COLOGEA

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A COLOGEA - Consultoria em Logística e Gestão Ambiental, é uma empresa que tem uma missão de cunho social, ambiental e científico. Busca prestar um serviço de informação, formação e logística reversa que atenda as mais variadas vertentes, que vai desde o estudante secundarista as grandes empresas transnacionais. Acreditamos que é possivel viver de modo harmonizado com o planeta, formando e conscientizando cidadãos. Diante dessa visão, trabalhamos na perspectiva de cada vez mais criar soluções que atenuem os impactos ambientais causados pela sociedade de consumo. CONTATO: (81) 9712-9291 / (81) 8668-1335 - jamersonsreis@gmail.com

sábado, 29 de junho de 2013

Projeto orienta na gestão de resíduos sólidos em Santa Fé do Sul, SP

O projeto Gestão Integrada de Resíduos Municipais (Girem) deu início, em maio, à sua nova fase: oficinas para discutir a elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, com a retomada dos diagnósticos e ênfase no planejamento das metas. Fruto de parceria entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), o Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o projeto apoia a elaboração do plano, exigência da Lei federal 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Cidades paulistas com população até 100 mil habitantes correspondem ao público-alvo dessa ação, que deverá seguir até 2014.
Em 2012, primeiro ano da iniciativa, ocorreram 15 encontros regionais, com representantes de 250 prefeituras. Para este ano, estão previstas 20 oficinas, que têm o objetivo de analisar diagnósticos já elaborados e introduzir as metas dos planos municipais. Os participantes vão conhecer o panorama atual dos planos no estado de São Paulo e obter um roteiro para elaborar o documento, contemplando o diagnóstico e as metas, de acordo com o conteúdo mínimo previsto na lei.
A próxima oficina será realizada em 2 e 3 de julho, no Complexo Turístico, Cultural e Histórico Dr. Roberto do Vale Rollemberg, Santa Fé do Sul (SP). Na sequência, as cidades da região noroeste paulista são São José do Rio Preto (SP) e Fernandópolis (SP) sediam os demais encontros.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, a SMA realizou uma avaliação básica dos planos de resíduos sólidos encaminhados em 2012 por meio do Programa Município Verde Azul. “Concluiu-se que há muito a evoluir e os municípios paulistas possuem enorme potencial para promover essa evolução, demonstrando empenho ao participarem ativamente das capacitações promovidas pelo estado nessa área”, afirmou.
“Dados levantados nas oficinas de 2012 apontam que a principal dificuldade dos gestores na elaboração do plano é a capacitação técnica (18,2%), seguida pelos recursos financeiros (15,1%), falta de informações e dados disponíveis na prefeitura (13,2%), e conscientização da importância em participar do processo (10,7%). Por isso, as oficinas são fundamentais no auxílio aos municípios”, enfatiza o presidente do Cepam, Lobbe Neto.
Instituída por lei, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) transfere, para o Poder Público local, a responsabilidade de elaborar o plano, que definirá as diretrizes da gestão do lixo e terá como principal meta, até 2014, a redução máxima dos resíduos sólidos e a eliminação de lixões irregulares.
Os gestores ainda devem estar atentos à cobrança adequada dos serviços de limpeza, oferecendo-os como a população merece. Devem priorizar a redução do volume de lixo exposto nos aterros, a coleta seletiva, a educação ambiental e a inclusão dos catadores de materiais recicláveis, buscando o apoio dos cidadãos na separação dos resíduos e a participação na logística reversa de todos os atores envolvidos.
O Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam) é uma fundação ligada à Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do governo do estado de São Paulo, que apoia os municípios na gestão e no desenvolvimento de políticas públicas.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Risco de racionamento de água no Grande Recife está afastado até 2014

As barragens que abastecem a Região Metropolitana do Recife atingiram mais de 50% da capacidade com a chegada do inverno. Por conta disso, o risco de racionamento está descartado até 2014, de acordo com a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos.
A Barragem de Tapacurá, em São Lourenço da Mata, tem capacidade para armazenar até 94,2 milhões de metros cúbicos de água. Graças às últimas chuvas, agora está com 58% da capacidade, ou seja, 54,6 milhões de metros cúbicos.
Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho, é a segunda maior barragem em tamanho, mas é a principal para o abastecimento de água do Recife e Região Metropolitana. Ela pode armazenar quase 61 milhões de metros cúbicos. E hoje está com 84% de sua capacidade, o equivalente a 51 milhões de metros cúbicos de água. No início de abril, chegou a armazenar apenas 13 milhões de metros cúbicos.
Outra barragem importante no abastecimento da Região Metropolitana é a de Botafogo, emIgarassu, que pode armazenar 27,6 milhões de metros cúbicos. O nível do reservatório também conseguiu se recuperar com as chuvas e, agora, está em 59%, com 16,3 milhões de metros cúbicos.
O secretário estadual de Recursos Hídricos de Pernambuco, Almir Cirilo, monitora diariamente o nível de todas as barragens do estado. Com as de Tapacurá, Pirapama e Botafogo bem cheias, ele está mais tranquilo quanto ao abastecimento. “Nossos principais mananciais se recuperaram. Alguns deles estão vertendo, outros deverão verter nos próximos dias, e a expectativa é que nós tenhamos estoque de água suficiente para manter o regime de normalidade, principalmente na planície do Recife, sem criar nenhuma circunstância nova de racionamento ao longo de 2014”, disse.
Mas o secretário ressalta que a situação no Agreste e Sertão do estado ainda é difícil, sem perspectivas de chuva e com muitas barragens em colapso, termo usado quando o nível do reservatório não chega a cinco por cento da capacidade.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sema e parceiros dão curso para condutores de Algodoal

Cristino Martins/Ag. Pará

O segundo curso de condutores de visitantes da Área de Preservação Ambiental (APA) Algodoal/ Maiandeua, no município de Maracanã, nordeste do Pará, ocorre até sexta-feira (28). A ação faz parte do programa “Uso Público 2013”, para qualificar membros da comunidade local que trabalham com a atividade turística, especialmente carroceiros, barqueiros, canoeiros e funcionários de pousadas.
Nesta segunda etapa, pelo menos 30 condutores estão sendo treinados. Eles passam por uma avaliação da aptidão técnica e psicológica, em ação conjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Conselho Gestor da APA, Batalhão de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e Sindicato dos Guias de Turismo do Estado.
A gerente da APA, Adriana Maués, diz que a atividade turística fortalece a apropriação das unidades de conservação pela comunidade e desperta a consciência de preservação dos recursos naturais. “A aproximação da sociedade com a natureza dinamiza a economia, com alternativas de trabalhos voltados ao turismo”, afirma.
O curso é composto por uma parte teórica – envolvendo a qualidade no atendimento, ecologia, turismo em unidades de conservação, legislação e educação ambiental, geografia e conduta de visitação em trilhas – e a prática de técnicas, para condução em atrativos naturais, noções de primeiros socorros e resgate em áreas naturais.
Entre os objetivos da capacitação também está o de tornar o condutor apto a auxiliar a administração pública na conservação dos recursos culturais, naturais e históricos da APA; e ainda a formação de consciência ambiental para prevenir e denunciar a degradação do meio ambiente.
No encerramento, os participantes receberão certificados, e ocorrerá o lançamento e distribuição do guia de visitação da APA de Algodoal/ Maiandeua, elaborado pelos servidores da Sema, com apoio das comunidades locais, e show de carimbó de grupo folclórico da ilha.
Fonte: Agência Pará de Notícias

