão para a conclusão das obras e a operação do sistema é no primeiro semestre de 2013”. A CMB disse ainda que contratou, em caráter emergencial, uma empresa para tratar os efluentes e adequá-los à legislação vigente até o funcionamento do novo sistema. Para a presidenta do Inea, Marilene Ramos, as medidas adotadas pela Casa da Moeda funcionam como atenuante, mas não evitam a aplicação da multa. “Essas medidas não descaracterizam o dano ambiental que eles provocaram. O que poderá ser feito, é que eles podem propor um termo de ajustamento de conduta, onde parte desse valor seja convertido em serviços ambientais," disse. O Inea informou que a CMB ainda pode entrar com um pedido de impugnação para reconsiderar o valor da multa. Mas se for indeferido, terá que quitá-la no prazo de 15 dias.

Edição: Aécio Amado




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Novas imagens mostram redução da área desmatada na Amazônia em outubro, diz ministra

Brasília – Um dia depois de divulgar a menor taxa anual de desmatamento na Amazônia dos últimos 14 anos, o governo antecipou hoje (28) que a derrubada ilegal de árvores na região, no mês passado, ocorreu em 277 quilômetros quadrados (km²). As imagens captadas pelos satélites do Sistema de Monitoramento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam a redução de quase 100 km² de território devastado por infratores ambientais. No mesmo mês de 2011, o crime ambiental atingiu uma área de 386 km². A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afastou os rumores de que o governo brasileiro esteja escondendo o dado no período em que é ocorre a Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, (a COP18) em Doha, no Catar. “Não estamos escondendo os dados, estamos aperfeiçoando as informações sobre o que é corte raso e o que é degradação na Amazônia”, disse. Em agosto deste ano, por exemplo, dos mais de 500 km² desmatados na região, 60% tiveram relação com queimadas. “O Brasil foi aplaudido ontem em Doha, pela taxa histórica de desmatamento [4,6 mil km², a menor área devastada desde o início do monitoramento iniciado em 1988]”, destacou a ministra, ao citar os dados referentes ao período de agosto de 2011 a julho deste ano. Izabella Teixeira reconheceu que os resultados das operações de combate e controle do crime ambiental não significam menos trabalho para os fiscais. “Não estou dizendo que o desmatamento está sob controle. Toda vez que [o desmatamento ilegal] diminui, mais vou ter mais dificuldades”, disse, destacando as novas técnicas usadas pelos criminosos, como camuflagem de tratores usados para a derrubada de árvores nas florestas. Ao divulgar as informações, durante a reunião do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), em Brasília, a ministra cobrou que os estados publiquem decretos proibindo claramente algumas práticas nas florestas, como a do “correntão”, em que dois tratores ligados por uma corrente passam derrubando ilegalmente árvores de uma determinada área. Segundo ela, os fiscais ambientais têm enfrentado dificuldades “na ponta”. “Em períodos de chuva como o de agora estamos vendo novas áreas, que não são áreas tradicionais, sendo alvos de desmatamento”, destacou. Com a cobertura de nuvens, o trabalho de fiscalização, que deveria se antecipar ao crime, tem sido prejudicado. “Ano que vem teremos uma nova família de satélites que vai nos permitir enxergar melhor. Não estamos escondendo dados. Tenho certeza que o Brasil vai acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia”, completou a ministra. Durante a reunião, 11 estados brasileiros assinaram o acordo de adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O sistema vai identificar e mapear as propriedades rurais existentes no país e será usado como base para a recuperação de áreas devastadas pela agricultura.
 
 
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade
 
 

