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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O ano das queimadas no Brasil



Segundo o site Greenpeace Brasil, este é o ano das queimadas no país. O numero de focos de queimadas aumentaram em 100% em relação a 2009. Esse período de baixa umidade em praticamente todo o país é propício para ocorrências de grandes queimadas. Florestas, parques, reservas e inclusive a Amazônia, estão sofrendo com o ar seco.
Naturalmente, acidentalmente ou causados por ações criminosas de pessoas inconseqüentes, os incêndios são responsáveis pela perda de grande parte de nosso patrimônio ambiental, principalmente devido às dificuldades do combate aos focos e às queimadas em determinadas áreas. O estrago causado anualmente não possibilita tempo de recuperação por parte das plantas e animais afetados, provocando o encurralamento das populações animais e vegetais resultando no enfraquecimento genético das espécies.
Esse aumento das queimadas e o ar seco e poluído das grandes cidades brasileiras já romperam os padrões estabelecidos pela OMS, tendo São Paulo com o pior ar e no Mato Grosso a situação mais visível, uma constante nuvem cinza sobre as cidades.
Dentre as áreas de preservação brasileiras o que mais impressiona é o incêndio na Ilha do Bananal no Tocantins, maior ilha fluvial do mundo. 10 mil quilômetros quadrados da ilha foram destruídos, cerca de 45% da área total, que tem 1,916 milhão de hectares.
Flora e fauna a parte, não lembro de ter ouvido falar em nenhum turista vítima de queimadas durante passeios, mas é bom nos precavermos para evitar o envolvimento com o fogo inimigo.
A principal atitude está em tomar o máximo de cuidado com os objetos que podem provocar faíscas, principalmente pontas de cigarro. Esse cuidado consiste não somente em seus pertences, mas também na atenção com as pessoas ao seu redor. Nem todos têm a mesma consciência ambiental e uma atitude simples de colher um lixo alheio no meio da vegetação pode servir de exemplo a muitos.
Quando for acampar procure se estabelecer em um local seguro, evite ficar perto do capim seco onde o fogo possa se alastrar, busque por áreas mais limpas e fique sempre atento a sinais de fumaça. O ideal é ficar próximo de onde se tenha água potável, com solo próprio para fixar e armar a barraca e, no caso de uma eventual chuva, onde aconteça o fácil escoamento da água fluvial. Lembre-se de, sempre que possível, ficar comunicável via celular, pager ou outra ferramenta. É importante deixar avisado a alguém do local onde se vai, se possível com horários de partida e chegada.
A consciência individual é uma forma de pensar e agir pelo coletivo. Nos dias de hoje as ações coletivas em prol do meio ambiente são cada vez mais necessárias. O fato é que o ritmo da destruição está muito acelerado, enquanto o crescimento populacional e a economia pressionam o maior consumo de recursos naturais. A missão de quem tem esse compromisso com a preservação é agir em prol do equilíbrio e educar as futuras gerações para um comportamento mais respeitoso com o equilíbrio do planeta.

Conceitos hidroviários

Hidrovia, aquavia, via navegável, caminho marítimo ou caminho fluvial são designações sinonímicas.

Hidrovia interior ou via navegável interior são denominações comum para os rios, lagos ou lagoas navegáveis. Entrementes, à falta de expressões como hidrovias interiores artificiais, para denominar aquelas que não eram navegáveis e que adquiriram essa condição em função de obras de engenharia, e hidrovias interiores melhoradas, para caracterizar as que tiveram suas condições de navegação ampliadas, usa-se genericamente a expressão hidrovias interiores para designar as vias navegáveis interiores que foram balizadas e sinalizadas para uma determinada embarcação tipo, isto é, àquelas que oferecem boas condições de segurança às embarcações, suas cargas e passageiros ou tripulantes e que dispõem de cartas de navegação. Deve ser observado que balizamento de uma via aquática é entendido como sendo basicamente as bóias de auxílio à navegação, que demarcam o canal de navegação, e como sinalização, as placas colocadas nas margens dos rios para orientação dos navegantes. As cartas de navegação são mapas delimitadores das rotas de navegação. Como existem estradas de rodagem carroçáveis, não pavimentadas, pavimentadas e rodovias, existem rios flutuáveis, de navegação rudimentar, francamente navegáveis e hidrovias. Podemos aproveitar as rodovias para, fazendo um paralelismo, caracterizar alguns conceitos hidroviários, como mostrado; O balizamento das hidrovias corresponde às faixas que são longitudinalmente pintadas nos pavimentos das rodovias;
  • A sinalização de margem das hidrovias pode ser associada às placas que são colocadas às margens das rodovias e que são conhecidas como sinais de trânsito;
  • Como os canais de navegação não são materializáveis e as pistas de rolamento das rodovias sim, as hidrovias requerem cartas de navegação para proporcionar segurança às embarcações;
  • As rodovias são projetadas para um determinado veículo rodoviário, isto é, para um veículo tipo. As pontes são projetadas considerando que esse veículo tipo tenha no máximo " x " toneladas; os vãos sob os viadutos e passarelas ou os túneis, que esse veículo tenha no máximo " y " metros de altura; e assim por diante. Nas hidrovias, o mesmo se sucede com as embarcações tipo.
Mister se faz ressaltar que embarcação tipo é um artifício de projeto e não condicionante à confecção de embarcações, pelo menos no conjunto de suas características. A embarcação tipo é uma abstração que reúne as características para as quais a hidrovia é projetada, ou seja, ela é projetada para um comprimento " x " de embarcação, para uma boca " y " e para um calado máximo " z ", sendo este para a situação de águas mínimas, que concomitantemente definem uma embarcação hipotética chamada tipo. No que se refere às dimensões, pode-se dizer que as embarcações que serão lançadas e que navegarão na hidrovia em voga devem ter no máximo o comprimento e a largura (boca) da embarcação tipo e que, no que alude a calados, em condições de águas mínimas, deve navegar com calado no máximo igual ao da embarcação tipo. Finalizando, cabe informar que existem hidrovias interiores de tráfego apenas diurno e as franqueadas à navegação noturna, em função do tipo de balizamento e de sinalização adotados.
Fonte: Ministério dos Transportes

Quarta semana de agosto fecha com superávit de US$ 392 milhões

Brasília – A quarta semana de agosto, com cinco dias úteis (20 a 26), teve saldo positivo na balança comercial de US$ 392 milhões, com média diária de US$ 78,4 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 9,216 bilhões, com resultado por dia útil de US$ 1,843 bilhão.
As exportações, no período, foram de US$ 4,804 bilhões, com média diária de US$ 960,8 milhões, que é 2% inferior à média registrada até a terceira semana do mês (US$ 980,7 milhões). Houve recuo nas exportações de produtos manufaturados (-8,5%), em razão de quedas, principalmente, em óleos combustíveis, aviões, etanol, polímeros plásticos, laminados planos de ferro ou aço, automóveis de passageiros, e bombas e compressores. Entre os produtos básicos (-1,1%), o declínio foi maior nas vendas de petróleo. Já as exportações de semimanufaturados aumentaram 9,3%, com destaque para os embarques de açúcar em bruto, celulose, ouro em forma semimanufaturada, e borracha sintética e artificial.
Na quarta semana de agosto, as importações foram de US$ 4,412 bilhões, com resultado médio diário de US$ 882,4 milhões. Na comparação com a média até a terceira semana do mês (US$ 816,8 milhões), houve aumento de 8%, explicada, principalmente, pelo crescimento nos gastos com equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras, siderúrgicos, e farmacêuticos.

Mês
Nos 18 dias úteis de agosto, as exportações somaram US$ 17,553 bilhões, com média diária de US$ 975,2 milhões, resultado 14,3% abaixo ao de agosto de 2011 (US$ 1,137 bilhão). Nesta comparação, caíram as vendas nas três categorias de produtos. Entre os semimanufaturados (-27,9%) a redução ficou por conta, principalmente, de ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido, açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, celulose, e alumínio em bruto. Nos básicos (-13%), a queda alcançou, especialmente, minério de ferro, café em grão, soja em grão, carne de frango, e algodão em bruto. Nos manufaturados (-10%), a retração foi verificada, principalmente, em açúcar refinado, automóveis de passageiros, máquinas para terraplanagem, partes de motores de veículos automóveis, motores para veículos automóveis, veículos de carga, e aviões.
Em relação à média diária de julho deste ano (US$ 954,7 milhões), as exportações tiveram aumento de 2,1%, com crescimento nas vendas de produtos básicos (6,4%) e manufaturados (2,1%). Por outro lado, decresceram as vendas de semimanufaturados (-10,8%).
As importações do período chegaram a US$ 15,031 bilhões e registraram média diária de US$ 835,1 milhões. Houve recuo de 13,7% na comparação com a média de agosto do ano passado (US$ 968,1 milhões). Neste comparativo, verificou-se diminuição nas despesas, principalmente, de combustíveis e lubrificantes (-47,6%), instrumentos de ótica e precisão (-16,6%), borracha e obras (-14,1%), equipamentos mecânicos (-13,6%), produtos farmacêuticos (-11,3%), e plásticos e obras (-10,5%).
Na comparação com a média de julho de 2012 (US$ 823,9 milhões), houve aumento de 1,4%, devido a aquisições maiores de adubos e fertilizantes (52,7%), cereais e produtos de moagem (37,1%), farmacêuticos (29,5%), químicos diversos (25,7%), filamentos e fibras sintéticas e artificiais (22,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (21,1%), e veículos automóveis e partes (7,5%).
O superávit em agosto está em US$ 2,522 bilhões (média diária de US$ 140,1 milhões). A média diária do saldo no mês está 17,2% superior a de agosto do ano passado (US$ 169,3 milhões) e 7,1% maior que a de julho deste ano (US$ 130,8 milhões).
A corrente de comércio do mês alcançou US$ 32,584 bilhões (resultado diário de US$ 1,810 bilhão). Pela média, houve queda de 14% no comparativo com agosto do ano passado (US$ 2,105 bilhões) e aumento de 1,8% na relação com julho último (US$ 1,778 bilhão).