Trairão recebe habilitação para gestão ambiental municipal da Sema

Trairão é o mais novo integrante do grupo de municípios do Pará que tem habilitação para a gestão ambiental municipal, concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Agora já são 48 as secretarias municipais com gestão ambiental plena e compartilhada, o que significa que os empreendimentos localizados em qualquer um deles podem ter suas atividades ambientais licenciadas diretamente nesses órgãos.
Quando a ampliação dos empreendimentos e atividades já licenciados pelo órgão municipal de Meio Ambiente ultrapassarem os impactos locais estabelecidos por norma do Conselho Estadual de Meio Ambiente, a competência do licenciamento ambiental retorna ao Estado, para que seja executada, voltando ao município quando estiver nas condições técnicas delegadas pela Sema.
A gestão municipal plena é fundamental para integrar a atuação dos componentes do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) e consolidar o licenciamento ambiental como instrumento de gestão da Política de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade do Estado do Pará. Depois de descentralizados, os municípios passam a realizar licenciamentos, aprovar planos de manejo, executar ações de educação ambiental, fiscalização e regularização de todas as demais atividades que causem impacto ambiental local, conforme determina a Lei nº 7389/2010.
Para obter a descentralização, técnicos da Gerência de Gestão Compartilhada e Regionalizada da Sema visitam o município e utilizam um roteiro para avaliar as condições. O município deve ter legislação própria, ter implantado o Fundo Municipal do Meio Ambiente, possuir servidores municipais com competência e habilidade para exercício da fiscalização ambiental, criar um Conselho de Meio Ambiente, composto por, pelo menos, 50% de representantes da sociedade civil e possuir infraestrutura adequada, entre outras exigências estabelecidas pela Resolução 79 de 07/07/2009, que dispõe sobre a Gestão Ambiental Compartilhada com vistas ao fortalecimento da Gestão Ambiental.
Fonte: Agência Pará de Notícias

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Logística reversa deve ganhar força no segundo semestre do ano

Jefferson Klein

ANTONIO PAZ/JC
Recolhimento de medicamentos vencidos não dispõe ainda de uma legislação federal
Recolhimento de medicamentos vencidos não dispõe ainda de uma legislação federal
Se a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem demonstrado visíveis avanços quanto ao descarte adequado em segmentos como os de pilhas e embalagens de agrotóxicos, a área de medicamentos ainda engatinha para implantar a prática. A expectativa é de que esse cenário altere-se a partir de julho, quando o governo federal deve publicar o edital para a implantação da logística reversa no setor de medicamentos.

O presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, salienta que, quando se fala da logística reversa do óleo de cozinha, por exemplo, esse produto tem como característica o fato de poder ser reutilizado. No caso dos remédios, ressalta ele, o reaproveitamento é mais complicado. “O risco sanitário de aproveitar um medicamento vencido ou um remédio que você não sabe como foi armazenado é muito grande”, alerta Mussolini.

O Sindusfarma é uma das entidades  integrantes do Grupo de Trabalho Temático (GTT) de Medicamentos, coordenado pelo Ministério da Saúde. O grupo foi criado com a meta de analisar, estudar e apresentar propostas sobre o descarte de medicamentos, incluindo a realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e avaliação dos impactos sociais para a implantação da logística reversa desses produtos. Assim como desenhar um contrato entre os entes dessa cadeia de modo a pautar a responsabilidade compartilhada.

Mussolini diz que os itens mais tóxicos, aplicados em clínicas e hospitais, normalmente são encaminhados de uma forma correta para o descarte, pois são fiscalizados. A questão são os produtos que sobram em casa, que em geral não são tão tóxicos. “Nós, da indústria, temos uma posição muito clara: sim, precisamos fazer alguma coisa, mas temos que estudar com cuidado o que e como fazer”, defende Mussolini. Ele acrescenta que hoje não há uma lei nacional que obrigue as farmácias a receberem os medicamentos de volta. O que existe são iniciativas próprias de algumas redes ou legislações locais, como no Distrito Federal, que determina que esses estabelecimentos recebam dos consumidores os remédios vencidos.

“Atualmente, a maioria das farmácias que recebem os medicamentos de volta o faz, principalmente, por marketing”, afirma Mussolini. O dirigente também salienta que não há levantamentos confiáveis sobre o volume de produtos descartados anualmente. A professora da Faculdade de Farmácia da Ufrgs Louise Seixas acredita que está sendo desenvolvida a consciência quanto ao descarte correto de medicamentos. Segundo ela, as pessoas estão refletindo sobre o problema. “Contudo, ainda há muitos que não pensaram sobre isso”, lamenta. Ela acrescenta que, nos estados e cidades de maior concentração de população, essa situação recebe mais atenção. A professora recorda que muitos usuários colocam os medicamentos vencidos nos vasos sanitários, lixo, enterram, entre outras destinações. A sugestão dela é que o público procure as farmácias que façam o recolhimento dos remédios para se desfazer dos produtos. “O lógico é o usuário devolver o medicamento onde ele adquiriu”, defende.

Louise alerta que o descarte descuidado de remédios pode contaminar a água ou o solo. Ela afirma que há estudos que indicam que anticoncepcionais jogados no Tâmisa, em Londres, podem ter provocado um desequilíbrio entre o número de peixes machos e fêmeas no rio inglês. Louise salienta ainda que o tratamento de esgotos não prevê a remoção dos compostos químicos de medicamentos.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Inflação torna brasileiro mais consciente na hora de consumir