Brasileiros preocupam-se mais com questões sociais, do que com meio ambiente

São Paulo – As questões sociais preocupam bem mais o brasileiro do que as questões ambientais, aponta pesquisa do Programa Água Brasil, apresentada hoje (28) durante a Reviravolta Expocatadores 2012, na capital paulista. Temas como aquecimento global, acúmulo e descarte inapropriado de resíduos e contaminação de rio e mananciais são apontados como principais problemas por apenas 7% dos entrevistados. O estudo sobre o nível de consciência da população sobre práticas sustentáveis foi encomendado ao Ibope. Quando questionados sobre os três principais problemas que afetam o país atualmente, os temas mais recorrentes aos entrevistados foram saúde (70%), desemprego (53%), fome (50%), corrupção (42%) e educação pública (39%). Temas relacionados ao meio ambiente ficaram em penúltimo lugar, perdendo apenas para o item economia global, que foi citado por 2% dos entrevistados. Participaram do estudo 2.002 pessoas em todas as capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado. Para o coordenador de Programa Educação para Cidades Sustentáveis da organização WWF Brasil, Fábio Cidrin Gama, os resultados indicam que será necessária uma grande sensibilização para mudar a atitude do brasileiro em relação ao tema, especialmente no momento em que o país se organiza para implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A pesquisa mostra que há esperança, mas para essa mudança. A gente vai ter que sensibilizar muito toda a sociedade para que as pessoas assumam [a destinação correta do lixo] como um hábito e um dever de cidadão”, destacou. Gama aponta que um dos aspectos mais positivos da pesquisa é a disposição do brasileiro em participar da coleta seletiva. Por outro lado, ele lamenta que ainda haja muito desconhecimento sobre a destinação correta do lixo e sobre o papel que cada um deveria cumprir nesse processo. “Em relação ao símbolo da reciclagem, os brasileiros acham simplesmente que tendo aquele símbolo o material vai ser reciclado”, declarou. O coordenador destaca que para haver o reaproveitamento do resíduo ainda são necessárias muitas etapas, como a própria separação a ser feita pelo consumidor. A pesquisa mostra também que o brasileiro está disposto a assumir outras atitudes sustentáveis, além da coleta seletiva. Cerca de 34% dos entrevistados declararam que abririam mão de determinados produtos mesmo que interferisse na sua comodidade. Percentual semelhante (33%) passaria a exigir aos fabricantes soluções com intuito de que o produto tivesse menor impacto no meio ambiente. Ainda é baixo, no entanto, a quantidade de pessoas (23%) que não comprariam materiais que não fossem recicláveis ou reutilizáveis. Para Severino Lima Júnior, membro do Movimento Nacional de Catadores de Rua (MNCR), a pesquisa destaca o papel do catador de rua na cadeia de reciclagem no Brasil, já que 26% dos entrevistados apontam que eles são os responsáveis pela coleta seletiva. Para metade (50%), ela é feita pelas prefeituras e 12% apontam as cooperativas. “Isso mostra que o modelo adotado no país tem potencial para ser mais exitoso do que outros formatos faraônicos, defendidos por alguns, como a participação de grandes empresas de reciclagem”, defende.

Edição: Denise Griesinger

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O que é a Logística Reversa?


O termo logística reversa não possui uma definição ‘universal’. É considerado bastante apropriado o conceito apresentado pelo  Reverse Logistics Executive Council (RLEC), que define a logística 
reversa como: 
Processo do planejamento, implementação e controle da eficiência e custo do fluxo de matérias-primas, estoques em processo, produtos acabados e as informações correlacionadas do ponto do consumo ao ponto de origem com o propósito de recapturar valor ou para uma disposição apropriada. (RLEC, 2004)
As atividades de logística reversa variam desde a simples revenda de um produto até processos que abrangem inúmeras etapas como: coleta, inspeção, separação, levando a uma remanufatura ou reciclagem. A logística reversa envolve todas as operações relacionadas à reutilização de produtos e materiais, na busca de uma recuperação sustentável. Como procedimento logístico, trata-se também do 
fluxo de materiais que retornam por algum motivo – devoluções de clientes, retorno de embalagens, retorno de produtos e/ou materiais para atender à legislação etc. A logística reversa não trata apenas 
do fluxo físico de produtos, mas também de todas as informações envolvidas nesse processo.Hoje, as definições de logística reversa dependem da companhia, ou do segmento da indústria que define esse conceito. Nas últimas décadas, a atenção dada à logística reversa cresceu bastante pelos mais variados motivos. Inicialmente a atenção a ela provinha de preocupações com meio ambiente e reciclagem, e com o 
passar do tempo, razões econômicas expressas pela competição e pelo marketing tornaram-se grandes 
responsáveis pelo desenvolvimento da logística reversa. O aumento de retornos pode ser facilmente 
notado em indústrias, processos de recall, termos de garantia, serviços de retorno, descarte adequado ao 
final da vida útil, e assim por diante. 