Ano
De janeiro à quarta semana de agosto deste ano (165 dias úteis), as vendas ao exterior totalizaram US$ 155,770 bilhões (média diária de US$ 944,1 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2011 (US$ 989,6 milhões), as exportações caíram 4,6%. As importações foram de US$ 143,303 bilhões, com resultado médio diário de US$ 868,5 milhões. O valor está 0,5% abaixo da média registrada no mesmo período de 2011 (US$ 873,1 milhões).
No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial já chega a US$ 12,467 bilhões, com o resultado médio diário de US$ 75,6 milhões. No mesmo período de 2011, o superávit foi de US$ 19,229 bilhões, com média de US$ 116,5 milhões. Pela média, houve diminuição de 35,2% no comparativo entre os dois períodos. A corrente de comércio soma, em 2012, US$ 299,073 bilhões, com média diária de US$ 1,812 bilhão. O valor é 2,7% menor que a média aferida no mesmo período no ano passado (US$ 1,862 bilhão).

André Diniz

Mais de 10,5 milhões de famílias de baixa renda recebem descontos em conta de luz

Têm direito famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa

Mais de 10,5 milhões de famílias brasileiras recebem descontos em suas contas de energia elétrica, com o benefício da tarifa social, divulgou nesta segunda-feira (27) o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Têm direito ao benefício as família inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo federal (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. O salário mínimo em 2012 é de R$ 622,73. O desconto vai de 10% a 65%, dependendo do consumo de energia. “Para consumo de até 30kWh, por exemplo, o desconto é de 65%”, explica o especialista em regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Henrique Tavares.
Para começar a receber o benefício, as famílias já cadastradas no Cadastro Único devem solicitar a tarifa diretamente nas concessionárias de energia elétrica de sua região. Mais informações podem ser obtidas pelos serviços de atendimento aos consumidores das próprias concessionárias, na ouvidoria da Aneel (167) ou, ainda, na ouvidoria do MDS (0800 070 2003).
A Tarifa Social de Energia Elétrica existe desde 2002, mas houve mudanças nas regras para a sua concessão em janeiro de 2010. Antes, o benefício era concedido automaticamente para residências com consumo de até 80kWh, independente da renda familiar.
As regras foram alteradas para que o programa beneficiasse realmente famílias de baixa renda. “Antigamente, quem consumia mais de 80kWh não tinha direito ao benefício. Verificamos que as famílias de baixa renda, por muitas vezes terem mais integrantes na família e eletrodomésticos antigos, consumiam mais energia do que o estabelecido”, disse a coordenadora de Gestão de Processos de Cadastramento do MDS, Ana Gabriela Sambiase.
Embora só em 2012, 1,5 milhão de famílias se tornou beneficiária do programa, Sambiase ressalta que, das 16 milhões de famílias cadastradas no CadÚnico, estima-se que 6 milhões não têm desconto em suas contas de luz.

Telefone Social
Outro serviço direcionado às famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único é o Acesso Individual Classe Especial (Aice), mais conhecido como Telefone Social. Por meio do Telefone Social, uma família de baixa renda poderá pagar, em média, R$ 13,31 pela assinatura de telefone fixo com franquia mensal de 90 minutos para chamadas locais para telefones fixos.
“As concessionárias são obrigadas a instalarem o serviço em localidades urbanas que já disponham do serviço de telefonia fixa para as famílias que atendam aos critérios estabelecidos. Estamos realizando estudos para alavancar o acesso, também, de moradores de áreas rurais”, destacou o gerente de Planejamento e Contratação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ricardo Itonaga, durante a teleconferência.
De acordo com ele, estão sendo atendidas pelo serviço, primeiramente, as famílias cadastradas com renda familiar por pessoa de até 1 salário mínimo. A partir de 8 de junho de 2013, o serviço será oferecido às famílias cadastradas com renda familiar por pessoa de até 2 salários mínimos. Por fim, a partir de 8 de junho de 2014, serão contempladas todas as demais famílias cadastradas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Biomas brasileiros

Um bioma é um conjunto de tipos de vegetação que abrange grandes áreas contínuas, em escala regional, com flora e fauna similares, definida pelas condições físicas predominantes nas regiões. Esses aspectos climáticos, geográficos e litológicos (das rochas), por exemplo, fazem com que um bioma seja dotado de uma diversidade biológica singular, própria. No Brasil, os biomas existentes são (da maior extensão para a menor): a Amazônia, o cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Pampa e o Pantanal.

Biomas brasileiros 

A seguir, conheça cada bioma do Brasil.

Amazônia
Extensão aproximada: 4.196.943 quilômetros quadrados
A Amazônia é a maior reserva de biodiversidade do mundo e o maior bioma do Brasil – ocupa quase metade (49,29%) do território nacional. Esse bioma cobre totalmente cinco Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), quase totalmente Rondônia (98,8%) e parcialmente Mato Grosso (54%), Maranhão (34%) e Tocantins (9%). Ele é dominado pelo clima quente e úmido (com temperatura média de 25 °C) e por florestas. Tem chuvas torrenciais bem distribuídas durante o ano e rios com fluxo intenso.
O bioma Amazônia é marcado pela bacia amazônica, que escoa 20% do volume de água doce do mundo. No território brasileiro, encontram-se 60% da bacia, que ocupa 40% da América do Sul e 5% da superfície da Terra, com uma área de aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados.
A vegetação característica é de árvores altas. Nas planícies que acompanham o Rio Amazonas e seus afluentes, encontram-se as matas de várzeas (periodicamente inundadas) e as matas de igapó (permanentemente inundadas). Estima-se que esse bioma abrigue mais da metade de todas as espécies vivas do Brasil.

Cerrado
Extensão aproximada: 2.036.448 quilômetros quadrados

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul e cobre 22% do território brasileiro. Ele ocupa totalmente o Distrito Federal e boa parte de Goiás (97%), de Tocantins (91%), do Maranhão (65%), do Mato Grosso do Sul (61%) e de Minas Gerais (57%), além de cobrir áreas menores de outros seis Estados. É no Cerrado que está a nascente das três maiores bacias da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em elevado potencial aquífero e grande biodiversidade. Esse bioma abriga mais de 6,5 mil espécies de plantas já catalogadas.
No Cerrado predominam formações da savana e clima tropical quente subúmido, com uma estação seca e uma chuvosa e temperatura média anual entre 22 °C e 27 °C. Além dos planaltos, com extensas chapadas, existem nessas regiões florestas de galeria, conhecidas como mata ciliar e mata ribeirinha, ao longo do curso d’água e com folhagem persistente durante todo o ano; e a vereda, em vales encharcados e que é composta de agrupamentos da palmeira buriti sobre uma camada de gramíneas (estas são constituídas por plantas de diversas espécies, como gramas e bambus).

Mata Atlântica
Extensão aproximada: 1.110.182 quilômetros quadrados

A Mata Atlântica é um complexo ambiental que engloba cadeias de montanhas, vales, planaltos e planícies de toda a faixa continental atlântica leste brasileira, além de avançar sobre o Planalto Meridional até o Rio Grande do Sul. Ela ocupa totalmente o Espírito Santo, o Rio de Janeiro e Santa Catarina, 98% do Paraná e áreas de mais 11 Unidades da Federação. Seu principal tipo de vegetação é a floresta ombrófila densa, normalmente composta por árvores altas e relacionada a um clima quente e úmido. A Mata Atlântica já foi um dos mais ricos e variados conjuntos florestais pluviais da América do Sul, mas atualmente é reconhecida como o bioma brasileiro mais descaracterizado. Isso porque os primeiros episódios de colonização no Brasil e os ciclos de desenvolvimento do país levaram o homem a ocupar e destruir parte desse espaço.

Caatinga
Extensão aproximada: 844.453 quilômetros quadrados

A Caatinga, cujo nome é de origem indígena e significa “mata clara e aberta”, é exclusivamente brasileira e ocupa cerca de 11% do país. É o principal bioma da Região Nordeste, ocupando totalmente o Ceará e parte do Rio Grande do Norte (95%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%), da Bahia (54%), de Sergipe (49%), do Alagoas (48%) e do Maranhão (1%). A caatinga também cobre 2% de Minas Gerais. A Caatinga apresenta uma grande riqueza de ambientes e espécies, que não é encontrada em nenhum outro bioma. A seca, a luminosidade e o calor característicos de áreas tropicais resultam numa vegetação de savana estépica, espinhosa e decidual (quando as folhas caem em determinada época). Há também áreas serranas, brejos e outros tipos de bolsão climático mais ameno.
Esse bioma está sujeito a dois períodos secos anuais: um de longo período de estiagem, seguido de chuvas intermitentes e um de seca curta seguido de chuvas torrenciais (que podem faltar durante anos). Dos ecossistemas originais da caatinga, 80% foram alterados, em especial por causa de desmatamentos e queimadas.