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A alta da inflação levou os brasileiros a adotar práticas mais conscientes na hora de se alimentar, de fazer a lista de compras e de reaproveitar restos de comida. É o que aponta a pesquisa nacional Consumo Consciente, elaborada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) em parceria com o Instituto Ipsos.
“Do ano passado para cá, mais brasileiros adotaram medidas que são condizentes com ecologia, com a preservação dos recursos naturais. Isso significa que essas medidas foram adotadas em função de alguma circunstância, qual seja, a inflação mais alta”, disse hoje (13) o economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos.
De acordo com a pesquisa, feita com mil pessoas de 70 cidades brasileiras, o percentual de pessoas preocupadas com a preservação do meio ambiente no dia a dia subiu de 56%, no ano passado, para 60% este ano.
Analisando a adoção de medidas menos agressivas ao meio ambiente, verifica-se que elas têm relação com os hábitos diários das famílias. Segundo o economista, houve avanços significativos de um ano para outro, por exemplo, na uso de sobra de refeições para fazer novos pratos (de 66% para 72%), em verificar se a embalagem do produto está danificada, antes de comprar (de 65% para 70%), e na leitura do rótulo de um produto antes de adquiri-lo (de 51% para 56%).
“A gente associou a maior frequência desses hábitos a um custo mais alto de vida. Abastecer a despensa está mais caro no Brasil”, avaliou. Travassos acrescentou que devido ao aumento dos preços de alimentos e bebidas, o brasileiro tornou-se mais criterioso ao fazer suas compras. Daí a importância que passaram a ter atitudes como verificar validade de produtos e  fazer listas de compras. “Esses itens ganham espaço na rotina do brasileiro”.
Em relação ao aspecto social dos entrevistados, a pesquisa identificou que a classe DE foi a que apresentou mais avanços de 2012 para 2013 em termos de consumo consciente. “Até porque tem mais margem para avançar e porque é a que sofreu mais com a alta de alimentos e bebidas no último ano”, ressaltou o economista. Nesse grupo, o índice de brasileiros que mostraram maior preocupação com o meio ambiente subiu de 37% para 51%.
“Se antes ela (classe DE) estava mais propensa ao desperdício, a não atentar tanto para essas práticas no consumo do dia a dia, com a inflação mais cara ficou mais difícil desperdiçar alimento. Você pensa duas vezes antes de jogar fora uma salada. O tomate está muito caro, a cebola também. Vamos aproveitar, vamos fazer um novo prato, vamos checar o armário antes de ir para o supermercado”, salientou Travassos. A classe AB também avançou em relação ao consumo consciente, passando de 69% para 71%.
Feita pela Fecomércio-RJ desde 2007, a pesquisa incluiu pela primeira vez a questão do lixo. Os dados apontam que existe descrença do brasileiro em geral em relação ao que ocorre com o lixo coletado. Ou seja, 56% dos entrevistados duvidam que seja feita a separação, após a coleta, do que é lixo orgânico e lixo reciclável.  Enquanto em 2012, 49% dos brasileiros incluíam a prática da separação do lixo para reciclagem, este ano o percentual caiu para 44%.
Outras práticas negativas ao meio ambiente, como varrer a calçada com jatos de água ou lavar carro com mangueira, mostraram redução de 27% para 24% e de 21% para 19%, respectivamente.
Christian Travassos observou, ainda, que a adoção de sacolas retornáveis ou de pano, em substituição a sacolas plásticas, ganham a cada ano mais adeptos entre os brasileiros, embora a um ritmo lento. “A gente tem um cenário de melhoria. Paulatinamente, o brasileiro está usando mais ecobags ou sacolas ecológicas. Ainda não é maioria”.
O percentual de brasileiros que dizem usar sempre sacolas de pano no lugar das de plástico subiu de 17% para 18%. No caso dos que usam de vez em quando, aumentou de 21% para 25%. “E o [percentual] que a gente queria que caísse, que era o nunca [uso ecobag], caiu de 60% para 56%”. Travassos acredita que muitos brasileiros utilizam ainda sacolas plásticas de supermercado para acondicionar o lixo domiciliar, fazendo dessa forma uma economia, ao evitar comprar sacos próprios para lixo.
Edição: Juliana Andrade

Metalúrgicos aprovam proposta de abertura de nova fábrica da GM em São José dos Campos

São Paulo – Os metalúrgicos da General Motors (GM) em São José dos Campos aprovaram hoje (13) proposta da empresa para implantação de uma nova fábrica no município, que deverá receber investimento de R$ 2,5 bilhões. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, a assembleia em que a proposta foi aprovada reuniu cerca de 5 mil trabalhadores.
 
O acordo é válido exclusivamente para os funcionários da nova fábrica, a ser implantada em 2017. No entanto, a direção mundial da montadora ainda vai decidir qual município receberá o investimento. A decisão deve ser anunciada até a primeira semana de julho.
 
A proposta aprovada inclui piso salarial de R$ 1.700 e pagamento de participação de lucros (PLR) e resultados no valor de R$ 10 mil. De acordo com o sindicato, esse valor é quase a metade do piso médio recebido pelos metalúrgicos (R$ 3 mil). Pela proposta, caiu também o valor da PLR  – a média atual varia de R$ 15 a R$ 16 mil. 
 
No ano passado, a GM anunciou demissões e o fim da produção e montagem de veículos no complexo de São José dos Campos. Após negociações, a empresa aceitou prorrogar o funcionamento da fábrica e suspender as demissões.
Edição: Nádia Franco

Governo estuda usar terra do tráfico na solução de conflito de terra entre índios e fazendeiros, diz Cardozo

Brasília – O governo estuda a possibilidade de usar terras confiscadas do tráfico para indenizar fazendeiros com propriedades em áreas indígenas demarcadas, disse hoje (13) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele ressaltou, no entanto, que a questão ainda precisa ser melhor avaliada, uma vez que o governo não dispõe de um levantamento das terras que estariam disponíveis. “Há uma série de propostas. Nós vamos pegar todas as áreas em conflito em Mato Grosso do Sul e pensar como cada uma pode ser equacionada. Talvez não seja possível uma equação uniforme para todos os conflitos no estado”, disse.
O ministro lamentou a morte do índio guarani-kaiowá, Celso Rodrigues, atingido por dois tiros ontem (12), nos arredores da Aldeia Paraguaçu, em Paranhos, a 477 quilômetros de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Celso Rodrigues é o segundo índio morto no estado em menos de 15 dias. “Ontem, infelizmente, houve mais uma morte de um indígena. Não se sabe ao certo o motivo, se foi em razão de disputa de terras. Eu solicitei que a Polícia Federal acompanhe a situação”, disse Cardozo, para quem o momento é de apostar em uma solução dialogada para a questão.
A polícia afastou inicialmente a ligação do crime com a disputa pela posse da terra, mas o delegado Rinaldo Gomes Moreira, responsável pelo inquérito instaurado para apurar os motivos do crime, disse à Agência Brasil que a polícia vai investigar todas as hipóteses possíveis para esclarecer o assassinato.
Cardozo falou sobre o assunto ao sair do Fórum de Assuntos Fundiários no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), hoje (13), com a participação de indígenas, fazendeiros e representantes do Judiciário, Ministério Público Federal, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Fundação Nacional do Índio (Funai). A reunião é preparatória para o encontro que ocorrerá no próximo dia (24), em Campo Grande, que debaterá a demarcação de terras indígenas.
“Estamos caminhando para a criação de um fórum que pode solucionar definitivamente o problema de Mato Grosso do Sul e talvez do Brasil. Para que o fórum dê certo é necessário tranquilidade e que não se pratique, de lado a lado, atos de violência. Somente em um clima de pacificação poderemos ter possibilidade de resolver a questão”, destacou. O ministro acredita que o fórum pode criar um paradigma para trabalhar os conflitos envolvendo a demarcação de terras indígenas no país.
Cardozo rechaçou as iniciativas que visam a delegar ao Congresso Nacional a responsabilidade sobre a demarcação de terras indígenas. Para Cardozo, isto seria inconstitucional por ser uma atribuição administrativa do Executivo e por ferir a cláusula de separação entre os Poderes.
“O que é tradicionalmente ocupado pelos povos indígenas já é da União. O que o Poder Executivo faz é, administrativamente, verificar quais são essas terras e quais não são. Esta é uma função eminentemente administrativa, disse. “Quando a Constituição diz que isso é do Executivo e quando ela diz que o princípio da separação de Poderes é cláusula pétrea, isto está petrificado. Por isso que eu digo que isso é inconstitucional", completou Cardozo.
Edição: Aécio Amado

ICMBio adquire imóveis em parques nacionais e amplia processos de regularização

Brasília – Esta semana, o primeiro de quatro proprietários que ainda têm imóveis dentro da área do Parque Nacional (Parna) das Araucárias, no meio-oeste catarinense, assinou o termo de desocupação da área e deve receber a indenização até o próximo mês. A expectativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é que outro proprietário assine o termo nas próximas semanas.
Com as aquisições dos quatro imóveis situados na unidade de conservação (UC), o governo vai regularizar quase 97 hectares, pouco menos de 1% dos 12,8 mil hectares que o parque ocupa entre os municípios de Passos Maia e Ponte Serrada. A expectativa é de um gasto de R$ 1,3 milhão com as indenizações pela terra e pelas benfeitorias.