Fonte: Revista Terceiro Setor por Sueli Ferreira de Souza
Especialista em Gestão Estratégica da Logística pela UnG
Sérgio Ulisses Lage da Fonseca
Mestre em Gestao de Negócios pela Unisantos

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mudanças climáticas

As projeções do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC – sigla em inglês) da ONU sobre o aquecimento do planeta foram fundamentais para alertar a sociedade e os governos para a questão.
Segundo os estudos realizados pelo grupo, que reúne cientistas do mundo todo, nos próximos 100 anos poderá haver um aumento da temperatura média global entre 1,8ºC e 4,0ºC. Além disso, o nível médio do mar deve subir entre 0,18 m e 0,59 m, o que pode afetar significativamente a atividade humana e os ecossistemas terrestres. Para se ter uma ideia de como o processo de aquecimento da Terra está acelerado, basta saber que o planeta demorou 10 mil anos para que a temperatura aumentasse 5ºC. Agora pode levar apenas 200 anos para aumentar mais 5°C. 

Marcello Casal Jr/ABr Moradores de grandes cidades sofrem com chuvas e inundações

Com o objetivo de projetar as consequências desse fenômeno para o Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), traçou dois cenários: um pessimista, que estima aumento da temperatura no País entre 4ºC e 6°C, e outro otimista, com alta entre 1ºC e 3°C. As duas projeções apontam para diminuição do volume de chuvas na região Norte, aumento da temperatura no Centro Oeste, seca no Nordeste, aumento de extremos de seca, chuva e temperatura no Sudeste e aumento do volume de chuvas no Sul, mas com alta evaporação por causa do calor, o que afeta o balanço hídrico. “Essas alterações climáticas causam aumento do número de eventos extremos, ou seja, passam a ocorrer mais vezes chuvas fortes, por exemplo, que provocam enchentes e deslizamentos”, afirma o geólogo Eduardo Macedo. “O Brasil tem uma legislação que lida com essa questão, além dos projetos de preservação ambiental”, ressalta a diretora de Mudanças Climáticas do Ministério de Meio Ambiente, Karen Suassuna, referindo-se à Política Nacional sobre Mudança do Clima, que estabelece metas como a redução da emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% até 2020, tendo como base as emissões previstas para aquele ano.

Multidisciplinar
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) possui hoje 13 subprojetos voltados para o estudo das mudanças climáticas, com o objetivo de produzir conhecimento sobre o assunto de uma forma que seja acessível aos tomadores de decisão. Para Paulo Nobre, pesquisador do INCT, as mudanças climáticas afetam a economia, as energias renováveis, o meio ambiente, a saúde. Por isso, o desafio é tratar o tema de forma multidisciplinar, quantificar os efeitos e incorporar as políticas públicas. O geólogo Macedo acredita que é cedo para relacionar os atuais eventos climáticos com o aquecimento global. E alerta: “Diminuir a emissão dos gases não vai fazer o fenômeno parar. Vai demorar mais 100 anos para o planeta voltar ao que era antes. Nós temos que nos adaptar à nova realidade”.

Fonte: Portal Brasil

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lançado edital de duplicação da BR-381 em Minas Gerais