Pampa
Extensão aproximada: 176.496 quilômetros quadrados

O bioma pampa está presente somente no Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território do Estado. Ele constitui os pampas sul-americanos, que se estendem pelo Uruguai e pela Argentina e, internacionalmente, são classificados de Estepe. O pampa é marcado por clima chuvoso, sem período seco regular e com frentes polares e temperaturas negativas no inverno. A vegetação predominante do pampa é constituída de ervas e arbustos, recobrindo um relevo nivelado levemente ondulado. Formações florestais não são comuns nesse bioma e, quando ocorrem, são do tipo floresta ombrófila densa (árvores altas) e floresta estacional decidual (com árvores que perdem as folhas no período de seca).

Pantanal
Extensão aproximada: 150.355 quilômetros quadrados

O bioma Pantanal cobre 25% de Mato Grosso do Sul e 7% de Mato Grosso e seus limites coincidem com os da Planície do Pantanal, mais conhecida como Pantanal mato-grossense. O Pantanal é um bioma praticamente exclusivo do Brasil, pois apenas uma pequena faixa dele adentra outros países (o Paraguai e a Bolívia). É caracterizado por inundações de longa duração (devido ao solo pouco permeável) que ocorrem anualmente na planície, e provocam alterações no ambiente, na vida silvestre e no cotidiano das populações locais. A vegetação predominante é a savana. A cobertura vegetal original de áreas que circundam o Pantanal foi em grande parte substituída por lavouras e pastagens, num processo que já repercute na Planície do Pantanal.

Fontes: IBGE

Trabalhar no trânsito de SP causa mais danos à saúde, diz estudo

Cientistas da USP avaliaram 81 profissionais para ver como poluição os afeta.
Problemas nos olhos atingiram cerca de 90% deles, diz professora.


Dezenas de veículos parados em dia de trânsito em São Paulo; poluição afeta mais quem trabalha no tráfego (Foto: Raul Zito/G1)

Taxistas, fiscais da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e pessoas que trabalham diariamente no trânsito de São Paulo estão mais expostas a problemas de saúde, segundo um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP (Universidade de São Paulo).
Pesquisadores do laboratório, ligado à Faculdade de Medicina da USP, monitoraram 81 trabalhadores do trânsito paulistano (57 taxistas e 24 fiscais de tráfego da CET) por dois anos para medir os efeitos da poluição no organismo. Cerca de 90% deles tiveram ardor e queimação nos olhos, além de alteração na composição das lágrimas e outros problemas, afirma Maria Lúcia Bueno Garcia, professora de medicina da USP e uma das responsáveis pelo estudo.
"Em quase todos eles encontramos sintomas oculares, ardor, queimação, latejamento. Eles tinham a pele seca, tosse e uma cor de catarro mais escura, além de obstrução nasal", diz a professora. "A lágrima produzida por esses indivíduos têm menos proteção para o olho, pela presença em menor grau de uma proteína de defesa."
Câncer
Também foi identificada alteração nos micronúcleos das células da boca dos pesquisados. O problema aumenta a propensão a mutações genéticas e facilita o aparecimento de câncer, de acordo com a pesquisadora.
Cerca de 80% dos pesquisados relataram problemas na mucosa do nariz, como inflamação e obstrução nasal, afirma Maria Lúcia.
Com relação à pressão, cada um dos indivíduos recebeu um aparelho que fazia medições de 15 em 15 minutos. Segundo a professora, a maioria deles apresentou pressão mais alta que o comum.
Agente da CET fiscaliza passagem de veículos na Marginal Tietê, em São Paulo (Foto: G1)Agente da CET fiscaliza Marginal Tietê, em SP
(Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/AE)
Foram encontrados problemas vasculares nos trabalhadores, segundo a docente da USP. "Nesses indivíduos expostos à poluição, os vasos sanguíneos tem mais dificuldade de abertura, ficam mais fechados do que o normal", diz ela. O problema é um fator de predisposição para a arteriosclerose, doença que se caracteriza pelo endurecimento da parede das artérias.
O estudo avaliou a saúde de dois indivíduos por semana durante quatro dias úteis, o que totalizou oito avaliados por mês, segundo a pesquisadora. Os trabalhadores passaram pelo monitoramento mais de uma vez ao longo da pesquisa. "A avaliação ocorria durante o dia de trabalho, justamente para pegar o momento de maior contato com a poluição", afirma Maria Lúcia.
Capitaneada pelo professor de medicina da USP Paulo Saldiva, a pesquisa contou com a participação de cientistas da Universidade Harvard, dos EUA, e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Os dados ainda não foram publicados porque ainda estão sendo feitas análises, diz Maria Lúcia.
Táxi elétrico em ponto na Avenida Paulista de São Paulo (Foto: Letícia Macedo/G1)
Táxi elétrico que não emite poluentes em ponto na
Avenida Paulista (Foto: Letícia Macedo/G1)
Importante, mas insuficiente
Na avaliação da pesquisadora, as medidas adotadas pelo poder público para melhorar o ar da capital paulista até agora foram importantes, mas não suficientes para evitar problemas de saúde das pessoas que estão todos os dias nas ruas.
"Apesar de a poluição ter diminuído, o número de veículos está crescendo", afirma a pesquisadora. "Os controladores de tráfego [da CET] trabalham nos corredores e ficam andando, então eles respiram mais rápido e inalam mais poluição."
A pesquisadora pondera que a poluição e a consequente incidência de problemas de saúde depende do dia e da época do ano. "Isso varia de sazonalidade. Com a chuva melhora, mas com o clima seco a poluição aumenta. Então depende do clima e depende do dia", diz ela.

Rafael Sampaio Do Globo Natureza, em São Paulo

Mercado reduz projeção de crescimento da economia do Brasil para 1,73% em 2012

RIO DE JANEIRO - O mercado financeiro reduziu sua projeção para o crescimento econômico do Brasil neste ano para 1,73%, contra 1,75% da semana passada, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. Esta é a quarta semana consecutiva que os economistas das instituições financeiras, consultados pela pesquisa Focus do Banco Central, revisam a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB). Se as previsões de mercado forem confirmadas, o Brasil registrará seu menor crescimento desde 2009 (-0,6%). Os analistas, no entanto, mantiveram em 4% a projeção para o crescimento da economia em 2013. Os especialistas atribuem a desaceleração da economia ao mau desempenho da indústria, o setor mais afetado pela crise econômica internacional, que diminuiu a demanda no exterior e a competitividade e encareceu o crédito. O mercado prevê que a indústria fechará o ano com uma retração de 1,55%, frente à contração de 1,2% esperada há uma semana. Os economistas consideram que a produção das fábricas só será recuperada no próximo ano, quando o setor registrará um crescimento de 4,5%. O Governo, que no começo do ano esperava um crescimento de 4,5%, admite que o resultado será inferior a 3%. As autoridades anunciaram, nos últimos meses, várias medidas de estímulo aos setores mais afetados pela crise, principalmente de redução de impostos sobre a produção e dos custos trabalhistas. Entre as medidas, destacam o plano de concessões ao setor privado de R$ 133 bilhões, anunciado há duas semanas, que prevê a construção e ampliação de 7.500 quilômetros de estradas e de 10.000 quilômetros de ferrovias. O mercado também voltou a revisar, pela sétima semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2012, que passou de 5,15% a 5,19%. A previsão da inflação para 2013 foi mantida em 5,5% pela nona semana seguida. Ambas as projeções situam a inflação dentro da meta oficial de 4,5% anual, embora esse objetivo admita uma margem de tolerância de dois pontos percentuais, permitindo que o índice chegue a 6,5%.

Fonte: Agência EFE

Governo prepara para setembro plano com medidas de concessão de portos e aeroportos

Daniel Lima*
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo prepara para setembro as medidas de concessões de portos e aeroportos, segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Os detalhes do plano ainda estão sendo fechados pelos ministros do setor e também por técnicos e especialistas. Ao mesmo tempo, um grupo de autoridades viaja para a Europa em busca de informações de modelos em vigência considerados bem-sucedidos.
Figueiredo disse que amanhã viaja para Alemanha, Bélgica e França uma comitiva do Brasil formada pelos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), José Leônidas Cristino (Portos), Wagner Bitencourt (Secretaria de Aviação Civil) e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Luciano Coutinho. “Iremos pegar boas referências”, disse Figueiredo, referindo-se aos modelos de concessão.
No último dia 15, a presidenta Dilma Rousseff lançou o plano de concessões de estradas e ferrovias, que pretende investir R$ 133 bilhões em 25 anos. O Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias, lançado pela presidenta, tem o objetivo de estimular maior participação da iniciativa privada nos investimentos de infraestrutura no país. No total, serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias.
Para os próximos 25 anos, os investimentos vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão aplicados nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido alcançará R$ 42 bilhões e para as ferrovias o programa de investimentos soma R$ 91 bilhões. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, está prevista a duplicação dos principais trechos rodoviários do país e a expansão da malha ferroviária brasileira.