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães convive com pressões

Brasília – Em mais de 32,6 mil hectares formados por gigantescas esculturas de pedra, próximo a Cuiabá (MT), se localiza um dos destinos de ecoturismo mais procurados no mundo. Apesar de toda a beleza formada por sítios arqueológicos, onde já foram encontrados ossos de dinossauros, e por quedas d´água como o Véu de Noiva, com 86 metros de altura, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães convive, nos limites exteriores, com as pressões produzidas pela atividade agrícola, por rodovias e pela constante ameaça de queimadas.
 
No interior da unidade, os agentes ambientais enfrentam outro desafio. O parque, criado em 1989, ainda disputa a posse de mais de 82% de seu território. De acordo com o plano de manejo, apenas 5,6 mil hectares estão regularizados (17,37%), 6 mil hectares (18,47%) em fase de regularização e quase 21 mil hectares (64,16%) são reivindicados por particulares.

Google compra ‘GPS’ Waze por mais de US$ 1 bilhão

Após rumores sobre ofertas do Facebook e da Apple, o aplicativo de GPS com recursos de rede social Waze, de Israel, foi comprado pelo Google por mais de US$ 1 bilhão (R$ 2,15 bilhões).
A gigante das buscas on-line não indicou o valor real do negócio, mas a agência “Bloomberg” informou que a quantia chega a US$ 1,1 bilhão, enquanto o jornal israelense “Globes” mencionou US$ 1,3 bilhão. Trata-se de uma das maiores transações do mundo “mobile” – superou até o valor que o Facebook desembolsou pelo Instagram (US$ 1 bi), em 2012.
Gratuito, o Waze é um aplicativo de “mapa social” que usa o GPS e dados postados por seus usuários para calcular o trânsito das ruas e sugerir a melhor rota para os motoristas. Em 2012, o serviço triplicou sua base de usuários, ao atingir 47 milhões de cadastrados no mundo, dos quais 2 milhões no Brasil. O Waze faturou US$ 1 milhão ano passado, a maior parte com publicidade.
O app, eleito pela Apple o melhor de 2012, tem versões para smartphones e tablets com Android, BlackBerry, iOS, Symbian e Windows Phone.
“Estamos entusiasmados com a perspectiva de melhorar o Google Maps com os recursos de atualização de tráfego fornecidos pelo Waze e melhorar o nosso produto com as buscas do Google”, disse Brian McClendon, vice-presidente dos serviços de geolocalização do Google.
A equipe do Waze vai permanecer com suas operações em Israel. “Na prática, nada vai mudar aqui no Waze, informou Noam Bardin, presidente-executivo do Waze, em seu blog oficial. Agora, o único empecilho para que a compra do serviço de GPS se concretize é possível problema com as leis antitruste da Federação Internacional do Comércio, já que o Google já é líder do segmento de mapas on-line.
waze google aplicativo celular

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ações chegaram às empresas

Pela importância na disseminação das ideias do desenvolvimento sustentável, a educação ambiental não se restringiu às escolas, mas se espalhou pelo o que os especialistas chamam de espaços informais: igrejas, sindicatos, etc. Nas empresas tomou uma grande dimensão na gestão corporativa. Na Alcoa, por exemplo, gigante na área de mineração e produção de alumínio, as ações são realizadas por intermédio de funcionários voluntários. Eles realizam ações com as comunidades do entorno das fábricas da empresa. 

Uma das atividades de maior impacto é a promoção das Semanas Verdes, um programa que desenvolve ações comunitárias para educação ambiental, que acontece nas unidades da multinacional em todo o mundo de 21 de abril a 21 de junho. “É baseado nos pilares reduzir, reciclar e revitalizar. No ano passado participaram quatro mil funcionários em todo o Brasil”, informa Camila Meireles, vice-presidente do Instituto Alcoa. Na unidade de Itapissuma, no Litoral Norte do Estado, foram realizadas ações de limpeza da Praia do Forte Orange em Itamaracá, e na creche Shekiná, houve dinâmicas sobre coleta de lixo seletiva e conscientização sobre o uso da água. Esta ação faz parte do projeto Action (Alcoanos unindo-se em nossas vizinhanças), no qual funcionários realizam quatro horas de trabalho voluntário em uma entidade sem fins lucrativos. Ao final da tarefa, a instituição recebe uma doação no valor de US$ 3 mil. Escola Estadual de Paulista também foi contemplada com recursos, desta vez de US$ 2,5 mil, ao participar de atividades físicas coordenadas pelos voluntários da Alcoa. “Os alunos fizeram caminhada na própria fábrica que tem uma grande área verde”, conta Camila. 

As ações da empresa também ganharam o mundo digital. No site Economize o Planeta (www.economizeoplaneta.com.br), o internauta encontra dicas de consumo sustentável, além da calculadora de pegada de carbono, onde ele pode calcular seus gastos com energia e o impacto causado no meio ambiente. Também recebe orientações sobre como diminuir a emissão de gás carbônico, de acordo com os dados que forneceu para o cálculo.

Primeiras pegadas ecológicas

Escolas investem em projetos de conscientização dos pequeninos, a partir de hortas até o cuidado com os animais
Por Cláudia Santos
CASCUDO Jabuti cedido pelo Ibama está sendo reabilitado para retornar à natureza

Desde a Conferência da ONU em Estocolmo (Suécia), em 1972, que se constatou que uma das soluções para reverter a degradação ambiental seria educando a humanidade. O intuito é modificar o comportamento do ser humano que há séculos usa os recursos da natureza como se eles fossem infinitos. 

“A educação ambiental é um instrumento para trabalhar a conscientização da população para a necessidade de rever suas condutas visando a preservação do meio ambiente”, conceitua Soraya El-Deir, professora de gestão ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e pesquisadora líder do Grupo de Gestão Ambiental de Pernambuco (Gampe). 

No ambiente escolar, a educação ambiental, passou a ser um tema transversal, isto é, que pode ser abordado em todas as disciplinas. E uma das matérias que mais remete ao assunto é a de ciências. A ponto de o colégio Madre de Deus realizar várias ações sobre meio ambiente dentro do Projeto de Iniciação Científica, que é realizado em parceria com o Espaço Ciência. 

Numa delas, os alunos pesquisam sobre as causas e as soluções para a poluição do Canal de Setubal, na Zona Sul do Recife, próximo ao colégio. Em outra, eles pesquisam sobre o avanço do mar nas praias. “Ao todo são 12 projetos, cujos resultados serão apresentados num evento no Parque Dona Lindu”, diz a coordenadora pedagógica Pollyanna Barreto. 

Neste ano, a questão ambiental será abordada a partir da importância do cuidado com o outro. Salas da educação infantil adotaram um mascote, seja um planta, um peixe, um pintinho, e os alunos aprendem a cuidar deles. 