O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o diretor geral do DNIT, Jorge Fraxe, anunciaram na quarta-feira (31/10), em Belo Horizonte, que o edital de licitação para execução das obras de duplicação da BR-381 está disponível. As empresas interessadas em realizar os serviços de adequação de capacidade da via entre a capital mineira e Governador Valadares podem obter o edital nº 654/2012 no sede, ou no site da autarquia federal. A abertura das propostas está prevista para o dia 17 de dezembro. Nesta primeira fase, serão licitados seis lotes pelo Regime Diferenciado de Contratações - RDC, na modalidade empreitada por preço global (menor preço). Conforme previsto na lei 12.462/2011, que instituiu o Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC, o orçamento para as obras é sigiloso, a fim de acirrar a competição entre os participantes da licitação. As obras desta primeira etapa atingem uma extensão de 98 quilômetros. Elas abrangem a construção de nova pista e a restauração da atual, com trechos em pavimento rígido (concreto) e em asfalto . Com a adequação de capacidade, a rodovia ganhará novo traçado eliminando e diminuindo trechos sinuosos. Além disso, serão construídas 36 obras de arte especiais - OAEs (sendo 17 pontes e 19 viadutos, totalizando 3.970 metros); cinco túneis, numa extensão de 2.385 metros; 51 paradas de ônibus; 11 passarelas e quatro passagens inferiores; e implantados 50.500 metros de defensas - equipamento de segurança projetado para garantir desaceleração durante o impacto de veículos. O prazo para execução das obras é de 1.080 dias. O empreendimento integra o Programa de Aceleração do Crescimento -PAC. O trecho a ser duplicado apresenta importância estratégica para a ligação da região Nordeste com a região Sul do país, inclusive com o Cone Sul.
Os lotes em licitação: Lote 3.1 – duplicação do trecho entre o entroncamento com a MG-320 (p/Jaguaraçu) e Ribeirão Prainha (km 288,4 – km 317);
Lote 3.2 – Construção dos túneis no Rio Piracicaba, com 825 metros;
Lote 3.3 – Construção dos túneis de Antônio Dias e Prainha, com 1280 metros;
Lote 4 – duplicação do trecho entre Ribeirão Prainha e o acesso sul de Nova Era (km 317 – km 335,8);
Lote 6 – duplicação do trecho entre o acesso a João Monlevade e o Rio Una (km 356,5 – km 389,5) e construção do túnel do morro Vieira com 280 metros;
Lote 8A – Duplicação do trecho entre o acesso a Caeté (MG-435) até a MG-020 – (km 427 ao km 445).
Mais obras – Na próxima etapa serão licitados os outros cinco lotes de obras (1,2,5,7 e 8B). Além da duplicação de mais 205 quilômetros de pistas, serão construídas 64 obras de arte especiais (17 pontes e 47 viadutos), 20 passarelas, 99 paradas de ônibus e mais 83.300 metros de defensas.

 Mércia Lemos SETOP/MG

Cidades sustentáveis


Estudo inédito no Brasil busca soluções técnicas para melhorar a qualidade ambiental nos grandes centros urbanos está sendo realizado por um grupo de trabalho do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A equipe conta com a participação de técnicos do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),além de representantes da indústria, do setor imobiliário e da sociedade civil. O grupo estuda indicadores adequados e faz a avaliação da capacidade de suporte do ambiente urbano, inicialmente para ambientes metropolitanos, considerando as diferentes realidades presentes nas cidades e biomas brasileiros. O tema tem se mostrado de extrema relevância pelos graves problemas ambientais inerentes a grandes cidades e regiões metropolitanas brasileiras. A situação ambiental apresenta problemas críticos relacionados com a concentração populacional, a redução de áreas verdes, e o aumento de demanda por serviços públicos, como abastecimento, saneamento básico, transportes, educação, segurança e habitação. Como consequência, o quadro provoca poluição, degradação ambiental e a perda de qualidade de vida de seus habitantes. Parte dessas carências é atribuída à rapidez e falta de planejamento do processo de urbanização, aliada à enorme desigualdade social que caracterizou o padrão de desenvolvimento adotado no país. 

GESTÃO AMBIENTAL

“Definir uma lista de critérios ou de recomendações para se administrar melhor a questão de restringir determinados crescimentos e assegurar a qualidade ambiental e de vida, é o propósito maior. Isso pode ser feito em qualquer cidade", explicou João Batista Câmara, representante do Ibama e relator do grupo de trabalho. “Temos no Brasil pequenas cidades com problemas urbanos de regiões metropolitanas. O objetivo é colaborar para a melhoria da gestão ambiental dos ambientes urbanos. O nosso foco inicial são as regiões metropolitanas, porque é onde fica grande parte da população”. A avaliação da capacidade de suporte em ambientes urbanos ainda é pouco desenvolvida, sendo mais comum em áreas naturais, especialmente unidades de conservação. Esse tipo de avaliação é requisito básico na elaboração de planos de manejo. O conceito de capacidade de suporte do meio é o nível de utilização dos recursos naturais ou construídos que um ambiente pode absorver, garantindo-se a sustentabilidade e a conservação de tais recursos e o respeito aos padrões de qualidade ambiental. “Para você ter os recursos naturais e o patrimônio construído utilizados sem perder suas características originais, você tem que ter uma limitação no número de pessoas e ao mesmo tempo mudança de atitudes”, afirmou o relator. O estudo de capacidade de suporte requer a adoção de um conjunto de indicadores ambientais, sociais e econômicos que dê suporte à avaliação da situação real das cidades, da qualidade de vida e do meio ambiente. Implica também na adoção de instrumentos econômicos, tais como a como redução de impostos, incentivos fiscais à empresas recicladoras e incentivos na redução da geração de resíduos que incentivem a recuperação ambiental, o aumento das áreas verdes por habitante. Propõe também a redução da poluição atmosférica, a provisão de energia e alimentos em bases sustentáveis, proteção de mananciais, saneamento ambiental, o planejamento integrado da infraestrutura e serviços públicos, a redução dos fluxos migratórios e o zoneamento ambiental, além da mudanças de atitude do cidadão para padrões de comportamento e de vida mais sustentáveis.