*Colaborou Renata Giraldi
Edição: Talita Cavalcante

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Internacional

O Brasil apresenta expressivo crescimento no comércio internacional do agronegócio, consolidando sua posição como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos para mais de 200 países. A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) atua na elaboração propostas para negociações de acordos sanitários e fitossanitários e analisa deliberações relativas às exigências fitossanitárias que envolvem assuntos de interesse do setor agropecuário brasileiro.
Seus representantes têm entre as atribuições intermediar conversas em fóruns bilaterais e multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Codex Alimentarius. Além disso, acompanham e participam das decisões tomadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e atuam diretamente em negociações no âmbito do Mercosul, Outra atribuição da SRI é articular ações relacionadas à promoção dos produtos e serviços do agronegócio para estimular a sua comercialização externa, consolidando a imagem do Brasil como provedor de alimentos seguros e de qualidade. Para isso, periodicamente,o ministério organiza, em parceria com outros órgãos de governo, como o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex). Na esteira dos bons negócios e sob a coordenação do Mapa, companhias de diversos setores do agronegócio participam anualmente de feiras e eventos em países como Emirados Árabes, Indonésia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Vietnã e Rússia.
Para os interessados em acompanhar o desempenho do intercâmbio comercial de produtos agropecuários, a secretaria consolida, mensalmente, a Balança Comercial do Agronegócio, com os resultados das exportações, importações, saldo do setor e os principais destinos e origens. Os dados são disponibilizados on-line, no site do Ministério da Agricultura.

Abertas inscrições do Vestibular 2012.2 para educação a distância da UFPE

Estão abertas, a partir desta segunda-feira (27), as inscrições para o Vestibular 2012.2 para os cursos de graduação a distância da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). São oferecidas 1.020 vagas, distribuídas em três cursos; no ato de inscrição, que segue até dia 6 de setembro, o candidato deve optar por apenas um curso e indicar a ordem de preferência por polo de apoio presencial. As provas do processo seletivo serão aplicadas em única etapa, no dia 23 de setembro, das 13h às 18h.
As opções são Licenciatura em Letras/Língua Portuguesa – 300 vagas; Licenciatura em Letras/Língua Espanhola – 420 vagas; e Licenciatura em Matemática – 300 vagas. Já o exame constará de redação e de questões objetivas do tipo múltipla escolha, com cinco alternativas para resposta, e duas questões discursivas destinadas aos candidatos ao curso de Licenciatura em Língua Espanhola. As provas terão caráter eliminatório e classificatório. Elas serão aplicadas, de acordo com a preferência do candidato, em uma das seguintes localidades: Garanhuns, Limoeiro, Pesqueira, Recife, Surubim, Tabira, Trindade e Petrolina. O valor da inscrição é de R$ 70,00 e o pagamento deve ser realizado por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), exclusivamente nas agências do Banco do Brasil.
Pode solicitar incentivo de 50% na nota do Vestibular o candidato que trabalha como docente na rede pública de ensino de Pernambuco, municipal ou estadual, atuando como professor sem titulação, com regência em uma das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e/ou Literatura de Língua Portuguesa, Língua Espanhola ou Matemática. Para efetivamente ser beneficiado pelo incentivo, o candidato deverá apresentar, no ato da matrícula, documentos comprobatórios do cumprimento dos requisitos, conforme disposto no manual do processo seletivo.
SERVIÇO
Inscrição para Vestibular 2012.2 para cursos de educação a distância da UFPE
Desta segunda-feira (27) até 6 de setembro
R$ 70

http://www.covest.com.br/

Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe-Alagoas



A Petrobras comprovou a ocorrência de petróleo e gás de boa qualidade em águas ultra profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas. Essa bacia é operada pela estatal que detém 100% da participação.

A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço informalmente conhecido como Moita Bonita e situado em águas onde a profundidade é de 2.775 metros.
Localizado a 85 km do município de Aracaju (SE), o poço está a cerca de 35 quilômetros a sudoeste de onde foi perfurado o poço 1-SES-158, que revelou a primeira descoberta significativa de gás em águas ultra profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas.
A partir da profundidade de 5.070 metros foi verificada uma coluna de hidrocarbonetos (petróleo e gás) de cerca 300 metros, dos quais 52 metros são formados por arenitos porosos portadores de petróleo leve, gás e condensado.
A Petrobras dará continuidade aos estudos da área, incluindo a análise dos dados de rocha e fluido obtidos nesse poço, com objetivo de apresentar o Plano de Avaliação de Descoberta para a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Minha Casa, Minha Vida tem 1 milhão de moradias construídas, diz presidenta

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que o Programa Minha Casa, Minha Vida atingiu a marca de 1 milhão de casas e apartamentos construídos. Além disso, desde o início de 2011 até agosto deste ano, foram contratadas 860 mil novas moradias, segundo ela. A meta do governo é contratar 2,4 milhões de residências até 2014, com uma estimativa de investimentos de R$ 150 bilhões.
“Investir em moradia digna para a população é investir na proteção e na segurança das famílias. A casa própria contribui para que as famílias tenham uma vida melhor, para que as crianças e os jovens se sintam protegidos, para que os laços familiares e as amizades se desenvolvam, para que as famílias construam um lar”, ressaltou.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que o Minha Casa, Minha Vida atende a famílias de três faixas de renda – até R$ 1,6 mil ao mês, entre R$ 1,6 mil e R$ 3,1 mil ao mês e de R$ 3,1 mil a R$ 5 mil. Ela destacou que o programa auxilia também famílias que vivem em encostas de morros, na beira de córregos e em palafitas construídas sobre mangues e igarapés, que sofrem com deslizamentos e enchentes.
“Toda casa, para ser construída, precisa de cimento, tijolo, areia, fios, torneiras, cerâmica, tinta e outros materiais. Para fornecer esses materiais, as indústrias de todo o país têm de contratar mais trabalhadores e aumentar a produção de suas fábricas”, disse. “Minha Casa Minha Vida ajuda toda a população do Brasil, porque faz a roda da economia brasileira girar”, destacou.

Edição: Talita Cavalcante

domingo, 26 de agosto de 2012

Programas de logística reversa já são desenvolvidos por 60 das 100 maiores empresas do país

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Sessenta das 100 maiores empresas do país já desenvolvem alguma atividade relacionada à operação de logística reversa (prevê o recolhimento e descarte pelo fabricante do resíduo pós-consumo), segundo pesquisa divulgada em 22 de agosto, no 18º Fórum Internacional de Logística, no Rio de Janeiro. De acordo com o levantamento, 40% ainda não têm programas com esse objetivo.
A pesquisa foi feita pelo Instituto de Logística e Supply Chain (cadeia de fornecimento), que é o Instituto Ilos. A instituição se dedica à geração de conhecimento e soluções em logística e é liderado por Paulo Fleury, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“O fato de essas grandes empresas já terem alguma atividade mostra uma predisposição em cumprir o que determina a lei”, analisou a consultora do Instituto Ilos e responsável pela pesquisa, Gisela Sousa, em entrevista à Agência Brasil. De cada dez entrevistados, seis apontaram a lei como principal motivação para implantar a logística reversa.
A consultora ressalvou, porém, que embora a maioria das empresas já desenvolva alguma atividade referente ao recolhimento e descarte de material no pós-consumo, em atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), nem todas estão no mesmo estágio. “Estão com alguma atividade mas não necessariamente é uma atividade muito representativa”.
Cerca de 70% das consultadas querem gastar, “no máximo”, R$ 400 mil por ano para fazer uma operação de logística reversa, revelou Gisela Sousa. Ressaltou que a maior parte das companhias está preocupada com a questão da imagem. Têm a consciência que, atualmente, deixar de fazer alguma coisa associada às áreas ambiental e social pode ter um impacto direto na sua imagem institucional.
Segundo ela, muitas empresas veem a questão da sustentabilidade como uma forma de ganhar mercado, além da conscientização em relação à preservação do meio ambiente. “Se você vai olhar para o futuro, não tem como deixar de lado a questão da sustentabilidade, porque isso tem sido cada vez mais relevante para os novos consumidores”. Dentro desse contexto, os maiores motivadores para realizar um trabalho de logística reversa de resíduos são a marca e o aumento das vendas. “As empresas já encaram isso como uma necessidade, uma solicitação do próprio consumidor”.
Entre os principais obstáculos apontados pelas empresas para investirem na logística reversa, está o da questão geográfica. Alegam que como o consumidor está espalhado pelo país, isso dificulta um pouco a operação e eleva custos, em razão da baixa escala de transporte. A necessidade de instalação de pontos para a coleta do resíduo foi apontada como barreira por 53% das companhias consultadas. Para 45%, falta mais apoio governamental para a coleta seletiva.
Gisela Sousa declarou ainda que os detalhamentos da implementação das medidas de logística reversa serão definidos nos editais previstos para serem publicados entre novembro e dezembro próximos, a partir da assinatura dos acordos setoriais com o governo.
O estudo mostra que nem todas as empresas fazem um trabalho de coleta de resíduos que envolva a participação do consumidor brasileiro. Somente 23% das empresas pesquisadas disseram ter iniciativas de coleta que incluem o público. Em 42% das companhias, os materiais são coletados no varejo, enquanto 27% instalam pontos de coleta em suas próprias dependências.
A reutilização dos resíduos na produção é considerada uma operação positiva por 21% das companhias, devido à redução de custos. Já 17% se revelam motivadas pela perspectiva de aumento da receita. Ainda de acordo com a pesquisa, menos de 40% das indústrias que operam no Brasil têm um setor responsável pela logística reversa dos resíduos no pós-consumo.