A escola Fazer Crescer também tem um mascote: o Cascudo um simpático jabuti que foi cedido pelo Ibama e está hospedado no colégio. O animal está sendo reabilitado e embreve retornará à natureza. “Ele é usado nas aulas para o ensino infantil sobre as características do animal, além de despertar o respeito aos bichos, e também nas aulas sobre seres vivos no 5º ano”, explica Denise Paranhos, paisagista e coordenadora dos projetos ambientais da escola. 

O colégio desenvolve vários projetos, sendo que o pioneiro foi o Lixo que Vira Pão. “Temos uma estação de coleta que também é disponibilizada para a comunidade. O nome faz alusão ao fato de que o lixo vai para o depósito de recicláveis da prefeitura e ajuda no sustento dos catadores”, explica Denise.
IRRIGAÇÃO
A escola dá atenção especial ao verde. Foi montado um jardim vertical, que é regado por microaspersão para evitar o desperdício de água. Neste sistema, um sensor capta a umidade do solo e só faz a rega, por meio do gotejamento, caso necessite. Há também uma horta, cujo adubo é feito emcomposteira, onde são depositados cascas de fruta e restos de verduras da cantina, além de folhas secas da Praça do Rosarinho, que é adotada pela escola. Tanto a horta, quanto o jardim e os demais canteiros do colégio são abastecidos por meio do reúso da água da chuva. 

Todos esses programas são utilizados no aprendizado dos alunos. “No 8º ano a compostagem, por exemplo, é abordada nas aulas de química para mostrar como ocorre o processo de decomposição das substâncias orgânicas em adubo”, explica Andréa Sílvia, coordenadora pedagógica. 

Os projetos têm conseguido o intuito de modificar o comportamento dos alunos e até dos pais. “Hoje na escola mais de 50% trazem uma caneca de casa para não usar copos descartáveis”, exemplifica Pollyana.

Meio ambiente não é só verde, é gente também

Instituto JCPM criou o projeto Jovem Aprendiz para capacitar pessoas de 16 a 24 anos do Pina e de Brasília Teimosa
Por Margarette Andrea
NO MERCADO Jovens são capacitados no programa e muitos conquistam uma vaga no shopping [Foto: Igo Bione/JC Imagem]

Responda sem pensar: qual a parte mais importante do meio ambiente, sem a qual não pode haver sustentabilidade? Acertou quem pensou em si mesmo, nos amigos, na família, nos outros. Afinal de contas, são as pessoas que definem as transformações do meio em que vivem. “Quando a gente cria oportunidades de estudo e trabalho para um jovem, essa ação repercute em toda a sua família e na sua comunidade”, observa a diretora de desenvolvimento social do Instituto JCPM, Lúcia Pontes, criadoem 2006 para desenvolver o trabalho de responsabilidade social do Grupo JCPM. 

O instituto, que hoje funciona nas instalações do RioMar Shopping, foca suas ações nos jovens de 16 a 24 anos das comunidades de seu entorno que estudem em escolas públicas, oferecendo atividades de apoio à formação escolar e empregabilidade. Somente neste primeiro semestre, já atendeu mais de mil jovens do Pina e Brasília Teimosa e a previsão é de que chegue a dois mil ao final do ano. 

Dentro do programa Jovem Aprendiz, os interessados podem escolher por se capacitar em áreas como a de vendas, auxiliar administrativo e operador de supermercado. “As ofertas são associadas às demandas dos lojistas e a capacitação é feita em parceria com o Sebrae, assim como nos cursos de formação empreendedora”, esclarece Lúcia Pontes. “Já o Senac é nosso parceiro nos cursos de qualificação para o varejo e no Pronatec, que está oferecendo aulas de inglês e espanhol a 90 funcionários da área de atendimento do shopping.” Quem quer fazer vestibular conta com cursinho aplicado em parceria com o colégio Motivo e ainda há aulas de elevação de escolaridade em matemática, português, inglês e informática. 

“Nosso objetivo é que esses jovens tenham as mesmas oportunidades competitivas no mercado de trabalho que os de classe média, por isso selecionamos bons parceiros e hoje temos resultados gratificantes”, afirma a diretora. Um total de 673 jovens já foram empregados em 76 lojas e na administração do RioMar. Alguns já progrediram de função, como a recepcionista Débora Marcelino, 19 anos. “Soube dos cursos na escola e me inscrevi junto com alguns amigos (a maioria também conseguiu emprego). Rapidamente fui contratada para o balcão de atendimento e em dois meses já era recepcionista. Isso estimula a gente a querer aprender mais, pois vê a chance de crescer. Minha vida mudou completamente e agora quero fazer faculdade”, declara Débora, que mora com os pais e uma irmã no Pina e ajuda nas despesas da casa. 

Este ano, o IJCPM iniciou palestras com temáticas de cidadania, como a saúde da mulher, voltadas para grupos de mulheres, moradoras dos habitacionais da área e mães de alunos, reunindo cerca de 100 pessoas no auditório a cada evento. “Já conversamos com os jovens sobre questões de cidadania, pois o mercado não exige só capacitação na área de atuação, mas também comportamento. Agora resolvemos inserir as famílias nessas discussões”, salienta Lúcia Pontes.
OPORTUNIDADE Joedson entrou na capacitação e foi contratado pela concessionária [Foto: Igo Bione/JC Imagem]

É preciso se apropriar dos recursos naturais

Pesquisadora titular da Coordenação de Estudos em Ciência Tecnologia e Inovação da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Lúcia Melo enfatiza o papel da indústria no estabelecimento de uma gestão responsável. Para a estudiosa é importante que as empresas locais identifiquem as demandas trazidas pelas indústrias que estão se instalando em Pernambuco. Mas para isso precisam contar com pessoas capacitadas e migrar seus negócios para a produção limpa, de fontes renováveis, com atenção às mudanças climáticas, como forma de assegurar condições de sustentabilidade aos investimentos. 

“O Brasil é privilegiado em termos de recursos naturais e pode ter uma agenda de produtos embasados na diversidade da nossa biomassa, por exemplo. É preciso competência em várias áreas para explorar esse patrimônio”, ressalta. 

Dentro da macropolítica de desenvolvimento sustentável, Lúcia Melo destaca a importância dos países tropicais de dominar tecnologias adequadas para se apropriar da exploração dessas fontes renováveis. “A exploração da agropecuária brasileira, por exemplo, depende do uso racional da água, e a biodiversidade permite o desenvolvimento de fármacos importantes para o País. Portanto, esse capital natural só faz sentido se puder ser apropriado”, alerta. 

A pesquisadora destaca o papel da tecnologia para que haja um maior aproveitamento desses recursos naturais e uma maior eficiência no consumo de insumos como energia. 

Lúcia Melo defende a tese de que a tecnologia pode contribuir para valorizar e tornar viável alguns serviços a serem explorados em espaços de desenvolvimento, tais como o processamento de produtos, que são a base de ecossistemas menores; manejo sustentável de floresta, bioindústria em diferentes níveis, bioenergia de diversos espaços territoriais. 

Muitas vezes esses sistemas para se integrarem precisam de tecnologia de alto conteúdo científico para o qual nossa capacidade é limitada, ainda que em curva ascendente.