Por RAFAELA RIBEIRO

Seca já afeta preço de energia da indústria e pode chegar ao consumidor


Os efeitos da seca prolongada que castiga várias regiões do país, principalmente nos extremos do Brasil, como o Semiárido nordestino e a Região Sul, ainda pode chegar ao bolso do consumidor. O alerta não recai apenas sobre os preços de produtos afetados pela perda de culturas, como a de grãos, ou os impactos na produção animal. Especialistas temem agora os efeitos desse cenário no preço da energia consumida pelas indústrias e residências. A estiagem deste ano levou autoridades a decretar situação de emergência em mais de mil cidades brasileiras. A explicação está nos atuais níveis dos reservatórios em todo o país, que alimentam as usinas hidrelétricas, geradoras das energias mais baratas. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios no Sudeste estão com apenas 37% da capacidade, enquanto no Nordeste, essa porcentagem chega a 34% e no Norte e Sul, 41%. “Está chovendo pouco, as hidrelétricas estão com os reservatórios baixos e estamos sendo obrigados a gerar energia com térmicas caras”, explicou Paulo Pedrosa, presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Como o volume não é suficiente para atender à demanda do mercado, o sistema busca energia oferecida por outras usinas, como as térmicas a gás, óleo e diesel, que podem custar mais de dez vezes o valor da energia gerada a partir dos reservatórios. O resultado, segundo Pedrosa, já é sentido pelas indústrias que compram direto do mercado livre de energia, como as de aço, alumínio, cimento e produtos químicos. Pelas contas da Abrace, a fatura de novembro para o setor pode chegar a R$ 500 milhões. “O último leilão de hidrelétrica, o de Teles-Pires, ofertou energia de R$ 58 o megawatt-hora. Hoje estamos gerando até com térmicas que custam R$ 1.060”, exemplificou. Segundo ele, quando o reajuste chegar nas distribuidoras de energia, como a Light e a Eletropaulo, o preço será cobrado dos consumidores. Pedrosa destaca que o Brasil tem uma condição especial para produzir energia barata a partir de reservatórios, mas, segundo ele, a situação atual, somada à estiagem prolongada mostra que esse potencial não tem sido aproveitado. “Infelizmente temos usado menos do que poderíamos dessa vocação e temos diminuído a capacidade de reservatórios das hidrelétricas. As últimas [hidrelétricas] construídas têm menos reservatórios. Estamos perdendo a capacidade de armazenar energia quando tinha muita chuva e usar essa energia no período da seca”, afirmou. O presidente da Abrace lembra que a situação deste ano se aproxima da do cenário de 2008 e de 2001, quando ocorreu o racionamento de energia que ficou conhecido como “apagão”. Com a seca atípica deste ano, o volume de chuva, apenas no mês de outubro, no Nordeste atingiu 42% da média, no Norte e Sudeste do país, o nível de chuva não ultrapassou os 65% da média dos meses de outubro. Apesar do cenário ainda pessimista, Pedrosa acredita que a forte chuva que caiu nesta madrugada (1º), em Brasília, pode ser um bom sinal para os próximos dias. “Mas tem que chover um pouco abaixo de Brasília, na área de Minas Gerais. É aquela água que enche os principais reservatórios do Brasil inclusive do Nordeste”, disse. Apesar das perspectivas de reajustes nos preços de energia, Pedrosa afasta qualquer possibilidade de um novo racionamento. “Temos mais recursos hoje. O problema não é um problema de apagão, mas de pagão”, garantiu. “Há problema de preço que afeta a competitividade muito em função desta baixa chuva. Mas não há problema estrutural e o sistema não está em risco nem por falha de razão elétrica nem por falhas de razões energéticas”, acrescentou. 
Fonte: Agência Brasil


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dinheiro será investido em intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e pesquisa ambiental

O governo de Pernambuco e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram, contrato no valor de R$ 920,3 milhões para implantação do Programa de Desenvolvimento da Infraestrutura de Áreas Portuárias, que prevê intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e pesquisa ambiental no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros.