Edição: Aécio Amado

CNA aconselha cautela aos sojicultores que vão ampliar área de cultivo

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil deve colher pouco mais de 81 milhões de toneladas de soja na safra agrícola 2012/2013, que começará a ser plantada no mês que vem para colheita no início de 2013. Será um acréscimo de 23% em relação às 65,5 milhões de toneladas da safra anterior, impulsionado pela alta de mais de 100% do produto. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entretanto, adverte que os preços não devem se manter.
A alta da soja no mercado mundial é provocada pela seca no Meio-Oeste norte-americano, de acordo com o vice-presidente de Finanças da CNA, José Mário Schreiner. Ele adverte, porém, que “é preciso muita cautela na hora de dimensionar o aumento da área a ser plantada com soja para aproveitar o bom momento de preços internacionais da soja”, uma vez que a tendência é de recuperação da produção dos Estados Unidos.
Além do mais, o dirigente disse que a elevação de preços em decorrência da quebra de safra norte-americana já aconteceu e pode até se sustentar até a próxima colheita brasileira, mas a safra brasileira que virá maior concorrerá para possível redução de preços, juntamente com maior safra também na Argentina – terceiro maior produtor mundial.
A redução de colheita nos EUA é extensiva também ao milho, cuja produção foi de 313,9 milhões de toneladas na safra passada, e o próprio Departamento de Agricultura (Usda, na sigla em inglês) estima quebra em torno de 40 milhões de toneladas. Situação que também favorece o produtor brasileiro, que na safra 2011/2012 colheu 69 milhões de toneladas, para consumo interno de 54 milhões de toneladas. Do excedente, dois terços foram exportados e o resto entrou na composição de estoques oficiais.
A cotação internacional, fixada pela Bolsa de Chicago, também aumentou no caso do milho. Só que, de forma mais modesta, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O preço histórico do milho deveria custar entre R$ 23 e R$ 26 nesta época do ano, mas já ultrapassa R$ 35 em algumas regiões do país, em decorrência da seca nos EUA. Apesar disso, o agricultor brasileiro priorizou o aumento da área de cultivo para a soja, enquanto as lavouras de milho serão mantidas no mesmo patamar.
A alta dos preços de commodities agrícolas já fortaleceu a carteira de encomendas externas de fertilizantes e pressionou um pouco os preços de alimentos agropecuários no mercado interno, com repercussão no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A elevação dos preços de soja e milho, muito utilizados na ração de animais e aves, aumentou os custos de produção de suínos e frangos em mais de 30%, depois da seca no Meio-Oeste dos EUA.
A pressão inflacionária, no caso brasileiro, só não é maior porque nossa produção de soja e de milho garante o abastecimento interno e ainda sobra para exportações, segundo Schreiner. O país, entretanto, sempre sofre influências de fora porque a produção de etanol de milho, nos EUA, tem sido o principal fator de formação de preços do milho, da soja e do trigo. Além disso, particularmente o mercado de grãos de soja é balizado pela China, que absorveu 57 milhões de toneladas (64%) de todas as exportações do produto no ano passado.

Edição: Davi Oliveira

Para combater a desigualdade, o caminho é a educação básica, não a reserva de vagas em universidades

O critério racial fere a isonomia. Que os militantes da causa negra não se iludam: projeto das cotas não passa de cortina de fumaça

Gustavo Ioschpe
O ERRO DAS FEDERAIS - Primeiro eles avacalham as próprias instituições, depois reclamam quando os outros querem fazer demagogia com elas

O ERRO DAS FEDERAIS - Primeiro eles avacalham as próprias instituições, depois reclamam quando os outros querem fazer demagogia com elas (André Dusek/AE)
Não fosse o componente racial no projeto de lei aprovado pelo Congresso - que destina 50% das vagas das universidades federais a alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas, a ser distribuídas respeitando a divisão racial de cada estado -, eu poderia dar-lhe o benefício da dúvida. Com o componente racial, sou contra
A família do meu pai chegou ao Brasil, com uma mão na frente e outra atrás, no começo do século XX. A da minha mãe aportou aqui fugindo do nazismo. Em ambos os casos, portanto, muito depois da abolição da escravidão. Caso a lei das cotas raciais e econômicas nas universidades federais seja sancionada, fico imaginando o que eu - e milhões de brasileiros com histórico parecido - diria ao meu filho se ele fosse excluído de uma vaga em universidade federal em benefício de um negro ou indígena com pior desempenho acadêmico. Não haveria o que dizer. Pessoalmente, acredito que o critério racial fere a isonomia, que é a base da democracia, e tisna o republicanismo com sectarismo. Racismo sempre é ruim, tanto o movido por ódios quanto o por intenções nobres. Espero que os militantes da causa negra não se iludam: esse projeto não é uma grande vitória, mas uma cortina de fumaça. Em primeiro lugar, porque o racismo brasileiro não é causado por políticas governamentais que precisam ser revertidas, como era o caso americano, mas sim por atitudes de foro íntimo de uma parte dos nossos concidadãos. A concessão de cotas não mudará esse preconceito e corre-se o risco de exacerbá-lo. E, segundo e mais importante, porque o efeito dessa lei não passa de migalha. Reportagem da Folha de S.Paulo calculou que o número de vagas reservadas nas universidades federais aumentaria em 70 000 com as cotas. A maneira de tirar milhões de negros da privação é melhorando a qualidade do ensino básico.
Não fosse o componente racial no projeto de lei aprovado pelo Congresso - que destina 50% das vagas das universidades federais a alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas, a ser distribuídas respeitando a divisão racial de cada estado -, eu poderia dar-lhe o benefício da dúvida. Com o componente racial, sou contra.
Há bons argumentos favoráveis e bons argumentos contrários à concessão de cotas a alunos da rede pública de ensino, sem discriminação por raça. Os favoráveis: a medida aumenta o acesso de alunos de baixa renda à universidade, promovendo equidade social. Também pode fazer com que pais da classe média baixa tirem seus filhos de escolas particulares e os matriculem em escolas públicas. A pesquisa sugere que esse público de maior renda e instrução deverá gerar melhoria de qualidade na escola pública. Os argumentos contrários: além de ferir a meritocracia, o que conceitualmente é lamentável para uma instituição de ensino, a chegada de alunos despreparados às universidades federais poderia ameaçar sua qualidade, acabando com boa parte da pouca pesquisa que o país produz.
O tempo dirá se os efeitos negativos vencerão os positivos. É uma questão mais empírica do que opiniática. Se essa lei for mais um prego no caixão das universidades federais, é importante notar que o eventual óbito terá sido caso de suicídio assistido, não assassinato. Agora reitores e professores protestam contra essa lei específica, mas as sementes do mal foram plantadas por eles. Porque nas últimas décadas as universidades federais se protegeram tanto, amealharam tanto dinheiro dando tão pouco em troca à sociedade, que hoje não têm mais autoridade para esperar que essa sociedade as proteja.
A marcha da insensatez começou com o artigo 207 da Constituição, que declara a “indissociabilidade entre ensino e pesquisa” nas universidades. Já seria estranho ter uma lei qualquer defendendo que o separável é, em realidade, inseparável, mas consagrar isso na Constituição do país é estapafúrdio. O resultado prático dessa lei é que 90% dos professores das federais são remunerados como se fossem pesquisadores em tempo integral, o que a grande maioria não é. Se quase todos são tratados assim sem que precisem produzir pesquisa, obviamente há pouco incentivo para que se faça pesquisa de ponta. A maioria dessas instituições é pouco produtiva. No ranking mundial de universidades do Times londrino, não há nenhuma universidade federal entre as 400 melhores do mundo. Ainda há grandes professores e pesquisadores, mas as universidades federais exigem que toda a rede seja tratada de forma homogênea, gerando dupla injustiça: não valoriza os que merecem e sobrevaloriza os que nada ou pouco produzem. Esses últimos ainda fazem greves, como a de agora. Essa estrutura torna o custo das universidades federais estratosférico: seu aluno custa quase seis vezes mais do que o aluno do ensino fundamental, o mais caro entre todos os países medidos. Finalmente, as federais resistiram e continuam resistindo a planos de expansão de vagas. Fazer universidades novas em zonas desprestigiadas pode, mas aumentar agressivamente o número de alunos nas universidades “nobres”, isso não. Assim, o orçamento do Ministério da Educação destina 23,7 bilhões de reais às federais e elas matriculam apenas 763 000 alunos, menos de 15% das matrículas totais do setor. Se a instituição das cotas tiver efeito adverso sobre a qualidade das federais, é provável que haja mais um êxodo de matrículas para o setor privado, fomentando o desenvolvimento de instituições de ponta nesse setor. Daqui a um tempo, não será surpreendente se alguém sugerir extinguir as federais e transferir todo o seu orçamento para boas universidades privadas ou estaduais. Todas as leis e manobras que deveriam garantir a opulência e complacência das universidades federais terão causado sua implosão.
Na escola, havia um colega que não conseguia acompanhar o ritmo na maioria das matérias e era vítima de gozação da turma. Um dia, ao receber mais uma provocação de outro colega que tampouco era grande aluno, ele se revoltou: “Tu, não! Vai descolorir o boletim antes de abrir a boca”. O Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que dá uma nota de zero a 10 para a qualidade de todas as escolas públicas do Brasil, mostra que o boletim do país é um mar de notas vermelhas.
O Ministério da Educação, ao divulgar os resultados, enfatiza o (pequeno) progresso e o fato de 77% dos municípios terem atingido a meta. A verdade é que não há razão para contentamento. A média cai de 5,0 no 5º ano para 3,7 ao fim do ensino médio. Quanto mais tempo nosso aluno permanece na escola, pior é o seu desempenho. As metas do Ministério da Educação são ridículas, mais uma herança maldita do preclaro Haddad. Estipulam que, em 2021, o Brasil tenha o mesmo desempenho dos países da OCDE... em 2006! Isso não é meta, é uma confissão de derrota. Até 2021 esses países terão evoluído muito, e os problemas de competitividade do Brasil, causados pelo nosso apagão escolar, continuarão terríveis.
Como sabem os leitores desta coluna, só acredito que teremos mudanças significativas quando a população cobrar educação de qualidade. Políticos só atacarão o problema da educação com o devido empenho quando o mau resultado lhes custar votos. O Ideb 2011 pode ser um instrumento valioso nesse processo, porque pela primeira vez temos uma série histórica que permite avaliar o desempenho de redes municipais em um mandato inteiro de prefeitos, justamente em ano eleitoral. Para dar minha pequena colaboração, as tabelas aqui reproduzidas mostram, entre as cidades com mais de 100 000 habitantes, quais as redes municipais que mais melhoraram e as que mais pioraram no país, e também aquelas que obtiveram os melhores e os piores resultados absolutos. Em twitter.com/gioschpe você encontra os dados completos do Ideb por município, por estado e pelo país, desde 2005. Espero que ajude na hora de votar para prefeito.