Fiepe elabora proposta de logística reversa


Há quatro anos a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) criou o Conselho de Meio Ambiente e tem procurado cumprir seu papel agregador, como entidade representativa, de fomentar o desenvolvimento sustentável. Para respaldar a elaboração de uma proposta de modelagem da logística reversa na cadeia de embalagem o conselho visitou em maio a cidade de Hof, na região da Bavária, Alemanha, país reconhecido por suas práticas sustentáveis. 

Nos dias 13 e 14 acontecerá o Encontro Nacional dos Conselhos de Meio Ambiente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), com o objetivo de apresentar e validar a proposta do setor industrial para o aprimoramento do Marco Legal em Licenciamento Ambiental no Brasil. 

Para entender melhor o assunto é preciso saber que o Ministério do Meio Ambiente publicou edital de chamamento no começo do ano, convocando o setor a apresentar propostas de acordo setorial para a implantação de sistema de logística reversa de produtos eletroeletrônicos e embalagens seus componentes, através de suas entidades representativas. 

O empresário Oseas Omena, integrante do conselho da Fiepe, participou da missão e explicou que tanto em Hof como em outras cidades da Alemanha cada garrafa PET, por exemplo, tem o valor de envase estipulado em €0,57. “Tivemos a oportunidade de sermos ressarcidos através de máquinas eletrônicas, onde colocamos o vasilhame usado e a própria máquina fazia a leitura e liberava em seguida o valor correspondente. Ele variava de €0,57 a €0,75, dependendo do tipo de embalagem, que já vem embutido no preço do produto. Caso o vasilhame são seja devolvido, esse valor financiará toda a cadeia de logística reversa”, diz Omena.
*Logística reversa é responsável pelo fluxo de produtos do consumidor para as indústrias: reúso, reciclagem, recall ou devoluções.
USO RACIONAL Lúcia Melo diz que é preciso competência para explorar o patrimônio natural [Foto: Michele Souza/JC Imagem]

Futuro exige mais que as ISO



ANÁLISE “A entrada de novos investimentos estabelece outro tipo de concorrência”, diz Fátima [foto: Bernardo Soares/JC Imagem]

No dia Mundial do Meio Ambiente, o Jornal do Commercio lança o Especial Sustentabilidade com exemplos de empresas públicas e privadas que em modos diferentes se mostram comprometidas em promover o desenvolvimento sustentável. E isso significa manter as regras do modelo capitalista procurando diminuir os impactos sociais e ambientais. Afinal, só a partir do século 20 fomos perceber que tudo acaba, até aquilo que pensávamos eterno como água que escorre pelas mãos. 

A engenheira química, doutora em engenharia ambiental e sócia da TGI Consultoria em Gestão, Fátima Brayner, diz que do ponto de vista do planejamento estratégico não é possível fazê-lo sem levar em conta os pressupostos do desenvolvimento sustentável. “Pernambuco não é mais aquele Estado de 30 anos atrás, a entrada de novos investimentos estabelece um outro tipo de concorrência”, analisa. 

Na avaliação dela, as empresas de Pernambuco se inserem ainda lentamente na economia verde. As empresas ou começam logo a assumir a responsabilidade dentro desse novo modelo ou estarão perdendo as grandes possibilidades de uma nova forma de desenvolvimento em que vão interagir as dimensões social, econômica e ambiental. 

Para a especialista é preciso ir além da conquista das ISO, por exemplo, condição sine qua non aos negócios. Ela enfatiza que o lugar do futuro não pode ser mais um lugar pró-forma, que obedeça apenas ao estabelecimento da missão, valor, planejamento e matriz Swot (ferramenta utilizada na análise gerencial que responde à equação de potencialidades, fraquezas, oportunidades e ameaças). Consultora de pequenas e grandes empresas, Fátima Brayner explica a importância de corresponder aos padrões de desenvolvimento sustentável exigidos mundialmente pelo mercado globalizado. 

As empresas locais poderão se credenciar para serem fornecedores e fechar parcerias com grandes redes que aportam no Estado, atraídas por benefícios fiscais e pelo crescimento da chamada nova classe média. Essa é a grande motivação para atender à exigência do mercado mundial. Afinal, esses padrões são os mesmos para empresas de qualquer porte ou amplitude de atuação, local ou global. E se o mercado pernambucano não estiver dentro do modelo ficará fora dos negócios, abrindo espaço para empresas de outros Estados assumirem esse lugar. Ou seja, é importante a empresa compreender a macropolítica do desenvolvimento sustentável e aproveitar as oportunidades de crescimento. 

Um bom exemplo dado pela consultora para entender a equação são as condições impostas pelo mercado financeiro na concessão de crédito. Entre as exigências, válidas para empresas privadas ou públicas, está a de serem signatárias de documentos como os Princípios do Equador (conjunto de critérios mínimos para a concessão de crédito, que assegura que os projetos financiados sejam desenvolvidos de forma socialmente e ambientalmente responsável), Agenda 21 ou Pacto Global (programas da ONU). 

Na avaliação da concessão do financiamento internacional, não só a gestão da multinacional deve ser coerente com esses preceitos como os fornecedores também. Ano passado, a grife espanhola Zara amargou queda nas ações com as denúncias de utilização de trabalho escravo de imigrantes bolivianos em oficinas de costura clandestinas que produziam para a marca em São Paulo. 

O exemplo das exigências na concessão de crédito também se aplicam às boas práticas sustentáveis para ganhar pontos numa concorrência, processo licitatório ou pedido de empréstimo. A empresa que mais rapidamente se reposicionar no mercado, estará assegurando seu lugar no futuro.

Emlurb vai concluir instalação de lixeiras da coleta seletiva em rotas da Copa

As vias contempladas serão as Avenidas Recife, Norte, Boa Viagem, Beberibe e Mascarenhas de Morais, e ruas Barão de Souza Leão e 10 de Julho


Do JC Online

A Empresa de Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) vai promover até a próxima sexta-feira (14) a instalação de 750 jogos de papeleiras ao longo das rotas estabelecidas pela organização da Copa das Confederações da Fifa. As vias contempladas serão as Avenidas Recife, Norte, Boa Viagem, Beberibe e Mascarenhas de Morais, e ruas Barão de Souza Leão e 10 de Julho.
O recipiente vermelho será destinado para a coleta de lixo em geral misturado, embalagens de materiais não recicláveis e restos de material orgânico. Já o verde (cor padrão para eventos da FIFA) receberá apenas papel, plástico, vidro, isopor e metal.
A intenção é promover a separação correta dos resíduos, estimulando a preservação do meio embiente e uma economia sustentável.

Chuva forte derruba barraco na Macaxeira.

 / Foto: Felipe Ribeiro/Reprodução da TV Jornal

Uma família de nove pessoas perdeu seu barraco e todos seus pertences na noite desta terça-feira (12), devido às chuvas, na Vila Esperança, Macaxeira, Zona Norte do Recife. A moradia desabou por volta das 22h30. Os integrantes da família ouviram primeiro um estalo e, cerca de uma hora depois, as paredes desabaram. Não houve feridos graves.
A Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) foi ao local por volta da meia noite e entregou à família setes colchões e cestas básicas. Mas, segundo o líder comunitário da vizinhança, Paulo Silva, esta ida foi uma exceção. Ele relatou que os desabamentos na área são recorrentes.
A família se encontra agora em uma casa vizinha que estava descocupada. Entre os restos do barraco, roupas, eletrodomésticos e panelas se misturam à lama.