Daniel Huston Vista geral do Porto de Suape: implantação, na década de 80, é uma das responsáveis pela aproximação dos tubarões da praia 
Durante a fase de implantação, as obras deverão criar cerca de 2 mil novos postos de trabalho. Para atração de investimentos e novos negócios, está prevista a terraplenagem, pavimentação, drenagem, iluminação viária e sinalização da Zona Industrial.
O empréstimo  também será utilizado na construção de pontes, viadutos, pavimentação, sinalização e requalificação de vias. Entre as obras previstas estão  a duplicação do Tronco Distribuidor Rodoviário Norte (TDR- NORTE) e a implantação do contorno do Cabo de Santo Agostinho (Via Expressa de Suape). 
O financiamento prevê também a implantação de veículo leve sobre trilhos (VLT) para transporte público de passageiros entre os terminais do Cajueiro Seco e do Cabo de Santo Agostinho (já existentes) até a Estação Rodoferroviária de Massangana (a ser recuperada) no complexo de Suape. Para tanto, serão recuperados a linha férrea, construídas  estações, implantados  viadutos — um ferroviário e um rodoviário — e restaurada uma ponte. 
No porto, será reforçada a proteção do aterro. Os cabeços Norte e Sul da abertura dos arrecifes para acesso ao porto interno também receberão obras de proteção. O porto interno terá áreas dragadas para a futura construção de mais quatro cais (6, 7, 8 e 9). O cais de múltiplos usos passará por uma recuperação estrutural. Também serão realizadas obras de dragagens  no cluster naval, possibilitando a instalação de novos estaleiros. 
A operação contempla ainda a construção, em Suape, do Centro de Tecnologia Ambiental (CTA), um espaço voltado para o estudo, a pesquisa e o cuidado de áreas degradadas,  formação de agentes ambientais e centro de produção de mudas com laboratório.
 “O financiamento é fundamental para que possamos manter os empregos e acelerar investimentos que são importantíssimos para ampliar o movimento de cargas de Suape, viabilizar a indústria naval e a operação da refinaria Abreu e Lima”, afirmou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.


Fonte: Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico 

Plano define logística reversa

O Estado de S.Paulo
 
 
Anunciada em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é resultado de duas décadas de discussões e tem como principais metas o fechamento dos lixões até 2014 e o uso de aterros sanitários apenas para 10% dos resíduos gerados no País, orientadas por planos municipais.
Por meio de acordos setoriais, termos de compromisso e regulamentação específica, o plano estabelece a responsabilidade compartilhada de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. Seis cadeias de produtos têm a obrigação de implementar logística reversa, de forma independente do serviço público: agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

Baixa umidade do ar e calor colocam DF em estado de alerta

Da Agência Brasil


Brasília – O Distrito Federal (DF) está mais uma vez em alerta por causa da baixa umidade do ar e das altas temperaturas. A Defesa Civil decretou terça (30) o estado de alerta. Nos últimos três dias, a umidade relativa do ar variou entre 13% e 16%. Na segunda-feira (29), a umidade chegou ao nível mais baixo do período, com 13%.
O estado de alerta só é decretado quando a umidade fica abaixo de 20% por três dias consecutivos. As altas temperaturas e a falta de chuvas são consequência do veranico, fenômeno climático que acontece entre a primavera e o verão, geralmente no mês de outubro.  
A Defesa Civil recomenda ao brasiliense consumir bastante líquido durante o dia, evitar banhos quentes prolongados, fazer refeições leves e evitar ligar aparelhos de ar-condicionado, que retiram ainda mais a umidade do ambiente. Outra orientação e não fazer exercícios físicos no período entre das 10h às 17 h. As atividades físicas estão suspensas nas escolas públicas do DF entre as 13 h e 17h.  
Em alguns pontos do DF, pancadas de chuva amenizaram ontem (31) o calor hoje. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para hoje (1º) tempo parcialmente nublado, com pancadas de chuva e possíveis trovoadas em áreas isoladas. A umidade relativa do ar deve variar entre 85% e 40%.


Edição: Carolina Pimentel