Chega ao fim greve dos técnicos da UFRPE

 Após assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (22), os técnicos administrativos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) decidiram suspender a greve. Eles aceitaram a proposta nacional de reajuste feita pelo Governo Federal, de 15,5%, a serem pagos em três anos, além da elevação de 0,2% do Step, espécie de degrau entre um nível e outro da carreira.
A categoria deve regressar ao trabalho na próxima segunda-feira (27) e por fim a greve que durou pouco mais de três meses. Esse pode ser o primeiro passo para que a greve também seja suspensa nas outras instituições federais do Estado.
Na quinta-feira (23) será a vez  de os servidores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) se reunirem. A intenção da categoria é avaliar o panorama e decidir se volta ao trabalho na segunda-feira. O encontro está marcado para as 16h, no auditório Jorge Lobo, na Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe).


HENRIQUE FERREIRA, do FolhaPE

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Governo vai decidir sobre prorrogação de IPI reduzido depois de ouvir empresários na próxima semana

Daniel Lima e Kelly Oliveira
Repórteres da Agência Brasil


Brasília - A definição sobre a prorrogação da medida que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e eletrodomésticos da linha branca poderá ser tomada após encontros do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com representantes dos setores beneficiados, na próxima semana. O governo quer colher informações adicionais para tomar a decisão.
No dia 31 de agosto, termina o prazo estabelecido pelo governo para a comercialização de automóveis e os eletrodomésticos da linha branca, com o imposto mais baixo, medida adotada para enfrentar a crise econômica. Várias concessionárias e lojas de eletrodomésticos vêm anunciando o fim do prazo e uma série de promoções. Na última quarta-feira (22), o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, disse, à Agência Brasil, que não recebeu sinalização do governo sobre uma possível prorrogação da medida. Ele destacou que o setor tem procurado mostrar ao governo que o IPI menor foi determinante para reverter resultados negativos.
Segundo Meneghetti, no acumulado do ano até o último dia 21, as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 3,92%, em relação ao mesmo período de 2011. Foram 2,225 milhões de carros vendidos. Para ele, se a medida não for prorrogada, os números poderão não se manter. Os consumidores indecisos quanto à compra de carro devem ficar atentos, pois o benefício do IPI com alíquota reduzida valerá apenas para os veículos que forem faturados até o dia 31 deste mês, caso não haja prorrogação da medida.

Edição: Lílian Beraldo

Política Agrícola

Um conjunto de ações voltadas para o planejamento, o financiamento e o seguro da produção constitui a base da Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Por meio de estudos na área de gestão de risco, linhas de créditos, subvenções econômicas e levantamentos de dados, o apoio do estado acompanha todas as fases do ciclo produtivo. Essas ações se dividem em três grandes linhas de atuação: gestão do risco rural, crédito e comercialização.
A gestão do risco rural realiza-se em duas frentes. Antes de iniciar o cultivo, o agricultor conta com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Essa ferramenta tecnológica indica o melhor período para se plantar em cada município do País, conforme a análise histórica do comportamento do clima. E, para se proteger dos prejuízos causados por eventos climáticos adversos, o produtor pode contratar o Seguro Rural com parte do prêmio subsidiado pelo ministério.
As políticas de mobilização de recursos viabilizam os ciclos do plantio. O homem do campo tem acesso a linhas de crédito para custeio, investimento e comercialização. Vários programas financiam diversas necessidades dos produtores, desde a compra de insumos até a construção de armazéns.

Ministro dos Transportes assina ordem para execução de obras no RS

O Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o Diretor Geral do DNIT, Jorge Fraxe, assinaram, nesta segunda-feira (20) em Pelotas/RS, ordem de serviço das obras de duplicação da BR-116/RS e do Contorno de Pelotas (BR-116/RS – BR-392/RS). As obras, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), visam à melhoria do corredor que liga o norte do estado do Rio Grande do Sul ao Porto Marítimo de Rio Grande.
    Para a BR-116/RS, trecho que vai da divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina até a fronteira do Brasil com o Uruguai, está prevista a execução das obras de melhoria de capacidade, incluindo a duplicação da rodovia. A extensão do empreendimento abrange 211,22 quilômetros e tem o investimento inicial previsto de R$ 868,9 milhões. Além da duplicação da via, a obra inclui diversas melhorias, por exemplo, travessias urbanas, ruas laterais, retornos operacionais, pontes, viadutos e passarelas. O prazo para a execução dos trabalhos é de 720 dias consecutivos.
     As obras do Contorno de Pelotas – trecho que liga a ponte da rodovia para Rio Grande (BR-392) até a ponte do Retiro, saída para São Lourenço do Sul, na BR-116 – possuem prazo maior para o término dos serviços. Estão previstos 1080 dias consecutivos para a execução dos trabalhos. O empreendimento, orçado em R$ 430,6 milhões, prevê além de obras de duplicação, a implantação das ruas laterais e a restauração/implantação das obras de artes especiais numa extensão de 18,78 quilômetros.
     A conclusão das obras na BR-116 e BR-392, consideradas importantes vias de acesso da região metropolitana ao sul do estado, garantirá mais agilidade e segurança ao escoamento de grande parte da produção gaúcha até o Porto de Rio Grande.

Carreira de Analista de Comércio Exterior

A Carreira de Analista de Comércio Exterior - ACE, típica de estado, tem o objetivo principal de aparelhar o Estado com um corpo técnico de alta qualificação. Instituída pela Lei nº 9.620, de 2 de abril de 1998, ela conta hoje com 280 cargos. Os analistas atuam em diversas atividades da gestão do governo federal relacionadas ao comércio internacional, dentre as quais podemos citar: promoção comercial, negociações internacionais, elaboração de políticas e gestão de comércio exterior, defesa comercial, operações de comércio, crédito e financiamento, compilação e análise da balança comercial, preparação de discursos e textos oficiais, entre outras.
Esses profissionais representam um corpo técnico governamental de elevado nível, tendo em vista o grau de responsabilidade que lhes é delegada pelo estado. Atualmente, existem 213 Analistas, todos lotados no MDIC. A Carreira de Analista de Comércio Exterior integra o Ciclo de Gestão, assim como as carreiras de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Analistas de Finanças e Controle, Analistas de Orçamento e Analistas de Planejamento do IPEA. A remuneração inicial desses cargos é de R$ 10.905,76, exclusivamente por subsídio, fixado em parcela única.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Contratadas obras de modernização do terminal de passageiros de Teresina

A Infraero assinou, no último dia 16/8, contrato para realização das obras de reforma e adequação do terminal de passageiros do Aeroporto de Teresina/Senador Petrônio Portella (PI). Serão investidos R$ 4,3 milhões nos trabalhos, que devem ser concluídos em até 300 dias após a emissão da Ordem de Serviço.
      As melhorias contemplam a reforma de todo o terminal de passageiros, com recuperação do forro, nova pintura, substituição da cobertura do terminal e recuperação de todo o sistema elétrico. O aeroporto também ganhará novos balcões de check-in – passando de nove para 16 posições – e novos banheiros, além da reforma dos atuais.
      “A reforma proporcionará mais conforto a passageiros e usuários. Esses serviços são uma continuidade das melhorias iniciadas com a instalação dos módulos operacionais”, pontuou o superintendente do Aeroporto de Teresina, Wilson Estrêla.
Módulos operacionais
      Em julho deste ano, a Infraero inaugurou os módulos operacionais do Aeroporto de Teresina, aumentando a capacidade operacional do terminal piauiense para 1,7 milhão de passageiros ao ano. Cerca de R$ 4,5 milhões foram investidos nos módulos, que cumprem as funções de salas de embarque e desembarque. O módulo de embarque possui três portões e uma área de 560 m². Já o de desembarque possui 355 m² de área, além de duas novas esteiras de restituição de bagagens. 