TORRE - As chuvas que caíram na noite desta terça e madrugada desta quarta (12) também resultaram na queda de galhos de um árvore na Rua Visconde da Taparica, no bairro da Torre, que atingiu dois carros.
A queda aconteceu por volta das 4h30, não deixando feridos, mas partindo fios de telefone da via. Alguns comércios do local estavam sem telefone ou internet nesta manhã. A Emlurb já foi à rua para realizar a retirada dos galhos.

Fonte: JC

terça-feira, 11 de junho de 2013

Recife dá início aos debates sobre tratamento e destinação do lixo

A Prefeitura fará uma ampla consulta popular sobre o tema “Resíduos Sólidos e Sustentabilidade”, com a 2ª Conferência Municipal de Meio Ambiente.
As cidades estão crescendo em ritmo acelerado. As pessoas consomem mais e produzem mais lixo. Com os centros urbanos se expandindo e tanta coisa sendo jogada fora, também está se tornando difícil ter locais onde colocar o material. É sobre esse assunto cada vez mais relevante no Brasil e no mundo, que a Prefeitura do Recife fará uma ampla consulta popular. A partir desta terça-feira (11), terão início as reuniões preparatórias para 2ª Conferência Municipal de Meio Ambiente, sob o tema “Resíduos Sólidos e Sustentabilidade”. O primeiro encontro será com os moradores da RPA-1, às 18h, na Unidade de Tecnologia, localizada na Avenida Oliveira Lima, bairro da Boa Vista.

Durante os meses de junho e julho, serão realizadas, ao todo, oito reuniões preparatórias para a conferência. Com intuito de envolver a população, seis serão organizadas nas Regiões Político-Administrativas da cidade. As outras duas vão abranger os setores da sociedade civil organizada, sendo promovidas no dia 12 de julho. Pela manhã, o debate será com o segmento empresarial e, pela tarde, com representantes de entidades, associações e sindicatos. “Os centros urbanos atualmente produzem muito lixo e a mudança para uma realidade mais sustentável requer um grande envolvimento popular. É isso que estamos buscando na 2ª Conferência”, ressaltou a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, Cida Pedrosa.

Só no ano passado, o Recife produziu 796.274,04 toneladas de lixo. Significa que, em média, gerou-se 2,5 mil toneladas de lixo por dia. Em março de deste ano, com vista ao futuro, a PCR aderiu ao Plano de Resíduos Sólidos do Governo de Pernambuco, que contém as principais diretrizes sobre políticas públicas para a área. Uma alternativa moderna que inclui tratamento e reciclagem de resíduos; e ainda faz os municípios da Região Metropolitana atuarem de forma integrada. A prefeitura também deu início à construção de um galpão de triagem de resíduos recicláveis no Arruda. A previsão é que o equipamento seja usado por cerca de 100 famílias de catadores.

De acordo com Cida Pedrosa, a conferência municipal, que antecede as etapas estadual e nacional, busca possibilitar que a sociedade se conheça melhor as compromissos estabelecidos nos planos locais e regionais, além de que todos possam contribuir para sua implantação. “Não basta a coleta e um bom plano de gestão. Temos que repensar o tipo de consumo que fazemos. Além disso, é preciso ter a consciência do desperdício que se faz ao colocar artigos recicláveis, que são objetivos de valor no mercado, para serem enterrados. Esses materiais devem voltar para a cadeia produtiva, gerando renda a quem mais preciso e benefícios para o meio ambiente. Esse ciclo só se concretizará se for construído conjuntamente”, acrescentou.  

A iniciativa ainda visa contribuir para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS); elaborar estratégias de mitigação dos impactos ambientais decorrentes dos resíduos; identificar soluções para diminuir a geração de resíduos e mudar padrão de consumo. Das reuniões preparatórias, serão eleitos 109 delegados que vão participar da 2ª Conferência, no Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Madalena, nos dias 30 e 31 de julho. A PCR será representada por 61 delegados. Os governos Estadual e Federal contarão, cada um, com dez pessoas que terão direito a voz e voto durante o evento. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sequestro de carbono


Uma possibilidade que já é colocada em prática em pequena escala e conta com muitos defensores é a de capturar dióxido de carbono produzido pela atividade humana e aprisioná-lo abaixo da superfície da Terra. A princípio, cientistas acreditam que a técnica limpa e eficiente é, também, segura. Mas o método é caro.

Atualmente, existem apenas 40 fábricas no mundo que realizam o procedimento com o dióxido de carbono que produzem em suas plantas. Voltado essencialmente para a indústria, a técnica de captura e armazenamento de carbono poderia consumir até 40% da energia gasta em uma fábrica, o que inviabiliza o método para a maioria das empresas.


Controlar as chuvas

Com raios laser, cientistas estão trabalhando para conseguir provocar chuvas sobre locais específicos. Disparando os raios em atmosferas que já tenham alguma umidade, foi possível induzir a condensação das partículas de água. Não foi o suficiente para criar chuva, mas os resultados foram considerados promissores. Com mais pesquisas, os cientistas da Universidade de Genebra esperam chegar ao ponto de criar ou prevenir chuva. Na China, o comitê meteorológico de Pequim possui uma equipe dedicada exclusivamente a modificações climáticas.

Em 2009, o departamento alardeou como uma grande conquista ter disparado 432 foguetes com substâncias químicas - como gelo seco e iodeto de prata - que seriam capazes de criar nuvens e fazer chover. A iniciativa, entretanto, despertou descrença na comunidade científica internacional, que não pode verificar se o método era mesmo eficaz.

Fonta: UOL

Dia Mundial do Meio Ambiente 2013: conheça a origem e os objetivos

Neste ano, a ONU chama a atenção para o desperdício de comida


Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 1972 para marcar a abertura da conferência de Estocolmo. No mesmo dia, foi criado o Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). O dia é considerado uma das principais ações das Nações Unidas para chamar a atenção para como afetamos a natureza.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Inundação mata uma pessoa e deixa desaparecidos na Áustria

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/inundacao-mata-uma-pessoa-e-deixa-desaparecidos-na-austria/2610429/

Taubaté realiza semana com atividades sobre o meio ambiente

A Prefeitura de Taubaté realiza a partir de segunda-feira (3) a Semana do Meio Ambiente 2013, que contará com diversas atividades sobre o tema. As atrações seguem até o próximo domingo (9).