   Assessoria de Imprensa - Infraero
   imprensa@infraero.gov.br

Valor de bancos com capital aberto no país sobe 4,49%

De acordo com a consultoria Economática, as 23 instituições financeiras avaliadas valiam 417 bilhões de reais em 21 de agosto

Agência do Bradesco em Brasília


Bradesco é o banco com maior variação nominal no período (Adriano Machado/Bloomberg/Getty Images)
O valor de mercado dos 23 bancos com capital aberto no Brasil subiu 4,49% no acumulado do ano. Em 31 de dezembro de 2011, eles valiam 399,8 bilhões de reais e agora totalizam 417,7 bilhões de reais (dia 21 de agosto), segundo a consultoria Economatica.
De acordo com o levantamento, o banco com o maior crescimento nominal é o Bradesco, cujo valor de mercado passou de 106,9 bilhões de reais em dezembro para 119 bilhões nesta terça-feira – uma alta de 11,28%.
Já o Itaú Unibanco teve o segundo maior crescimento entre os 23 analisados, com crescimento de 5,4 bilhões de reais, ou 3,98%, para 142,8 bilhões de reais.
Porcentualmente, o banco com a maior alta no valor de mercado é o Panamericano, que teve alta de 68,67% no período; seguido pelo Banco Pine, com crescimento de 48,18%. A maior queda porcentual do setor é do Cruzeiro do Sul (-87,43%), seguido pelo BicBanco (-38,22%).
Queda – O pior desempenho nominal também ficou com o Banco Cruzeiro do Sul, que no final de 2011 valia 1,8 bilhão de reais e agora está valendo 234 milhões de reais. O segundo banco com maior queda no período foi o Banco do Brasil, cujo valor recuou 1,14 bilhão de reais, ao marcar na terça-feira 66,7 bilhões de reais.

(Com Agência Estado)

Rússia acusa potências ocidentais de instigar oposição síria

A Rússia acusa o Ocidente de agir com hipocrisia e de instigar abertamente os grupos de oposição ao presidente da Síria, Bashar Assad, a pegarem em armas para combater o governo.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia observou, nesta quarta-feira (22), que as potências ocidentais "não têm feito nada" no sentido de induzir os opositores de Assad a dialogarem com o governo.
Ainda segundo Moscou, a forma "farisaica" como o Ocidente trata a guerra civil na Síria não ajuda a solucionar um conflito no qual já morreram pelo menos 19.000 pessoas.
Principal aliado de Damasco nos últimos 17 meses de conflito, Moscou tem poupado a Síria de sanções no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e fornecido armas às forças governamentais.

AGÊNCIA ESTADO

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cooperativas paulistas se tornam maiores exportadoras

De janeiro a julho de 2012, as exportações das cooperativas brasileiras foram de US$ 3,194 bilhões e houve retração de 2% sobre igual período de 2011 (US$ 3,259 bilhões). Nas importações, houve queda 20,9%. As compras foram de US$ 148,9 milhões, no acumulado de 2011, para US$ 117,8 milhões, em 2012. Com esses resultados, a balança comercial do setor registra saldo positivo de US$ US$ 3,076 bilhões, com diminuição de 1,1% em relação ao mesmo período de 2011 (US$ US$ 3,110 bilhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 3,312 bilhões, com recrudescimento de 2,8% em relação aos primeiros sete meses de 2011 (US$ 3,408 bilhões).

Mercados e Produtos
As cooperativas brasileiras exportaram para 129 países de janeiro a julho deste ano. No período, os principais mercados foram: China (vendas de US$ 470,6 milhões, representando 14,7% do total); Estados Unidos (US$ 351,9 milhões, 11%); Alemanha (US$ 198 milhões, 6,2%); Emirados Árabes Unidos (US$ 180,6 milhões, 5,7%); e Países Baixos (US$ 154,8 milhões, 4,8%).
Já os produtos mais vendidos, em valor, no período, foram: açúcar em bruto (com vendas de US$ 448,2 milhões, representando 14% do total exportado pelas cooperativas); soja em grãos (US$ 383,9 milhões, 12%); café em grãos (US$ 367,7 milhões, 11,5%); carne de frango (US$ 341 milhões, 10,7%); e farelo de soja (US$ 281,7 milhões, 8,8%). São Paulo acumulou o maior volume em valor das exportações de cooperativas, com vendas de US$ 1,007 bilhão, representando 31,5% do total das exportações do segmento. As cooperativas paulistas ultrapassaram as paranaenses que mantinham o maior valor no acumula até junho. Até julho, o setor cooperativista paranaense exportou US$ 1,004 bilhão, com 31,4% do total. Na sequência, aparecem Minas Gerais (US$ 396,6 milhões, 12,4%); Rio Grande do Sul (US$ 209,6 milhões, 6,6%); Santa Catarina (US$ 209,3 milhões, 6,6%). Em relação às importações, as cooperativas brasileiras realizaram compras de 42 países nos sete primeiros meses de 2012. As principais origens foram: Paraguai (compras de US$ 17,9 milhões, representando 15,2% do total); Estados Unidos (US$ 13,6 milhões, 11,5%); China (US$ 9,1 milhões, 7,8%); Japão (US$ 8,5 milhões, 7,2%); e Marrocos (US$ 5,3 milhões, 4,5%). Os produtos mais adquiridos pelo setor cooperativista brasileiro foram: ureia com teor de nitrogênio inferior a 45 (com compras de US$ 13,8 milhões, representando 11,7% do total importado pelas cooperativas); cloretos de potássio (US$ 10 milhões, 8,5%); soja em grãos (US$ 9,3 milhões, 7,9%); máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 7,5 milhões, 6,4%); e diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 6,7 milhões, 5,7%). O Paraná foi o estado com maior valor de importações via cooperativas, com US$ 53,9 milhões, representando 45,8% do total das importações do segmento. Em seguida aparecem: Santa Catarina (US$ 34,1 milhões, 28,9%); Rio Grande do Sul (US$ 12,4 milhões, 10,5%); Goiás (US$ 7,5 milhões, 6,4%); São Paulo (US$ 4,1 milhões, 3,5%).

Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br

Indicação Geográfica - IG

 
O registro de Indicação Geográfica (IG) é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer (know-how ou savoir-faire). O Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI é a instituição que concede o registro e emite o certificado.
O Ministério da Agricultura é uma das instâncias de fomento das atividades e ações para Indicação Geográfica (IG) de produtos agropecuários. No Mapa, o suporte técnico aos processos de obtenção de registro de IG cabe à Coordenação de Incentivo à Coordenação de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários (CIG), do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária (DEPTA), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC). Existem duas espécies ou modalidades de Indicação Geográfica: “indicação de procedência (IP)” e “denominação de origem (DO)”. No Brasil, sete produtos receberam selos de IG na espécie "indicação de procedência" e um produto recebeu na espécie "denominação de origem". Entre eles, estão os vinhos da IP Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul; o café produzido na Região do Cerrado Mineiro; e a cachaça de Paraty.

Desenvolvimento Sustentável


A sustentabilidade envolve desenvolvimento econômico, social e respeito ao equilíbrio e às limitações dos recursos naturais. De acordo com o relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU em 1983, o desenvolvimento sustentável visa "ao atendimento das necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às próprias necessidades". A mudança de paradigmas estabelece um novo cenário para o processo de desenvolvimento das atividades agrícolas, florestais e pecuárias. É, portanto, a partir da observação da realidade local, que o Ministério da Agricultura desenvolve e estimula as boas práticas agropecuárias privilegiando os aspectos sociais, econômicos, culturais, bióticos e ambientais. Nesse caso, estão incluídos sistemas de produção integrada, de plantio direto, agricultura orgânica, integração lavoura-pecuária-floresta plantada, conservação do solo e recuperação de áreas degradadas. Para apoiar o produtor, o ministério elabora projetos e programas direcionados para a assistência técnica, financiamento e normatização das práticas rurais sustentáveis. É dessa forma que se pretende superar o grande desafio de manter o Brasil como provedor mundial de matérias-primas e alimentos aliado à necessidade da conservação do meio ambiente.

Associativismo Rural

O associativismo se constitui em alternativa necessária de viabilização das atividades econômicas, possibilitando aos trabalhadores e pequenos proprietários um caminho efetivo para participar do mercado em melhores condições de concorrência. Com a cooperação formal entre sócios afins, a produção e comercialização de bens e serviços podem ser muito mais rentáveis, tendo-se em vista que a meta é construir uma estrutura coletiva das quais todos são beneficiários. Os pequenos produtores, que normalmente apresentam as mesmas dificuldades para obter um bom desempenho econômico, têm na formação de associações um mecanismo que lhes garante melhor desempenho para competir no mercado. Transformar a participação individual e familiar em participação grupal e comunitária se apresenta como uma alavanca, um mecanismo que acrescenta capacidade produtiva e comercial a todos os associados, colocando-os em melhor situação para viabilizar suas atividades. A troca de experiências e a utilização de uma estrutura comum possibilitam-lhes explorar o potencial de cada um e, consequentemente, conseguir maior retorno financeiro por seu trabalho. A união dos pequenos produtores em associações torna possível a aquisição de insumos e equipamentos com menores preços e melhores prazos de pagamento, como também o uso coletivo de tratores, colheitadeiras, caminhões para transporte, etc. Tais recursos, quando divididos entre vários associados, tornam-se acessíveis e o produtor certamente sai lucrando, pois reúne esforços em benefício comum, bem como o compartilhamento do custo da assistência técnica do agrônomo, do veterinário, de tecnologias e de capacitação profissional.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cooperativismo e Associativismo

Uma cooperativa é formada pela associação voluntária de no mínimo 20 pessoas unidas em torno de objetivos comuns de caráter econômico. Para isso, constituem uma empresa de propriedade e controle coletivo organizando a produção e comercialização de bens e serviços produzidos, dividindo benefícios materiais e sociais advindos das atividades e gerando renda e oportunidades de trabalho entre os cooperados.
As cooperativas podem ser constituídas livremente e organizar suas atividades econômicas para acessar os mercados tendo sempre por base os princípios e valores da solidariedade, ajuda mútua, honestidade, democracia e participação.
Os programas, projetos e ações relacionados às atividades cooperativistas e associativas desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Mapa, são de responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) e coordenados pelo Departamento de Cooperativismo e Associativismo (Denacoop).

O Denacoop possui a atribuição de apoiar, fomentar e promover o cooperativismo e o associativismo visando à geração de trabalho e renda, o desenvolvimento humano e a inclusão social para a melhoria na qualidade de vida das comunidades brasileiras e redução das desigualdades regionais, além de contribuir para o combate a informalidade e ao desemprego.
Para alcançar os objetivos delineados, o Denacoop pauta-se no fortalecimento das iniciativas cooperativistas e associativas e na valorização da intercooperação para acesso a mercados, princípio basilar do cooperativismo.
A intercooperação é o esforço conjunto das cooperativas para fortalecer sua capacidade de atuação no mercado fazendo com que os cooperados sejam atendidos de forma eficaz em suas necessidades.
Igualmente, busca-se a internacionalização das cooperativas, visando a integração e o contato com tecnologias e experiências que se mostraram positivas em outros países, possibilitando a formação de alianças estratégicas com outras cooperativas, além da ampliação de negócios e mercados.
 

Contato:
Telefone (61) 3218 2787
E-mail:
denacoop@agricultura.gov.br

Panorama atual do Sistema Financeiro Nacional e necessidade de sua reordenação no ambiente de estabilização monetária

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) tem suas características marcadas por duas ordens de fatores localizadas nos planos externo e interno. No plano externo, o SFN sofre o impacto dos efeitos transformadores do processo de globalização das relações a nível de produção no plano internacional. No comércio e na produção, a globalização ocorre de forma mais lenta, por meio dos blocos econômicos, dos acordos tarifários e da integração entre processos industriais localizados nos diferentes países. Já no setor financeiro, a velocidade da integração mundial é extrema através das redes de comunicação de dados entre os centros financeiros mundiais. A tendência é de liberação dos fluxos internacionais de capitais e de ampliação das regras de conversibilidade entre as moedas.
No plano interno, a estrutura e as funções do SFN vêm sendo atingidas pelas medidas de estabilização e reestruturação da economia brasileira dos últimos seis anos, incluindo: a abertura da economia ao comércio exterior e as mudanças de política industrial visando a inserção mais competitiva dos produtos brasileiros nos mercados emergentes; o corte de subsídios a vários setores produtivos, com repercussões sobre a distribuição do crédito bancário e sua velocidade de retorno; a redistribuição de gastos do setor público, em especial com a adoção da política de estabilização fiscal (primeiro com a instituição do Fundo Social de Emergência e, agora, com o Fundo de Estabilização Fiscal); a iniciativa de reformas no ordenamento constitucional do país, notadamente na ordem econômica, na estrutura e funções do setor público, na organização administrativa do estado e nos sistemas previdenciários; e, por fim, o processo de estabilização monetária, denominado Plano Real, com suas profundas e revolucionárias conseqüências para a dinâmica do sistema econômico e, como se pretende ilustrar, para o SFN.
O Brasil tem o maior e mais complexo sistema financeiro na América Latina, com 208 bancos, que se distribuem por mais de 17 mil agências e aproximadamente 15 mil postos de atendimento adicionais, mas cujo desenvolvimento nos últimos trinta anos foi profundamente marcado pelo crônico processo inflacionário que predominou, nesse período, na economia brasileira. A longa convivência com a inflação possibilitou às instituições financeiras ganhos proporcionados pelos passivos não remunerados, como os depósitos à vista e os recursos em trânsito, compensando ineficiências administrativas e perdas decorrentes de concessões de créditos que se revelaram, ao longo do tempo, de difícil liquidação. As instituições financeiras brasileiras, como regra geral, perderam a capacidade de avaliar corretamente riscos e analisar a rentabilidade de investimentos, bastando, para auferir grandes lucros, especializar-se na captação de recursos de terceiros e apropriar-se do denominado "imposto inflacionário".
O processo de reestruturação da economia brasileira alterou radicalmente o cenário em que atuavam as instituições financeiras. A abertura da economia, com o incremento das importações e exportações, além de exigir o desenvolvimento de produtos e serviços ágeis no mercado de câmbio, revelou o grau de ineficiência de alguns setores industriais e comerciais domésticos, com baixa lucratividade e deseconomias, que passou a refletir-se na incapacidade de recuperação de empréstimos concedidos pelos bancos. No mesmo sentido, atuou o corte de subsídios a alguns setores econômicos, aumentando o grau de inadimplência para com o sistema bancário. Além disso, as políticas monetária e fiscal restritivas seguidas a partir da implementação do Plano Real contribuiam adicionalmente para as dificuldades creditícias enfrentadas por alguns setores da economia, ainda que de forma passageira. Todos esses fatos, conjugados com o desaparecimento do "imposto inflacionário", após a estabilização da economia, evidenciaram uma relativa incapacidade de algumas instituições financeiras em promoverem espontânea e tempestivamente os ajustes necessários para sua sobrevivência no novo ambiente econômico.


Trabalho de professora da UFPE vence prêmio com tema de sustentabilidade

Com um projeto sobre passeios quânticos, a professora Katiuscia Cassemiro, do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi uma das vencedoras do prêmio L’Oreal Brasil Mulheres na Ciência 2012, uma iniciativa da L’Oréal Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Desde 2006, o programa tem por objetivo a participação das mulheres brasileiras no cenário científico do Brasil. Para isso, a cada ano, sete pesquisadoras são contempladas com uma bolsa-auxílio no valor equivalente a 20 mil dólares, sendo uma bolsa na área de Matemática, outra na de Química, quatro nas de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, e uma de Física - cuja vencedora foi Katiuscia.
A edição 2012 do prêmio traz como tema a sustentabilidade, e em seu trabalho, Katiuscia explica que uma das vertentes consiste em aumentar o emprego da energia solar. “Um dos problemas encontrados é justamente o fato de que não conseguimos coletar essa energia de modo eficiente. No entanto, sabemos que as plantas fazem isso com bastante sucesso, através do mecanismo de fotossíntese. Em meu projeto ressalto possíveis conexões entre esse processo e passeios quânticos, o que tem sido tema de grande debate na comunidade científica”. Agora, o que ela espera é justamente avançar na compreensão do mecanismo que permite uma planta captar luz e transferi-la, com alta eficiência, para outra região através de uma rede com várias trajetórias. “O potencial tecnológico é cla­ro: desenvolver sensores solares de alta eficiência”, argumenta.
Professora-adjunta da UFPE desde outubro de 2011, Katiuscia finalizou no ano passado um pós-doutorado no instituto Max Planck para Ciências da Luz - Erlangen, na Alemanha. Atuando na área de Física, com ênfase em Ótica Quântica, ela elogia a iniciativa de incentivar mais mulheres a se dedicar à ciência. “Infelizmente, ainda é muito comum o preconceito de que mulheres não tenham um desempenho excelente nessa área, o que certamente desmotiva jovens talentosas de seguirem a carreira científica”. Da primeira vez que ouviu falar no prêmio, a especialista estava fora do Brasil, e não podia concorrer. “Voltei para o Brasil no final de 2011, quando fui contratada na UFPE, junto do vínculo institucional abriu-se a possibilidade de concorrer ao prêmio”.
Com a bolsa, será possível comprar suprimentos para o laboratório onde ela trabalha de modo mais flexível e menos burocrático. Ela ainda não possui laboratório próprio, mas conta com a ajuda de colaboradores para executar as ideias. “Além disso, as iniciativas das agências de fomento para financiar o laboratório de jovens recém-contratados, que estejam trazendo novas linhas de pesquisa, são ainda muito tímidas. A contribuição da L’Oreal é extremamente importante, por impulsionar o início de carreira dos jovens que se destacam. Finalmente, a visibilidade que vem junto ao prêmio ajudará a selecionar um bom estudante para trabalhar nesse projeto. Espero ter a parte basilar do projeto implementada no laboratório em alguns meses. Depois é uma questão de ir se divertindo com o sistema e ler o que a natureza diz”, completou.

JÚLIA VERAS, da Folha de Pernambuco