Na segunda-feira (3) estão programadas apresentações teatrais sobre o tema na Escola Municipal Walter Thaumaturgo, às 9h e às 13h30. Na terça-feira (4), na Escola Municipal Profª Marisa Lapido Barbosa, às 9h30, acontece a apresentação do grupo Madre Ecologia e, às 19h, na Câmara Municipal de Taubaté, uma Audiência Pública sobre Resíduos Sólidos.
As atividades seguem na quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, com todas as atividades desenvolvidas no SEDES, como o Grupo de Trabalho Programa Cidades Sustentáveis, às 8h30; a Palestra “Planeta Caipira”, às 9h ; o espetáculo “Matéria Prima” com o Balé da Cidade às 14h e a Exposição de Trabalhos de Educação Ambiental, no horário das 8h30 às 17h.
Na quinta-feira (6) haverá atividade em campo no Instituto Florestal, a partir das 8h e a Premiação de Projetos Ambientais na Câmara Municipal às 10h.
Sexta-feira (7) tem Contação de Histórias na Escola Municipal Profª Anita de Andrade, das 9h às 16h30 e uma Mesa Redonda com o Tema Cidade Sustentável no SENAC de Taubaté, às 19h. Já no sábado (8) será a vez da Exposição “Reciclando Idéias”, na Rodoviária Nova, das 8h às 18h. No  domingo (9),  será realizado o encerramento do evento com a I Conferência Juventude e Sustentabilidade, no SESC Taubaté, das 13h00 às 17h30.
Fonte: G1

Semana do Meio Ambiente em Pernambuco

Em Pernambuco, junho é o mês do meio ambiente. Desde 2011, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) estipulou que apenas um dia de homenagem não seria suficiente para ações de promoção da natureza e da sustentabilidade. A partir dessa segunda-feira, até o dia 29 de junho, cursos, exposições, seminários, visitas e outras atividades estarão disponíveis no Parque Dois Irmãos para o público infantil e adulto contemplar e debater o tema. 

Além da programação lúdica, na próxima quarta-feira, em Fernando de Noronha, o governador Eduardo Campos fará a exposição de um plano de aplicação orçado em
R$205 milhões para o estabelecimento de um modelo de desenvolvimento sustentável no estado. 

“Neste plano, iremos focar em locais com reservas ambientais. Além de reforçarmos a proteção das áreas preservadas, faremos um estudo junto às comunidades que as cercam para criar linhas de atividades econômicas que não agridam o meio ambiente, como o turismo ecológico ou a apicultura, por exemplo”, explicou o secretário da Semas Sérgio Xavier. Segundo ele, em Pernambuco, há 71 reservas ecológicas formalizadas. “Até 2014, criaremos mais 11 áreas protegidas e todas elas também receberão recursos do Estado”, completou o secretário.

Durante o mês de junho, também será reforçado o combate ao comércio ilegal de lenhas, com a campanha Madeira Legal.

Programação
No intuito de aproximar as crianças da temática do meio ambiente e da sustentabilidade, o primeiro dia de atividades do mês no Parque Dois Irmãos incluirá uma feira de produtos reciclados, além de pintura a dedo e contação de histórias. 

Na próxima quinta-feira, será aberta a exposição de anfíbios “Um pulo no Zoo”, com mostra de sapos, rãs e pererecas encontradas na reserva florestal do parque. Haverá, também a partir da quinta-feira, uma exposição do concurso fotográfico amador “Olhares sobre a Mata Atlântica”. 

O secretário Sérgio Xavier ressalta que a arte é uma forma de conscientização. “Queremos que a sustentabilidade seja uma preocupação de todos, já que é um tema que engloba a natureza, a economia e, também, as pessoas. A arte é uma das formas de sensibilizá-las e de oferecer conhecimento sobre o tema”, opinou o secretário.

Por MARCELA PEREIRA

Tomate ecológico é destaque entre projetos desenvolvidos pela Embrapa Solos

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Uma pesquisa recente da Embrapa Solos está ganhando evidência este ano, quando se comemoram os 40 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Trata-se do tomate ecológico.
Os pesquisadores desenvolveram um modo de plantar o tomate, envolvendo diversas técnicas que diminuem o impacto do uso de pesticidas. “E nós controlamos a quantidade do fruto, por análise de laboratório, com apoio da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), com relação ao teor desses pesticidas no tomate”, disse à Agência Brasil o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Solos, Daniel Perez.
Essa técnica já vem sendo divulgada e transferida aos produtores do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, São Paulo, Goiás. “Porque é um diferencial tecnológico que dá um preço melhor para o produtor do tomate. Você tem um tomate com uma característica de segurança alimentar muito maior”.
A Embrapa Solos está em processo de certificação da qualidade desse material a fim de que o produtor que trabalhe com a técnica possa ter um diferencial de mercado.
Outro trabalho de destaque da unidade da Embrapa Solos baseada no Rio de Janeiro está relacionada a serviços ambientais. Um grupo da empresa está trabalhando nos municípios de Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim e Bom Jardim, localizados respectivamente na região metropolitana, na região das baixadas e no centro do estado, buscando indicadores que permitam valorar a terra no sentido da conservação da água e do solo.
“Isso visa a dar suporte às prefeituras, principalmente na identificação daqueles produtores que protegem o meio ambiente, como uma forma também de incentivá-los a continuar fazendo isso”, comentou Perez.
Ele salientou que embora esteja baseada no Rio de Janeiro, a Embrapa Solos desenvolve pesquisas que são voltadas para todo o país. Um dos projetos que tem impacto nacional elevado está ligado à questão dos insumos alternativos. O pesquisador destacou que a partir de 2007, ocorreu uma crise na área de fertilizantes no Brasil, devido ao alto custo que apresentam. Boa parte dos fertilizantes usados no território é importada. “Nós não temos capacidade de produção. Um exemplo clássico é o potássio. O Brasil importa praticamente 95% do potássio que consome. E as fontes naturais estão acabando”.
Por isso, a empresa está buscando alternativas que sejam fontes desses nutrientes, mas que permitam também mudar a forma como o fertilizante libera esse nutriente para a planta, que hoje ocorre de maneira imediata, como a grande maioria dos fertilizantes convencionais. Daniel Perez explicou que a Embrapa Solos trabalha em pesquisas que envolvem, inclusive, nanotecnologia, para que o fertilizante tenha capacidade de liberar os nutrientes ao longo do tempo. Isso beneficia o meio ambiente e melhora também a eficiência do próprio elemento para a nutrição da planta.
Hoje, a Embrapa Solos já tem produtos desenvolvidos que vão da porta da fazenda até a indústria. Um deles utiliza cama de aves (resíduo gerado da criação de frangos de corte em granjas) e dejetos de suínos. “As grandes granjas, hoje, já têm como pegar esse material e processá-lo industrialmente, de forma a obter um fertilizante de alta qualidade e 'performance' e que pode ser utilizado pelos produtores da região. Eu posso dizer que esse é um produto que já está acabado e vai de uma ponta a outra do agronegócio”.
Outras ações da Embrapa Solos estão sendo desenvolvidas na Amazônia, no sul do país e até na África. Daniel Perez informou que um grupo de pesquisadores da empresa vai neste mês para a África dar assistência ao Instituto de Investigação Agrícola de Moçambique. O grupo vem trabalhando há cerca de dois anos dando suporte à transferência de tecnologia na área de solos para a equipe moçambicana. O trabalho tem o apoio do Ministério das Relações Exteriores.
Os 40 anos da Embrapa serão comemorados hoje (3), em sessão solene na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e vai contar com a presença dos chefes gerais das três unidades da estatal sediadas no estado: a Embrapa Solos e a Embrapa Agroindústria de Alimentos, que ficam na capital, e a Embrapa Agrobiologia, no município de Seropédica, na Baixada Fluminense.
A Embrapa é constituída por 47 unidades descentralizadas de pesquisa e serviço, além de 15 unidades centrais. Ela reúne 9.795 empregados, sendo 2.427 pesquisadores, dos quais 81% têm doutorado. A empresa desenvolve atualmente, na área externa, 100 projetos de cooperação técnica com 27 países.
Edição: Denise Griesinger